Doce Sequestro - Short- Fic
6 Capítulo 6
Notas iniciais
POV Jacob:
Olhei a figura do homem que estava no espelho em minha frente. O smoking tinha caído de um jeito elegante bem diferente das vezes que eu tinha o experimentado.
- Lindo. – minha mãe entrou no quarto. Ela estava vestida com um vestido verde longo e os cabelos em um belo penteado. Sorri. Mas acho que não fui convincente. – Aconteceu alguma coisa?
- Não. – respondi beijando a sua face.
- Você está certo disso Jacob? Você não é obrigado casar meu filho.
- Estou certo.
- Por que eu acho que não está?
- Porque toda mãe acha que não é hora do filho casar. – ela sorriu.
- Tem isso também, mas eu nunca me opus sobre o seu relacionamento com a Leah.
- Sei disso.
- Sinal que eu não tenho problema em vê-los casados.
- Sei disso. – ela bufou.
- E as coisas já estão prontas para a lua de mel?
- Sim. – respondi arrumando a gravata.
Meu pai logo entrou no quarto seguido das minhas irmãs que igualmente como a minha mãe estavam lindas. Fora o momento em família que eu estava precisando para ter confiança e subir naquele altar.
Rach passou o tempo todo me olhando como se eu estivesse cometendo um crime gravíssimo. Ou até mesmo estivesse louco. Acho que se ela pudesse, ela me trancava ou sequestrava como a Renesmee tinha feito. Esse pensamento me fez rir. A menina tinha sido tinhosa.
- Senhor Black. – a organizadora do casamento entrou no quarto me chamando. – Estamos prontos.
O casamento seria feito na minha casa mesmo. A casa era grande e a área da piscina era muito bonita.
Desci com os meus pais e irmãs em direção do local aonde seria o realizado a cerimônia e consequentemente a recepção aos convidados.
As pessoas já estavam sentadas nas cadeiras que foram disponibilizadas para eles.
- Pronto? – minha mãe perguntou. Maneei a resposta com a cabeça e ela depositou o seu braço no meu.
A música começou a tocar, e eu entrei com a minha mãe de braços dados. Corri os meus olhos pelo os convidados tentando sorrir, mas acho que estava parecendo uma careta.
Meus olhos caíram sobre ela, que mantinha o seu olhar sobre a minha face. A expressão dela era dura e decepcionada, mas em nenhum momento ela desviou os olhos.
Cheguei ao altar, e ali eu fiquei esperando o resto das entradas. Entraram primeiros os padrinhos tantos meus quantos os da Leah.
Logo a Leah entrou acompanhada do Harry – que era o seu pai – não podia negar que ela estava bonita, e parecia feliz com a realização do seu sonho.
Foi como em um piscar de olhos, eu estava recebendo a Leah diretamente dos braços do meu sogro e quando dei por mim eu estava a beijando escutando as pessoas gritando. Eu passei a cerimônia toda no modo piloto automático.
Como tanto a cerimônia, quanto a festa seriam no mesmo lugar, o que fizemos foi somente deslocarmos para a outra parte da casa para receber os cumprimentos dos convidados.
oOo
Eu já estava cansado de tanto sorrir e tirar foto. Eu não tinha percebido que tínhamos convidado muitas pessoas.
- Parabéns. – Carlisle estava na minha frente sorrindo. – Agora é oficial, o último dos meus filhos homens está casado. – sorri e lhe abracei. – Estou feliz por você, só acho que você deveria está sorrindo mais um pouco. Aconteceu alguma coisa? – ele perguntou somente para que eu escutasse.
- Está tudo bem. Só estou meio apavorado. – ele sorriu e piscou.
- Normal. Esme. – ele chamou a esposa que estava cumprimentando a Leah. – Edward, Emmett, Jasper e Jacob estão casados. – ela sorriu emocionada.
- Agora só falta a Nessie.
- E se depender de mim casamos agora mesmo. – Seth apareceu de mãos dadas com a Nessie.
- Vamos esperar um pouco. – Carlisle ditou sorrindo.
- Parabéns. – ela disse me olhando nos olhos como se me acusasse. – Que vocês sejam muito felizes, pois foram feitos um para o outro. – ela nem aguardou nada. Esme fez menção de falar algo, mas a Renesmee segurou as mãos do Seth e os dois rumaram para o local onde mesas estavam distribuídas.
Meu olhar acompanhou a figura da mulher que eu tinha perdido.
POV Renesmee:
- Isso chegou para você. – eu estava na frente do meu computador pesquisando umas coisas sobre as faculdades.
Fazia um mês que o Jacob estava casado, e duas semanas que ele estava fora em lua de mel. Eles não tinham saído logo em seguida, pois o Jacob tinha tido uns problemas no trabalho.
Quem diz que em um mês nada muda, estava redondamente enganada, pois a minha vida mudou e muito em um mês.
Há exatamente duas semanas o meu ‘ relacionamento’ com o Seth tinha chegado ao fim.
Motivos?
Motivos eram o que mais tínhamos, desde sentimento não correspondido, ciúmes excessivos, à distância pela a diferença de curso e faculdades escolhidas.
Seth tinha a mente pequena, podíamos falar assim. Ele não via a vida dele fora de Forks, o que foi um problema para mim que sempre tive sonho de conhecer e explorar o mundo.
Seth tanto pensou e decidiu por estudar em Seattle, e eu como queria acima de tudo sumir do mapa para não ficar vendo como era a vida do Jacob de casado, escolhi a universidade de Nova York. Longe? Eu sei, mas somente longe para conseguir viver depois de tudo.
- O que é isso? – minha mãe depositou um envelope em minha mão.
Abrir e pensei que a minha mãe estivesse fazendo uma piada comigo, e de muito mau gosto.
- Sério? Para que eu quero ver isso? – meus olhos caíram sobre as fotos do casamento do Jacob. Uma que estava toda a nossa família. Afinal, meus irmãos tinham sido padrinhos dele.
- Sarah veio trazer isso. É de presente já que é uma copia. Que tal fazer um quadro e colocar ao lado das fotos dos seus irmãos? Séria uma ótima lembrança.
- Que tal queimar? – perguntei sem cerimônia. Ela parou de sorrir.
- Está legal, não aguento mais perguntar e receber um: Nada como reposta. O que foi que aconteceu antes do Jake casar?
- Nada.
- Eu disse que eu não aguento mais isso.
- Mas será sempre a minha resposta, pois não aconteceu nada. – ela me olhou séria. Não estava acreditando em nada que eu estava falando, mas resolveu deixar as coisas da forma que estavam.
Devolvi o envelope e voltei para o olhar o site da faculdade no computador.
Seria ali a minha nova moradia, e nova vida. Eu já tinha decido, que a partir do momento que eu colocasse os pés naquele avião Forks e tudo que eu tinha vivido com o Jacob durante aqueles dias seriam apagados, e nem no meu subconsciente eu queria aquelas imagens. Eu me libertaria de uma vez por todas dele.
POV Jacob:
O carro parou em frente da casa dos meus pais. Respirei fundo. Eu estava de volta depois de duas semanas fora.
Minha lua de mel tinha sido tranquila, eu tinha me esforçado ao máximo apesar de varias vezes ter feito sexo com a Leah pensando na Renesmee. Contudo até agora eu não tinha me arrependido das minhas escolhas, e aquilo me assustava.
- CHEGARAM! – minha mãe gritou quando nos viu descer do carro. Correu em nossa direção e abraçou a Leah. – E aí? Já está providenciando o meu primeiro neto? – senti o meu corpo tremer. Não que eu não quisesse filho, pelo o contrário, mas não pensava que isso seria uma cobrança tão cedo assim.
- Ainda estamos recém-casados Sarah. Daqui a uns dois anos quem sabe. – agradeci mentalmente por Leah está sendo racional.
- Vou ter que esperar tudo isso?
— Passa rápido. – Leah entrou com ela e eu fiquei para trás. Fechei o carro com as malas, pegaria depois.
Olhei para a casa do lado. O quarto dela era logo aquela a frente. A Janela ficava para frente da casa e sempre aberta. Hoje não era diferente, a diferença era que ela não estava na janela como sempre estava.
Sorri. Quando eu chegava de viagem ela estava sempre ali me esperando e vinha correndo em minha direção me abraçar.
- Não vai entrar? — olhei e o meu pai estava me observando.
- Pai. – andei na direção dele o abracei.
- Você é apaixonado por ela não é?
- Ela é a minha esposa não é pai.
- Estou falando da Renesmee.
- Como?
- Percebi como você estava olhando para a janela. Ela não queria que você casasse e você fez, e desde aquele dia vocês mudaram, quase não se falam e quando isso acontece, é somente um oi.
- Nem tudo é como queremos. – falei rindo fraco.
- Mas podemos tentar fazer ser do nosso jeito, isso é fato. – eu pensei em responder, mas a minha irmã apareceu me abraçando e eu entrei com ela, e como meu pai.
Aquilo parecia mais uma festa do que um churrasco, pessoas para todos os lados. Parecia até o meu casamento.
Seth estava em um canto conversando com os rapazes e eu cheguei para me juntar à turma.
- Chegou o da coleira. – Emmett debochou fazendo todos rirem.
- Seth. – o cumprimentei com um aperto de mão e um tom de voz um tanto quanto frio.
Eu tinha mudado com o moleque desde o meu casamento e não tinha nada que alguém falasse que me fizesse mudar e ideia.
Ele sorriu e me abraçou de surpresa. – Não estou mais com ela Jake. – ele falou baixo somente para que eu ele escutasse.
- Como?
- Eu sei que você mudou desde que eu comecei a namorar a Renesmee. E eu disse que eu não estou mais com ela.
- E quem está? – perguntei segurando o sorriso de satisfação.
- Que eu saiba ninguém, mas não por muito tempo.
- Por quê?
- Ela está indo embora. – e foi um balde de água fria jogado em meu corpo.
Olhei de forma desolada para o Seth – creio eu que sim – eu não conseguia mais escutar as pessoas em minha volta. As bocas moviam-se, as pessoas me abraçavam e cumprimentaram, mas eu não tinha reação.
Acordei do topor somente quando a avistei passando conversando animadamente com a Claire. Andei em sua direção ignorando o fato de não poder dar bandeira.
- Você vai embora? – perguntei segurando o seu braço. Ela assustou-se com a intervenção.
- Oi para você também, como foi de lua de mel? – ela empurrou o meu braço.
- Fiz uma pergunta.
- E eu também e até hoje não recebi resposta dela, nem por isso eu lhe agarro na frente dos outros.
- Você vai embora?
- Vou. – ela respondeu por fim. – Vou ser feliz, bem longe de você e da cobra da sua esposa.
- Que está vindo aí. – Claire apontou para Leah que vinha em nossa direção pisando forte.
- Já contou para elas?
- O que? – perguntei sem entender.
- Que estamos tentando ficar grávidos? – de onde a Leah tinha tirado aquilo?
Olhei para a Nessie e parecia que as palavras não tinham feito efeito nenhum nela. Com um sorriso de canto de boca ela estava com ele ela permaneceu.
- Parabéns. – foi somente isso que ela falou antes de sair conversando animadamente com a Claire ao seu lado.
POV Renesmee:
- Vai quebrar o quarto todo? – Claire gritou quando lancei sobre a parede mais um porta retrato que tinha uma foto minha e do Jacob.
- Já que eu não posso quebrar a cara dele, eu quebro tudo que me ligue a ele. – gritei jogando agora a cadeira longe.
Claire deitou na cama e ficou me observando. Se eu continuasse daquele jeito, logo o meu quarto estaria cheio de gente.
- O que eu vou fazer? – perguntei sentando no chão encostando as costas na cama.
- O que você ia fazer antes dele aparecer? – Claire indagou mesmo sabendo a resposta.
- Ir embora para Nova York. – respondi indo deitar na cama.
- E será isso que você continuará fazendo. Não vai mudar porque ele apareceu, ou você achou que ele fosse voltar para você?
- Tinha esperança, não posso negar. – Claire suspirou.
- Esse é o mal do ser humano.
- O que?
- Ter esperança e fé em pessoas que são fracas para receberam tal ato e crédito.
Ficamos deitadas conversando sobre as nossas vidas e os possíveis rumos que as mesmas levariam agora que toda essa história de escola e adolescência tinha enfim chegado ao fim.
Por volta das 23hrs da noite o churrasco já tinha acabado, segundo a Leah, ela estava cansada da lua mel, pois o Jacob não tinha lhe dado sossego. Fez questão o tempo todo de falar o quanto os dois estavam felizes e blá... blá... blá...
oOo
E a minha espera tinha finalmente chegado ao fim. Depois de três meses de ‘férias’ tendo que ver o Jacob com a Leah quase todos os dias, o grande dia da minha partida tinha chegado.
- Pegou tudo? – minha mãe entrou no meu quarto olhando em volta com os olhos cheios de lágrimas.
- Já vai chorar mãe?
- Por que você não pode ser igual aos seus irmãos e estudar perto de casa? – ela indagou sentando na beira da minha cama e secando os olhos. – Seu pai disse que lhe daria um carro para você ir e voltar sempre, por que Nova York?
- Por que o meu pai para casar? Por que quatro filhos ao todo sendo que três são homens e somente uma menina? Por que colocar o meu nome de Renesmee? Por que as pessoas mentem? Por que confiamos em quem não merece? Por quê? Por quê? – ela me encarou como se eu estivesse surtado.
- O que deu em você? Pensa que nunca reparei que você mudou muito desde que o Jake casou? E não só você como ele também. Não vemos mais os dois juntos. Está certo que a rixa entre você e a Leah sempre foram constantes, mas vocês distanciar-se-iam um do outro, e isso foi percebido por todos.
- Nada mãe. – falei fechando a mala. – As coisas simplesmente mudaram.
- Vocês não se olham mais Renesmee. Você vivia em cima dele, estavam sempre brincando e brigando também. Esse último mais do que o primeiro.
- Ele casou, tem responsabilidades com a esposa dele, só estou respeitando.
- Desde quando você respeita a Leah e os queres dela?
- Desde o momento que eu pensei que não fosse gostar de ter alguém enchendo se fosse eu casada com ele, acho que ela merece respeito.
- Por quê? – ela indagou desconfiada.
- Porque sim. – finalizei a conversa.
- Vamos? – Emm pareceu na porta com o semblante triste. Pegou as minhas malas e desceu na frente.
Peguei a minha bolsa e olhei para a única coisa que eu deixaria ali naquela quarto além da minha cama. O porta retrato com a nossa foto. O mesmo que eu tinha quebrado três meses antes dessa viagem. Virei às costas e bati a porta do quarto, deixando dentro daquele quarto todo sentimento que eu um dia sentir por Jacob Black.
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Ele estava parado na frente da casa dele. Casa essa que ficava em frente a minha.
Ele e Leah tinham comprado à casa da frente no mesmo condomínio. Eu era obrigada abrir a minha janela todos os dias e da de cara com ele saindo para trabalhar, limpando o carro, garagem e até mesmo dando uns pegas na mulher dele.
Claire por muitas vezes falava que ele fazia de propósito para me deixar com raiva e ciúmes. Com tempo percebi que era isso mesmo, ainda mais quando ele sorriu em minha direção quando a Leah entrava. Ele só não sabia que aquilo estava me deixando com mais raiva dele.
- Baixinha. – Emm me puxou para um abraço de urso. Com o tamanho dele não dava para ser um simples abraço. – Eu vou sentir saudades. – ele beijou o topo da minha cabeça.
- Eu também Emm, muitas. – segurei as lágrimas, era para ser um momento de alegria.
- Ainda não me conformo que você não irá estudar medicina. – Edward me abraçou sorrindo.
- Alguém tem que mudar essa casa, só tem médico, já ficou cansativo.
- Me surpreendi quando você mudou de mecânica para direito. – eu sorri sem graça.
Eu tinha feito a mudança, não queria nada que me ligasse mais a ele, por isso eu tinha feito isso.
- Achei mais interessante. – dei de ombros e andei em direção do Jasper. Esse que era o mais fechado de todos os meus irmãos. Eu sabia que ele me amava, mas do jeito reservado dele.
- Se cuida. – ele me abraçou. – Estuda bastante e seja alguém nessa vida, mas nunca esqueça a sua felicidade. – ele piscou em minha direção. – e Nunca coloque as coisas acima das pessoas que você ama. Magoa mata Nessie. – ele me beijou na face e saiu.
Fiquei observando abismada, ele parecia saber o que estava acontecendo comigo. E depois ele me chamou de Nessie, coisa que ele nunca tinha feito.
- Nessie. – meu pai me chamou e apontou para o Jacob. – Acho que ele quer falar com você. – ele estava parado com cara de cachorro que tinha caído da mudança.
Virei às costas e me despedi das minhas cunhadas uma por uma. E agradeci, mesmo que não tenha dado certo o plano elas tinham me ajudado com tudo.
- Vamos embora. – entrei no carro e bati a porta. Ignorando o que meu pai tinha falado antes.
Sem falar nada ele entrou no lado do motorista e a minha mão do lado do carona.
- Amo vocês. – gritei quando o carro começou a andar.
Ele chegou a andar para perto da calçada, mas quando o carro estava preste a passar na sua frente, eu virei o rosto para o outro lado. Tinha acabado.
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A viagem foi rápida até Seattle, de onde eu me despedi os dos meus pais peguei o avião com destino a Nova York.
Tínhamos deixado tudo pronto dias antes, — eles queriam ir comigo – mas achei melhor não.
O avião aterrissou no aeroporto de Nova York. Peguei as minhas malas e o motorista já estava me esperando.
Minutos depois eu estava nos dormitórios da faculdade. O lugar era imenso.
Respirei fundo e fui à procura do meu quarto. Torcendo e orando mentalmente para que o meu colega de quarto fosse gente boa.
- Oi. – uma menina loira de olhos azuis escondidos por um par de óculos chamou a minha atenção.
- Oi. – a cumprimentei entrando no quarto. – Sou Renesmee, mas você pode me chamar de Nessie. – ela sorriu e levantou da cama.
- Nanda. – estendeu a mão. – Eu escolho essa cama se você não de importa. – ela falou meio envergonhada. – Eu peguei essa cama, espero que você não se importe. – ela apontou para a cama a direita.
- Sem problemas. – sorri e andei até a cama da esquerda colocando as malas ali.
- O que você ira cursar? – Nanda indagou.
- Direito e você?
- Vou fazer medicina. – ela sorriu. – Legado da família sabe.
- Meus pais e os meus irmãos são médicos, medicina deveria ser uma religião lá casa, claro isso antes de eu nascer. – ela começou a rir.
- Você é igual o meu irmão. – sentei na cama mostrando-me interessada na história. – Como eu disse. – ela continuou. – Meus pais são médicos, namoraram na escolha de medicina, e o meu irmão mais velho seguiu. Assim como eu quero seguir, mas sempre como tem uma fruta podre – como fala o meu pai – o meu outro irmão que também é mais velho do que eu, mudou isso, e cursou direito, ou melhor, está terminando.
- Tem razão, eu sou igual o seu irmão. – ela riu de novo. – E o seu irmão estuda aonde? – perguntei.
- Aqui. – ela sorriu. – É legado da família fazer a universidade de Nova York também. – eu sorri. – Acho que você terá algumas aulas com ele, se quiser posso apresenta-los.
- Claro. – falei sem realmente prestar atenção no que eu estava falando com ela.
Ficamos conversando mais um pouco e com isso arrumamos as nossas coisas. Acho que as minhas orações surtiram efeito, pois a Nanda era realmente incrível.
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A primeira semana de aula foi bem tranquila. A turma era grande, e cheguei até conversar com algumas meninas e meninos da turma.
Eu ligava todos os dias para casa. Mais por pressão do que por opção mesmo, mas família era isso mesmo.
Virei os olhos para olhar um grupo que dançava no campus da escola e só senti o meu corpo bater contra algo grande e forte. Meus livros foram ao chão.
- Desculpe. – uma voz grossa falou e mão de pele alva desceram para pegar os livros que estava no chão. – Eu estava olhando para o outro lado. – elevei os olhos na direção do dono da voz e grandes olhos azuis me encararam.
- Tudo bem. – dei de ombros pegando os livros.
- Nessie. – Nanda estava vindo em nossa direção. – Eu tanto tentei fazer vocês dois se encontrarem, e não conseguir. Agora quando não estou planejando nada vocês se esbarram. – eu olhava para a face da Nanda sem entender nada, e o homem, sim, pois ele parecia ser bem mais velho do que eu, parecia confuso também.
- Hãm? – perguntei olhando Nanda sorrir.
- Nessie, esse é o meu irmão que lhe falei. – ela sorriu. Virei para ver que os dois pareciam-se mesmo. – E Nate essa á amiga que eu lhe disse. – ele virou em minha direção e um sorriso torto pairou em seus lábios.
- Prazer Nate. – ele esticou a mão e eu toquei.
Era impressão minha, ou era uma nova porta que estava sendo aberta na minha frente?
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