Novamente sou obrigado a sair por aquela cidadezinha insignificante que é Livepool, na Inglaterra. Rodeado de almas mais insignificantes ainda. Tenho o prazer de despreza-las... Até o dia de suas supostas mortes. E mais um dia passava, no mais completo nada de minha "vida". A mesma coisa se repetia, todos os dias eu podia ver aqueles ridículos seres chorando pela morte de seus parentes... Isso se o patético humano não fosse apenas um mendigo de rua.

E quem sou eu? Sou o indesejável; o temido; sou aquele que trás junto da alcunha, a solidão. Sou quem tira, leva e pune almas insignificantes. Sou eu, a Morte. O Morte...

Posso ter diversos nomes, muitos me chamam de maldição, de terror... Mas o dito-cujo prefere que não digam tal coisa. Eu, aquele que vem apenas para matar. Sou, como dito antes, quem vem parar tirar sua doce vida, na hora que eu preferir... E quando for a hora certa.

Mesmo assim, minha rotina nunca tem fim. Lembro-me bem de meu trabalho durante 1939 à 1945, a tal guerra, mas que me alimentou bem. Nasci do ódio dos homens uns aos outros. E hoje falta apenas um ser para tirar a vida, William Christie. Deve ser mais um idiota. Não vai demorar para levá-lo ao desespero.

Caminho o mais calmo possível... Não há porque pressa. Ninguém me verá... E não nego em dizer que detesto quando humanos atravessam meu corpo. De uma coisa tenho certeza: não há como escapar da morte.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.