Doce Segredo
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Eu deveria ter postado esse capitulo antes, mas eu estava doente.
Perdoem-me pela cena fraca de batalha, se ficar super lixo, deleto e posto um capitulo melhor. =)
Espero que você, amigo leitor, comente!
Boa Leitura!
Em menos de um dia, o exército narniano estava organizado. Edmund organizará todo o batalhão no mesmo dia de sua chegada a Cair Paravel, ansioso por cruzar armas e ajeitar algumas contas. Lucy, príncipe Corin e Lorde Peridan o acompanhariam a guerra. A princípio, Edmund não queria que Lucy o acompanhasse, mais ela insistiu e ele permitiu tal coisa.
Era noite, no dia seguinte marchariam para a Arquelândia, eram dois dias de cavalgada. O batalhão partiria no dia seguinte a chegada da corte narniana. Susan ficaria como Rainha Regente durante a ausência de Edmund e Peter.
Lucy entrou no quarto de Edmund, vestindo um simples roupão e uma camisola. A camisola era branca, transparente e enfeitada com renda delicada, dando a jovem rainha um ar de pureza.
Edmund estava sentado em uma mesa, observando mapas de rotas para atacar Rabadash ou montar uma boa defesa.
Lucy chegou por trás. Retirou o roupão e abraçou o Rei Justo pelos ombros. Edmund sentindo quem era sorriu e virou-se para encará-la.
-O que minha Rainha faz aqui nesta hora tão imprópria? – Edmund brincou com a voz rouca. – Não sabe que assim distraí seu Rei?
-Perdoe-me Edmund. – Ela beijou o canto da boca dele. – Eu queria matar a nossa saudade se bem me lembro.
-Uma mulher sabia. – Edmund a puxou para o seu colo. Beijou os lábios dela e suas mãos imperativas desciam delicadamente as alças da camisola. – Fiquei um mês inteiro sem você...
-Eu sei... – Lucy perdia seus dedos no cabelo desgrenhado dele. Desceu as mãos pelo pescoço e ombros e começou timidamente a desabotoar a camisa. Edmund a ajudou a retirar e a virou rapidamente, colocando-a em cima da mesa. – Edmund... Os mapas...
Lucy estava corada, ele divertia-se perversamente.
-Não se preocupe. – Ele sussurrou ao ouvido dela, arrepiando-a na hora. – A gente pode limpá-los depois.
Ele a beijou. Seus lábios se tocaram e de repente tudo a sua volta desapareceu. Problemas, guerras, dores, nada existia em sua bolha de prazer e êxtase.
Edmund retirou a camisola dela. Passou os olhos pelo corpo esguio dela de forma desejosa e sentiu seu membro latejar de ansiedade. Beijou-a enquanto sentia as mãos dela abrir as amarras da calça. Ele beijava os ombros pálidos de Lucy até chegar aos montes sedutores e levar um à boca. Sugou com prazer de um recém nascido. Sentia ela se estremecer de prazer e arfar seu nome.
Ele se afastou dela e ela o olhou de forma reprovadora. Ele retirou as botas e as calças. Beijou-a na boca e seguiu uma trilha de beijos ate o umbigo e chegou perto de sua feminilidade. Beijou ali a ouvindo gemer e pedir-lhe por mais. Sentiu um gosto distinto aos lábios quando ela estremeceu e chegou ao limite.
Edmund deitou-a delicadamente na mesa e a penetrou. Profundo e firme. Seguiu um ritmo forte enquanto Lucy gemia seu nome e ele rosnava no ouvido dela. A mesa rangia de forma rítmica as investidas dele e logo, os dois amantes chegaram ao seu céu. Sua bolha de êxtase e prazer ainda não fora estourada.
Edmund a beijou enquanto a erguia nos braços e a levava a cama.
-Senti tanto a sua falta Lu... – Sua voz rouca e o olhar desejoso marcavam sua necessidade. – Prometo que depois disso tudo, tentaremos com afinco ter um bebe.
-Edmund – Lucy o beijava avidamente. Separou-se dele e beijou seus lábios delicadamente. –Podemos tentar depois de casados...
-Mas eu quero agora! – Edmund falou firme. Ficou por cima dela e sua virilidade já dava sinais de nova excitação. – Já!
-Edmund... Ah... –Lucy gemia, enquanto sentia seu noivo mostrar o quanto sentia sua falta.
E naquela noite, ambos mostraram um ao outro o quanto se desejavam.
/~/~/~/~/~/~/~/~/~/
Já passava das duas da tarde. O exercito narniano cavalgava pelos vales, montanhas e florestas rapidamente para chegarem até a Arquelândia e darem guerra aos calormanos. Lucy, Edmund e Corin cavalgavam lado a lado flanqueados por Lorde Peridan e centauros. Amanhã, encontrariam os calormanos. Amanhã, vidas seriam ceifadas.
Ao cair do entardecer, o acampamento de guerra foi erguido. Barracas e tendas erguiam-se por todo lugar numa clareira. O pavilhão narniano ostentava-se alto e orgulhoso ao vento. Lucy estava na tenda principal onde seria discutida a estratégia. Era uma mesa enorme. Em cima da mesma estava um mapa detalhado das florestas narnianas e do reino de Anvar.
Edmund sentava-se na ponta principal da mesa. Lucy ao seu lado e Peridan ao outro. Os líderes de cada grupo de soldados encontravam-se presentes para receber suas instruções.
-As feras falantes de Nárnia. – Edmund começou. Olhou atentamente a um leopardo. – Se postarão a esquerda.
O leopardo assentiu e ele virou-se a um arauto.
-Avise aos gigantes que o flanco direito fica por conta deles. . – O arauto seguiu em direção ao acampamento dos gigantes que, pelo tamanho não puderam se juntar a reunião.
-Os arqueiros à esquerda, acima deste desfiladeiro aqui. – Edmund apontou para um mapa. — Deve ser um bom lugar para lançarem suas flechas.
-E será Edmund. – Lucy sorriu e olhou Edmund fazer uma careta. – O que foi?
-Nada. – Ele virou o rosto. – Depois conversaremos. Vejamos... Ao meio, centauros, faunos e a cavalaria. Se tudo der certo, amanhã jantaremos na Arquelândia com o Rei Luna.
-Boa estratégia, Majestade. – Peridan exclamou. – Mas com certeza os calormanos estarão bem montados. Como pretende acarretar esse inconveniente?
-Com gatos. – Edmund apontou para um gato grande que estava a sua esquerda. – Rápidos e esguios. Difíceis de serem pegos. Darão conta de assustar os cavalos e derrubar os cavaleiros.
-E eu Majestade? – Corin perguntou eufórico. Estava louco ir pela primeira vez a guerra.
-Alteza, ficará observando de longe a batalha. – Edmund olhou-o firmemente. – Batalhas não são lugares de criança.
Corin abaixou a cabeça triste. Lucy pousou a mão pelo ombro dele reconfortante.
-Então era isso amigos. – Edmund olhou para todos. – Descansaremos hoje e lutaremos amanhã. Que Aslan esteja ao nosso lado. Boa Noite.
Ele puxou a mão de Lucy e ambos foram para a tenda real descansarem. Lucy olhava questionadora para Edmund que apenas suspirava. Ele não teria chance de escapar daquela conversa.
Ao entrarem a tenda, um fauno que servia como escudeiro de Edmund o ajudou a retirar a roupa. Lucy estava sentada em uma cadeira o observando um pouco curiosa. Queria saber o que Edmund falaria sobre amanhã especialmente com ela.
-Lucy.- Ele disse for fim sentando-se em frente a ela. – Amanhã quero que fique aqui no acampamento.
-Não Edmund. – Ela respondeu firme. Olhou nos olhos dele e levantou-se da cadeira. – Não vou ficar aqui. Vou lutar. Sou uma rainha e estou no meu direito.
-Sim é uma rainha, mas pense bem. – Edmund levantou-se e segurou-a pelos ombros. – Amanhã pode ser perigoso. Mesmo que forme com os arqueiros, os homens de Rabadash podem passar e atacar os arqueiros.
-Não me importo! – Lucy falou em tom teimoso. Odiava ser tratada como criança. – Se vamos lutar, vamos todos lutar! E eu não tenho medo.
-Mas eu tenho medo! – Edmund a puxou para seus braços.
-Medo de que? – Lucy o abraçou. Seus lábios se tocaram por finíssimos de segundo. Edmund a olhou nos olhos.
-Medo de você se machucar. Se isto acontecer, a culpa será sempre minha. – Edmund estava intenso. Lucy apenas sorriu e o beijou de forma amorosa.
-Sabe que não é assim para se livrar de mim. – Edmund a agarrou no colo e a jogou na cama. Com muita habilidade, soltou os laços do vestido dela e o retirou do corpo de Lucy, deixando apenas a roupa íntima.
-Nunca quis me livrar de você. – Ele sussurrou rouco. – Lucy, minha Lucy...
-Meu Edmund... – Ela passou as mãos pelo rosto dele de forma carinhosa. Edmund era uma pessoa super chata, inconveniente e protetora às vezes.
-Vai obedecer a seu rei? – Ele mordiscava o pescoço dela. A pele sensível se arrepiava a medida que ele aprofundava as caricias.
-Não, com certeza não. – Ela sorria enquanto ele se afastava e a olhava de forma maliciosa.
-Então terei de tomar medidas mais drásticas.
E antes da guerra, Rei e Rainha consolavam-se um nos braços do outro.
/~/~/~/~/~/~/~/~/~/~/
O acampamento estava inquieto. Faunos, gigantes, centauros arrumavam suas armas e suas armaduras para irem a batalha. Não importava o que Edmund fazia com Lucy, ela estava de cota de malha e um arco atravessado ao peito, pronta para ir à guerra. Edmund a olhava contrariado, mas sabia que não havia nada que pudesse fazer para mudar isso.
O batalhão seguia para Anvar em um ritmo rápido. Edmund ia à frente com Lucy, Peridan e Corin. Ao meio dia exato, a trompa narniana soou e param a frente de uma pequena vila. De dentro de uma das casas um garoto saiu e por incrível coincidência era parecido demais com Corin.
Corin logo o reconheceu. Mal trocará duas palavras com o garoto e Edmund apeou para ver quem era a companhia.
-Quem é o amigo?* — Edmund logo soube que era o menino que encontrará na cidade de Tashbaan.
-Não esta vendo senhor?* – Corin parecia feliz. – É o meu sósia. O rapaz que foi confundido comigo em Tashbaan.*
Lucy aproximou-se do trio e exclamou horrorizada pela semelhança.
-Olhem só parecem gêmeos.* – A diferença dos garotos era a pele bronzeada de Shasta e as roupas calormanas. – Que coisa mais fantástica.*
-Majestade por favor.*- Shasta pediu a atenção do Rei. Edmund o encarava curioso. – Não fui um traidor, não mesmo. Tive que ouvir os planos. Mas jamais passou por minha cabeça contar para os inimigos o que ouvi...
-Estou vendo agora que não é um traidor rapaz. – Edmund o cortou pousando a mão pela cabeça de Shasta. – Mas se não quiser passar por traidor, da próxima vez não ouça o que não é para seus ouvidos. Mas esta tudo bem.
Edmund e Lucy se afastaram das crianças. Edmund dava ordens para um seleto grupo de cavaleiros para, caso que, falhassem na batalha em Anvar, Lucy fosse retirada as pressas do local. A princípio Lucy não gostou desses planos, mas não podia contestar seu Rei.
Gritos de briga foram ouvidos e logo separou Corin de uma briga com seu protetor, o anão Espinhel. Edmund, depois de dar uma bronca em Corin, deu ordens de o batalhão descansar por uma hora e darem cavalgada imediatamente. A batalha estava próxima.
/~/~/~/~/~/~/~/~/~/
Era quase fim da tarde quando as tropas narnianas chegaram a Anvar. Gritos foram ouvidos e logo os arqueiros foram para o desfiladeiro, onde tinham uma boa visão do campo de batalha. Lançando um ultimo olhar para Edmund, Lucy sorriu e foi formar com seu grupo.
Passou por uma grande fileira de rochas e nada. Era tão estreito o caminho que tiveram que apear e seguir a pé. Lucy evitava olhar para baixo com medo de sentir vertigens e cair. Chegando lá, onde era seu local de batalha, ouviu a voz de Edmund e sabia que não seria mais necessário lançar flechas nos calormanos.
A trompa narniana soou alta e clara. No fundo de tudo, os golpes de aríete desferidos contra o portão do castelo pelos calormanos, não parecia tão letal, pois tudo terminaria em sangue.
-Pelo Leão! Por Nárnia! – Edmund gritou com uma voz de trovão enquanto galopava para encontrar os calormanos. A partir do momento seguinte, escudos se chocaram, espadas cantavam uma com a outra. Edmund chocou-se contra um de seus inimigos. Coradin.
Coradin ergueu sua cimitarra bem ao alto e quase acertou Edmund, que graças à grande agilidade debruçou-se sobre o cavalo. Edmund ergue sua espada e decapitou, com grande precisão Coradin. Sua cabeça caiu pelo chão, seu cavalo sem mais controle foi perdido pela batalha.
Com os gigantes de um lado e os gatos e leopardos apertando de outro e derrubando cavaleiros, logo Edmund estava em pé. Brandia a espada contra calormanos, gritando insultos. Quase se encontrou com Rabadash em uma hora, mais logo o corpo a corpo ficou mais apertado. Em dado momento Edmund caiu ao chão, mal se levantou e encontrou-se com Rabadash.
Ambos cruzaram espadas. Lutavam a frente do portão da Arquelândia que estava aberto. Edmund o encurralou no muro do castelo enquanto Rabadash pulava para um ponto mais alto. Ao redor, calormanos rendiam-se aos gritos.
No meio da confusão, um Tarcãa chamado Chlamash, atacou o Rei. Edmund defendeu-se bem, atacando quando Chlamash abaixou a guarda acertando nos tendões. Chlamash rendeu-se com um grito de dor. Edmund caçou Rabadash com os olhos e encontrou o rei Luna do outro lado do aríete. Ambos apertaram as mãos, quando de repente ouviram um grito.
- O raio de Tash cai do alto!
Viraram-se para olhar e Rabadash estava preso em um gancho por sua cota de malha. Risadas foram ouvidas por todos os lados. Guardas saíram de dentro do castelo para prenderem Rabadash quando Corin apareceu com Shasta.
O rei Luna, confirmou que eram irmãos e logo todas as tropas entraram no castelo. Calormanos que haviam se rendido eram presos. Edmund ficou por ultimo. Esperaria pelos arqueiros. Esperaria por Lucy.
-Até que em fim tudo acabou! – Ela exclamou sorrindo e o abraçando. Seu cabelo cheirava a rosas. – Fiquei preocupada com você.
-Você acha que se livrará de mim desse jeito?- Edmund perguntou brincalhão. – Levará uma eternidade para eu morrer. E se eu for antes de você, pode apostar que eu volto para puxar seu pé e assombrar seus pretendentes.
E com essa feliz declaração, eles se beijaram. No meio do caos, uma tênue linha de paz ainda restava.
Notas finais
Será que Peter voltará das Terras Agrestes do Norte?
Será que Lucy se recusará a casar com Edmund?
Será que Susan declarará seu amor a Lorde Peridan?
Será que Edmund encontrará uma amante?
Comentem e me digam suas humildes opiniões.
hasuhasuhasuhasuhas
Ps: Nem uma pergunta acima é valida de crédito a fic! (Autora com sérios problemas dramáticos causados pela doença!)
Fale com o autor