Notas iniciais
Ai gente, to super feliz que vocês curtiram a fic *-* Desde o dia que eu vi essa montagem que usei como capa que eu penso em escrever uma fic sobre isso, apesar de eu não curtir muito hospital e tal u.u

Mas enfim, que bom que vocês gostaram :) Come eu disse antes, vai ser uma fic curta, talvez uns 5 capitulos deem conta do que eu tenho em mente.
Ah e tambem vai ser um pouco dramática, fiquem avisados

Cameron estava entrando no refeitório do hospital quando se deteve. Eva estava lá, sentada em uma das mesas, um livro a sua frente e um café ao seu lado, devia ter acabado de chegar, a loira concluiu. A medica ficou indecisa entre continuar o seu caminho ou sair para evitar Eva, os últimos encontros delas estavam sendo estranhos, a morena não havia mencionado o beijo, era como se nada tivesse acontecido e Cameron agora quase desejava que nada tivesse mesmo acontecido.

– Dra. Cameron, estão te esperando no quarto 302. – Uma das enfermeiras disse. Cameron se virou para ir ate seu paciente, mas não antes de ver que Eva tinha notado sua presença ali. A morena tinha desviado a atenção do livro por um segundo e encarou a loira, mas logo depois desviou o olhar.

***

Cameron estava confusa, cansada e frustrada, o dia tinha sido horrível e ela passar o tempo inteiro pensando no porque de Eva estar ignorando tudo que aconteceu, só piorava as coisas. – Droga de dia! – Ela disse tirando a bata e jogando-a com raiva sobre uma das camas da sala de descanso.

– Ei o que a pobre bata fez com você? – Eva disse entrando na sala.

Cameron quis gritar com Eva, mas estava cansada demais pra isso. – Uma semana... – ela disse calmamente. – faz uma semana.

A expressão do rosto de Eva mudou de divertida para seria, ela sabia exatamente do que Cameron estava falando. – Cameron, eu...

– Não, tudo bem se o que você quer é esquecer o que aconteceu, faremos isso. Mas você podia ter simplesmente me dito e não ficar fingindo que nada aconteceu. – Cameron pegou a bata sobre a cama e fez menção de sair da sala, mas Eva segurou seu braço.

– Cameron, espere... eu só fiquei assustada, eu sei que eu disse que não estava... mas eu estou. Eu não te conheço direito... tudo foi muito rápido e muito intenso, eu não esperava me sentir assim. Não esperava gostar de você tão rápido... é só tudo muito novo pra mim.

Cameron a encarou. – É tudo muito novo pra mim também, Eva. Mas só porque é novo não quer dizer que precisamos fugir.

– Você quer dizer que...

– Que eu gostei de ficar com você. – Cameron estava agora diante de Eva, poucos centímetros as separando. – e que eu quero continuar ficando com você. – A loira tirou gentilmente a mecha do cabelo de Eva que cobria seus olhos e delicadamente a beijou. A morena não hesitou, não teve medo, simplesmente se entregou.

Cameron recostou sua testa contra a de Eva. – Você é linda... a garota mais linda que eu beijei. – Eva sorriu sabendo que ela era a única a quem Cameron havia beijado. – você gostaria de sair comigo hoje à noite? Só pro caso de eu querer te beijar mais umas mil vezes?

– Eu adoraria.

***

– Me diga mais uma vez porque assistimos um filme de criança. – Eva disse sorrindo e entrando no carro de Cameron.

– Bom, 1° as outras opções eram todas filme de terror e 2° todas aquelas criancinhas em volta evitaram que eu beijasse você e não conseguisse mais parar.

Eva soltou uma sonora gargalhada. – Então basicamente você é uma medrosa, tem medo de filme de terror e tem medo de não resistir a mim.

– Basicamente. – Cameron sorriu. – Então... pra onde vamos agora?

Eva olhou o relógio. – Já é um pouco tarde, acho que eu tenho que ir pra casa, amanhã tenho que acordar cedo.

– Hum... tudo bem. – Cameron disse um pouco desapontada e então ligou o carro.

***

Cameron beijava Eva em frente à porta da casa da morena, relutante em soltá-la e deixá-la entrar. – Eu não vejo como eu vou conseguir me separa de você... – ela disse com a voz um pouco ofegante por causa do beijo.

– Você poderia ficar... – Eva propôs. – juro que vou me comportar. Você poderia só dormir aqui comigo...

Cameron pensou por um segundo. – Tudo bem, eu fico. – Ela respondeu e pôs um enorme sorriso nos lábios de Eva.

***

O olhar de Eva recaiu sobre o corpo de Cameron, a loira usava apenas uma camiseta folgada, que a morena tinha lhe emprestado, por cima de suas peças intimas.

– Então... boa noite. – Cameron disse deitando ao lado de Eva e puxando as cobertas sobre si.

– Boa noite? Assim, sem nenhum beijinho antes de dormir?

Cameron sorriu e se inclinou para beijar a morena e soube que não era mais um simples beijo de boa noite, quando sentiu as mãos da morena puxarem seu corpo sobre ela. A loira agora estava sobre Eva, suas pernas a envolvendo.

A mão da morena deslizou calmamente pelas cochas da loira, ate alcançar suas nádegas. A loira movia inconscientemente seu quadril em excitação. Eva gemeu quando os beijos de Cameron saíram de seus lábios para o seu pescoço. – Assim... fica difícil eu manter minha promessa de me comportar... – Eva disse com divertimento.

– Você foi quem prometeu isso, eu não. – Cameron sorriu e deslizou suas mãos dentro da camiseta da morena, alcançando seus seios e os massageando.

– Cam acho que estamos indo rápido demais... – Eva disse e então a loira parou o que estava fazendo.

– Você tem razão... – a loira disse saindo de cima da morena e deitando ao seu lado. – tem uma coisa que eu devia fazer antes. – ela disse sentando na cama e Eva imitou o seu movimento. – Eu sei que é cedo, que nos conhecemos ha pouco tempo, que eu posso estar sendo precipitada, mas... – então ela travou, tomando coragem para o que ia dizer.

– Cameron... você não precisa fazer isso...

– Mas eu quero... Quero que você seja minha namorada.

– É muito cedo pra isso... – Eva disse cautelosa.

Cameron ficou seria, ela sabia que era arriscar demais pedir isso agora, mas ainda assim ela o fez, pois tinha certeza de que não queria e nem podia deixar passar uma chance de um amor verdadeiro. Depois de tudo que aconteceu, dos anos que ela gastou com um noivo que não a amava e que agora ela também podia ver que não o amava, Cameron não queria mais perder tempo, o que ela sentia agora era novo e inesperado, mas era mais real do que qualquer coisa que ela ousou sentir antes. — Pelo menos pense sobre... eu quero você Eva e vou esperar o quanto for necessário. – ela voltou a deitar e puxou Eva para si.

***

“Eu poderia me acostumar com isso” Cameron pensou, era a segunda vez que ela acordava com Eva em seus braços. Ela observou a morena dormir, ela parecia tão tranquila, que Cameron quase se assustou quando Eva falou. – Pare de me olhar dormir. – ela sorriu ainda de olhos fechados.

– Você é tão linda, eu não posso resistir.

– Isso é assustador.

– Não é não, é fofo.

– Ta bom, é um pouco dos dois. – Eva se moveu para dar um beijo de bom dia em Cameron. – Bom dia.

– Bom dia, amor. – Cameron falou a ultima parte sem pensar.

Eva ficou rígida na cama e então se levantou. – Cameron, você devia ir pra casa trocar de roupa, tem que estar no hospital em menos de 1h. – ela andou apressada em direção ao banheiro e fechou a porta atrás de si.

– Tudo bem... – Cameron disse sem entender nada, em um minuto estavam se beijando e no outro Eva a estava mandando embora.

***

O dia de Cameron pareceu se arrastar e cada segundo que passava sua preocupação aumentava, Eva não tinha ido trabalhar, mas aparentemente ela estava bem pois tinha ligado para o hospital pedindo por um substituto. Mas então porque ela não atendia os telefonemas de Cameron? A loira estava nervosa com isso e quando terminou com seu ultimo paciente decidiu que ia ate a casa de Eva resolver o que quer que estivesse acontecendo.

***

– Ela é linda e eu me refiro não só na aparência, ela é linda por dentro. Eu nunca me senti tão feliz como eu me sinto quando estou ao lado dela.

– Isso é lindo, Eva. Então eu não consigo entender o porquê de você não ter aceitado namorar com ela. Se gosta tanto da garota.

– Não seria justo.

– Por que não?

– Você sabe o porquê mãe. Eu não posso submeter ninguém a um fardo como eu. Eu estou bem agora, mas quem sabe... sou uma bomba relógio prestes a explodir e não quero que seja nas mãos da Cameron.

– Eva, por que você sempre pensa o pior querida? Você vai encontrar um doador. Sua doença só está no começo, você mesma disse que tem mais chances por ter descoberto logo.

– Mãe... eu sei que você pensa assim, mas eu sou uma medica e sei o quão difícil é encontrar um doador compatível.

– Tenha fé querida. E não deixe essa doença comandar o que você vai ou não fazer em sua vida. Fale com Cameron... conte a ela. Se você está decidida a não levar isso a diante, ela pelo menos tem o direito de saber o porque.

***

– Cameron? – Eva disse ao abrir a porta.

– Você parece surpresa. Ate parece que não sabia que eu viria procurar você. – Cameron disse. Em todo o caminho ate a casa de Eva ela estava preocupada que algo tivesse acontecido, mas agora que via a medica na sua frente estava com raiva.

– Eu imaginei que viria... entre.

Cameron entrou com raiva pronta para questionar porque Eva havia a afastado, mas se deteve quando viu a senhora sentada em um dos bancos da bancada da cozinha. A semelhança familiar era inegável, só podaria ser a mãe de Eva.

– Você deve ser a Cameron. – A senhora andou ate a medica e a cumprimentou. – Eu sou a mãe da Eva e já estava de saída.

– É um prazer conhece-la sra. Zambrano. – Cameron sorriu.

A mãe de Eva andou ate parar perto da filha que ainda estava perto da porta de entrada. – Ela é mesmo linda. – Disse em um tom que só Eva pode ouvir. – Bom, eu vou indo. Foi um prazer conhece-la Cameron. – Ela sorriu pra loira e então abraçou sua filha e sussurrou em seu ouvido. – Você está viva, Eva. Então viva.

– Sua mãe parece ser uma pessoa muito legal. – Cameron comentou meio sem jeito depois que Eva fechou a porta e se juntou a ela.

– Sim, ela é. – Eva sentou ao lado de Cameron e colocou sua mão sobre a dela. – Cam precisamos conversar.

***

– Mas você está em uma lista não está? – Cameron disse meio desesperada, a ideia de perder Eva deixando seu coração apertado. – e você está bem... olhe pra você... você vai ficar bem... não vai?

– Eu não sei Cameron, você é medica, sabe como essas coisas são.

– Eva... eu sinto muito...

– Está tudo bem.

– Há quanto tempo você sabe?

– Há alguns meses.

– Eva...

– Eu queria que você soubesse. Não é justo eu deixar você se envolver comigo sem saber. Eu sei que isso muda tudo...

– Espere... você acha que isso muda o fato de eu querer ficar com você? Foi por isso que você hesitou ontem?

– Bom, sim... não é justo com você. Eu gosto de você Cameron, quero que seja feliz e não que namore alguém que pode ter um... prazo de validade tão limitado.

Cameron levou suas mãos ao rosto da morena. – Você acha que eu seria maluca de deixar isso me impedir de ficar com você?

– Cameron, você não está pensando direito...

– Eu nunca pensei mais claramente do que agora. Eu quero você Eva, do mesmo modo que eu queria ontem. Talvez mais... e se ontem eu não ganhei uma resposta porque você estava com medo de que isso mudasse alguma coisa, saiba que não muda. O que eu sinto por você é tão especial e intenso... ate um pouco assustador por acontecer tão rápido, mas também é a coisa mais certa que eu já senti.

– Cameron, eu não quero estragar sua vida...

– Então não estrague e diga que sim, que aceira ser minha namorada. Porque qualquer resposta diferente dessa é a única coisa que pode estragar minha vida.

Uma lagrima silenciosa corria o rosto de Eva. – Cam... eu aceito... aceito ser sua namorada.

Notas finais
Ok, calma, respirem, não surtem. Avisei que ia ser dramática.
Preparem os lencinhos de vocês ai.

Bom, agora que vocês sabem pra onde vai andando a historia. Quem vai continuar lendo?