Dois lados do amor
4 As Mulheres de Lexa
Notas iniciais
Alexandra Woods (Lexa)
Segunda feira, para muitos o dia mais odiado da semana, mas para mim não, costumo gostar da segundadas, eu sinto como se se esteve virando a pagina de um livro, uma nova semana, novas possibilidades, não costumo reclamar da vida afinal ela foi tão generosa comigo. Imaginem só fui abandonada assim que nasci nunca soube nada da minha família biológica, fui adotada logo em seguida pelos Mills, tive um pai maravilhoso, mas minha mãe Cora ela foi sensacional, nunca fez distinção entre Regina e eu, tenho plena certeza que eles me amam incondicionalmente. Fui criada rodeada de amor e carinho, acho que por isso o fator abandono nunca foi um trauma na minha vida.
Cora Mills minha mãe sempre vem a Boston, segundo ela é para garantir que suas princesas estavam bem. Moro com Regina desde que me formei, já estou no ultimo ano de residência, escolhi ortopedia, Cora vive falando para as amigas que as melhores médicas do mundo são suas filhas, coisa de mãe coruja. Regina é outra que coruja na minha vida, na falta de Cora ela faz o papel de mãe, se bem que desde que ela e Emma engataram o namoro ela aliviou mais a barra. Costumo dizer que a mulher da minha vida sempre será Cora. amigas, namoradas, ficantes seja lá o que for nunca vão ter a importância que ela tem na minha vida. Papai sempre diz Lexa e suas mulheres.
Relacionamentos não são meu forte, primeiro não me apego fácil, só tive um namoro serio em toda minha vida e segundo passar por Cora e Regina Mills não é pra qualquer uma. Mamãe é capaz de por o FBI para investigar a vida de qualquer uma que queira algo serio comigo. Mas ultimamente venho me sentindo só, acho que deve ser carência ou coisa do tipo.
Emma planeja pedir a Rê em casamento, e eu como boa cunhada venho ajudando no assunto, Swan é uma figura, mas por um tempo quis mata-la, sei que hoje Regina é muito feliz com ela, só que nem sempre foi assim e cada vez que eu via aquele olhar triste dela e sabia o motivo me fazia querer arrancar fio por fio daquela cabeleira loira lentamente. Elas superaram a fase difícil e hoje são o casal modelo, sabe a “branca de neve e o príncipe encantado” que elas nunca me escutem dizendo uma coisa dessas, Ruby e eu apelidamos elas de casal encantado, mas como tenho amor minha vida só falo assim quando estou a sós com a loba.
Ontem à noite saímos eu e a loba junto com casal encantado, fomos a um bar perto do hospital. Noite animada como sempre, Ruby que não perdia a oportunidade de tentar me levar pra cama, sei que é só para provocar a Rê. Tudo meio que mudou quando vi uma loira entrar acompanhada de outra garota, ela era linda, tinha um sorriso encantador e um corpo que faria qualquer um pecar só em pensamento não conseguia tirar os olhos dela, passei boa parte da noite a observando, em certo momento ela olha pra mim e como de santa eu não tenho nem o nome passei a encara-la descaradamente, a amiga dela já tinha arrumando um carinha qualquer, Regina já dava sinais que queria ir embora, e panda da namorada dela que faz todas as suas vontades não iria discordar, o jeito era partir para o ataque, pedi licença as meninas e fui ao banheiro, não antes de encara-la novamente. Meu plano era simples, eu fui até o banheiro esperando ela me seguir, e foi. Tivemos uma noite incrível na casa dela, Clarke é uma leoa, diga minhas costas que ficaram toda marcada a mulher tinha um apetite insaciável, mas pela manha ela me mandou ir embora, uma pena, pois com ela eu até estava disposta a sair mais algumas vezes. A vida segue, se ela não quis tem quem queira. Era uma segunda feira dia de mais uma nova página, dia de mais um plantão exaustivo seriam trinta e seis horas. A vida é uma gozadora nata, pois naquela manhã era dia de novos internos, eu especialmente detestava até ver uma das internas. Nada mais nada menos que Clarke Griffin, que me deu outro fora, mas sou persistente e aquela loira ainda ficaria caidinha por mim.
Recebi três internos Griffin, Blake (a amiga dela da noite passada) e um rapaz que não tirava o olho da loira o Collins, tinha tudo para um plantão normal tinha, mas não foi. Os EUA foram alvos de atentado terrorista, jogaram um avião em um prédio residencial, foi um horror, com isso os hospitais ficaram lotados, meus internos foram remanejados para onde precisavam mais, Collins ficou comigo, Blake Deus sabe onde foi parar a Clarke ficou de babá de um garotinho a pedido da Regina, fato esse muito estranho já que minha irmã não gosta de crianças. Passei à tarde ocupada realizando cirurgias, o dia estava caótico, e eu precisava de um descanso, a noite chegou e eu estava só os cacos. Precisava descansar, fui atrás de Ruby para comermos algo, mas encontrei Clarke na ala da pediatria com o garotinho nos braços ele parecia irritado, pois não parava de chorar, resolvi ir até eles.
— Dia difícil? – ela que estava de costas para porta virou é me deu um meio sorriso, se eu estava cansada a loira estava mais.
— pode apostar que sim.
— e esse garotão como ele esta? – disse esticando os braços em direção do garotinho e por incrível que pareça ele quis vir para os meus braços.
— não para de chora, já chequei a fralda, dei comida e nada ele não para de chorar. – disse já se jogando na poltrona que tinha no quarto, é a loira estava destruída.
— ei garotão que tão nos cantarmos um pouco, em? – aquela coisa fofa que por sinal é a cara da Emma, se ela fosse um homem poderia jurar que era algum filho dela que ela desconhecia.
Clarke apenas observava calada, pequei meu celular selecionei uma musica qualquer e comecei a dançar com ele, o garotinho estava estressado é com certeza deveria sentir falta da mãe, quinze minutos depois é ele já estava o terceiro sono, quando olhei para Clarke ela também estava. Deitei o garotinho no leito, e fui até a loira.
— Clarke acorda. – falei mexendo de leve no seu ombro. Ela acordou meio desorientada.
— vem aqui tem quartos para descaso, e você e eu estamos precisando.
— não posso deixa-lo sozinho. – falou indo ate o garoto.
— pode sim, ele esta dormindo, é só avisar no posto das enfermeiras que vai sair. Você esta exausta, eu estou exausta então precisamos descansar um pouco. – falei pegando na sua mãe e a levando até o quarto de descanso que tinha no andar da pediatria.
Deitamos em camas separadas, quando estava quase pegando no sono sinto alguém deitar ao meu lado, antes mesmo que eu reclame de alguma coisa ela fala.
— posso dormi aqui com você? – a puxo para próximo de mim fazendo que ela se aconchegasse e ficamos assim agarradinhas, o sono veio logo.
Quando acordei vi que ela ainda dormia tranquilamente, mas agora estávamos de conchinha eu a abraçava por traz. Fico mais um pouco ali quieta só sentido seu perfume Clarke tinha um cheiro tão bom, quando senti que ela começa a despertar, ela pega minha mão que estava em seu ventre e entrelaça seus dedos aos meus.
— quanto tempo nós dormimos? Ela pergunta.
— como sabe que estava acordada? – ela virou de frente pra mim, com um sorriso tímido nos lábios.
— eu não sabia, só resolvi arriscar.
— creio que umas duas horas mais ou menos. – ela tinha os olhos azuis mais lindos que já vi em toda minha vida.
— melhor irmos. – Ela diz já se levantando, mas sou mais rápida e a puxo novamente para cama, ela cai deitada em cima de mim.
— temos tempo, se estivessem precisando da gente nossos bips já teriam avisado. – digo a olhando nos olhos, estávamos com os rostos próximos, podia ver a íris dos olhos dela tão de perto, seu hálito próximo ao meu rosto, ficamos alguns segundos assim até ela tentar sair de novo, só que dessa vez troco de posição ficando por cima dela, prendendo suas mãos acima de sua cabeça com uma das minhas.
— Dra Woods, contenha-se estamos em local de trabalho. – vejo que respira com dificuldade.
— sabe Clarke você não poderá fugir de mim para sempre, sei que você quer tanto quanto eu, sua boca pode até nega mas seu corpo grita para que eu a toque, para que faça você minha mais uma vez. – digo passando minha mãe esquerda pela lateral do corpo dela até a sua coxa apertando com força.
— Lexa para é sério estamos em local de trabalho não podemos fazer isso. – Ela já fala uma coisa, mas reações que o corpo dela me dá são outras, sei que ela deseja tanto quanto eu, não sei o que essa loira tem toda vez que chego perto dela não consigo não pensar em não toca-la, Clarke Griffin é afrodisíaca.
— não negue que você que tanto quanto eu, Clarke! – digo aproximando meus lábios do seu pescoço dando leves beijos sinto seu corpo se arrepiar com meu gesto.
— não quero, para Lexa. – ela diz de forma manhosa, ela esta rendida.
Selos nossos lábio em um beijo sedento de desejo, solto sua mãos e levo minha mão direita por dentro de sua blusa, acariciando aquele abdômen perfeito. Vejo a loira parar de resistir, minha língua pede passagem que é prontamente concedida pela loira transformando nosso beijo em algo obsceno, me encaixo entre suas pernas a loira leva uma de suas mãos as minhas costas por baixo da minha blusa com a outra ela aperta minha bunda, céus ela vai me levar a loucura, isso é uma grande loucura, nossos corpos estão tão colados, sinto meu sexo encharcar vou beijado seu pescoço, e ela solta gemidos baixos, uma de minhas mãos vai até um de seus seios que são perfeitos, ela é perfeita, uma de suas mãos vai arranhado minhas costas que já estava arranhadas da noite passada, ela me marcava como se demarcasse território, aquela mulher era um leoa cravando suas garras estavam em mim. Clarke Griffin é viciante. Tudo estava tão bom, mas tudo que é bom dura pouco meu bip resolveu quebrar o clima. Paramos nosso beijo já ofegantes.
— salva pelo gongo, mas sequer cogite a possibilidade de que eu não terminarei o que começamos hoje. — digo isso esticando minha mão para pegar o bipe, vejo que era um chamado do PS. Saio de cima dela pegando minhas coisas enquanto a loira estava deitada de olhos fechados como se lamentando pela interrupção.
Vou até ela dou um selinho e saio do quarto, se Clarke Griffin acha que vai se livrar de mim tão facilmente esta muito enganada. Aquela leoa eu ainda iria domar.
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