Doce Impertinência
1 Capítulo Único - Doce Impertinência
Notas iniciais
Certamente Regina teve uma grande surpresa ao abrir a porta de sua mansão e encontrar Emma Swan alí, parada a olhando. Quando ouviu a campainha tocar, desejou que fosse a loira, mas não esperava que realmente fosse ela.
Emma tinha um braço apoiado no alto do batente da porta, estava ali porquê não aguentava mais guardar todas aquelas lembranças com ela. Precisava contá-las, relembrar junto da morena e quem sabe, se por sorte, realizá-las.
Regina por alguns instantes perdeu a fala e os movimentos. Ficou parada com a porta entreaberta olhando a loira sem reação. Podia jurar ter visto Emma morder o lábio inferior de leve demonstrando nervosismo, mas com certeza a loira não estava mais nervosa do que ela. Ou pelo menos era isso que a morena pensava.
–Emma. –por fim falou percebendo que como era a dona da casa, deveria convidá-la para entrar. –Quer entrar ?
–Sim. –a loira respondeu enquanto assentia junto com a cabeça. –Na verdade eu vim aqui porquê quero falar com você mesmo.
Regina deu espaço para que Emma entrasse e a loira assim o fez, esperou que a morena fechasse a porta e foi junto dela até a sala, a prefeita apontou para o sofá em sinal de que a loira deveria se sentar, e então se sentou no sofá da frente.
–Pois bem, o quê queria me dizer ? –Regina perguntou enquanto esfregava uma mão na outra e as apoiava sobre suas pernas.
Emma em um ato involuntário, ou não, mexeu em sua pulseirinha de couro que estava em seu braço. Não a colocava a anos, mas hoje era a ocasião exata para usá-la. Regina observou o ato e teve uma leve sensação de que conhecia aquela pulseira de algum lugar.
–Na verdade, eu queria era te fazer uma pergunta. –Emma terminou de falar e a morena assentiu esperando que ela perguntasse algo sobre Henry, já que agora viviam em paz por causa dele, ou pelo menos achavam que era apenas por isso, mas o quê ouviu a deixou confusa. –Eu queria perguntar se você se lembra do dia em que nós nos conhecemos ? –a loira completou a pergunta com um sorriso no rosto.
A Mercedes já estava parada no acostamento a longos minutos, Regina tentava insistentemente ligar o carro, mas ele simplesmente parecia ter “morrido” de vez. A morena já começava a se perguntar, se ter vindo a Boston passear e conhecer o mundo, tinha sido realmente uma boa ideia. A maldição já havia sido lançada a 10 anos, e ficar em Storybrooke já estava lhe cansando. Resolveu ir conhecer o mundo, afinal ninguém sairia da cidade, ela sabia disso. E escolheu Boston não sabia por quê, só sabia que tinha que ser Boston.
Desceu do carro e bateu a porta com violência, olhou a sua volta a procura de alguma oficina mecânica ou algo do tipo, mas não encontrou nada. Conforme deu um passo para trás, sentiu um choque ao lado do seu corpo e ao se virar, uma menina pequena estava caída no chão.
–Você não olha por onde anda, não ? –a menina perguntou com o cenho franzido. Parecia nervosa.
–Era eu quem deveria estar te fazendo essa pergunta. –Regina respondeu também nervosa. Como se já não bastasse o carro ter parado de funcionar, ainda uma menina , que deveria ter uns 10 anos, vinha lhe importunar. –Quem manda ficar correndo pela rua ?
–Se eu corro ou ando, o problema é meu. –a menina respondeu enquanto se levantava e saía correndo na direção em que ia quando esbarrou com a morena.
Regina não disse mais nada, deixou que ela corresse e então se apoiou em seu carro e respirou fundo. Não conhecia a cidade, não conhecia ninguém, como poderia encontrar uma oficina mecânica assim ? Teria de andar a cidade toda a procura de uma ? Se fizesse isso, era bem capaz de se esquecer onde havia deixado a sua Mercedes.
Voltou então seu olhar para o lado e viu que a menina que havia esbarrado nela, estava sentada em um banco mais a frente. A morena por alguns instantes ficou se perguntando se deveria ir até a menina pedir informações. Não estava acostumada a fazer amizades e nem queria também, por isso até nesse momento não havia pedido ajuda a ninguém. Mas aquela era apenas uma criança, não lhe faria mal algum.
Por fim caminhou a passos lentos até a menina que não a olhou em momento algum. Se sentou então no banco ao seu lado e respirou fundo. A menina a ignorava completamente e parecia ainda estar emburrada. Regina achou melhor esperar o momento certo de perguntar algo pra ela. A garota então dobrou os joelhos em cima do banco e começou a mexer , com umas das mãos, em uma pulseirinha de couro que usava no outro braço. Seus cachos loiros, meio bagunçados, caíam por um dos seus ombros.
“Ah, qual é Regina, está com medo de uma criança ?”, a morena se perguntou enquanto revirava os olhos e se voltava para a garota.
–Hey, garota. Será que você poderia me ajudar ? –perguntou em um tom calmo, porém a menina permaneceu com o olhar fixo no nada e fingiu não escutá-la. –Garota, eu estou falando com você. Dá pra me responder ? –mais uma vez não obteve resposta alguma, o que começou a deixá-la mais nervosa ainda. –Olha aqui menina, seus pais não lhe deram educação, não ?
–Não. –a menina por fim se virou e gritou para Regina.
–Percebi, mas escuta aqui, eu só quero uma informação. Onde tem uma oficina mecânica aqui por perto ?
–Eu não sei, não trabalho com essas coisas.
–Eu sei que você não trabalha com essas coisas, porquê nem idade pra isso você tem. Mas meu carro quebrou e ...
–Não me interessa se o seu carro quebrou, ou não.
–Mas eu não sou daqui, e preciso ir para casa.
–Vai empurrando. –a menina a olhou com desprezo. Regina passou a mão pelos cabelos em sinal de nervoso e começou a se culpar por ter saído de casa.
–Olha, você poderia ser pelo menos um pouco educada. O quê que eu te fiz, hein ?
–Se sentou no meu banco. –a menina completou e Regina deu uma risada chamando a atenção da garota para si. –Por quê ta rindo, hein ? Parece boba.
–Seu banco ? –perguntou com desdém. –O prefeito da cidade sabe disso ? Porquê os bancos, até onde eu sei, são públicos.
–Não me interessa o quê você sabe, ou deixa de saber.
–Que garota mais impertinente. –Regina subiu o tom de voz também. –Por quê você é assim, hein ?
–A vida me fez assim.
–Coitados dos seus pais. –a morena falou baixo, mas em um tom que pudesse ser ouvida.
–Eu não tenho pais. –a menina se virou bruscamente e gritou para ela, logo em seguida voltou seu olhar para o nada e começou a mexer mais uma vez em sua pulseirinha de couro no braço.
Regina por alguns instantes se sensibilizou. A garota era órfã e a morena sabia muito bem o quanto era ruim não ter seus pais por perto, porém a menina era bem mais nova do que ela quando perdeu seus pais.
–Olha, eu não sabia, ta bom ? –tentou consertar o que havia dito. –Você mora onde então ?
–Não te interessa.
–Em um orfanato ? –ignorou o que a menina havia dito, mas não obteve resposta. –Não vai me dizer que fugiu ?
–Já falei que não te interessa.
–Eu nem sei porquê eu ainda estou aqui com você, viu ?
–Fique a vontade para ir embora, quando quiser. –um sorriso avacalhado se formou nos lábios da pequena.
–Olha aqui garota, você pensa que manda no mundo ? Em todos ?
–Se eu quiser, eu posso mandar em tudo. Ou melhor, eu não sou desse mundo, eu tenho o meu próprio mundo e lá sou eu quem mando. Não preciso de nenhuma grandona me ensinando o quê fazer.
–Por acaso você pensa que a vida é um contos de fadas ? –Regina ironizou enquanto ria.
–Não me venha com essa conversa, eu não acredito em contos de fadas.
–Mas eu acredito. –Regina respondeu com convicção, afinal era da vida dela que estavam falando agora. Não podia simplesmente ignorar o fato da sua existência.
–E pela sua cara, você deve gostar da bruxa, né ?
–Sim, eu adoro a bruxa, e digo mais, ela é a melhor pessoa daquela floresta inteira. E você pensa que é quem, uma princesinha ?
–Eu já falei que não acredito em contos de fadas.
–Não, você não é uma princesinha, você é uma garota impertinente, chata e que pensa que manda no mundo e é a dona da razão. –a morena usou o mesmo tom de voz da menina e disse tudo aquilo, como se descontasse em Snow White, pois a menina ás vezes lhe lembrava ela.
–E você é muito infantil. Ta no meio da rua brigando com uma criança. O quê os outros vão pensar de você, hein madame ?
–Eu acho que isso é problema meu, né ? Sua praga.
–Olha, foi você que começou. Foi você que veio se sentar no meu banco, se não queria ouvir tudo isso de mim, não deveria ter sentado.
–Olha só garota, eu deveria ligar para o Conselho Tutelar. –assim que terminou de falar, a menina pulou do banco como se fugisse de algo e parou em pé ao lado dele, parecendo assustada. Regina parou e respirou fundo, a menina realmente deveria ter fugido do orfanato e agora estava com medo de que a pegassem. –Calma, eu não vou fazer isso, até mesmo porquê eu nem sei o número deles. –completou com um sorriso cínico.
–Eu não vou a lugar algum, eu não quero viver com ninguém, quero ficar sozinha a vida toda.
–A questão não é essa, de você querer ou não viver com alguém, a questão é, será que alguém quer viver com você ? –perguntou no calor do momento, mas se arrependeu no minuto seguinte quando viu os olhos da garota, que só agora ela se deu conta de que eram verdes, se entristecerem. Regina sabia muito bem como era duro viver sozinha e podia imaginar o quanto aquela menina pequena deveria estar sofrendo. –Olha ... –ia se desculpar, mas a pequena a interrompeu.
–Quer saber, eu cansei de você, e você me deu uma ótima ideia quando disse que eu sou uma praga. Agora, eu vou é rogar uma praga em você. Quando eu crescer, você vai se apaixonar por mim e vai implorar pelo meu amor. –a menina falou com o tronco pendido para frente e com determinação, como se realmente aquilo fosse possível. Terminou de falar e no minuto seguinte, se virou e saiu correndo sem dar tempo da morena dizer ou fazer alguma coisa.
Regina tentou assimilar o que havia escutado e então deixou uma sonora risada lhe escapar pelos lábios. “Que garota impertinente”, pensou consigo mesma. “E boba”. Olhou para o lado, e a menina já havia sumido na multidão. E assim, rindo, voltou para o seu carro e entrou nele, se esquecendo de que ele não estava ligando, girou a chave e então ele pegou.
Só quando estava dirigindo já a caminho de Storybrooke, Regina se deu conta de que o carro havia pegado do nada.
–Claro que me lembro. –Regina começou sem entender porquê Emma havia lhe perguntando aquilo. –O Henry tinha sumido e você veio trazê-lo até em ...
–Não, essa não foi a primeira vez que nós nos vimos. –a loira mantinha o sorriso no rosto. –Eu acho que você não vai se lembrar, eu estava muito diferente. –ela levou a mão até a pulseira de couro e começou a mexer nela de novo. Regina acompanhou o ato e um arrepio lhe percorreu dos pés a cabeça. Não podia ser. –Eu tinha fugido do orfanato e, bem ... você precisava de ajuda com o seu carro. –a loira ia falando sem olhar nos olhos de Regina, na realidade ela mantinha sua cabeça um pouco alta, impedindo assim que as lágrimas que teimavam em sair, escorressem por seu rosto. Ao ouvir tudo aquilo, Regina sentiu um choque lhe percorrer o corpo todo. Era ela. Era hora. –Será que você se lembra ? –por fim voltou seu olhar para a morena e algumas lágrimas escorreram rapidamente pela sua bochecha.
–Sim. –a voz de Regina saiu engasgada. –E você era a garota mais chata e impertinente que eu já havia conhecido em toda a minha vida. –ela completou e ambas deram risada. –Por quê demorou tanto assim pra me contar isso ? De que era você aquele dia ?
–Eu não sei. –Emma deu de ombros. –Eu te reconheci no instante em que te vi pela primeira vez, ou melhor segunda ... –corrigiu as fazendo rir. – ... quando vim trazer o Henry aqui na mansão. Mas 18 anos haviam se passado e você estava exatamente igual, e então eu achei que eu pudesse estar enganada e você fosse apenas parecida com ela. Então eu deixei pra lá. Mas aí a maldição foi quebrada, e vieram essas coisas de contos de fadas, de tempo parado e foi quando eu entendi que era realmente você, e porquê você não havia mudado nada.
–E você me disse que não acreditava em contos de fadas na época. –Regina falou e as duas sorriram e fixaram seus olhares. A morena discretamente enxugou uma lágrima que lhe escorria pelo rosto.
–Eu sempre acreditei, bem lá no fundo eu sabia que acreditava. Mas a vida havia me feito sofrer tanto que eu pensei que tudo aquilo fosse uma besteira, mas no fundo não era mesmo. Eu tinha meus pais e eles me amavam.
–Nesse caso eu acho que não foi a vida que lhe fez sofrer, fui eu. –Regina lhe lançou um olhar triste e Emma se levantou e caminhou até o sofá onde a morena estava, se sentando logo em seguida ao lado dela.
–Não, no começo eu tive muita raiva de você, por isso eu não vim lhe dizer nada.–as duas tornaram a rir.–Mas depois eu entendi que a culpa de eu ter crescido sozinha nesse mundo não era sua, não era dos meus pais, não era de ninguém. Você lançou a maldição antes de eu nascer e não era a mim que você queria machucar com ela, meus pais me colocaram no guarda roupas para me salvar, e a vida me guiou pra lá e pra cá. –ela completou e Regina lhe abriu um grande sorriso. As palavras de Emma foram lhe preenchendo os vazios de seu peito com um calor enorme.
–Essa pulseirinha ... –a morena enxugou as lágrimas de seu rosto, e apontou para o braço da loira, que fazia o mesmo. — ... eu sabia que a conhecia de algum lugar, mas você nunca mais tinha a colocado.
–Pois é, eu nem sabia que ela cabia mais no meu braço. –as duas riram. –Estava perdida no meio das minhas coisas, e como eu vim aqui pra lhe dizer isso, achei bom colocá-la pra te ajudar com as lembranças.
–Se bem que o seu jeitinho continua o mesmo. –Regina brincou as fazendo rir, e logo em seguida pararam apenas se olhando. –Quero dizer, quando você chegou na cidade, era realmente chata e se achava a dona do mundo.
–Hey ... –a loira a interrompeu as fazendo rir de novo.
–Mas depois eu descobri que debaixo dessa jaqueta vermelha, havia uma pessoa maravilhosa. –a voz da morena mais uma vez saiu falha.
–Eu descobri o mesmo a seu respeito, por isso vim lhe dizer isso agora. Debaixo daquele sobretudo escuro e desse passado amedrontador, tem uma pessoa maravilhosa. –sua mão percorreu o sofá até encontrar a de Regina e segurá-la. A morena voltou seu olhar para as mãos juntas e então apertou a de Emma.
–Então você sempre se lembrou de mim ?
–Seria impossível te esquecer. –os olhares estavam fixos. –Eu era só uma criança, mas aí quando cheguei a Storybrooke, percebi que você sempre foi a mulher mais linda que eu já havia conhecido em toda a minha vida. –a morena abriu um grande sorriso em resposta.
–Os cabelos loiros, os olhos verdes, o jeitinho inconfundível. Por quê eu não te reconheci antes, hein ? –tornaram a rir mais uma vez. –Eu deveria ter te reconhecido na época em que chegou aqui, eu teria te xingado mais do que te xinguei, pra descontar todo o nervoso que você me fez passar naquele dia.
–Me perdoa ? –Emma pediu enquanto riam. As mãos continuavam entrelaçadas. –Eu era terrível, e quando fugia do orfanato ficava pior ainda. –um minuto de silêncio se estendeu enquanto apenas se olhavam, se admiravam, se lembravam. –Você se lembra qual foi a última coisa que eu te falei aquele dia ?
“Quando eu crescer, você vai se apaixonar por mim e vai implorar pelo meu amor.”
–Sim. –Regina sorriu. –Você me rogou uma praga, como eu poderia esquecer ? –as duas riram.
–Foi por causa dessa praga que eu vim aqui hoje. Sabe aquela frase que diz, “o feitiço se virou contra o feiticeiro” ? –Regina assentiu. –Então, foi o quê aconteceu. –Emma usou toda a coragem que havia em si para dizer aquilo, não aguentava mais esconder aquele sentimento. O coração de Regina parecia tentar saltar de seu peito, aquilo era o quê ela sempre quis dizer também, para Emma.
–A sua praga só não funcionou por causa de um detalhe. –a morena desviou o olhar e o peito de Emma chegou a doer. –Eu acho que eu não vou precisar implorar pelo seu amor. –falou olhando dentro dos olhos da loira, que abriu o maior sorriso de todos junto de Regina.
–Não, não vai. Eu retiro essa parte da minha praga. Então vamos ver, crescer eu já cresci e ...
–Me apaixonar, eu já me apaixonei. –Regina sorriu, finalmente havia conseguido dizer aquilo a Emma. –Pois é, parece que você já tinha poderes naquele época. –brincou as fazendo rir mais uma vez.
–Não, eu não tive poder, eu tive a sorte de escolher a pessoa certa, quando eu achava que era a errada. –a mão livre da loira acariciou o rosto da morena que fechou os olhos para sentir o toque.
Quando tornou a abrir os olhos, seu olhar encontrou o de Emma e nenhuma palavra foi necessária no momento. A mão da loira escorregou até a nuca de Regina e elas acabaram com a distância que havia entre seus rostos, deixando seus lábios se encontrarem em um beijo doce, calmo e cheio de amor. Os corpos chegaram mais perto um do outro e elas depositaram naquele beijo todo o amor que sentiam uma pela outra.
Se separaram e não disseram nada, apenas sorriram uma para a outra enquanto fixavam seus olhares. Emma então tirou a pulseirinha que estava em seu braço, pegou o braço da morena e colocou a pulseira nele. Regina admirou o acessório em seu braço, antes de voltar seu olhar para a loira, de novo, sorrindo.
–Eu te amo, Regina ! –a loira falou com toda a certeza do mundo, pois ela sabia que esse sentimento era o mais puro e verdadeiro da sua vida.
–Emma ... –a voz da morena saiu embargada enquanto ela levava a mão ao rosto da loira e o acariciava. Ouvir aquilo era como se sentir viva, e quando dissesse o que tanto queria, se sentiria a pessoa mais feliz do mundo, pois ela também sabia que aquele era o sentimento mais puro e verdadeiro que existia em sua vida. – ... eu te amo ! –completou as fazendo sorrir antes da loira puxá-la para si e colar as suas testas. –Minha garota impertinente. –Regina brincou.
–Ah é ? –Emma entrou na brincadeira. –Pois de propósito eu vou te rogar outra praga. –ela se ajeitou no lugar e colocou uma mecha de cabelo da morena atrás da orelha antes de fixar seus olhares e dizer: –Quando nós envelhecermos juntas, vamos continuar completamente apaixonadas uma pela outra.
–Essa foi pra nós duas, hein ? E para sempre. –Regina ergueu a mão para que a loira a pegasse.
–Com certeza. –Emma respondeu entrelaçando seus dedos nos de Regina, antes de ir até ela e beijá-la mais uma vez. –Para sempre. –repetiu e depois a empurrou deitada no sofá as fazendo rir, antes de se beijarem de novo.
Se as pragas do bem são reais ou não, não importa, pois o amor das duas é real, e ele supera tudo, inclusive transforma impertinências, nas palavras mais doces já ditas e ouvidas por elas. De uma para a outra.
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