Dois lados do amor
15 Mãe
Notas iniciais
Regina Mills
Um mês se passou desde que Chris recebeu alta, e confesso que esta sendo o mês mais incomum que estou vivendo, ter uma criança em casa não é fácil principalmente se ele herda o gênio teimoso de sua mãe, mas agora as coisas estão se encaixando, Emma e eu estamos nos adaptando a essa vida materna. Não fica nos agarrando pelos quatro cantos da casa foi a primeira coisa que aprendemos, Chris já nos pegou em situações no mínimo traumatizantes, ainda bem que nessa fase ele não se lembrará de nada.
O quarto dele ficou pronto e ficou lindo, a decoração era com o tema de baixinhos tinha até uma girafa enorme, aquele menino adora girafas. Cada dia nos aprendíamos mais sobre ele, descobri que pela manhã ele é mais manhoso e adora ir para nossa cama assim que acorda, gosta de chocolate com canela, detesta morangos e adora café, mas não deixo Emma dá a ele não é adequado para uma criança na idade dele. Outra coisa que tivemos a nos adaptar foi retirar objetos pequenos do alcance dele, da ultima vez a experiência não foi agradável.
— Regina eu não sei o que ele tem, ele não para de chora. — Isso era Emma ao telefone, eu tinha ido almoçar com mamãe.
— querida já checou a temperatura dele? – Chris não chorava ele berrava dava pra escutar mesmo afastando o celular do meu ouvido.
— a temperatura dele esta normal, Regina eu também sou médica você acha mesmo que eu ligaria se fosse uma febre. – dava pra sentir a agonia dos dois, Emma estava em pânico.
— já estou voltando fique calma. – tive que cancelar o almoço com mamãe e voltar correndo pra casa, quando cheguei à situação era caótica, Chris chora, Emma chora e a sala estava uma bagunça. Imagino que Emma deve estar lutando com sua mania irritante de organização.
— Emma que bagunça é essa? – digo indo até ele que estendia os braços em minha direção me pedindo colo.
— Regina eu não sei mais o que fazer ele esta assim já faz quase uma hora. – ele realmente estava vermelho de tanto chorar, o que me deixava agoniada.
— calma meu amor o que foi em? – pergunto a ele, mas o choro só aumentava, subi com ele até o nosso quarto pegando meu kit médico, analiso se ele estava com alguma marca no corpo, e foi ai que eu notei que tinha algo errado com o nariz dele, ele estava respirando só pela boca.
— Emma vem aqui. – a chamo a loira que observava tudo da porta do quarto.
— você por acaso deixou ele em algum momento sozinho na sala?- a indago eu já sabia o que era.
– sim quando fui atender meu celular que estava na cozinha. – falava agoniada, andando de um lado para o outro no quarto. – o que isso tem haver?
Pego o espéculo nasal peço que ela olhe no nariz dele, foi ai que a ficha dela caiu, ele tinha colocado alguma coisa dentro. Após esse incidente todos os objetos pequenos foram temporariamente retirado da decoração da casa.
Chris foi o responsável pela crise primeira de choro que minha mãe teve em publico, mas ela não foi a única a chorar, o motivo do choro dela foi um dos momentos mais especiais em minha vida, estávamos fazendo compras em um Shopping, só mamãe e eu junto com Chris, Emma e Lexa foram ver um jogo do Red Sox, as duas adoravam beisebol, só não levaram o Chris por que eu não deixei se fosse pela cabeça daquelas duas o garoto só vestiria camisas daquele time. Entramos em uma loja que vendia artigos e roupas infantis, mamãe se empolgou e queria levar tudo, confesso que eu também, Chris estava no colo de mamãe e eu um pouco mais afastada onde ele não poderia me ver, foi quando eu o ouvi pronunciar sua primeira palavra compreensível e foi mãe, e dizia olhando ao redor procurando algo, na hora achei que Emma tivesse aparecido lá, mas quando ele me viu repetiu mãe, bem alto esticando os bracinhos pra mim, minha mãe Cora estava com lágrimas nos olhos, acho que aquela cena ela não esperava ver tão cedo eu me senti a mulher mais feliz do mundo, mãe ele me chamava de mãe e depois não parou mais. Emma ficou enciumada mesmo não querendo admitir, Chris me chamou de mãe primeiro do que a ela.
Ser mãe é algo novo pra mim, até porque não era essa a minha intenção com o filho da Emma ele já tem mãe alias tem duas, mas acontece que ele me escolheu a agora me chama de mãe o tempo todo, conversei com Emma sobre isso e chegamos conclusão que deveríamos deixa-lo livre se era sim que ele me via então era sim que seria. Filhos é um projeto que venho pensando nas ultimas semanas, mas é impossível não ver o Chris como um, eu o amo de uma forma tão intensa, sinto um amor diferente de tudo que já senti em minha vida, me sentia tão mãe quanto Emma, sei que Lily não aprovaria essa minha interação toda com o filho delas, mas não tinha como ele já havia ganhado o meu coração. Acima de tudo eu já era mãe para ele, o apego que ele tem por mim era enorme, se ele acordasse de madrugada eu era a única pessoa que ele queria perto, quando sentiu medo ele veio correndo até a mim, da primeira vez que ele caiu e machucou o joelho foi em meu colo que ele procurou consolo, então isso me faz tão mãe quanto Emma ou Lily. Cada nova aprendizagem dele era motivo para alegria, mamãe já o considerava como neto, Lexa toda vez que o via incentiva-lo a chama-la de tia. Meu maior medo e que Lily quando acordar não me deixa mais ter contato com ele, só de pensar nisso meu coração fica apertado.
Lily ainda não acordou e Emma disse que dificilmente ela irá acordar, os danos foram graves, a extensão das possíveis sequelas também. Devido o estado dela o juiz deu a guarda total de Christian a Emma o exame de DNA deu esperado, então oficialmente agora ele se chamava Christian Page Nolan Swan, mesmo não sendo oficial eu o via como meu também.
Emma e eu decidimos por um casamento simples, nada de festa só o casamento no cartório o que deixou minha mãe possessa, sei que Cora Mills falará sobre isso até o ultimo dos seus dias.
— Regina você só pode esta ficando louca! que historia é essa que vai se casar na sexta, hoje é segunda menina. – minha mãe estava inconformada, tinha acabado de contar a ela que eu e Emma casaríamos naquela semana.
— mamãe eu e Emma decidimos que não há motivos para esperar mais para nos casarmos, nós nos amamos não há motivos para esperar. – argumento.
— isso só pode ter sido ideia dela daquela loira petulante, minha filha o que vamos dizer para nossa família? – ao chama-la de loira petulante mexeu com meu humor, já era hora dessa implicância toda acabar, Emma seria minha esposa e eu não podia mais aceitar esse tipo de situação.
— mamãe pare de chamar a Emma assim, o pedido foi meu, eu que quis antecipar o casamento. e outra não quero ninguém além da senhora do papai, e da Lexa. – vejo-a parar de andar e me olhar perplexa.
— ela por acaso te engravidou foi isso? Pelo que eu saiba a biologia ainda não permite. – não tive como não rir do comentário dela.
— mamãe eu estou feliz, será que a senhora não vê isso, eu estou radiante porque vou me casar na sexta, Emma é a mulher da minha vida, eu não quero esperar mais nada, só quero viver minha vida e construir minha família. – Vejo minha mãe sorrir, acho que finalmente ela entendeu que a Emma sempre será a minha pessoa.
— se é assim que você que meu amor, que seja, estarei lá ao seu lado como sempre estive. – ela vem até mim e me abraça com o melhor abraço do mundo o da minha mãe.
E assim foi feito, só eu Emma meus pais, Lexa que foi minha testemunha e Chris, a única pessoa de fora foi Ruby que foi testemunha da Emma, meu noivado foi o mais curto da história da família Mills só durou um mês, por decisão minha. Agora oficialmente sou uma Swan, Regina Woods Mills Swan, como Ruby gosta de dizer A senhora Swan. Nossa lua de mel ficaria para o final do ano quando iremos visitar meus sogros.
Tinha tudo que uma mulher poderia querer, era bem sucedida na minha profissão, tinha uma esposa maravilhosa, um enteado que tenho como filho. Pelo mesmo era o que eu achava até Emma me fazer um pedido uma semana depois de casarmos.
— Regina eu sei que falamos em esperar mais um tempo, mas já que estamos casadas, porque adiar o nosso segundo filho? – fique surpresa com ela tocar no assunto, mas confesso que aquela ideia de adiantar esse plano me agradou.
— Emma você tem certeza? Combinamos de tentar só no próximo ano. – isso era o que estávamos planejando.
— eu sei amor, mas olha não quero que o Chris seja muito mais velho que o irmãozinho, quero que eles tenham idade para brincar juntos e nos deixar de cabelos branco mais cedo. – ri quando ela disse a ultima frase
— amor, você me pegou de surpresa. – confesso.
— você não quer? – o olhar dela era quase de suplica, ela queria realmente adiantar nosso segundo filho.
— claro que quero Emma, mas o Chris ainda e tão pequenininho e se ele se sentir menos amado com a chegada do irmão? – ela me abre um sorriso lindo, segura meu rosto entre suas mãos e me da um selinho.
— amor você é a mãe mais maravilhosa desse mundo, tenho certeza que nossos cinco filhos irão ama-la como nunca. – quando ela disse cinco filhos confesso que me assustei.
— Emma cinco você não acha que é um pouquinho de mais não! – ela riu alto acho que minha expressão de susto deve ter contribuído.
— quantos você que ter então, por mim teríamos uns dez. – falou com uma naturalidade que me assustou mais ainda.
— serio Emma, se cinco era demais imagine dez, no máximo mais dois e só. – ela me olhava com se eu tivesse dito a maior declaração de amor do mundo.
— então assim será mais dois lindos filhos não vejo a hora de te ver gravida. – ela estava tão empolgada que era contagiante não ficar também.
Gravidez, enquanto Emma e Regina estavam planejando a chegada do segundo filho, Cora Mills se encontrava com um velho conhecido.
— então Sidney o que descobriu sobre Clarke Griffin.
— aqui esta senhora. – disse entregando uma pasta lacrada a mulher. – tudo sobre a senhorita Griffin. – disse sorrindo para mais velha.
— mais veja só senhorita Griffin por essa não esperava. – a mais velha disse olhando o conteúdo da pasta. – aqui esta Sr Glass. – disse passando um envelope contendo o pagamento aos serviços do homem.
Após o homem receber o pagamento ele se retirou deixando Cora Mills analisando cada item daquele relatório.
— acho que está na hora de termos uma conversinha senhorita Griffin. – Murmura a mulher mais velha.
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