Doces Lembranças ACHELE
16 XV - Amor
Notas iniciais
Um som irritante me despertava, mas não durou muito tempo. A irritação se dissipou assim que senti a respiração quente e suave em minha nuca. Apossei-me da sua mão que segurava levemente minha cintura e respirei fundo tentando aproveitar ao máximo aquela sensação de paz. Aos poucos fui me virando para admirá-la sem que a acordasse. Ok, eu era um fracasso nisso.
— Bom dia. – Sussurrou ainda de olhos fechados.
— Não era para você ter acordado. – Sorri quando presenciei o biquinho que se formava. – Bom dia. – Juntei nossos lábios.
— Eu amei acordar. – Sorriu abrindo os olhos.
— Seu celular tocou.
— Você sempre ouve. Quem era?
— Não sei. Você quer que olhe? – Perguntei fazendo menção de levantar, sendo impedida por ela.
— Não! Fica aqui mais um pouco. – Envolveu meu corpo em seus braços, enfiando o rosto na dobra o meu pescoço. – Eu já disse que amo seu cheiro?
— Já, mas eu não lembro mais como foi. – Ri.
— Eu sou loucamente apaixonada pelo seu cheiro... – Falou com uma voz rouca – Lea Michele. — Senti o arrepio por todo o meu corpo crescendo só em ouvir meu nome saindo da sua boca.
— Desse jeito vamos faltar ensaio.
— Não precisamos faltar. – Falou me jogando contra o colchão e ficando por cima de mim. – Preciso do meu café da manhã de qualquer forma. – Sorriu de lado.
— Está me chamando de pão Dianna? – Fingi ofensa.
— Não! — Levou a boca ao meu ouvido e sussurrou: — Estou te chamando de gostosa!
Foi o suficiente para que eu perdesse o resto do controle. Puxei seu rosto e mordi sua boca.
— Então coma logo antes que esfrie.
Observei sua pupila dilatar para logo depois sentir sua língua encontrar a minha. Nos beijamos intensamente por vários minutos, explorando cada canto, sentindo minuciosamente casa sensação provocada. Já notava meu ventre se contorcer ansiando por mais. Levei minha mão a sua bunda e apertei, vivenciando sua pele macia e fodidamente gostosa. Dianna gemeu, ainda dentro da minha boca, mordendo meu lábio inferior. Desci um pouco a mão até sua entrada, a encontrado já molhada, pronta para mim. Inverti a posição dos nossos corpos e admirei seu corpo por alguns segundos, notando algumas marquinhas pelo abdome, fruto da noite anterior.
— Você é tão linda. – Externei rendida pela bela visão, para logo depois penetrar dois dedos bem devagar, observando seu quadril levantar pelo prazer sentido.
— Porra...! – Foi a única coisa que conseguiu falar.
A fodi bem devagar, a fim de tortura-la. Usava a força, mas não a velocidade. Dianna rebolava em meus dedos, e eu agradecia por isso. Seu corpo subia e descia implorando por mais. E eu dei. Me estirei um pouco em sua direção e com a mão livre a levantei apoiando suas costas. Ela entendeu rapidamente a minha intenção, sentando-se e me puxando mais para perto. Acelerei os movimentos dos dedos fazendo com que Agron soltasse um belo e audível gemido.
— Tão gostosa! – Falei quase em forma de sussurro.
Com tal alegação, Dianna abriu os olhos e segurou minha cintura entrando em mim com seus dedos, acompanhando a velocidade que já estava estabelecida. Pernas abertas, mordidas nos respectivos pescoços, gemidos inebriantes.... Impossível o gozo não chegar como um rojão. Gozamos quase no mesmo momento. Ainda rebolava quando senti, por último, meu ápice em forma líquida escorrendo pela minha coxa.
— Você é perfeita Lee. – Sussurrou em meu ouvido. Ainda estávamos uma dentro da outra e abraçadas. – Não tem como não amar você.
Incrível como íamos do sentimento animal e impulsivo a declarações amorosas em questão e segundos. Sabem o nome disso? Sim vocês sabem...
Amor...
Trocamos mais algumas carícias e levantamos para o banho.
— Seria estranho eu querer fumar um cigarro agora? – Perguntei
— Nada mais é estranho para mim a essa altura do campeonato Lee. – Sorriu leve.
Fui até minha bolsa e peguei um Cammel da carteira. Abri as cortinas e abri as janelas sendo tomada pelo vento frio, fechei os olhos sorrindo com tal sensação.
— Não tem como você ser mais perfeita.
Girei a cabeça na direção da voz e sorri um pouco mais.
— Não tem como eu está mais feliz. – Afirmei.
Dianna estava em pé, atrás de mim, um pouco distante e sorria como uma verdadeira criança, bobamente. Ela continuou assim. Eu voltei a posição inicial e acendi meu cigarro, dando uma boa tragada, soltando a densa fumaça janela a fora.
Mais uma...
E outra...
Mãos frias adentrou pelos meus cabelos, o puxando levemente. Hálito quente bateu contra o meu pescoço, misturando a umidade de uma língua atrevida que lambia a região.
— Não consigo me afastar. – Dianna sussurrou ao meu ouvido.
— Não se afaste. – Pedi já entregue.
Com a mão livre, segurou minha cintura, friccionando sua intimidade em minha bunda, e distribuindo consideráveis chupada em meu pescoço, enquanto ainda puxava meu cabelo. E lá estava eu, completamente excitada e sem poder do Não. Joguei meu braço esquerdo para traz arranhado sua nuca enquanto sentia a umidade crescer entre minhas pernas. Dianna forçou um pouco mais o quadril para frente, causando-me um leve arrepio. Deixei escapar um gemido quando sua mão avançou sobre meu sexo, massageando o clitóris.
— Die...
Larguei o cigarro me apoiando na janela, oferecendo-me de bandeja a ela, que por sua vez entendeu o recado dando um belo tapa na minha bunda. Mexeu um pouco mais nossos quadris, antes de distanciar-se um pouco e me penetrar. Enquanto seus dedos entravam e saiam de mim, sua mão apertava meu mamilo gostosamente. Mordia a boca tão forte que poderia sangrar a qualquer momento. O prazer estava intenso. Nossos gemidos ficavam cada vez mais altos.
Estava quase lá....
Sentia o clímax chegar perto e se afugentar.
Faltava algo....
Foi então que Agron colocou um terceiro dedo, mais força na estocada e mais um generoso tapa na minha bunda. Gozei forte, e pela primeira vez tive uma ejaculação. Pelo gemido de Dianna percebi que esta também tinha chegado ao ápice. Fiquei um pouco envergonhada pela quantidade de líquido que jorrou. Ainda estávamos na mesma posição. Dianna distribuía beijos pelas minhas costas.
— Quem precisa de um cigarro agora sou eu. – Afirmou. – Esqueça o que falei sobre você não ter como ser mais perfeita. – Coração acelerou. – Isso foi o fechamento com chave de ouro. Lea!
— Eu estou um pouco envergonhada agora.
— O que? – Perguntou pasma, enquanto acedia seu cigarro. – Você tá de brincadeira comigo? Você tem noção do quanto foi gostoso? Lea... – Segurou meu rosto. – Eu gozei só de ver aquilo.
E lá estava a minha excitação se fazendo presente novamente. Não preciso dizer que fizemos amor novamente, não é mesmo caros leitores?
(...)
O resultado foi um atraso gigantesco no ensaio, e alguns olhares de desconfiança. Já tínhamos passado por aquilo então o efeito não foi de todo colateral. Fomos em carros separados, porém chegamos juntas. Ryan nada disse e prosseguimos com a programação do dia.
Já era noite quando fomos liberados. Amber sugeriu um pub e prontamente aceitamos. Quase todo o elenco se fez presente, com exceção de Jenna, Heather e Kevin.
Chegamos ao local já pedindo uma rodada de tequila prata. Depois de quase duas horas, estávamos bastante alterados.
— Acho que precisamos dançar. – Gritou Naya, cada vez mais semelhante à sua personagem.
— Concordo. – Harry falou.
— Let’s Dance Everyone. – Gritou Darren e claro, animados como estávamos, meio segundo depois estávamos na pista.
O local não permitia filmagens nem paparazzi, e isso aliviava a todos nós de certa forma. Claro que qualquer pessoa ali presente poderia, com seu celular, fotografar ou fazer um vídeo, contudo estávamos bêbados demais para nos importarmos. E acredito que os demais presentes naquela boate não estavam em uma situação muito diferente da nossa.
Começamos a nos mexer em grupo, para logo depois começarmos a nos subdividir em contatos mais íntimos.
Aproveitei a deixa, e fui para perto de Dianna, que dançava com Chord, sem pretensão alguma inicialmente. O ritmo mantinha-se agitado, e as gotas de suor escorriam com uma frequência cada vez mais acelerada.
— Chord! Pega bebida para nós?! – Gritei no ouvido dele.
— Claro. – Sorriu e retirou-se.
No mesmo instante direcionei meu olhar à Dianna, que sustentava um sorriso de lado. Fui me aproximando jogando meus braços em seu pescoço. Suas mãos buscaram apoio no meu quadril, acompanhando meu rebolado que se encontrava um pouco mais sensual que o de costume. Percebi quando mordeu o lábio inferior, Cristo! Ela conseguia ser a mulher mais sexy de uma vida inteira.
Com o álcool percorrendo minhas veias, coragem não me faltava. Girei meu corpo ficando de costas para ela, friccionando minha bunda em sua pelve. Segurei suas mãos que ainda estavam no meu quadril, e comecei a rebolar descendo e subindo. Podia perceber sua luxuria crescendo, pois, suas mãos me apertavam cada vez mais forte. Fechei os olhos aproveitando cada sensação. A música mudou, e o ritmo colaborou com a meu movimento atual. Intensifiquei a velocidade do rebolado tendo como resposta uma sucção no meu pescoço. Agron mordia, sugava e lambia cada parte dele, levando uma das suas mãos aos meus cabelos, distribuindo alguns puxões.
— Vamos embora. – Sussurrou.
Não precisei responder! No segundo seguinte a arrastei para fora dali. O manobrista entregou seu carro na porta e foi buscar o meu.
— Não! – Ambos me encararam. – Eu vou com ela.
— Mas, e o seu carro? – Dianna perguntou.
— Eu resolvo isso. – Sorri e entrei no carro.
Agron não pestanejou e entrou logo depois ligando o carro e dando partida.
Peguei meu Iphone, digitando uma mensagem para Amber. Ela levaria meu carro para a casa dela, já que não tinha ido de carro. Guardei o celular na bolsa, a joguei no banco de trás, tirei o cinto e avancei em Dianna.
— Lea! O que você está fazendo? – Perguntou, seu tom saindo quase como um gemido. – Eu estou dirigindo. Lee... – Mordeu a boca quando mordi o lóbulo da sua orelha.
— Eu quero você. – Sussurrei ao seu ouvido.
— Não faz assim... Já estamos chegando.
— Para o carro!
— O que?
— Ali no acostamento. – Segurei sua nuca, peguei uma de suas mãos e levei ao meu sexo que já estava completamente inundado. – Para a porra do carro! – A excitação me transformava, e não era pouco.
Não perguntou mais nada. Jogou o carro para a direita, acendendo o pisca alerta.
Parou o carro, tirou o cinto, afastou o banco do motorista o deitando, dando-me permissão de pular para o seu colo. E ali começamos um movimento intenso e fodidamente gostoso. Dianna cravava suas unhas na minha bunda enquanto chupava sua língua. Acentuava meu fluxo de reboladas, e esta não conseguiu esperar mais. Gemi alto quando seus dedos entraram em mim. Naquele momento éramos puro desejo, ansiando aliviar a tenção entre nossas pernas. Chamava por ela em voz alta. O beijo se tornou lascivo e necessitado a medida em que as estocadas ganhavam consistência. Deixei sua boca sem controle, me empinei um pouco mais, enterrando meus dedos em seus cabelos. Fechei os olhos e me permiti sentir o gozo fluindo, vindo da pelve até minhas pernas.
— Puta que pariu. – Declarei ofegante, fincando o rosto na curva do seu pescoço.
— Você é literalmente foda Lea.
Respiramos mais um pouco para logo depois voltarmos as nossas normais posições em um carro. Antes de ligar o carro, pus minha mão sobre a dela e sorri.
— Eu te amo – Afastei a cabeça a encarando.
— Eu te amo – Sorriu e uniu nossos lábios.
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