Dois lados do amor
21 A luz na Escuridão
Notas iniciais
Regina Mills
Vejo Clarke sair da sala, mas meu foco permanece o mesmo, minha irmã. Vejo Costia com os olhos marejados, ela também havia desistido, mas não poderia desistir dela, ela era minha irmã mais nova era minha obrigação cuidar dela.
— Ela se foi Regina. – Costia já falava com a voz embargada, meus olhos também começam a arder, eram as minhas lágrimas querendo vir a tona.
— Carregar. – vejo ela me olhar com pena, minha voz já estava falha.
— Carregue isso mais uma vez, agora. – eu não aceitaria perdê-la daquela forma.
— ela se foi Regina.
— Carregue esse maldito aparelho, Lexa eu proíbo você de morrer esta me ouvindo. – Grito para minha irmã.
Costia carrega mais uma vez o aparelho.
— afastar. – é mais uma vez o corpo dela é impulsionado para frente, meus olhos estavam vidrados no monitor que era responsável por mostrar a frequência cardíaca, que estava ainda zerado. Era o fim, largo o aparelho que cai no chão e vou até o rosto dela, meu mundo se resumia aquele momento, Costia falava alguma coisa mais eu não conseguia ouvir mais minha irmã estava morta e isso era demais pra mim.
— Regina, Regina, REGINA MILLS. – viro o meu rosto para Costia que aponta para o monitor meu coração deu um pulo, e foi aí que eu tive certeza que força superior realmente existia.
— Vamos Mills se mexa temos que terminar a cirurgia. – sinto que o tom de voz de Costia estava o oposto de um minuto atrás.
Beijo a testa da minha irmã e volto para concluir a cirurgia. Pouco tempo depois vejo Ruby entrar na sala feito um foguete, com a expressão de choro, logo penso que minha irmã estava salva, mas minha esposa talvez não.
— Clarke disse que ela. –aponta para Lexa. – tinha, tinha você sabe.
— Emma como ela esta? – ele me olha com a expressão indecifrável.
— Swan está bem, mas perdeu um rim. Fora isso vai ficar com uma cicatriz nada sexy. – alivio era o que eu sentia agora volto a minha atenção para Lexa, o caso dela ainda era grave, ela ficou muito tempo parada eu não sabia se haveriam sequelas.
Três dias depois...
Clarke Griffin
Minha rotina passou a ser aquele hospital, todo o tempo que podia eu ficava ao lado dela, Lexa estava em coma, mas Regina disse que o quadro clinico dela já estava estável, o problema é que não sabíamos se ela teria alguma sequela, Emma só foi acordar no dia anterior, hoje se tudo ocorresse bem com ela sairia da UTI para um quarto. Cora tem revezado comigo sempre que podia.
As lembranças daquele dia me atormentam cada minuto dos meus dias, e vê Lexa daquele jeito me corroía até os ossos.
— LEXA. — Ela me olha com os olhos arregalados depois caindo no chão em seguida, corro a até onde ela esta caída na hora já não ligava mais pra nada, só queria estar com ela. Ela esta imóvel, o tiro foi muito próximo do coração, tento pressionar o ferimento, mas alguma coisa encosta na minha cabeça. Ali seria o meu fim, mas não me importava com mais nada.
Preferia morrer a perdê-la daquela forma.
— adeus Clarke, diga ao meu filho que eu o amo. – fechei meus olhos e só esperei pelo pior.
Escutei o som de um corpo se chocando com o chão.
— sangue se paga com sangue. – era Costia ela cortou a veia jugular do senhor Jaha, seu sangue agora banhava o meu corpo e as paredes próximas, vejo Costia segurar um bisturi coberto de sangue.
Depois disso foi tudo muito rápido, Finn e Regina chegaram logo em seguida e nos ajudaram a socorrer Lexa.
Ao todo foram mortas doze pessoas, vinte feridas incluído Lexa e Emma mais um hospital inteiro devastado, o PS estava fechado desde ocorrido, aos poucos a rotina ia retornando, descobrimos que o senhor Jaha teve um surto psicótico o que levou a fazer aquela barbaridade, Finn disse que após a morte do Wells o pai dele se isolou do mundo, ainda perdeu a ação que moveu contra hospital alegando erro médico, o time em que o meu amigo jogava ainda tentou dar apoio, mas ele recusou.
Agora estou aqui me apegando a esperança que Lexa acorde bem, minha vida esta vazia sem a companhia dela, às vezes eu acho que vou ficar louca, como posso amar outra pessoa de uma forma inexplicável. Lexa esta tão pouco tempo em minha vida, mas já virou meu mundo de cabeça para baixo, ela me deu esperança de uma vida feliz. Sentir todo aquele medo de tê-la perdido me deixou assustada, sinto que minha alma e a dela fossem como uma só.
Regina Mills
Chris esta há três dias me perguntando sobre a mãe dele, não poder leva-lo ao seu encontro o que me parte o coração, ainda bem que Lexa (o cachorro) o distrai, nunca pensei que esse filhote de dinossauro fosse me ajudar tanto, mamãe esta abalada com tudo. O estado da Lexa apresenta melhoras, mas muito lentas, ela está em coma e tento ser otimista, mais meu maior receio é que quando ela acorde possa apresentar sequelas.
Para meu alivio Emma acordou ontem, mas seu estado é delicado, ela perdeu um rim e parte do fígado. Ruby disse que aquele desgraçado só não a executou porque ela reagiu, segundo ela houve uma luta entre os dois, ele atirou nela pelas costas, só não a matou porque ela correu infelizmente paciente dela veio a óbito.
Tantas vidas interrompidas e uma parece querer retornar do seu sono profundo, segundo o Dr Dexter substituto de Emma, Lily esta dando pequenos sinais de melhora o que tem deixado a equipe animada, confesso que pode até ser um sentimento mesquinho meu mas tenho medo que ela me afaste do Chris.
Estou observando Emma dormir já faz umas três horas, vê-la melhorar a cada dia me dá mais força para segurar a toda essa barra.
— sabia que é feio ficar encarando as pessoas enquanto dormem. – ela tinha acordado e me dava aquele sorriso lindo.
— aprendi com você. – vou até ela e dou um selinho em seus lábios – como se sente?
— me sentindo a branca de neve com esse sono todo. – sorrio de sua brincadeira.
— então serei sua princesa encantada. – digo segurando sua mão.
— não, princesa não. – ela me olha sorridente. – tu és minha rainha, rainha da minha vida, do meu coração do meu destino.
Impossível não segurar as lágrimas com aquelas palavras. Emma e seu romantismo incurável.
Clarke Griffin
Estava no refeitório depois de Raven e octavia me expulsarem da UTI, Finn estava me fazendo companhia.
— Princesa, tu tens que comer alguma coisa. – ele insiste a pelo menos a uma hora que eu coma alguma coisa.
— serio Finn não estou com fome. – essa preocupação toda dos meus amigos já estava me irritando.
— Clarke ela vai precisar que você esteja forte para cuidar dela. – ele diz empurrando um sanduíche de peito de peru e um suco de laranja em minha direção.
— Finn eu não consigo comer não desce nada. – empurro de volta o lanche em sua direção.
— Clarke só respire, me ouça você tem que ser forte, por ela por vocês, mostre a Lexa o seu melhor. – ele diz segurando minhas mãos.
— ela é o meu melhor Finn. – digo já com os olhos marejados, apertando forte suas mãos. – sem ela me sinto vazia, meu coração esta em mil pedaços é só ela pode consertar tudo.
El levanta e me puxa para um abraço, ali eu descarreguei cada lágrima que estava teimando em segurar, Finn se tornava meu amigo-irmão.
— acredite nela Clarke, ela vai voltar pra ti eu sei que vai.
O momento foi quebrado com uma Octavia ofegante e sorridente me chamando.
— Clarke... Ela acordou.
Sinto minha vida voltar a correr pelas minhas veias. A única coisa que fiz foi correr até ela, foi à corrida mais importante da minha vida, paro assim que chego em frente ao leito dela, a vejo pelo vidro da UTI ela esta conversando com Regina que tinha o rosto banhado por lágrimas, Costia chegou em seguida parando ao meu lado.
— Vá, tenho certeza que a você que ela mais que vê. – sorrio para ela, Costia foi outra que todos os dias a visitava pelo menos duas vezes por dia.
— obrigado. – ainda não tinha agradecido a ela por ter me salvo, por ter lutado para salvar a vida de Lexa.
— Lexa é especial Clarke, e você a merece vá lá. – ela diz me empurrando.
Entro divagar quase não acreditando que estava vendo aqueles olhos verdes cheios de vida novamente, Regina assim que me vê abre um sorriso. Lexa me vê e me dá o maior premio que eu poderia ter o seu sorriso. Regina nos deixa a sós. Ficamos por um tempo nos olhando.
— Clarke. – eu notei que ela tinha dificuldade para falar.
— não se esforça meu amor, estou aqui. — Digo me aproximando dela tocando seu rosto, era impossível não sorrir de alegria. –
— você foi minha luz Clarke, eu estava na escuridão é você foi minha luz. – não contenho as lágrimas que agora era de alegria.
— Lexa eu... – ela me interrompe.
— Clarke eu disse que sempre estarei com você, e sabe o porquê? – eu nego com a cabeça — eu te amo, a amo de um jeito que nunca amei ninguém em minha vida, foi meu amor por você que me salvou.
A única coisa que poderia fazer era beija-la. Meu sopro de vida estava de volta, meu porto segura estava de volta.
— Lexa você é meu porto seguro. – digo.
— e tu és a minha ancora. Eu amo você Clarke Griffin.
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