Dois Mundos

3 A Chegada


Notas iniciais
Demorou mas está aí, me desculpe, o problema era a inspiração que não chegava...

− Sejam bem vindos Caçadores de Sombras, ao ACAMPAMENTO MEIO – SANGUE!

Disse o mesmo homem que havia aparecido na cozinha do Instituto, bom, não bem na cozinha e sim em uma nuvem de vapor, estava do mesmo jeito, barba espessa e cacheada e cabelos castanhos grisalhos, a única coisa que Jace não esperava era que ele usasse cadeira de rodas, qual era mesmo o nome dele? Quíron?

. Parecia um acampamento de férias normal, com vários jovens, de crianças a adolescentes, e vários deles usavam camisetas laranja iguais, deveria ser o uniforme de lá.

−Percy, Annabeth e Grover, os recepcionem e mostrem o acampamento, depois quero vocês e eles na casa grande, na minha sala – disse Quíron para um garoto que parecia ter quase a mesma idade que Jace, tinha cabelos escuros e parecia ser só um pouco mais baixo que ele.

−Sim senhor. – respondeu o garoto, e Quíron se retirou junto com um homem um pouco acima do peso que usava uma camisa havaiana com estampa de onça e bermudas cáqui, mas que parecia exalar poder e respeito.

O menino foi em direção a Jace e aos outros, junto com uma garota loira e um garoto de calças muito grossas, e que parecia ter algum tipo de problema na coluna.

­−Olá, me chamo Percy Jackson, sou filho de Poseidon, e esses são Annabeth e Grover, e vocês? – disse Percy.

Filho de Poseidon? Como assim? Jace ia falar com ele, mas Alec o interrompeu antes, estendendo a mão para cumprimentá-los.

−Sou Alec, esses são Isabelle e Jace, meus irmãos, e aquela é Clary, namorada de Jace. Prazer em conhecê-los – realmente ele estava sendo bastante educado – Então, esse é o acampamento meio-sangue... Parece ser bem normal... Tirando os pégasos.

−Só parece... – disse a menina loira com uma leve risada –Prazer me chamo Annabeth Chase, sou filha de Atena – ela disse com muita certeza, será que era verdade? Como ela poderia ser filha de uma deusa da Mitologia Grega?

−Bem, vamos para o centro, podemos estar do lado de dentro da fronteira mágica, mas não é tão seguro assim mesmo, vai saber o que tem lá fora, né – disse Percy, e foi andando na frente. E olhando melhor Jace notou que o menino que usava calças grossas, não eram calças, eram pernas de bode, como assim?! Será que só ele notou?

−Ei, vocês notaram o mesmo que eu? O garoto... Grover, ele tem pernas de bode? Ou estou tendo algum tipo de alucinação?

−Eu também notei isso – disse Clary – o que ele é?

−Grover...? – falou Jace

−Sim? – O menino olhou para ele.

−Então... – ele disse olhando para as pernas estranhas de Grover – Você é... Você... é um fauno? Ou alguma coisa assim?

­−Eu não sou um fauno! Faunos são aproveitadores e vivem pedindo dinheiro, e mais, são romanos. Eu sou grego, ou seja... sou um sátiro.

−Calma cara, não precisa se estressar – Disse Percy rindo.

−Mas isso me irrita, e não dá risada! Desde que começou a virem campistas romanos para cá que isso acontece, eles vivem me confundindo com um fauno.

Uou, pensou Jace. Enquanto iam andando passaram por uma quadra de vôlei onde tinha alguns campistas jogando, e perto dali havia uma casa que parecia ser para artesanato, pois ele viu uma ou duas crianças de aproximadamente 10 anos com o rosto pintado, e umas meninas fazendo esculturas de barro.

−Uau... — ele disse.

−O que foi? — Perguntou Clary.

−Aquelas meninas não olharam para mim, isso não é normal.

−Ei! – Irritou-se Clary.

−Mas é verdade, você sabe que sou irresistível – Clary não acreditava que ele estava sorrindo daquele jeito para ela — concorda Alec?

−O que? Anh? Não, não sei de nada...

−Você parece um pouco distraído Alec, o que você tem? – Perguntou Isabelle.

−Nada, não tenho nada... Estou bem. – ele forçou um meio sorriso.

−Tenho certeza que é saudade do Magnus – Cochichou Jace para Clary, ela riu.

Havia vários jovens, a maioria com camisetas laranja, uns carregavam armas, como espadas, lanças, arcos, adagas, e tinha um que estava com um machado.

Clary estava maravilhada, o lugar parecia bem grande, e era muito bonito, havia várias árvores (ela jurava que viu uma menina verde perto de um carvalho...), e havia muitos jovens lá, alguns estavam treinando esgrima, duelando uns com os outros, e enquanto estavam andando passaram por um grupo de jovens arqueiros, e se não tivesse desviado a tempo teria sido atingida por uma flecha.

−Pessoal, aqui não é lugar, né? Vão treinar em outro lugar, como perto do lago, é um bom local

−Tudo bem! – disse um dos meninos do grupo.

Andaram mais um pouco e passaram por uma casa de dois andares bem grande e branca, com uma varanda que circulava a casa inteira, na frente estava o homem gordinho e com camiseta havaiana que eles viram quando chegaram, ele e mais outros sátiros como Grover estavam jogando uma espécie de jogo de cartas e Annabeth disse:

−Nós vamos levá-los para o chalé de Hera que é onde vão ficar, não sei como ela permitiu, aquela va... — Percy a cutucou – Ai! Ai! Deusa... – Ela se corrigiu – Aquela deusa. – Ela não parecia gostar muito dessa tal de Hera — E depois iremos trazê-los aqui- ela apontou para a casa –a Casa Grande, o nome é um pouco óbvio.

Quando chegaram na parte dos chalés, Clary notou que eram todos diferentes, haviam dois maiores, majestosos e brancos, um, era vermelho sangue e tinha uma cabeça de javali na frente (pobre javali), o outro era delicado e rosa, havia pombas brancas desenhadas na porta, um era cheio de partes de máquinas perto e era feito de várias partes de metal, bronze e outras coisas, outro era verde com vários tipos de plantas na pequena horta e em cima da amurada da varanda havia vasos com mais plantas, passaram por outro que era amarelo ouro, e brilhava como o sol, e tinha um que era praticamente o oposto do anterior, era preto e simples, não parecia um lugar muito feliz.

Eles estavam indo em direção aos chalés brancos e maiores, e pararam em frente do menor. Suas colunas de gesso eram rodeadas por fios de ouro e penas de pavão, dentro não era tão fabuloso, mas era muito lindo, era todo branco e dourado, com chão espelhado. Com seis beliches, três em cada lado do chalé e na frente da cada um tinha um pequeno baú. E ao lado das camas estavam as malas deles.

− É aqui vocês irão ficar o chalé de Hera. Só tomem cuidado com as coisas daqui, ela não costuma ser muito boazinha. – Falou Percy

− Tá, mas quem é essa tal de Hera? – Indagou Jace.

− Ninguém tão importante, ela é só a rainha suprema do Olimpo, e irmã e esposa de Zeus. – Respondeu Percy.

− Olimpo? Sério? Acredito muito.

− Sim sério, não é uma brincadeira, o Olimpo, os deuses, monstros e outros seres existem, principalmente nós, os semideuses ou meios-sangues, chame como preferir. E vocês? O que são?

− Somos Nephilim, filhos de anjos com humanos, bom, não exatamente, temos sangue de anjos, lutamos contra quase tudo que dizem não existir, como demônios, e temos amigos que são vampiros, lobisomens e feiticeiros, menos as fadas, elas não são nossas amigas. – Falou Jace.

− Sim com certeza, fadas, vampiros, daqui a pouco vai dizer que toma chá com zumbis. – Provocou Percy.

− Não eles não, são muito... mortos e sem graça, e quase não existem. E você? Brinca com os peixinhos? Persereia? – Jace provocou ainda mais.

− Não me chama assim.

− Ou o quê?

− Ou eu posso, sei lá, te matar. – nesse momento Percy tirou do bolso uma caneta azul, e Jace riu.

− Sério? Me matar? Com uma caneta? Tenho armas bem melhores, só para ficar sabendo.

− E quem disse que isso é só uma caneta? É Anaklusmos, Contracorrente, minha espada. – Percy tirou a tampa da caneta e no exato momento ela se transformou em uma espada de bronze de dois gumes. – O que acha disso?

Ele apontou a espada para Jace. E Annabeth interferiu.

−Parem vocês dois agora! Parecem duas crianças... Que matam.

−Vocês – ela falou se direcionando aos caçadores de sombras — peguem suas camisetas, se troquem e nos encontramos na casa grande.

− Que camisetas? – Perguntou Isabelle.

− Estão nos baús. – Respondeu Percy.

Percy e Annabeth se viraram e saíram.

− Não gostei desse garoto, achei muito arrogante... Só porque é filho de um deus grego. – Disse Jace com raiva na voz.

−Não liga para isso, vamos nos trocar — Disse Clary.

Notas finais
Espero que tenha gostado, e mais uma vez desculpa pela demora ;)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.