Dois Mundos: Entre A Magia E O Poder.
7 "Ajudinha" de Hogwarts
Notas iniciais
Okay, okay... eu demorei outra vez D:
Sinto muito gente.. vou tentar ser mais competente daqui pra frente sauhsdhu
E... OMG EU RECEBI UMA RECOMENDAÇÃO! Laah OBRIGAAAAAAADA SUA LINDA! ESSE CAPÍTULO É TODIIIIINHO SEU U_U
Sem mais delongas, apreciem o capítulo :33333
Até lá baixo (yep, leiam as notas finais)
A mim, Hogsmeade nunca parecera tão bela quanto naquele fim de tarde. Fosse talvez porque eu nunca havia visto a vila no verão, fosse talvez porque a minha perspectiva em relação a vida estava alterada. Enfim, fosse o que fosse, no momento em que desci do expresso fui obrigada a prender a respiração. O sol dourado pousava como uma manta felpuda por sobre as casas, as lojas e as ruazinhas de pedra. Pontos brilhantes pululavam por todo o lado, refletidos nos vidros e coisas do tipo. Caio assoviou, admirado.
– Que lugar é esse? – perguntou ele, com os olhos brilhando.
– Hogsmeade.
– Hmmmmm. Seria legal voltar aqui com tempo... essas lojas parecem maravilhosas.
Eu ri e concordei, mas logo em seguida segurei sua mão e o conduzi até o fim (ou começo, se pensarmos de outro jeito) da vila.
– Bem, parece que vamos andando até Hogwarts! – eu disse rindo. – Mas tudo bem, é logo ali.
Caio lançou um olhar em direção ao castelo, recortado no horizonte.
– Ele é incrivel. Annabeth mataria um exército inteirinho para poder ver isso.
Seguimos andando em direção a minha casa, conversando baixinho. Querendo ou não, eu estava super apreensiva em relação a... a não sei o que.
Os portões de Hogwarts se aproximavam lentamente de nós, crescendo um pouquinho mais a cada passo que davámos.
– Lyss?
– Sim, Caio?
– Como vou entrar na escola? Você disse que “trouxas”, ou sei lá o que, não podem entrar na propriedade...
– Sim. E eu disse também que não podiam vê-la. Mas você está vendo.
– Mas, como...?
– Acho que isso é porque sua mãe é a deusa da magia. Quer ou não, você tem sangue mágico na veias. Também acho que é por isso que Clarisse teve de ficar para trás. Você pode imaginar a confusão que teríamos se ela não visse o castelo e pensasse que estavamos zombando dela?
– Oh. Sim, faz sentido... – ele disse sorrindo largamente.
– Era uma coisa óbvia Caio – eu respondi, também rindo.
Quando o portão veio ao nosso encontro, não pude deixar de me surpreender: o próprio diretor estava ali nos esperando, do lado de dentro das grades.
O portão se abriu magicamente – literalmente – e, assim que entramos ele se fechou.
– Olá Elyssa. – disse o professor amavelmente. – E olá Caio.
Caio se surpreendeu com o fato de já ser conhecido e sorriu de canto.
– Não podemos nos demorar crianças. – começou o diretor. – Tenho aqui comigo um mapa. Confesso a vocês que tentei lê-lo – quem não o faria se encontrasse algo tão fascinante em sua sala? – mas não me fez o menor sentido. Felizmente, porém, tenho fé absoluta de que o decifrarão. Foi me pedido para entregar o mapa e... isso a vocês. – ele disse tirando uma caixinha – e um pedaço de pergaminho que, julgo eu, é o tal mapa – de dentro das vestes.
– Agora se apressem! Desçam até o campo de quadribol e aguardem até que sua carona chegue. Não me parece que vá demorar, mas caso contrário, terão tempo para estudar o mapa, a caixa e decidir o que fazer. Boa sorte. – dito isso, após um sorriso solidário, diretor Longbottom nos deixou.
– Poxa. – disse Caio. – Só isso? Assim tão rápida? Mas eu queria conhecer o castelo!
Eu concordei, um pouco insatisfeita também. Que raios é isso? Vim de Nova Iorque até Hogwarts para uma conversa de um minuto? É bom que o dito mapa seja útil. Muito útil.
Conduzi o filho de Hécate até o campo de quadribol e a cada novo arbusto que passava, Caio parava, olhava, sorria e comentava, admirado.
Quando entramos no campo, Caio assoviou e me fez explicar a ele as regras do quadribol. Era de se esperar que nossa “carona” já tivesse chego depois de minha breve síntese sobre o quadribol, mas ela não chegou. Estávamos sentados em uma das arquibancadas da Grifinória, o sol nos banhando.
Abri o mapa entre eu e Caio e nos colocamos a análisa-lo. Era de um pergaminho velho, amarelado e grosseiro, incrivelmente fascinante. O mapa parecia ter sido desenhado a mão, com tinta e pena, por alguém que estava realmente muito apressado. No canto esquerdo superior da página, Hogwarts estava desenhada, e nela, um ponto de luz brilhante piscava. Rabiscos deixavam o tosco desenho de Hogwarts e seguiam até um penhasco, que, julgo eu fica no Alaska (ALASKA! SABE ONDE FICA O ALASKA? Por Merlin.), depois do penhasco o próximo ponto de parada era a Casa Branca do presidente trouxa dos EUA. Daí seguia para o Empire State Building e logo depois para um grande ?. Sim, você leu direito. O próximo local era um ponto de interrogação, ou seja, não havia próximo local. Em cada um dos pontos, havia um X, ao lado de uma esfera roxa e brilhante, dentro da esfera, um líquido cintilante se movia preguiçosamente (Qual é? É um mapa mágico. Mapas mágicos tem esse tipo de coisa). Espalhados pelo mapa, encontravam-se diversos nomes. Alguns, não me faziam o menor sentido. Outros como minotauro, centauro, Medusa e aracne, eu reconheci.
– Hmmmmmmm, realmente não faz tanto sentido. – eu disse. – Mas pelo menos podemos lê-lo. Quando o professor nos falou sobre ele, achei que estava em alguma língua estranha ou em símbolos sei lá...
– Bem, estranho, estranho não é... mas não é de se esperar que ingleses saibam falar grego antigo. – devolveu Caio.
– Como? – eu disse meio confusa. – O mapa está em ingl-
Antes eu terminar de falar, prestei atenção ao mapa. Pequeno símbolos formavam as palavras e não pequenas letras. Pisquei.
– Que coisa... estranha.
Caio riu.
– Estranhas são essas localizações. Tipo, teremos de ir em cada um desses lugares... encontrar sei lá o que... certo? E essas bolinhas roxas? Que raio é isso? — ele disse.
– Hm... talvez tenhamos de encontrar as próprias “bolinhas roxas”.
– Okay Lyss. E no que elas nos serão úteis?
– Érr...
– E esses nomes? – continuou Caio. – O que isso tem a ver? Como pode nos ajudar...?
– Ou como vai nos atrapalhar. – eu disse penetrante.
– É. Tem essa ainda. Lyss, já parou pra pensar em como é que esse mapa chegou até aqui? Como foi que ele apareceu na sala do seu diretor? Mapas mágicos e estúpidos não vão passear sozinhos.
– Caio... eu estou entendendo tanto quanto você.
– E essa luz branca piscando? Que droga é essa?
– CAIO! EU JÁ DISSE QUE NÃO SEI!
– Okay. Eu desisto. – suspirou Caio finalmente. – Depois olhamos a droga da caixa. Já nos irritamos o suficiente. E onde está a droga da carona que o carinha lá nos prometeu? Já estamos aqui há duas horas e meia!
– Pois é. – eu retruquei irritada. Aquele mapa idiota nada fez além de me aborrecer.
– Jogo das perguntas. – disse Caio de repente.
– O que?
– Vamos jogar. Pra passar o tempo e nos distrairmos.
Ponderei um pouco sobre aquilo. O jogo das perguntas – jogo no qual cada um deve fazer uma pergunta ao outro, que só pode responder de formar sincera, para depois poder perguntar. – sempre foi na minha concepção, idiota. Você nunca saberia se a resposta do outro era sincera. Você nunca teria nada de interessante para perguntar. As perguntas sempre acabariam ultrapassando os limites da intimidade e iriam parar na linha da “safadeza”. Mas quem iria jogar comigo era Caio, o garoto que em menos de dois dias se tornara extremamente especial para mim. Resolvi então que para ele poderia ser excessão.
– Okay, comece. – eu disse.
– Qual sua comida preferida?
– Peru assado com calda de manga. – eu respondi prontamente.
– Puxa. – ele disse.
– E a sua? – perguntei.
– Batata frita. – ele disse me fazendo rir.
– Okay, vou perguntar...
– Nem pensar dona Elyssa. Você já fez sua pergunta!
– O que? Mas aquilo não conta! Não foi uma pergunta, tecnicamente. Eu só disse “E a sua?”.
– Nem vem! A pergunta contou sim. Vamos lá, eu vou perguntar.
Assenti, irritada. Caio roubou minha vez nas perguntas! Me revoltei.
– Qual sua cor preferida? – ele perguntou, sorrindo divertido.
– Gosto de todas.
– Você não pode gostar de todas! – ele me repreendeu.
– Claro que posso. Eu gosto de todas.
– Okay né... a minha é roxo. E não pense que sou gay por isso, okay? Só acho roxo uma cor bem legal...
Eu ri e respondi:
– Okay. Minha pergunta: como foi ser reclamado por Hécate e como você reagiu? E seu pai? Você mora com ele? Como ele é com você? Você gosta do Acampamento e tudo o mais?
– Opa, opa, opa. – ele respondeu. – A regra é: uma pergunta de cada vez. Você me fez seis! Pode parar.
Caio me fitou intensamente. Ele perdeu a batalha visual e suspirou, para em seguida falar:
– Moro com meu pai desde sempre. Ele é um bom pai para mim, mas... é meio ausente. Ele nunca superou minha mãe, e depois que descobri quem ela é, pude perceber que ele nunca vai superar. Fui para o acampamento ano retrasado e me senti em casa, fui reclamado logo na primeira semana e fiquei meio sem saber o que pensar... e, ah, essa é a minha primeira missão.
Eu acenei com a cabeça. Parece que todo semideus tem a mesma história de vida, no fim das contas. Sempre trágico.
– Lyss, sua vez de responder. Você tem um namorado, ficante, ou algo do tipo?
– Ãh... Bem...
– Okay. – ele disse menos animado do que antes. – Me fale sobre ele.
– É que... não é nada disso Caio. Lembra do Lucas, que eu falei? Então... ano passado nós meio que ficamos... mas não foi nada sério sabe? Não queríamos estragar a amizade. Só que esse ano parecesse que ele...
Eu me interrompi, me lembrando do penultimo dia de aula, quando Lucas me encurralou no canto do salão comunal depois de todos terem ido dormir, e me perguntou o que eu achava de tentarmos algo sério... e logo depois ter me beijado. De qualquer forma, não foi nada, e eu disse a ele que precisava pensar.
– Hm. – disse Caio.
– E... e você? – eu perguntei, apreensiva.
– Eu já tive algumas ficantes. Nada sério também. E no momento não tenho nada, com ninguém.
– Que bom... – eu respondi sem querer. Droga!
Caio sorriu maliciosamente perante meu comentário.
– Hmmm... você acha bom? Mesmo tendo um casinho com seu amiguinho bruxo?
– Eu quis dizer que... é bom você ficar sozinho por um tempo e... – tentei formular a frase, corando.
– Aham. Sei.
– Caio! Seu arrogante! Eu não quis dizer que...
– Ah qual é Lyss... você ficou bem animadinha quando a Clarisse disse que eu era seu namorado... não ficou?
Eu fiquei pasma. De verdade. Escancarei a boca depois disso. Eu não havia ficado nem um pouco animadinha! Quer dizer... só um pouquinho... mas não muito!
Caio caiu na gargalhada depois disso. Ele ria tanto, que achei que fosse explodir.
– Eu... estava... brincando cara! – ele disse morrendo de rir.
– Ha-ha. Hilário. – eu disse sarcástica.
– Adoro sua ironia. – ele disse quando finalmente parou de rir.
– Como pode? Você me conheceu há menos de dois dias!
– Sei disso. Mas parece que faz uma eternidade que te conheço!
– Pra mim também. – eu respondi.
– Lyss... você gosta desse tal Lucas?
– Eu... bem... não realmente.
– Que bom... – ele respondeu imitando meu tom de voz.
– Hmmmm... você acha bom? Mesmo tendo várias semideusas na sua? – eu decidi entrar na brincadeira.
– Acho. – ele respondeu me olhando nos olhos seriamente (ou tão sério quanto Caio pode ser). E – palmas – mais uma vez, o filho de Hécate me surpreendeu. Durante os dois segundos em que eu fiquei ali, pasmada, Caio se aproximou de mim consideravelmente, tirando o mapa e a caixinha do caminho. Seu corpo estava tão perto do meu, que eu podia sentir sua pulsação. Seu cheiro. Seu calor. Ele continuou se aproximando, nosso narizes roçando, os olhos ainda fixos um no outro. Eu podia sentir seu hálito quente se misturando ao meu, sua boca se aproximando, sua mão em minha cintura, quando...
– Ei! Idiotas! Parem de se beijar e vamos embora! Temos muito o que fazer com o que eu descobri! – Caio e eu nos separamos bruscamente e nos deparamos com uma cena totalmente inusitada. Clarisse montava no hipogrifo que horas antes, tentara matar, e logo atrás dela, mais duas criaturas aladas estava postadas. Nossa carona havia chego, e atrapalhado o momento que, não fosse isso, poderia ter sido um dos melhores do dia.
Descemos as arquibancadas meio constrangidos. Caio murmurou:
– Muito obrigada Clarisse. Agora eu te amo ainda mais do que antes.
– Pffff. – retrucou ela. – Como se vocês não tivessem ficado de amassos o tempo todo enquanto eu reunia informações importantes!
– Antes fosse isso. – disse Caio mal humorado.
– Ora, parem de reclamar! Tenho muito pra contar e vamos fazer uma viagem longa. Ah, a propósito onde está o mapa? Com toda a certeza precisaremos dele.
Nisso, senti o mapa queimar em minha mão. Quando olhei para ele, bem ao lado do ponto de interrogação, o Cetro de Hécate brilhava insistentemente.
Notas finais
Desculpem se ficou meio fraquinho... e curto... mas o próximo vai ser definitivamente melhor!
E ae Calyssa shippers (decidi que o shipp Caio+Elyssa será Calyssa. Sim, eles são um shipp, caso alguém não tenha notado u_u) o que acharam do QUASE beijo entre os dois..? ~como o sempre o quase estava lá blábláblá~
Seguinte meu povo: quando eu receber 6 reviews ou 1 recomendação, eu vou postar aqui fotos (ou desenhos meus) dos personagens e o mapa! Então.. tratem de comentar (nem que o comentário seja: sua fic é ruim da pega). Enfim. Assim que eu atingir os reviews, postarei os desenhos e tudo o mais...
Beeeeeeeeeeeeeeeijos sabor Caio Ranbin :*
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