Doces lábios.
3 Poder.
Notas iniciais
—Bella, vai trabalhar hoje? Posso avisar o Luke que vai faltar, ele cobre você sem proble...
—Eu quero ir hoje. – Disse Bella, como se mal tivesse ouvido Luther falar.
— Eu estou bem o suficiente para ir hoje, Lut. Obrigada.
— Tudo bem, feliz em saber que se sente melhor desde a manhã.
Luther saiu do quarto deixando Bella sozinha. Ela estava sentada na cama, pensando em tudo o que havia acontecido. Sentia que se passara uma semana desde que acordara, isso a deixava ainda mais confusa do que já estava devido a tudo. Por fim ela decidiu se levantar, quase duas horas depois de ter acordado. Foi até a cozinha, tomou uma xicara de café e ofereceu um pouco para Luther, que aceitou. Bella ficou feliz em vê-lo trabalhando em seu livro. Luther tinha o sonho de trabalhar como escritor desde a infância, escrevia desde antes de começar a namorar com Bella, mas seus pais sempre foram contra tal ideia, isso fez com que ele se afastasse deles, pois, a irmã mais velha passara por situações parecidas na adolescência. Elise, a irmã mais velha de Luther queria trabalhar como produtora cinematográfica. Com os pais contra, ela teve que se virar para conseguir trabalhar, assim, Luther passou grande parte de sua infância longe de sua irmã, porem sempre a admirara e nutria um amor muito grande por ela. Quando Elise soube que seus pais estavam intervindo no rumo que Luther queria para sua vida, ele foi visita-lo e lhe apresentou um amigo que era um dos administradores de uma pequena publicadora, que aceitou publicar o livro no qual Luther estava trabalhando. “O Morro sussurrante” era o nome do livro, Luther havia desistido de termina-lo, mas agora que iria publicá-lo, trabalhava nele tanto tempo quanto podia.
— Sabe que assim, num quarto escuro, tomando uma caneca de café sozinho e com seus óculos, você parece ainda mais nerd do que já é, não sabe Lut? — Disse Bella sorrindo para ele.
— Essa é exatamente a intenção minha cara querida namorada. – Disse Luther enquanto tirava os óculos e se virava para Bella. – Que quer fazer hoje à noite? Não que o dia da arvore seja a data mais importante do ano, mas queria uma desculpa para sair contigo hoje.
— Podemos ir àquela praça que você ia para tirar fotos quando estava montando um portfólio. Nascem flores tão lindas nessa época do ano. – Sugeriu Bella num tom distraído. – Esse seu bom humor, essa vontade de sair de casa... são algo raro. Raro o suficiente para não ter acontecido mais do que 3 ou 4 vezes em 3 anos de namoro. Que Houve?
— Eu sou bem-humorado por natureza... as vezes... quando tenho café por perto. – Riu Luther. – Eu só quero tentar aliviar um pouco a tenção do dia. Sei que essa manhã foi cansativa para ti. Então... se quiser, podemos ir depois que voltar do trabalho. – Bella olhava em seus olhos fixamente, se aproximando a cada segundo do rosto de Luther. – O pôr do sol naquela praça é maravilhoso sabe... – Bella o beijou.
Bella havia se abaixado para beijar Luther, que estava sentado enquanto terminava um dos capítulos de seu livro, porem logo pôde se levantar quando Luther surpreso pelo beijo, decidiu se levantar e ir a um local mais confortável para ambos. Foram juntos até a cama, de volta no quarto onde as cobertas ainda estavam bagunçadas. Luther pediu que Bella o esperasse na cama enquanto ele fechava as cortinas, deixando o quarto mais escuro e a iluminação mais difusa.
— Eu amo você, sabia seu nerdzinho fofo. – Sussurrou Bella para Luther. Que retribuiu dizendo: — Eu amo você, sua garotinha agressiva. – Bella riu. – Não sou agressiva. – Disse Bella com um sorriso de canto de boca em seu rosto. – Sim, você é bem agressiva quando está animadinha assim. – Ah é? Bom Saber que acha isso. – Disse Bella sorrindo, porem o sorriso simples e inocente que estava estampado em seu rosto agora se tornara um sorriso malicioso. Bella deslizou sua mão pela nuca de Luther, subindo até seu cabelo. Sua boca desceu dos lábios de Luther até seu pescoço. Uma mordida leve. Uma segunda mais forte. A terceira, ainda mais forte foi o suficiente para fazer Luther soltar um leve gemido de dor. – Ok, ok. Você não é agressiva. Desculpe. – Disse Luther entre gemidos de dor e risadas.
— Sou sim, sou agressiva. Sou a sua dominatriz. – Mais uma vez beijando Luther, que retribuiu dizendo: — Então sou seu. Agora para sempre. – Os beijos e as caricias do casal se tornavam mais intimas. Bella o provocava, mordendo seu lábio, sabendo que isso lhe dava um tom experiente, mesmo sendo inocente. Poderosa, mesmo se sentindo frágil. Forte, mesmo gostando de se sentir protegida perto de Luther. As pequenas e eventuais provocações se tornaram mais intensas. Bella passava sua mão pelo tórax de Luther por dentro de sua camiseta, até decidir tirá-la. Ela recuou perante os beijos de Luther e o empurrou contra a cama, deixando o deitado. Ela se deitou sobre ele e beijou seu pescoço. Ambos se deitaram de lado, um de frente para o outro. Não estavam se beijando mais, estavam somente se aproveitando, um a presença do outro, a sensação de prazer pelo que ocorrera e a ansiedade por tudo que poderia ocorrer.
Bella sentiu que todo o poder que tinha sobre Luther tinha se dissipado, não como se estivesse mais fraca ou frágil, mas mais leve. Junto dessa leveza veio uma sonolência repentina. A noite mal anterior, que ela mal conseguira descaçar agora pesava sobre ela. Seus olhos piscavam cada vez mais frequentemente, e era cada vez mais difícil mantê-los abertos.
Até que quando ela finalmente sentira que estava de olhos abertos, plenamente acordada e desperta, não era mais Luther em sua frente. Era Claire.
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