Notas iniciais
A partir de agora a fic é dividida entre o ponto de vista do Ciel (Bunny_Cookies) e do Sebby (MooN-chan), se estiver muito confuso, por favor avisem (:

O garoto desceu da carruagem e olhou em volta com a mesma arrogância de sempre, inabalado com a destruição fronte aos seus olhos. Já era a terceira inspeção que fazia de incêndios em vilas nos arredores, e a cena era praticamente igual. Os incêndios em si não eram o que incomodava a rainha, é claro, incêndios ocorriam, mas não com aquela frequência e obviamente, nunca se ouviu falar de fogo que mutile pessoas.

Enquanto examinava o local distraidamente com o olhar, seu mordomo se postava ao seu lado com um sorriso irritantemente irônico no rosto.

- Isso está se tornando bastante repetitivo, não acha, Bocchan?

- Não te interessa o que eu acho, Sebastian, procure por alguma pista de quem possa ter feito isso e vamos embora, esse cheiro é realmente desagradável. – Disse o menino, com desprezo claro em sua voz, enquanto ajeitava seu anel despreocupadamente.

O mordomo fez uma mesura, mantendo o sorriso sem se importar com as maneiras de seu mestre e rapidamente desapareceu em meio aos restos carbonizados da cidade e de seus habitantes.

“Isso é uma perda de tempo, de qualquer forma...”

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A noite já havia caído há tantas horas que o mordomo ali já teria perdido a contagem de tais...

Pela primeira vez na vida, se sentia enfatizado com alguma coisa tão básica quanto "investigar um massacre"... Ou três.

O terceiro massacre... Naquele mês, acreditava.

Apesar de se sentir tão entediado em frente à tais situações, era a obrigação de seu mestre e, como o legítimo demoníaco e leal mordomo que era, tinha que ficar ao lado do garoto ali.

No instante em que os pés pequenos da criança tocaram o chão, o mordomo já estava prontamente ao seu lado e um sorriso cínico no rosto — como sempre.

- Isso está se tornando bastante repetitivo, não acha, Bocchan? — ele apenas citou, enquanto olhava desgostoso para a paisagem mortífera e nojenta à sua frente; o garoto do seu lado apenas deu de ombros.

- Não te interessa o que eu acho, Sebastian, procure por alguma pista de quem possa ter feito isso e vamos embora, esse cheiro é realmente desagradável. — e fora o que ele disse, enquanto remexia em seu anel ao dedão levemente, quase imperceptível — não para o demônio ali, é claro.

E, sem nem ao menos falar qualquer outra coisa, o homem de vestes negras fez uma leve reverência e desapareu em seguida, indo em direção aos destroços e corpos ligeiramente apodrecidos, que no dia anterior ainda era uma cidade vívida e contente.

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Os passos rápidos e precisos do mordomo negro batiam levemente no chão e logo já subiam novamente; o tão comum contato com o solo parecia nem ao menos existir naqueles poucos minutos em que sua disparada durou... Mas ele parou, bruscamente, sujando tanto as solas quanto até mesmo a parte de cima de seus sapatos com o que deveria ser o corpo desfigurado de uma mulher; ele suprimiu a vontade de esticar a língua para fora em sinal de desgoto e nojo, se contentando em apenas olhar amêno para a situação em sua volta e analizar.

Tudo parecia exatamente igual aos anteriores.

O odor desagradável — até mesmo para si -, corpos multilados e negros de tão queimados que estavam; podres. Um mar de sangue, restos de materiais como madeira e tijolos... Tudo fora totalmente destruído.

Nada realmente fora do comum... Se não fosse pelas marcas precisas de algum objeto cortante nos corpos. O homem ali agachou-se, tomando o devido cuidado para não tocar o joelho direito ao solo para não sujar e, puxando com a mão um pouco da carne que ainda era possível de se indentificar apenas olhando, da mulher que havia pisado em cima a momentos atrás, este conseguiu perceber devidas marcas de corte... Algo muito bem feito para que tudo fosse um simples acidente.

Mas é claro que antes mesmo de conseguir terminar de analizar, os restos mortais que ainda estavam em suas mãos enluvadas se desfazeram e, certamente nada assustado com tal, este se levantou calmamente e voltou a patrulhar o local... Bom, até saber que precisava voltar, quando leu o letreiro de uma das boates dali, que estavam ao chão...

- Tsc..

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Enquanto esperava seu mordomo terminar a investigação inútil, como as outras também haviam sido. O jovem começou a andar pelo local, procurando inutilmente por algo, já que, se houvesse algo realmente, seu mordomo acharia sem duvida alguma. Ou talvez não.

Ao passar o olhar por um amontoado de carvão, o menino viu um brilho inusitado, que não deveria estar ali, um pequeno objeto que cintilava em meio à escuridão, o pegou e guardou em seu bolso, sem nem ao menos identificar o que era, bem a tempo para escapar da vista de seu mordomo, que voltava com um pedaço de madeira na mão.

- Sebastian... – Disse com um suspiro.

- Sim, Bocchan? – O mordomo lhe respondeu, deleitando-se com a impaciência de seu mestre.

- Não pedi madeira para fazer uma fogueira, essa cidade já é uma grande fogueira quase apagada. O que faz com essa porcaria na mão?

- Achei que poderia ser interessante, afinal, essa placa foi a única coisa que sobrou desta cidade.

- E você vai ficar parado ai ou vai me dizer o que está escrito nela? – Disse impacientemente.

- É claro Bocchan, perdoe-me por tal gafe. Está meio apagada, mas pelo visto era uma placa de um loja, mais especificamente... – Fez-se uma pausa.

- Ande logo, não seja imprestável.

- Uma loja funerária.

- Undertaker... Por que será que ele está sempre no meio de tudo? Vamos Sebastian, faça-me o favor de me tirar daqui agora, já estou coberto de fuligem e é quase hora do jantar.

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- Uma loja funerária.

Uma pausa e fora o suficiente para arrancar o tão comum suspiro dos lábios do pequeno ali; o homem continuou com seu sorriso enquanto já passava a andar em direção à carroagem.

- Undertaker... Por que será que ele está sempre no meio de tudo? Vamos Sebastian, faça-me o favor de me tirar daqui agora, já estou coberto de fuligem e é quase hora do jantar. — e o menino disse impaciente, rumando-se para dentro do que o levaria de volta para sua mansão são-e-salvo.

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Como não havia trazido nenhum de seus servos, Sebastian era quem guiava os cavalos à frente da carruagem. O mordomo cantarolava levemente enquanto apenas segurava as rédeas que mantinham os animais ali correndo em linha reta e em uma velocidade aceitável — se mantivessem aquele rítmo, chegariam pouco antes de seu assado ficar pronto.

É claro que Bard estava lá, mas... Se deixasse aquele fuzileiro tocar em sua obra-prima, não tinha a menor sombra de dúvida de que o que um dia fora um porco se tornaria nada mais do que o que viram a momentos atrás...

Aliás, lembrando-se se momentos atrás, algo estava muito fora do comum para uma série de assassinatos. A única coisa que cada um deles tinha em comum eram que todos foram cometidos como massacres, queimando tudo logo após — eu até no meio do caminho, quem sabe — e que eram fora de Londres... Não muito fora de Londres, mas a capital não estava tão perto assim.

E, sem mais nem menos, seus devaneios foram cessados no instante em que ouviu um chiar vindo de dentro da carruagem; pondo-se a sorrir sadicamente novamente e parar seu cantarolar irritante, o mordomo questionou se tudo estava bem e, em resposta, recebera um "Cale a boca, Sebastian", de seu mestre... Tudo estava bem, talvez ele apenas tenha se sentido mal pela viagem.

Notas finais
O que acharam? :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.