Doces Lembranças ACHELE

15 XIV - The Penthouse


Notas iniciais
DESCULPAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA A DEMORA! :'( Capítulo cheio de amor para vocês ♥ Feliz 2018! ;D

— Senhorita Berry!? — Gritou Madalena. — Encomenda para a senhora.

— Pode receber! Já estou descendo.

Estava acabando de calçar meu salto, pois teria uma entrevista meia hora mais tarde, atrasadíssima era meu sobrenome. Desci as escadas, quase embolando nos meus próprios pés.

— Aqui está senhorita. — Falou entregando-me o embrulho.

— Obrigada Made.

Retirou-se e fiz o mais óbvio. Sentei-me no sofá e comecei a desfazer o papel dourado que envolvia a pequena e achatada caixa. Dentro dela havia um envelope envolto com pétalas de rosas vermelhas. Era dela…! Faziam pouco menos de dois meses que tivemos a conversa narrada no capítulo anterior. Estávamos juntas, da nossa forma, mas juntas. Meu coração inflou de alegria e ansiedade. Abri o envelope...

Transcreverei aqui as palavras responsáveis pelas lágrimas que naquele instante caíam;

“ Meu amor...

Hoje eu acordei sem você nos meus braços, e Deus...! Como eu me senti vazia. Então, comecei a pensar em uma forma de te ter sempre perto. E eu achei algo ideal. Precisamos ser discretas, sim, porém correrei tal risco, pois não aguento um dia sem a sua presença meu amor. Hoje, depois da sua entrevista, vá ao The Penthouse e dirija-se a recepcionista, ela saberá o que fazer.



Com Amor, Charlie ;)”



Bom... Estou com essa mesma carta agora, nas minhas mãos. O sorriso no rosto é inevitável. Para quem não conhece Los Angels, The Penthouse é um restaurante fino no topo do Huntley Hotel. E foi exatamente para lá que fui, depois de tantas respostas aos apresentadores responsáveis pela entrevista daquele dia.



(…)



— Boa noite senhorita. — A recepcionista falou antes mesmo de eu tentar retirar meu casaco.

— Boa noite. — Sorri.

— Posso te levar ao local solicitado?

Concordei com a cabeça, tentando acalmar meu coração que aos pulos parecia que soltaria do peito a qualquer momento. Olhei em volta mais uma vez, certificando-me da ausência de paparazzis.

Atravessamos uma porta branca estreita para logo depois subirmos dois lances de escada.

— Eu vou tirar meu casaco. — Falei para mim mesma, esquecendo-me da mulher logo acima.

— Eu não faria isso se fosse a senhorita. — Falou e a encarei, notando que estava com a mão na maçaneta de uma outra porta branca. — Nós já chegamos.

A abriu dando passagem. Passei por ela ainda inerte, acordando somente quando ouvi o barulho da porta sendo fechada. Estava no terraço daquele enorme prédio, o vento justificou o conselho da mulher. Olhei ao redor, notando uma mesa com uma única poltrona. Uma taça, champagne em um balde de gelo, nada de pratos… uma caixinha com o mesmo embrulho da que recebi mais cedo.

— Die… — Sussurrei e andei em direção ao local citado.

Rasguei sem dó a embalagem, desfazendo o laço, libertando a pequena tampa. Mais pétalas vermelhas e um envelope.

“Hey baby

Está gostando? Bom eu espero que sim. Eu preciso que você entenda que o que vou te entregar pode ser arriscado, mas eu não quero pensar nisso. Só quero que sejamos um casal normal pelo menos por um dia. Espero que não surte, então, por favor tome esse champagne para relaxar. Você não está sozinha. Eu estou bem próxima.



Com amor, Charlie ;)”



— Mas o quê!?

Reli o bilhete para tentar entender, falhando miseravelmente. Abri o champagne ignorando a taça, dando consideráveis goles na própria garrafa.

— Não acredito que... — Antes mesmo de terminar a fala, escuto a porta ser aberta, e saindo dela a mesma moça que me acompanhara mais cedo. Mordi a língua.

— Senhorita, desculpa interromper. — Assenti, concordando para que continuasse. — Isso aqui é para senhora. — Falou entregando-me mais uma caixa dourada, e voltou rumo contrário.

Sem me importar com mais nada, a abri com a mesma agilidade com a qual abri as outras.



“Saudade?

Você com certeza está chateada. Faço isso acabar em menos de dois minutos. Tem outro envelope abaixo das pétalas, você entenderá.



Charlie :D”



Abri o tal envelope como se minha vida dependesse daquilo. Não tinha uma carta nela, e sim um cartão. Mas não... Não era um cartão comum. Era um cartão do hotel, a chave do quarto 1003.



(…)

Eu tremia um pouco quando introduzi o cartão no seu devido lugar. Quando abri a porta o tom romântico cumpriu seu objetivo. O quarto estava a meia luz, pétalas de rosas espalhadas por todo o quarto, mais um balde de champagne em um balde. Fui entrando observando cada detalhe, inclusive um coração formado por pétalas brancas, e uma caixinha azul no meio. O coração perdeu o ritmo.

— Não abra ainda meu amor. — Fechei os olhos e sorri, reconhecendo de imediato o som da sua voz. — Preciso te falar algumas coisas antes.

Virei para encará-la, aquele par de olhos verdes fincados nos meus, seus cabelos soltos, a boca rosada... Dianna não vestia nada formal, pelo contrário, estava com um robe de seda vermelho. Eu só conseguia admirá-la.

— Você está linda. — Sorri a encarando, percebendo algumas lágrimas se formando nos meus olhos.

Ela nada disse, só segurou meu rosto e uniu nossos lábios. Um beijo lento e intenso. Sua mão cravou em minha nuca, e a outra me puxou pela cintura, juntando ainda mais nossos corpos. Entre mordidas e sucções, algumas pequenas declarações tornaram o momento ainda mais mágico.

— Você é a mulher da minha vida. — Sussurrei cortando o beijo.

— E você a pessoa da minha. — Respondeu arrancando-me um enorme sorriso. — Vem, senta aqui. — Falou me puxando para a cama. Meus olhos voltaram a caixa azul no centro da cama. — Preciso que me ouça. — Voltei a mirar-lhe. — Eu sou só sua.

— Como? — Franzi as sobrancelhas.

— Não tenho mais nada com mais ninguém além de você.

Quando ouvi tais palavras, senti um misto de emoções. Não entrarei em detalhes agora para não confundir esse momento lindo que vocês estão lendo . Mas o alívio foi o maior de todos os sentimentos, e ele se manifestou através das lágrimas que já caiam livre pelo meu rosto.

— Terminei hoje com o Alex, — continuou – E fiz isso sem nenhum medo. Hoje eu percebi tantas coisas amor! Eu sei que é complicado toda essa questão de sonhos, profissão, namoro, fox, mas não vou entrar nisso agora ok? — Concordei acenando. — Eu só preciso que saiba que eu necessito de você hoje e sempre. E por isso eu estou te entrando o que tem naquela caixinha. — Sorriu. — Pode abrir agora.

Sem esperar que ela confirmasse novamente, apanhei o objeto azul, o abrindo logo em seguida. A surpresa fez com que levasse a mão a boca. Intercalava o olhar a peça brilhosa e as esmeraldas dos seus olhos. Dianna entendendo a minha reação, levantou sua mão direita mostrando que tinha o mesmo anel que tinha na caixa.

— Die...

— Calma Lea, — cortou-me – não estou te pedindo em casamento. Não agora. — Sorriu, prendendo a língua nos dentes.

— Ok. — Respirei fundo, fechando olhos. — Explique-se.

— Eu preciso te manter perto. Lembra? O primeiro bilhete? Essa é uma forma. Por favor diz que vai usar.

Não pensei em consequências, muito menos senti medo naquele momento. Minha resposta foi colocar o anel e avançar sobre aquele corpo que tanto ansiava. A beijei por completo, começando pelos olhos, nariz, boca, queixo, pescoço, ombros, mamilos, barriga, pernas... Eu estava feliz em sentir todo o seu amor por mim, eu queria, naquele instante, que o tempo parasse para que nada pudesse ser estragado. Mordi a parte interna da sua coxa, passando a língua logo depois. Ouvi seu gemido e meu ego inflou. Porém não aproveitei muito. Dianna inverteu a posição dos nossos corpos, ficando por cima.

— Eu tenho pensado nisso o dia inteiro. — Falou prendendo meus braços na cama. — Então baby, não me tire a chance de saciar meu desejo. — Mordeu a boca dando uma senhora rebolada, pressionando nossos sexos.

Gemi baixo tentando não entregar o quanto estava excitada, o que foi em vão, pois suas investidas se intensificaram. Rebolava com força, acelerando sempre que gemia. Não conseguia fechar os olhos, devido a perfeição que se movia bem ali, em cima de mim. Deus! Só de lembrar, fico extremamente excitada.

Ok

Sua boca entre aberta, seus olhos cerrados, suas mãos puxando os lençóis. Algo realmente inexplicável. Comecei a sair do transe, quando senti meu orgasmo se aproximando. Intimidades friccionadas, suor escorrendo, gemidos audíveis, êxtase chegando… E ele chegou, como uma explosão. Não tive tempo para descansar, pois mal tinha gozado, senti dois dedos me penetrando.

A noite foi maravilhosa...







Notas finais
Enquete: Vocês querem que eu seja realista sobre achele, ou que crie algo novo? Beijos