Doce Loucura
8 Link Sequestrador?
Notas iniciais
POV Link
–A mistura entre os dois.- Encostei os lábios na orelha dela e sussurrei — O seu Link.
Em um instante, as bochechas da princesa ficaram rosadas e ela desviou o olhar, fitando o chão. Meu estômago ficou meio estranho, como se tivessem borboletas dentro dele. Como ela me encanta desse tanto?
–Me desculpe por tê-la preocupado... Para dizer a verdade, nunca me desculpei por tudo mesmo. Fazer você vir comigo nessa viagem e nessa loucura toda só para me ajudar.
–Não precisa pedir desculpas, não é nada comparado ao que você já fez por mim.-Ela ainda olhava para o chão, seus dedos estavam entrelaçados em sinal de nervosismo. Por que ela evita me olhar? Será que...
–Princesa. Minha voz é tão provocante para você a ponto de não conseguir nem me olhar nos olhos?
–O que?!- Se antes ela já estava vermelha, eu não saberia dizer que cor o rosto dela havia adquirido agora. Mas pelo menos os olhos dela encararam os meus, com um misto de vergonha e surpresa.
–Consegui que você olhasse para mim, já é um começo.- Eu ri.
–S-sabe, Link, você está mesmo muito engraçadinho.-Zelda tentou fazer uma cara de brava, mas falhou.
–Só gosto de brincar com você, não faça essa cara assustadora para mim.
–E você não faça essa cara.. Eeh.. Hm..
–Essa cara o quê?
–Crianças!-Zelda deu um pulo, assustada, e olhamos para o lugar de onde a voz tinha vindo, e lá estava a Great Fairy, em sua posição habitual, flutuando deitada de bruços. Posso jurar que ouvi Zelda suspirar de alívio. -Me desculpem por interromper, mas eu estava querendo dormir agora... Vocês não estavam de saída?
–Já sim. Mas obrigado por tudo!- Eu fiz uma reverência.
–Não foi nada,meus queridos.-E ela desapareceu dentro da fonte.
Eu e Zelda saímos daquele lugar e encontramos Epona, do jeito que havíamos deixado. Agora estávamos sozinhos novamente. E eu gostava disso. Mas não sabia por onde começar.
–Link. Há quantos dias estamos viajando?-Zelda se adiantou.
–Acho que uns cinco. Por que?
–Minha santa Nayru! Meu pai deve estar preocupado!
–O que? Espera um pouco. Você saiu do castelo sem falar pra ele?!
–Erm... Não é como se o papai fosse me deixar sair, mesmo se eu pedisse...
–E você preferiu fugir?!
POV Zelda
Ah, não. Agora eu tinha estragado tudo.
–Quer dizer que seu pai provavelmente acha que eu rapto princesas indefesas? Ele já deve ter mandado guardas atrás de nós... Ai ai. -Ele colocou a mão no rosto e deu um suspiro abafado.- Vem cá.
Os olhos dele eram impenetráveis. Eu não sabia o que Link estava pensando, mas pela reação anterior, devia estar zangado. Apesar disso, sua voz era tão autoritária que minhas pernas se moveram automaticamente e, quando dei por mim, estava bem a frente dele. Seus olhos me fuzilaram, sem expressão. Link levantou a mão e então...
Me puxou para um abraço apertado.
–Você fez tudo isso por mim... Ficou longe da sua família, sem nem avisar. Tudo por mim... Não tenho mais palavras de gratidão para descrever o que sinto, Zelda.
Era a primeira vez que ele falava meu nome. Ele havia soado tão bem... Avelulado. Senti meu mundo rodar. Se Link não estivesse me segurando, com certeza eu estaria estabacada no chão.
–Está se sentindo bem?- Ele perguntou, colocando a mão sobre a minha testa. — Você parece estar sem forças.
–Eu só... Acho que preciso dormir um pouco.
–Não deveria ficar surpreso, afinal, tudo que fizemos foi desgastante. E a última vez que dormimos foi no meio da viagem pra cá. Vou te levar para algum lugar seguro.
Montamos em Epona e, enquanto ela corria, continuamos conversando. Link falou primeiro:
–Acho que eu deveria te levar para o castelo. Mesmo que seja bem provável que eu saia sem cabeça de lá.
–É... Bem provável. — Minha voz vacilou um pouco.
–O que foi? Não está com saudades do seu lar?
–Link... Tem algo que eu queria te pedir.
–É só falar.
-Me treine, por favor!
–O que?! Treinar você? Por que?-Link falou, surpreso.
–Porque é muito ruim me sentir indefesa. Depois de tudo o que passamos, percebi que seria bem melhor saber lutar um pouco. E também... Eu não te daria tanto trabalho.
–Zelda, Zelda...-Ele suspirou.- Você já devia saber que eu não me importo de te salvar. Pelo contrário. Gosto muito. E faria quantas vezes preciso. Se você me tem aqui, para quê isso?
Como explicar que eu só queria ficar mais tempo perto dele? Só de pensar em me afastar do Link, meu coração doía. Eu me apeguei muito nesse meio tempo. Será que ele não sente o mesmo?
–Não precisa fazer biquinho nem carinha triste que isso me..-Link deu uma leve pausa, me olhando por cima do ombro.-Se é o que quer, eu farei. Só que, mais cedo ou mais tarde, vamos ter que voltar ao castelo.
–Certo!
Eu abri um enorme sorriso, feliz por tê-lo convencido. No meio dos meus pensamentos de vitória, ele fala:
–Mas já vou avisando que não vou pegar leve com você. E que, com essa roupa, você não vai conseguir fazer quase nada.
–Tudo bem, comandante Link...- Bocejei e fiz um sinal militar com a mão, sentindo o sono me dominar. A outra mão, que estava no Link, se soltou, e eu me vi caindo em câmera lenta (o que não é nem um pouco menos assustador).
–Peguei!- Link gritou. Ele tinha conseguido me agarrar antes que eu alcançasse o chão e até me colocou na frente dele, isso tudo em segundos.
– Se machucou?
–Eu tinha cochilado... Você me salvou, de novo.
–É com esse tipo de comportamento que você quer aprender a se defender? Perdendo para o sono?-Ele riu.- Vamos, pode se encostar em mim para dormir.
Escorei-me no abdômen do Link, e ele segurou as rédeas com os braços à minha volta. Mal tive tempo para aproveitar a sensação de estar aninhada nele, e caí no sono. Posso ter ouvido, posso não ter ouvido, a seguinte frase:
–Mas não tem jeito mesmo... E pensar que eu a am...
Que pena que o mundo dos sonhos deixa tudo tão nebuloso.
Quando acordei, encontrei enormes olhos azuis, profundos e curiosos, me olhando. Pulei da cama na mesma hora.
–Sou tão assustador assim?- Link riu. Ele gosta mesmo de brincar com a minha cara.
–Não... Só fiquei surpresa.- Eu devia estar corada. Agora que tinha parado para olhar, Link estava deitado na cama, sem seu gorro habitual. Será que dormimos juntos?
–Você... E eu... Dormimos na mesma cama?
–Sim.- Ele sorriu.- Eu não podia? Porque foi muito divertido.
Meu rosto pegou fogo. Por que meu sono tinha que ser tão pesado? Eu queria ter visto ele dormindo, pertinho de mim...
–Não fique tão corada! Eu não fiz nada pervertido, juro.
–Tá.. Eu acredito. Mas em que lugar estamos?
–Kakariko Village, em uma pousada. E tem uma coisa pra você no armário. Um presente meu.
–Presente, sério?- Saltitei até o armário. Lá dentro tinha uma caixa bem bonita. Abri, e então dei de cara com...
–Gostou? É claro que não é lá essas coisas, nada digno de uma princesa, mas foi o melhor que pude comprar.
Notas finais
Capítulo que vem, vai começar o treinamento! Será que a Zelda consegue mesmo lutar? Isso nós vamos ver.
Link:-Tendo eu como professor, acho que é difícil não conseguir.
Navi:-Se acha.
Zelda:-Onde você estava esse tempo todo?!
Navi:-Dentro da blusa do Link, como sempre.
Link/Zelda:AAAAAAAAH!
Navi:-Sentiram minha falta? *--*
Autora:-Não.
Navi:*volta chorando para a blusa do Link*
Zelda:-Maldade..
Link:-Ansiosa pra aprender comigo,Zelda?
Zelda:-Aprender o que? *cora*
Link:-Aprender como usar minha Master Sword.*dá sorriso libidinoso*
Zelda:*desmaia*
Link:-Pensava que ela não tinha a mente tão poluída! Essa princesa...
Autora:-É melhor levar ela daqui,Link. A coitada tá no chão.
Link:-Com prazer.*Pega Zelda no colo e leva pra longe*
Autora:-Até mais!
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