Doces Lembranças ACHELE
12 XI - Tudo Pelo Seu Sonho
Notas iniciais
Alguns dias se passaram e o único contato que tinha com ela era no set. Quando acabavam os ensaios e gravações, Dianna ia embora sem ao menos se despedir. Eu com certeza a magoei com minha postura. Ela estava disposta a arriscar tudo só para ficar comigo, e a minha ambição impedia que eu pensasse da mesma forma. Eu a queria, sim caro leitor, e como queria. Porém, esse querer não tomava posse por completo do meu ser devido ao meu anseio por fama, reconhecimento profissional e vivência de grandes sonhos. Eu tinha muito que aprender. Nos dois primeiros dias depois da conversa com Ryan, eu ainda tentei ligar. Contudo, não obtinha sucesso. Eu sabia que a tinha magoado, e sabia que ela tinha me entendido, porém aquele comportamento estava me deixando furiosa. Eu não podia nem me dar ao luxo de tentar algo no set, pois estávamos sob vigilância de Ryan. Todavia, após oito a dez dias não conseguia mais comer direito e o abatimento tomava conta de mim em um grau tão elevado que estava afetando as gravações.
— Corta! – Respirei fundo. – cinco minutos de descanso. – Falou Ryan tentando me ajudar.
Instantaneamente mirei Dianna, que estava se retirando. Pensei em segui-la, mas antes de executar tal ato senti uma mão impedindo-me.
— Lee... O que está acontecendo?
— Amber... – A encarei e a emoção tomou conta de mim. Já éramos ligadas desde o início de tudo. Perceber sua preocupação naquele momento me fez ter segurança de finalmente desabar. A abracei colocando meu rosto na curva do seu pescoço, chorando como uma criança. – Me tira daqui. – Sussurrei ao seu ouvido.
Aos poucos fui percebendo que saíamos do local, não me importava se todos olhavam aquela cena, eu só precisava desabar. Chegando ao camarim, que estava vazio, contei tudo a Amber, da forma que consegui, entre fungadas e soluços.
— Isso explica algumas coisas. – Falou para si involuntariamente.
— Como assim?
— Lea. Eu entendendo você, e também entendo a Die. Ela com certeza te ama, pois estava disposta a muitas coisas para ficar ao seu lado. E essas mesmas coisas que você não está preparada a realizar, não significa que não a ame.
— Obrigada. Você sempre me faz sentir melhor. – Sorri fraco limpando algumas lágrimas. – Mas o que tudo isso explica?
— Dianna te ama tanto que realmente quer que viva seus sonhos. Está fazendo tudo para se afastarem devido a isso.
— Amber, ela nem olha na minha cara. É como se ela já tivesse esquecido.
— Ou esteja querendo esquecer para ter forças?! – Franzi o cenho tentando entendê-la. – Você chegou a ler alguns sites de fofoca ontem?
— Não. Na verdade tem dias que não faço questão de olhá-los. – Falei observando-a encarar o chão. – Amber?
— Eu já falei demais.
— O que tem nos sites de fofocas? – Perguntei enquanto a via tirando o celular da bolsa ao lado.
— Descubra você mesma. Eu preciso ir, não demore muito, já se passaram mais de cinco minutos.
Notei seus passos ficando cada vez mais longe, e encarei o aparelho na minha mão. Meu coração batia de forma desenfreada, e sentia cada vez mais o sangue fugir do rosto. Fui até a google e escrevi: Notícias Dianna Agron
...
Acordei com um zumbido no ouvido, a visão falhando e as mãos formigando. Avistei o celular no chão, e o coração falhou. Eu havia desmaiado. Então Lea, o que você viu nos sites? Todos os tipos de manchetes com suspeitas de namoro entre Dianna e Alex Pettyfer, o ator principal do filme “Eu sou o número quatro”. Minha mente não processava nada direito. Precisava confirmar tal notícia. No calor de um momento tão afetivo para minha estabilidade emocional, o impulso mais óbvio foi realizado. Saí em disparada à procura dela. Fui aos outros camarins, não estava. Sala de ensaios, não estava. Em que local eu a encontrei? No set de filmagens. Não percebi gravações, não me atentei as pessoas que se encontravam ao redor. Sem medir as consequências, fiz a única coisa que poderia ter feito nessa situação.
— DIANNA!? – Gritei.
Todos os olhares se voltaram a mim e a cena foi interrompida. Criei a percepção de Ryan aproximando-se, porém não fui afetada, só a mirava. Esta por sua vez, me encarava ofegante e com lábios comprimidos.
— Lea por favor controle-se.
— Agora não Ryan! — Respondi o encarando para logo depois voltar a visualizá-la.
— Agora sim. – Chegou próximo ao meu ouvido. – Não estamos sozinhos. – Sussurrou.
Olhei ao redor e percebi algumas pessoas que deveriam ser da Fox ou de algum programa televisivo. Respirei fundo fechando os olhos para logo depois abri-los e me retirar. Voltei ao camarim, peguei o celular do chão e comecei a ler todas as notícias. Fotos e publicações invadiam meus olhos junto com as lágrimas que já inundavam meu rosto.
— Desse jeito você vai me matar com certeza Lea. — Ouvi sua voz presenciando um forte arrepio na espinha. – E invalidar tudo o que estamos passando. – A encarei.
Um novo sentimento surgiu e avancei em sua direção, deferindo tapas e murros acompanhados de palavras pesadas e mentirosas.
— EU TE ODEIO DIANNA. – Gritava a esmurrando. – VOCÊ NÃO PODE FAZER ISSO COMIGO.
— PARA LEA! – Falava tentando segurar minhas mãos inutilmente. – PARA!
Eu não conseguia parar, chorava cada vez mais sentindo a raiva se dissipando. Fui ficando fraca e os movimentos mais lentos, dando vasão para Agron conseguir segurar-me, cessando os golpes proferidos a esta.
— Olha para mim! – A obedeci para minha infelicidade. Seus olhos estavam vermelhos. Ela estava mais magra? – Eu amo você.
Ouvindo tal declaração, joguei o peso do meu corpo sobre o seu, ficando apoiada somente por isso. Estava cansada, exausta, completamente sem forças. Dianna me envolveu em seus braços e por alguns segundos me senti em paz.
— Por favor, diz que é mentira. – Pedi baixinho.
— Eu não tive escolha Lee.
— Não ... – Iniciei um choro infantil e fraco. – Eu não vou aguentar.
— Você irá. – Afagou meus cabelos. – Você precisa viver seus sonhos, e eu os meus. – Afastou-me e nos conduziu até o sofá. Segurou meu queixo forçando-me a encará-la. – Independente do que aconteça, eu preciso que saiba que eu...
— Não, por favor. – Fechei os olhos. – Não continua. — Consegui desvencilhar das suas mãos e baixei o rosto. – Você pode ir agora, eu já tive minha confirmação.
Fez-se silêncio por mais alguns minutos, e sentia seu olhar em mim.
— Eu preciso ir agora.
— Vai almoçar com o Alex? – Perguntei sem me controlar, entregando toda a minha raiva. – Ok eu não quero saber de verdade, ignore a pergunta. – Levantei e passei por ela direcionando-me a porta. Não cheguei a alcança-la, pois suas mãos ágeis segurou com força meu braço, me puxando para si.
— Eu sei que vou me arrepender disso. – Sussurrou olhando nos meus olhos e me agarrou.
Sim, o beijo já começou com muita fúria. Saudade, desespero, desejo, tristeza... Dianna me provava com sua língua mostrando o quanto me queria, enquanto a prendia com as mãos, em um ato de pura possessão. Mordi seu lábio inferior com uma força desnecessária ouvindo um gemido de dor. Protesto? Não, longe disso. Como resposta, suas mãos foram de encontro as minhas pernas, suspendendo-me. Me encaixei na sua cintura enquanto era imprensada na parede atrás de mim. Não desgrudávamos nossas bocas. Deus! Como eu a queria. Arranhei sua nuca com as unhas e puxei seu cabelo, cortando o beijo somente para gemer seu nome. Senti meu pescoço sendo sugado e o movimento do seu quadril sobre minha pelve. Estava enlouquecendo.
— Die... – Gemi novamente observando-a apertar meu seio com a mão esquerda, pois a direita ainda sustentava o peso do meu corpo. – Preciso de você.
Com tal afirmação, Agron estancou parando seus movimentos.
— Vamos sair daqui. – Pediu mirando-me.
Não respondi, somente a afastei pegando minhas coisas que estavam espalhadas pelo cômodo.
— Saia em vinte minutos, estarei te esperando em minha casa. – A olhei uma última vez e me retirei.
(...)
Lá estava eu, no mesmo local, na mesma posição, esperando-a mais uma vez. Igual ao dia em que nos acertamos. Avistei seu carro chegando, e senti as mesmas coisas. Agonia, ansiedade, tesão...
— Somos loucas não somos? – Sua voz me despertou do transe e sorri com isso.
— Eu sou por você. – Falei andando em sua direção.
— Lea...
— Não Die. – A cortei. – Agora não.
Avancei em seus lábios, ouvindo seus suspiros e sentindo alívio no momento exato em que senti suas mãos me tocarem. A puxei para cama, fazendo com que se deitasse sobre mim. Enquanto possuía sua língua, desabotoava sua camisa que não colaborava com o meu anseio. Com a luxúria a flor da pele, a rasguei arrancando um gemido sôfrego daquela que tanto queria. Invadi seu sutiã apertando o mamilo, conseguindo gloriosamente um ruído ainda mais prazeroso.
— Te quero tanto! – Sussurrei com as forças que me restavam.
— Não mais que eu.
Dito isso, suspendeu minha saia e tirou minha calcinha, parando para observar o que esta cobria. Me encarou, presenteou-me com um belo sorriso safado e abocanhou meu sexo já encharcado. Chupou-me de maneira majestosa fazendo-me arquear as costas e gritar de deleite. Puxava o lençol como se minha vida dependesse daquilo. Travei os dentes percebendo o ápice chegando. E ele chegou! Espasmos intensos se fizeram presentes junto com berros carregados de tesão.
— Tão saborosa.
— Eu preciso de mais. — Ok! Quando a pessoa referente era Dianna Elise Agron, meu adjetivo era insaciável. – Tira a roupa.
Obedeceu-me e fez o mesmo comigo, pressionando nossas intimidades logo em seguida. A fricção inicialmente começou de forma suave, ganhando um ritmo acelerado poucos segundos depois. Estava completamente inebriada de desejo. Não se passaram dois minutos que tinha gozado, e lá estava eu, prestes a chegar ao segundo do dia. Dianna e seus poderes...
— Estou quase... God! Como você é gostosa! – Gemeu apertando os olhos e mordendo o lábio inferior.
Aquela cena foi o suficiente para atingir o tão esperado orgasmo. Chegamos juntas.
— Eu quero isso para todo o sempre. – Decretei enquanto ofegava como o seu corpo ainda sobre o meu e sua cabeça enterrada em meu pescoço.
Estranhei a falta de resposta, mas decidi ignorar. Continuamos na mesma posição por alguns minutos, nos beijando e prolongando até onde podíamos a separação. Mas esta aconteceu logo em seguida.
— Aonde você vai? – Perguntei enquanto assistia seu corpo se erguer.
— Tomar um banho. Quer tomar comigo? – Interrogou passando os olhos por todo meu corpo.
— O que você acha? – Levantei me posicionando atrás dela, mordendo sua nuca.
— Se continuar, não chegaremos ao banheiro.
— Não sei se quero chegar lá. – Mordi o lóbulo da sua orelha. – Estou com saudades amor.
— Ok, você venceu. – Virou de uma só vez sobrepondo seu corpo ao meu.
— Na-na-não. – Troquei a posição. – Minha vez.
Sem pedir licença, penetrei dois dedos sendo outorgada por um lindo gemido, incentivando-me a fortalecer as estocadas. Enquanto fodia (desculpem o termo) aquela deusa em forma de mulher, me tocava. Sim, me masturbava.
— Lea... Você vai me enlouquecer dessa forma. – Falou quando percebeu tal ato.
— A culpa é sua.
— Puta que pariu!
— Você é tão deliciosa. – Gemi visualizando Dianna fechar os olhos. — Abre os olhos. – Obedeceu. – Quero ver você gozar para mim.
Aumentei o ritmo, fortificando cada vez mais o vai e vem dos meus dedos. Senti seu rebolado acelerar indicando que estava perto do clímax. Balbuciava coisas incompreensíveis enquanto me encarava. E foi assim, que mais uma vez gozamos.
— Eu preciso respirar. De verdade. – Sorriu
— É! Eu também. – Deitei ao seu lado.
Fiquei ali sentindo o seu cheiro, tentando não pensar em tudo o que estava acontecendo, tentando me enganar que tudo ficaria bem. Porém, uma lágrima caiu do seu rosto molhando o meu, e o peso da realidade me atingiu novamente. Levantei ficando de costas para ela, controlando o choro que estava preso na garganta.
— E agora Die? – Indaguei ainda de costas.
— Eu preciso ir.
Foi o bastante para virar-me e encará-la, surpresa por já estar catando suas roupas.
— Como assim Dianna? – Levantei tentando alcança-la. – Você não vai fazer isso comigo. – Parou e fixou seus olhos em mim.
— Eu Lea? – Jogou as roupas de volta ao chão. – Não me faça falar coisas que não irá nos ajudar em nada.
— Você pode falar tudo, menos que precisa ir. – O choro veio como um rojão. – Eu preciso de você.
— Então fique comigo! – Gritou surpreendendo-me. – Fique comigo Lea!
— É tudo o que eu mais quero.
— Não, não é.
— Você não entende...
— Não entendo? – Respirou fundo. – Ok. Vou tomar um banho rápido antes de ir. – Passou por mim com passos pesados. A segui.
— Você vai simplesmente tomar banho?
— Você está me enlouquecendo! – Girou o corpo ficando a poucos centímetros de distância de mim. – Eu te dei uma solução. – Apontou o dedo para mim. – Contudo, você não quis.
— Não é fácil para mim!
— E você acha mesmo que está sendo para mim? Eu também tenho sonhos, eu também almejo sucesso, mas acima de tudo eu quero viver o que sinto. – Ofegava compulsivamente. – E o que eu sinto é amor. Por você Lea!
Coração descompassou sangrando, respiração falou e só conseguia olhá-la e implorar:
— Eu também amo você. Acredita em mim por favor. – Falei aproximando-me
— Eu não duvido. – Segurou meus punhos impedindo o achegamento. – Mas o seu amor por mim não se compara ao seu amor pelo sucesso. – Me soltou e limpou as lágrimas que encharcavam seu rosto. – Eu não vou aceitar essa situação de hoje. E se é para sermos famosas a esse custo, que seja bem pago.
— Alex... – Sussurrei acordando mais uma vez.
— Sim, o Alex. Tudo pelo seu sonho Lea Michele. – Declarou cerrando o maxilar e entrando no banheiro.
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