Dois Lados: Surgimento de Um Psicopata
6 Planetário
Notas iniciais
— bem.. — interviu — ele é um desertor, pois tinha uma sede de assasino insana. Ele não só matava rivais, mas também civis e por esse motivo, os Merchas tentaram capturá-lo.
Falharam em prendê-lo e ele veio para esse lugar, atrás de criminosos e assasinos para satisfazê-lo — Michael me contava sobre Merphes, enquanto coçava a cabeça.
— Sabe aquela queimadura no olho dele? — Asura me perguntava — disseram que o culpado pela cicatriz dele foi Jeff O Assassino — respondeu.
— Sério???! como isso é possível? creepypastas não existem cara! — respondia irritado.
— Se existem ou não — interrompeu — após aquela derrota, o Merphes tornou-se um professor mesmo sendo considerado perigoso — disse Michael.
— Entendo... — respondi para cortar o assunto.
— MAS EAÍ, BOOOOYYYY!!!! YEEEAHHHH!!! — Michael começou a gritar, enquanto fazia sinais com a mão — Tú vá pô encontro com a mina né? — fazia bico, enquanto falava daquele jeito.
— VERDADE! EU JÁ TAVA ME ESQUECENDO, O NOSSO LITTLE BOY ESTÁ CRESCENDO, MICHAEL! — gritava Asura, abraçando o Mick e rindo juntos.
Mick e Asura colocaram os braços no meu pescoço — ei, não se esquece da camisinha, ouviu? — disse Michael.
— E lembre-se de voltar pra casa as 11:30, mamãe vai tá aguardando nenem — disse Asura.
Não me segurei e deixei um riso escapar da minha boca — tábom, papá e mama, ve se não vão fazer sexo viu? — respondi dando risadas.
— É O QUE?! FILHO DA PUTA! — responderam irritados.
— Hahahahahahaha — ria com a mão na barriga.
— Certo, certo..- Asura cortou o assunto — acho que você não pode demorar, não é mesmo? — fazia uma cara maliciosa.
— É verdade, bom melhor eu ir logo galera — comecei a correr — Falou, caras!!!! — fui embora fazendo um joinha.
— Falou Akyra! — falaram juntos mostrando o dedo do meio.
—------------X--------------
Saí do salão da escola e fui para a frente dela, lá estava ela na fonte, lendo um livro. Me aproximei aos poucos e...
— Oi, Silver — fechou o livro e olhava sorrindo para mim.
— Oi, Gabi — cumprimentei-na de volta.
— E então, vamos? — colocou o braço dela no meu e começou a andar.
Eu estava feliz... já se fazia um bom tempo, no qual, eu tinha saído com uma garota para algum lugar, tipo esse planetário.
A Bianca não gostava de coisas assim... e muito menos gostava de sair comigo, ela preferia sair com outras pessoas do que com o próprio namorado dela, por quê eu ainda gostava da bianca?
Gabi começou a me abraçar com força, e eu fiquei um pouco timido e assustado, pois estava pensando no passado.
—------------X--------------
— Bem, chegamos! — soltou o meu braço e foi para a frente do planetário.
— Incrível — fiquei boquiaberto — era um planetário extenso e que tinha órbitas de planetas em volta de sí como se fosse o sol; era localizado em um parque com uma bela trilha de florestas e possuía um observatório gigante.
— É...é.. muito grande — ainda não acreditava.
— Vem, anda logo! — Gabi puxou o meu braço e eu comecei a andar desequilíbrado.
— Es..espera! — tentava falar.
Ela me levou até a entrada e compramos dois ingressos, entramos e decidimos explorar o lugar.
Primeiro, fomos na seção de galáxias recém-descobertas pela ciência; Segundo, fomos ao sistema de órbitas de outras galáxias; Terceiro, fomos à nave de teste de resistência, quando saímos eu acabei gorfando no banheiro: Quarto, fomos a seção de pedras e materiais de outros planetas, inclusive, a minha pedra da lua mudou de cor diversas vezes ao se aproximar delas; Quinto, fomos à uma apresentação explicando o surgimento do universo e a criação de determinadas criaturas até os dias atuais, os cientistas Heber e Marx, apresentaram pontos de teórias científicas e religiosas, passando o respeito à escolha dos outros; Sexto e último, fomos à uma seção onde viajávamos no meio do espaço entre as estrelas, cara, aquilo foi maneiro!!!
—------------X--------------
Entramos em uma lojinha, e decidimos comprar dois amuletos para nos lembramos de lá.
Chegamos ao banco e ficamos um bom tempo escolhendo, até
que
— Ei moço! — chamei o atendente — posso ver esses amuletos? — perguntei.
— Bom — introduziu ele — esses dois amuletos conseguem se encaixar um no outro perfeitamente — ele juntou os dois comprovando o que havia falado, o amuleto tornou-se um só e ficou de cor
rosa com estáticas — viram só? e eles quando desconectados mudam de cor, um se torna azul e o outro roxo, só se tornam rosa quando estão juntos, por causa de uma reação química nessas rochas — explicava.
— Eu quero eles — disse apontando para os amuletos na mão dele.
— São 54,90 — respondeu o vendedor.
— Eu te ajudo a pagar esse amuleto — Gabi disse.
— Certo, acho que se juntarmos o nosso dinheiro, conseguiremos comprar — falava enquanto contava quanto eu tinha.
— Verdade! — Gabi falou pulando enquanto agarrava o meu braço.
O vendedor, olhou para nós dois,
e deu um sorriso
— Certo, tomem esses acessórios por conta do planetário — colocou os amuletos nas nossas frentes.
— Sério?!!!- respondemos juntos e começamos a rir.
— Claro! — respondeu contente — prazer, sou Smith — nos cumprimentou.
— Sou Silver e essa aqui do meu lado é minha amiga Gabi — respondi.
— Oi — Gabi respondeu à ele também com a mão levantada.
— Amiga? — perguntou com a mão no queixo — geralmente quem compra esses acessórios que podem se interligar são casais — respondeu com um sorriso malisioso.
— Não, NÃO — respondemos ao mesmo tempo de novo e estavámos com vergonha de olhar um pro outro.
— Somos só amigos — falei coçando a minha cabeça.
— Certo, desculpe o meu engano — respondeu olhando pro lado.
Olhei para a aliança na mão dele e me perguntava se ele ainda era casad..
— Sabe, eu já havia comprado uma rocha desse porte para a minha mulher, mas ela foi assassinada — Smith falou com um olhar fixo ao chão.
Ele respondeu como se tivesse conseguído ler a minha mente.
— Sentimos muito a sua perda — respondeu Gabi, com uma voz de preocupação.
— Você sabe quem a matou? — perguntei sem pensar direito.
— Sim, o responsável pela morte dela foi Jeff o Assassino — passava a mão na cabeça como se estivesse consolando a ele mesmo.
— Essa não cara, mais um fã de creeppypastas — pensava.
— Por falar nisso — cortando conversa — tá meio tarde casalzinho — falou rindo — eu tenho que fechar esse planetário daqui a pouco, e além do mais, melhor vocês irem andando, pois pode ficar perigoso — mostrou uma afeição de preocupação.
— Você é segurança também?? — perguntou Gabi.
— Sou segurança e vendedor de produtos desse lugar — falou empolgado com a mão no peito.
— Maneiro!!!! — Gabi respondeu contente e com os olhos fechados.
— Bem, até outro dia — saiu do balcão e acenou para nós.
— Tchau!!! — falamos juntos de novo, mas que coisa não?
—------------X--------------
Saímos do planetário e começamos a andar pela trilha de àrvores, elas nos levarião até o ponto de ônibus, então não havia preocupação de se perder.
Cruzamos aquela trilha durante 3 minutos, e avistámos o ponto de ônibus. Sentamos nos bancos e ficamos esperando o transporte chegar.
— Obrigada, eu não sei como te agradecer por isso Silver — disse Gabi, enquanto sorria.
— MAS EU SEI, HAHAHAHAHA! — fiz uma cara de malicioso.
Ela perdeu a afeição de felicidade e ficou séria.
— puts cara, o que que fui falar? bixo burro! — fiquei me chingando mentalmente.
— Hahahahahahaha! — ela começou a rir — você tinha que ver a sua cara de assustado..... — pegou na minha bochecha e ficou puxando.
— Tá, tá, você me pegou — cruzei os braços e fiz um biquinho.
Ela se aproximou, me abraçou e — Seu chato! — me chamou de chato, enquanto dava risadas.
— doida! — descontei o chingamento e rí dela.
— Bobão;
— Bobona...
— Hahahahaha — ficamos rindo depois disso tudo.
— O casal já parou de brincar? eu gostaria de amolar a minha faca nos ossos de vocês dois, hahahahaha! — uma voz rouca, que vinha do arbusto a nossa frente, começou a emitir sons de passos mais próximos.
Levantamos do banco e ficamos olhando para a direção do arbusto, como se já soubessemos que iríamos morrer naquele determinado momento.
— Que porra é essa? — fiquei em choque e os meus olhos ao vê-lo se fixaram nele.
—------------X---------------
~ Nos cantos da mente~
— Tick, tick, toc, humhunhumhahahahahaha! — olhava da reflexão de sua faca Gabi e Silver prestes a serem atacados.
— Interessante, não é, Silver? como vai tirá-la dessa situação sem a minha ajuda? — perguntava ao eco da sua voz.
— Prepare-se amiguinho, a sua vida está prestes a se tornar um inferno, hahahahahahahaha! — estava rindo olhando para cima.
—------------X---------------
A fígura que saiu dos arbustos era alta; usava um moletom branco manchado de sangue; possuía uma faca enferrujada e sangrenta nas mãos; tinha também um sorriso escupido no rosto; o rosto era coro branco; os contornos dos olhos eram escuros como se tivessem sido queimados; o cabelo era negro e usava tênis all-stars velhos.
Tinha certeza que aquela fígura bizarra, era Jeff o Assassino, não tinha mais dúvidas se aquilo era real ou não, mas eu queria ter vivido um pouco mais.
Olhava para Gabi e notava que ela estava tremendo e não conseguia se mexer ou falar alguma coisa, mas os seus olhos estavam arregalados e fixos à ele, como se estivesse aceitando a morte.
Olhei fixamente para Jeffrey, expressando raiva, ele parou de andar até nós e colocou o braço com a faca nos ombros, parecia que ele esperava por algo.
—Merda, cara, o que eu faço? -
perguntava a mim mesmo, rangendo os dentes.
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