Numa noite chuvosa e fria, Sam ouve um barulho de carro estacionando em frente a sua casa seguido de um farol auto, sua namorada, Jéss, continuou dormindo tranquilamente enquanto Sam levantava-se e ia ver o que estava acontecendo. Dean havia acabo de estacionar seu precioso Impala e quando desceu do carro, se surpreendeu com a expressão no rosto de Sam ao vê-lo. Indignado, disse:

-- Não esta feliz por seu irmão mais velho ter vindo te visitar ? -- perguntou, levantando os braços e abaixando-os rapidamente tentando parecer calmo.

-- É bom ver você Dean, mas, o que faz aqui há essa hora da noite ? -- perguntou Sam, curioso.

-- Temos que ir procurar o papai -- Dean disse com convicção.

-- Temos ? -- acusou Sam -- Eu não caço a anos, e eu ja sai dessa vida faz tempo -- continuou.

-- Mais será que esta vida saiu de você ? -- disse Dean em tom de ironia -- O caso é que o papai esta caçando a semanas e ainda não me deu nenhuma noticia, alguma coisa deve ter acontecido! -- explicou.

-- Vai você sozinho, tenho coisas importantes pra fazer amanhã. -- advertiu.

Dean não se surpreendeu com a atitude rude e grosseira de Sam, e abrindo o porta- malas do carro disse:

-- É o seu pai também, temos que ir juntos. -- observou.

-- Eu não tenho que fazer nada! -- respondeu quase gritando.

-- Para com essa atitude de criança Samuel, nós vamos juntos e final de história. -- disse com firmeza.

-- Já passou da hora de você entender que eu não sou mais um garotinho de sete anos com medo do que há escondido dentro do armário Dean, não me trate mais como uma criança. -- afirmou Sam, já se irritando.

-- Então não se comporte como uma! -- Dean estava com uma voz sarcástica.

Sam parou, pensou, entrou dentro de sua casa e, minutos depois, saiu com uma mochila nas costas onde guardou umas peças de roupa, decidido, entrou no Impala, olhou para Dean pelo retrovisor e disse:

-- Preciso voltar no máximo dentro de 48 horas... -- afirmou Sam.

Dean sorriu de canto, fechou o porta-malas, entrou no carro, ligou o radio no ultimo volume (ele estava ouvindo Kansas) e saiu em direção a estrada.

Depois de um tempo, Dean desligou o radio e o silêncio tomou conta do carro, Sam olha pela janela, e Dean dirigia pensando em comer torta. De repente, um som alarmante desconcentrou os irmãos, era o celular de Dean que estava tocando (ele não parou de dirigir para atender, o que preocupou Sam), Dean fez uma expressão de surpresa ao perceber quem estava do outro lado da linha, e murmurou coisas do tipo ''sim'' ''sim senhor'' ''estou indo pra lá agora mesmo'' ''tchau''.

Sam ouviu Dean obedecer a voz do telefone como um soldado, logo deduziu que era seu pai. Sam nunca iria entender essa obsessão de Dean em obedecer John em cada detalhe, mesmo ele estando errado. Dean acelerou e seguiu para onde seu pai havia mandado, Sam ficou irritado e começou a discutir com Dean, dizendo:

-- Por que você sempre obedece ao papai igual a um soldadinho ?

-- Porque uma vez eu não obedeci e isso quase custou sua vida. -- Dean gritou.

Sam se calou, Dean estava olhando fixamente para a estrada ate que percebeu que havia gritado com o Sam pela primeira vez.

-- Sam olha, sinto muito por ter gritado, desde que a mamãe morreu, eu tenho cuidado de você, quando você se mudou, eu ou o papai tem ido ate a esquina da sua casa só pra ver se esta tudo bem, eu daria minha vida por você, sinto muito .... de verdade -- explicou-se.

Sam repetiu:

-- Você e o papai tem ido me vigiar ?

-- Proteger é o certo. -- afirmou.

-- Por que vocês nunca me avisaram ? -- Sam estava perplexo.

-- Qual seria a graça se você soubesse ? -- novamente no tom ironico.

Dean ligou o rádio e começou a cantar, usou isso para acabar com a conversa, e então, os irmãos seguiram viagem...

Notas finais
ate o próximo capitulo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.