Notas iniciais
Esse capítulo traz uma visão mais detalhada sobre essa história. Logo estarei postando o primeiro capítulo, propriamente dito. Mas, caso queira, ao terminar de ler esse prefácio, comente aqui sobre o que acha da temática a ser abordada. Espero que gostem. Estou escrevendo com muito carinho, porém é minha primeira história. Conto com o feedback de vocês, meus amigos!

Essa história começa no ano de dois mil e quatorze depois de Cristo, aquele que se sacrificou por nós, para apagar nossos pecados. Ele nos ensinou a amar incondicionalmente e sermos justos. É nesse contexto de amor e justiça que essa história está inserida, porém com um enredo não muito comum, mas real.

Você acredita que possa existir uma amizade forte, pura e saudável entre um adulto e uma criança, sem que estes, sequer, sejam de uma mesma família? Quantos e quais estereótipos rodeiam uma relação assim? Será que a sociedade vê isso com bons olhos? Os preconceitos partem somente do ambiente externo à uma amizade desse formato, ou será que os envolvidos também repercutem esse tal preconceito internamente?

Bem, quero, com essa obra, gerar reflexões sobre essa temática. Na perspectiva de uma história de drama/ternura baseada em acontecimentos reais e quase completos – salvo algumas pitadas de ficção para deixar-lhe mais envolvente, sem perder o foco nas provocações pertinentes – pretende-se questionar a máxima sempre direcionada às crianças: "Não fale com estranhos! Não confie em estranhos!". Será mesmo que uma união entre o mundo fantasioso, encantado e terno de uma criança e o mundo de um adulto sempre deve ser visto como algo impossível e prejudicial? Há essa necessidade de segregar crianças de adultos, como se não pudesse existir uma relação saudável e benéfica entre esses seres, extrapolando as relações familiares?

Convido-lhes a embarcarem nessa aventura real, com doses de fantasia, onde um adulto, representado pela figura do autor que vos fala, se deixa cativar e se envolve no mundinho infantil de uma criança, passando a ter-lhe consideração e carinho como se esse ser especial fosse de sua própria família. Todos os percalços, as conquistas, as demonstrações de afeto e as adversidades provindas de mudanças de comportamento, conflitos intergeracionais e preconceitos serão aqui expostos, e creio que você, amigo leitor, vai se encantar com essa amizade, vai deixar escapar sorrisos involuntários, mas também vai deixar rolar lágrimas ao ver o desenrolar do tempo e os desdobramentos que uma relação tão complexa traz.

Se encante e veja como é possível existir amizade sincera e verdadeira entre um adulto e uma criança, mas também reflita sobre os preconceitos e estereótipos sociais envoltos nessa relação.

Escrevi essa história para que sirva de relato de uma experiência própria e cheia de sentimentos diversos. Foi por amar muito essa, até então, criança, e acreditar na possibilidade de laços afetivos benéficos entre adultos e esses seres especiais, fora de um escopo familiar, que resolvi escrever essas páginas. Espero que ao final dessa leitura eu consiga desconstruir seus preconceitos e estereótipos se lhes forem presentes.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.