Notas iniciais
Olha eu aqui cumprindo minha promessa *-* Bom esse capítulo é meio que para mostrar a reação da Lucy, e também para começar a aproxima-la do fofucho chamado Nicolas

Adentrei a minha casa assustada com os barulhos que havia escutado a pouco tempo, assim que abri a porta meu queixo caiu, fiquei literalmente de boca aberta. Estava uma zona, eu até diria que foram as crianças, se não fosse por nossa TV tacada no chão em pedaços. Hector e Ellen entraram na minha frente analisando o prejuízo, andei lentamente por entre os objetos quebrados, analisando tudo, nem um crime é perfeito.

–Ei Lucy, vem aqui. Isso, você já viu esse celular antes?-Ellen disse balançando o celular rosa de última geração a minha frente.

–Não, nunca vi ninguém com um Iphone rosa por aqui.-Falei tomando o celular da mão dela.

–Que tal a gente entregar isso para o Angelo? Ele provavelmente vai saber o que fazer.-Disse Hector se aproximando para olhar o celular em minha mão.

Eu apertei o botão que ficava em cima do celular, e qual a minha surpresa ao ver a foto da Molly como Wallpaper? Sorri de lado olhando para os meus colegas que olhavam para o celular.

–Acho que vamos nos vingar um pouco... O que uma patricinha ama mais do que as próprias unhas?-Meus companheiros pareceram entender a mensagem de primeira já que retribuíam meu sorriso. É claro que aquilo não é nem metade do nosso prejuízo, mas daria para dar um gostinho de vitória.

Após fazermos um "servicinho" perfeito com o celular o colocamos em uma sacola de papel e nos dirigimos até a casa da meliante. Hector subiu na árvore que ficava em frente a janela da Molly, tacando o pacote e quebrando a janela, logo após descendo. Fomos andando calmamente pela rua, um gostinho bom estava na minha boca, diria que não existe nada melhor do que pagar com a mesma moeda.

Assim que abri a porta da minha casa me deparei com todos estavam com vassouras e panos na mão limpando a bagunça, Ellen foi em direção a uma parede que tinha 3 vassouras, tacando uma para cada um. E assim foi nossa manhã, limpando os estragos feitos por um carneirinho revoltado. Toda a minha familia resolveu ir em uma loja de eletrônicos comprar uma TV nova, afinal era uma das coisas que eles consideravam mais importante naquela casa. Mas eu tive que ficar, afinal hoje eu teria que fazer um trabalho com um certo alguém muito fofo.

Mandei uma mensagem avisando que estava indo, o problema é que eu não sabia onde ele morava, havia esquecido de perguntar. Sou uma idiota, fiquei um tempo andando sem rumo até que ele me ligou me perguntando o por que de eu estar demorando tanto para chegar, e foi ai que eu resolvi perguntar para ele onde era o lugar que ele chamava de lar. Quando cheguei na frente da casa branca em estilo moderno, ele já estava lá na frente me esperando com o celular no ouvido, ele falava alguma coisa que provavelmente não queria que eu ouvisse levando em conta que quando me viu ele abriu um sorriso e fez sinal para que eu parasse de andar, desligando alguns minutos depois.

Ele se dirigiu até mim com um sorriso amigável, achei que ele iria apertar minha mão, mas ele fez algo que me surpreendeu bem mais, ele me abraçou, mas não uma abraço normal, um abraço de urso, muito apertado. Me pegou pela mão e me levou para dentro da casa.

–Espere sentada ai que eu já volto.-Ele disse se dirigindo para a cozinha.

Eu fiquei um tempo sentada e ele voltou com uma bandeja e foi subindo as escadas lentamente fazendo sinal para eu acompanha-lo. Ele me pediu para que eu abrisse a porta do quarto dele e que entrasse. Fiquei um tempo olhando aquele quarto, tinha uma cama encostada na parede da janela com vários ursinhos de pelúcia, uns maiores que eu e outro do tamanho de um chaveiro, no centro do quarto tinha uma mesa pequena e baixinha de madeira branca e com o tampo de vidro e em cada lado havia uma almofada azul , numa das paredes um armário branco e na outra uma escrivaninha também branca, mas o que mais me surpreendeu foi o fato do quarto ser estupidamente organizado, os garotos da minha casa inclusive o Angelo tinham quartos extremamente bagunçados, parando para pensar até o meu devia ser mais bagunçado que o dele.

–Parece que você gosta muito de ursinhos de pelúcia não é mesmo?-Eu disse me sentando em uma das almofadas.

–Sim, mas em especial porque meu pai é dono de uma fábrica de brinquedos.-Ele sussurrou pondo a bandeja a minha frente.

–Nossa... Bom vamos fazer o trabalho o mais rápido possível.-Ele sorriu e assentiu levemente.

Depois de umas 2 horas terminamos o trabalho e como ainda era cedo ele me chamou para jogar um pouco de videogame, eu não pretendia aceitar, mas ele praticamente implorou então acabei cedendo. Nós jogamos por pelo menos 4 horas, foram vários jogos diferentes, no final acabamos apostando, quem ganhasse 10 partidas de Mortal Kombat poderia pedir o que quisesse para o outro, e consequentemente quem perdesse seria "escravo" do outro por uma semana. Acabei perdendo, o que é triste, porque terei que ir por uma semana para a escola sem faltar, senão terei que começar a semana tudo de novo.

–Caramba, já está tarde. Não quer jantar aqui em casa?-Ele me perguntou enquanto guardava o videogame.

–Não sei, seus pais não vão se incomodar?-Eu disse enquanto colocava as almofadas da mesma forma que elas estavam mais cedo.

–Não, eles não irão vir para casa hoje, daqui a pouco meu irmão chega ai ele faz um jantar para nós.-Ele me respondeu sorrindo.

–Que tal se a gente fizer assim: eu e você vamos a um restaurante? Gosta de comida japônesa?-Eu falei já o puxando para fora da casa.

–Amo! A gente divide a conta, pode ser?-Eu assenti.

Depois que jantamos ele me deixou em casa e foi para a sua. Todos estavam assistindo TV, que por um acaso era maior que aquela que a Molly havia quebrado. Adentrei a sala me sentando no colo do meu irmão. Aquele tinha sido um dia quase perfeito.

Notas finais
Espero que tenham gostado, e por favor qualquer erro me avisem, comentários são muito bem-vindos. Também quero avisar que estarei postando essa fic no Spirit. (Não vou parar de postar aqui no Nyah) ~~ByeBye~~