Doce Sonho

1 Capítulo único.


Notas iniciais

O carioca dava passos firmes. A chuva intensa fazia poças debaixo de seus pés e isso era uma vantagem para si e seus objetivos. Via o paulista se arrastando no chão. Ele fugia como um gato amedrontado. Era ligeiramente engraçada a cena de ele caindo no chão e se arrastando.

— Eu disse que esse dia ia chegar. — Falou o loiro, pegando o outro pela gola da camisa e o erguendo sem dificuldade alguma.

— É! Você enlouqueceu de vez! — Vicente cuspiu na face do menor e o empurrou, falhando na tentativa.

O fluminense deu-lhe um soco para derrubá-lo novamente. E assim seguiram-se outros ainda mais fortes, fazendo a sua face sangrar pela força. Paulo revidou, conseguindo acertar seu cotovelo na face do carioca que estava sobre si, lhe dando poucos segundos de abertura para dar um bom soco em seu rosto.

— Fui o último a ficar ou a não te aceitar, tenho obviamente meus motivos para isso. — Declarou firme, ficando sobre o outro, pronto para revidar a sessão de socos.

— Não, você é o último porque eu quis. — Cristiano sorriu daquele jeito sínico de sempre e, sem dificuldade alguma, segurou os punhos do outro e girou os corpo, fazendo-o novamente ficar por cima.

— Não seja idota! — Enfurecido, o paulista tentou soltar-se.

—-- Rio POV. ---

Não vê não, é? Todos aqueles que queriam ser fortes e aguentaram e aceitaram estão lá com seus status, sua ganancia, isso foi algo que beneficiou a todos! Você realmente não vê?

A Ana e até a Manuela. O poder é algo que cega. Todos aqueles que foram fracos e não resistiram...

— Flash Back on –

— Chri-Chris... Por favor... — O paranaense se encolhia contra a parede.

— Desculpa, Bru. — o loiro deu um tiro certeiro na testa do mesmo. Doeu matar o seu amado, mas era necessário.

— Flash Back off-

E aqueles que tentam continuar indo contra são os que mais sofrem... Já que eles não vão ter descanso enquanto eu estiver no poder. E você, Paulo, é meu maior brinquedinho, te perseguir, te encurralar e deixar escapar... Ah.... Você sempre se sentiu mais forte que eu... Você sempre se achou melhor, então, era divertido me fazer de idiota para ver você se gabar, se mostrar maior, sem perceber o que eu realmente fazia com cada um de vocês.

— End Rio POV-

O menor sorria de orelha a orelha, olhando o quão pasmo seu irmão estava.

— Tão divertido. — Ele falou naquele tom amoroso e pegou sua faca.

— Não vai... — Foram as únicas palavras que saíram da boca do maior, antes do carioca enfiar-lhe a faca no peito e o sangue ir à sua face.

...

Cristiano acordou com literalmente um balde de água fria na cara.

— Levanta vagabundo. — O outro jogou o balde sobre o carioca e cruzou os braços, sério.

— Mas que porra, mano. Por que fez isso? — Empurrou o balde de volta para ele.

— Porque estamos atrasados, meu. Levanta logo daí e se veste que a gente tem mais o que fazer.

O loiro ergueu-se e rapidamente se vestiu. Logo passou pelo maior com um sorriso imenso no rosto.

—Por que está sorrindo tanto?

— Tive um ótimo sonho. — Ele piscou para o outro e saiu em disparada na frente, não ia deixar o irmão perceber que havia sonhado com um dos seus maiores pesadelos.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!