Doce-Problemático-Infantil, eu?

1 A versão do ex-pirralho... que sou eu!


Notas iniciais
Yeps, aqui estamos!A versão do pequeno Plata de Doces Problemas infantis!Até as notas finais, seus linduchos ~

Muitos me disseram que seria extremamente difícil manter um relacionamento com Cole. Chamavam ele de muitos nomes ruins na minha frente, sem se importar com o que eu sentia ou pensava daquilo tudo.

Mas, não é bem assim.

Logo que o vi pela primeira vez, o achei tirânico. Era igual a todos os outros adultos, abusando da força e poder que tinha sobre nós para satisfazerem seus desejos internos...mas Cole não era assim.

Afinal, que força um garoto de 16 anos tinha? Que poder? Não. Ele tinha algo diferente dos outros. Tinha convicção que estava certo. Bom, ele não estava certo, mas havia em suas ações a certeza que estava. Alguns o chamam de narcisista...

Mas Cole é determinado. Confiante.

Foi inevitável não me apaixonar.

Nunca foi fácil para mim de interagir com as pessoas. Dentro de casa, minha vida era controlada ou esquecida, dependendo se meu pai estava ou não. Na escola, poucos conversavam comigo (preferiam me xingar e me bater) e os que conversavam estavam mais interessados no meu amor pelo “cara mais velho” do que em mim.

Eles não gostavam do Doug. Gostavam do fato do Doug amar um garoto.

Sabe, nunca me importei muito com isso. Era passageiro, uma hora a escola acabaria, uma hora eu sairia de casa, uma hora minha vida seria diferente...poderia esperar. O que realmente me incomodava era se aquela distância entre mim e o ruivo continuaria.

Prova de matemática? Atividade de geografia? Aquilo não era importante. Eu precisava fazer biscoitos para o Cole. Mas... como se fazem biscoitos, mesmo? Foi uma tremenda bagunça. Farinha de trigo e chocolate pela casa inteira...Lya me mataria!

Quando a campainha tocou, meu sangue gelou. Com o rosto vermelho, as mãos tremendo e o avental derrubando farinha à cada passo, eu abri a porta. Era...COLE?! Ah, mas se antes meu rosto estava vermelho, ficou mais!

Abri um sorriso tão grande que no fundo da minha mente, me senti um grande idiota. Puxei-o para dentro e fui o atacando com palavras e mais palavras que meu coração não conseguia parar de lançar para minha boca.

Ouvi-lo gritar foi um choque. Bom, é, pelo que parecia os “amigos” do colégio tinham conseguido estragar algo importante para ele. Eu não queria aquilo. Nunca, incomodar Cole estava fora de alternativa!

Chorei. Era uma criança, chorei. Quando ele me disse que passaria a semana comigo, esqueci até o motivo de estar chorando. Nunca imaginaria passar um dia ao seu lado, quanto mais uma semana!

Ah, realmente, é muito bom lembrar. Jovem e apaixonado, não foi difícil bagunçar a vida dele. Não era o que desejava, mas até que rendeu bons resultados, ou quase. Conheci amigos dele (na hora não me pareceram muito legais), caminhamos juntos...

E fiz um pedido na fonte dos desejos.

Ah, aquele pedido? Você quer saber o que pedi? Oh. Nada demais. Posso lhes dizer depois...a história não está longe de acabar, perdão.

Foi uma experiência ótima poder observar seu cotidiano de perto. Ele tocava numa banda?! Era três vezes mais incrível do que seria com outra pessoa! Todas as ações de Cole me pareciam como um milagre!

Quer dizer...Não acredito em milagres, mas se existirem, Cole é um deles.

E o que aconteceu no cinema? Logo no começo fiquei inseguro e chateado por ter discutido com ele sobre qual filme assistir. Ah, eram meus instintos de garotinho teimoso de 14 anos, poxa!

Ainda sim, minha atenção estava em outra coisa. Cole não mentia sobre ser muito bonito. Poderia facilmente ser confundido com um modelo ou ator de seriado nas ruas. Era lindo o bastante para pedir milhões de notas de dinheiro emprestadas e conseguir.

Eu nunca tinha beijado ninguém. Metade das meninas mantinha distância de mim, e a outra metade queria ser minha “amiguinha”. Isso não significava que não quisesse arriscar. Me inclinei sobre ele e tentei o beijar.

A tentativa foi um pouco fracassada, mas sorri mesmo assim. Estava quase aprendendo que se queria conquistá-lo, não admitiria derrotas.

O filme acabou, fomos ao paintball e quase viro Doug-confete quando venci. Adorava paintball e jogos de mira, sem excessões! Mas o mais legal foi no fim...aquele beijo.

Ah, que sorte eu tinha! Um beijo do Cole! Um beijo real!

Não parou por ai. Depois, ele agiu como se estivesse com ciúmes, o que me deixou realmente muito feliz. Quis agradá-lo! Agradá-lo muito mesmo! Passei a noite para conseguir ingressos para o maior parque de diversões que estava na cidade. Consegui mais ou menos com o dia amanhecendo, e a casa somente me esperando para ser limpa.

A imagem do sorriso lindo dele me fez esquecer a surra que levaria se não limpasse.

Em pouco tempo, já tínhamos nos divertido muito! Nem a dor de garganta nos parou! Ganhamos tantos prêmios... Dei até um para uma garotinha! Mas o melhor estava na casa do terror.

Não “melhor”, mas o resultado foi ótimo. Não queria entrar pois achava macabro. Não era medo, era só falta de gosto por essas coisas estranhas. Fui desafiado, e entrei. Tudo bem, medo zero. Os palhaços vieram. Um grito quase me mata do coração.

Era Cole? Ah, me senti um monstro rindo dele. Somente anos depois viria a descobrir que era uma fobia. A casa teve de parar por um tempo, graças aos risos histéricos de todos. Me senti mal e apelei para as pelúcias.

Foi um discurso meio bobo, ainda que tenha obtido resultado. Um beijo...mais um. Ainda melhor que o primeiro, admito. Saímos de lá alegres, e ainda ganhei um tênis (um dos pedidos que fiz na fonte dos desejos).

Naquela altura, já tinha “indevidamente” colocado Cole no posto de “quase-namorado”, o que lhe rendeu uma frase sussurrada no ouvido vinda de mim. Estava tão envergonhado, poxa vida! Fora que contei sobre Lya não ser minha mãe. É.

No outro dia, não tive ânimo nenhum. Queria parecer bem na frente dele, mas era muito difícil depois das coisas que tinha ouvido. “Inútil, imprestável! Nunca vai ser alguém na vida!”. Onde estava minha mãe de verdade?

Porém, ele apareceu na minha casa. Estava dormindo acordado (é possível sim!), sentado no chão do quarto, como sempre fazia. Foi um momento estranho, até por que eu cai em cima dele.

Não foi de propósito, se é isso que achas.

Hoje em dia pode até ser que eu acabe entrando “sem querer” no banheiro enquanto ele toma banho, mas naquela época não. Não ainda.

É, limpamos aquela imundice de quarto, e de repente chegamos no assunto “família”. Chorei muito. Era tão difícil controlar a dor... e por que nos olhos do ruivo eu conseguia sentir dor também?

Depois de tanto confessar, ouvi algo levemente inacreditável. Um pedido de namoro real, era isso? Mais um sonho? Mais uma fantasia que seria interrompida pelos gritos da professora de português?!

Não, era real.

Só que não estava preparado para aquilo.

Ok, vocês conhecem toda nossa história, para que repetir? Nem era para eu estar escrevendo aqui. Não é meu livro. Se bem que o Cole adora invadir minhas coisas. Na verdade eu deixo ele fazer isso...enfim!

Tudo era novo, era estranho, era...bom! Queria mais dele. Depois que já consegui notar o amor insano de Claude por Cole, as coisas mudaram um pouco. Assim como eu ter dito “sim” ao pedido de namoro.

Era uma maturidade nova.

A aceitação do meu pai?! Melhorou!

E uma coisa diferente que sentia. Seria errado? Acho que não. Não foi minha ideia entrar naquela boate. Mesmo conhecendo aquele lugar (garotos de 14 anos são curiosos) agi como se não conhecesse.

Atraí ele? É, quase isso. As coisas que aconteceram lá não podem ser melhor resumidas como: “O desejo e a curiosidade infantil”. Quis aquilo. Não sei como o convenci, nunca pensei que fosse ser tão convincente, mas consegui.

É, foi bom. No dia depois daquele, minha mãe aparecendo, polícia brotando...e a minha primeira noite (ahn...noite?) de amor com Cole. Foi meio precoce, mas não me arrependo de nada.

Depois, mais bagunça com a polícia, desespero... Cole tenso na ambulância. Nós dois abraçados. Aquilo simbolizou o fim da semana, não?

“Mas qual o seu objetivo em escrever isso, Doug?”. Primeiramente, desculpe por te imitar nessas narrações, amor. Ah, meu objetivo? Hum, sempre achei que toda história tinha dois lados. Pequenos, grandes, confiáveis ou não, tinha sempre dois lados.

O meu lado é esse.

E o que esse lado pode adicionar para uma história já contada? Nem todo mundo entende esse meu lado. Não tenho personalidade predominante, não ajo sempre de forma previsível.

Por muitas vezes, à partir de meus 15 anos, Cole passava no meu colégio para amedrontar os meninos que me irritavam. Mas também muitas vezes eu o defendi na “rodinha de amigos”. Isso é o certo, não?

Tem coisas que ele não pode contar.

Por exemplo, até hoje ele não sabe o que eu pedi e julguei como segredo na fonte dos desejos. Só vai descobrir quando ler isso.

Pedi tudo que tenho hoje. Pedi um amor sólido, pedi carinho e alegria. Pedi para ser o que o Cole necessitava, e pelo que ele me diz, com a voz rouca, no meio de momentos que é meio difícil falar, consegui.

Consegui mobilizar suas juras de amor e consegui deixá-lo feliz em momentos que pareciam difíceis. Essa é minha maior satisfação.

É um amor doce-problemático-infantil, como ele mesmo me disse, como vocês todos já sabem. Era somente isso que um garotinho de 14 anos queria. A melhor parte é olhar para ele hoje e dizer...

“ Você fez bem em esperar, criança.”

Notas finais
Huuh, o fim de TUDO MESMO!Finalmente vocês descobriram o que ele pediu, não?Haha, Obrigada por acompanharem! Tchaus!Beijocas da Queen ~
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!