Doce Arrepio

2 Capítulo 2 – First Impressions


No momento que Miranda acordou sabia que estava atrasada. Com um grunhido, jogou o lençol ao lado e levantou-se; seu reflexo no espelho era o que mais assustava. Seu relógio dizia que faltava somente quinze minutos para oito horas. E não podia se atrasar no primeiro dia do novo emprego. Abriu o guarda-roupa e pescou de lá uma única peça: um vestido azul marinho, tomara que caia, acentuado na cintura e a saia rodada. Vestiu rapidamente e procurou por meias calças preta e um par de sapatilhas azuis. Fez a higiene matinal rapidamente e desceu apressada, faltavam dez minutos. Encontrou seu pai tomando café calmamente e sorriu assim que o viu. O amor de Miranda por seu pai era incondicional, era a única pessoa no mundo para ela, a única que ainda restava de sua família.

—Hey, bom dia. Acordando cedo, o que houve com você? -, Rodolfo disse num tom brincalhão.

—Tenho trabalho agora, desculpe não ter dito ontem. Começo hoje e já estou atrasada. Chego por volta das nove horas a noite, depois da escola ainda tenho outro trabalho. Quando chegar lhe explico direito -, ela disse não ligando para sua expressão zombeteira e beijando a testa do pai.

Ele somente ficou olhando-a sair. Miranda sabia que seu pai estava passando por dificuldades, mesmo que ela fosse fechada e não falasse muito, ela ainda tinha vontade de ajuda-lo. Era isso o motivo de ter arrumado empregos. Tinha pegado uma maçã de cima da mesa e deu uma mordida sem muita vontade, logo passando pela porta e pegando o sobretudo preto que tinha usado no dia anterior. Ainda não estava muito frio, mas nessa cidade o melhor era estar prevenido.

Saiu de casa num passo apressado, tinha cinco minutos até lá, e tinha certeza que chegaria a tempo de levar uma bronca logo de cara. As ruas já estavam movimentadas, a padaria que havia ali perto estava cheia de clientes e havia pessoas se dirigindo aos seus trabalhos.

Chegou ao café exatamente quando o relógio bateu as oito e suspirou aliviada.

—Isso que chamamos de pontualidade britânica -, uma voz brincante disse. E Miranda virou-se para encarar um Gregório sorridente. Ele estava vestido como um senhor rico, o que certamente ele era, visto que seu café nunca ficava vazio. Colete cinza por cima de uma camisa vermelha e calças sociais, nos pés o que parecia sapatos italianos da última geração.

—Quase chego atrasada, desculpe perdi a hora -, Miranda deu de ombros se desculpando e tirando o sobretudo. Lá dentro era quentinho, bem aconchegante.

—Não se preocupe com isso. Vamos lá, irei lhe mostrar como funcionam as coisas -, ele disse virando-se.

Miranda o seguiu, perguntando-se o que acontecera com o tal Matthew.

Gregório explicou a ela como as coisas eram feitas lá; teria que sempre receber as pessoas com um sorriso no rosto quando fosse pegar seus pedidos, depois se dirigia à cozinha onde deixava o pedido com o cozinheiro e ia ver os clientes, uma campainha tocava a cada pedido pronto e ela os pegava e levava às mesas. O ruim de tudo isso era que ela teria de usar um uniforme, que era curto demais para seu gosto e era uma cor bem próxima do rosa. Ah e ainda tinha os patins. É para que possa ser mais ágil, disse Gregório.

Ela suspirou derrotada quando se viu vestida naquele uniforme de garçonete horroroso e ainda por cima, de patins. Miranda já não era muito coordenada com os pés no chão, quanto mais dirá em cima de rodas. Ela só pedia que não caísse ou pagasse um mico maior ainda. Seu turno começou com poucas pessoas, e ela se encontrou gostando do trabalho. Distraía sua mente dos problemas e a deixava minimamente satisfeita por estar fazendo algo sozinha e estar tento êxito.

Ao meio dia seu turno tinha acabado, e Gregório lhe sorriu dizendo que tinha feito um ótimo trabalho para uma primeira vez. Saiu do café com uma boa quantia de gorjeta que recebera dos clientes, e contente consigo mesma. Estava indo para a escola que descobriu ser bem perto de onde estava. Gregório disse que era a mesma escola de seu sobrinho. Andou mais algumas quadras e uma sensação esquisita se apoderou de seu corpo. Era como se estivesse sendo observada, seguida.

Olhou pra trás a tempo de ver alguém entrando em um beco, não dava pra ver ser era homem ou mulher, mas tinha plena certeza que a estava seguindo. Miranda apressou o passo, sua respiração ficando cada vez mais agitada, enquanto ouvia os passos atrás de si cada vez mais próximos. Quase pensou que seria raptada ou algo pior, mas suspirou aliviada quando passou pelos portões da J. Ward, a sua nova escola.

Como cada coisa nessa cidade, a escola tinha seu certo charme, ela admitiu a contra gosto. O piso era simples, e brilhava quando o sol batia; era uma escola antiga, mas ainda estava páreo para ser usada, em total boa conservação; as salas de aula eram todas impecavelmente arrumadas e as mesas e cadeiras eram organizadas em filhas indianas duplas; as paredes eram azuis e altas, quase da cor do vestido que ela estava usando. E por falar nisso, agradeceu mentalmente por não ver ninguém usando uniforme, já bastava o do trabalho. Ela sentiu olhares sobre si, a novata que veio de longe e ninguém sabia por que, as meninas a olhavam de cima a baixo e Miranda somente suspirou. Tinha passado por isso a vida toda, mesmo que ela não fosse novata na antiga escola, as pessoas apenas gostavam de ficar encarando e sussurrando sobre ela.

Chegando até a secretaria ouviu um barulho estridente que só podia ser a campainha. Fez uma careta quando passou as portas onde o barulho se fazia maior e esperou que parasse para falar com a mulher a sua frente. Típica cara de secretária com óculos quadrados, vestido florido e sapatos ortopédicos. Miranda até seria simpática em outra época, mas se reprimiu e foi direto ao assunto.

— Miranda Dietrich, vim pegar meu horário -, ela disse entregando o papel de matrícula para a senhora.

— Oh, muito bem querida, vejamos, acabei de passar por uma Dietrich -, a mulher procurou numa pilha de papéis tirando de lá uma pasta amarela fina, que Miranda assumiu ser seu histórico escolar.

A mulher, Julieta, lhe entregou o horário e a chave do armário, onde teria de passar antes de ir para a primeira aula para pegar os livros. Quando voltou ao corredor já estava vazio; porque claro, as aulas já tinham começado. Percebeu que naquele andar não teria nenhuma aula. Todas aconteceriam no terceiro andar: Duas aulas de Literatura Francesa, uma de História Geral, intervalo, e depois duas aulas de Álgebra e a última seria de Artes. Ela sorriu satisfeita com seu horário. Ninguém fazia ideia, mas ela amava números. E tinha uma coleção de livros que daria inveja a qualquer um.

Subiu as escadas até o segundo andar onde, pelo mapa que também recebera, estava seu armário de número 72. Suas sapatilhas faziam um baixo barulho no corredor enquanto andava, pelo visto o seu armário era o último, ainda estava no número 30. Foi quando ela sentiu a mesma sensação de estar sendo observada, seguida; um calafrio que arrepiou todos os cabelos de sua nuca. Não teve coragem de olhar para trás, e apressou o passo assim que ouviu passos cada vez mais próximos de si. Arriscou olhar para trás, o coração batendo tão rápido, mas não viu nada. E certamente não se apercebeu quando tropeçou nos próprios pés e caiu.

Direto para os braços de alguém. Por um segundo ela não se mexeu, pensando que realmente tinha ido ao chão. Mas depois de uns segundos, quando sentiu braços se apertarem ao redor de si, resolveu abrir os olhos e olhar quem estava a segurando. Péssima ideia. Olhos azuis. Os mesmos olhos azuis que a deixaram inquieta e com medo no dia anterior.

Os mesmos olhos que a olhavam curiosos agora pareciam mais profundos, algo parecido com preocupação? Miranda não conseguia definir. Ao perceber que ainda estava em seus braços, ela rapidamente afastou-se, suas bochechas esquentando tanto que ela até pensou que poderiam pegar fogo.

Deu dois passos para trás e se recompôs. Seu coração estava batendo ainda mais rápido, mas não pelo mesmo motivo de antes. Mas seu medo ainda estava ali, e devia estar estampado em seu rosto, pois o menino deu um passo se aproximando dela e ela olhou para trás para ver se havia alguém ali. Ninguém, estava vazio. Suspirando com alívio, Miranda voltou seu olhar ao menino, que estava mais próximo dela. Ele estava olhando com o mesmo olhar, agora o cenho não estava mais franzido e havia uma pitada de curiosidade. Mas não era ele que a preocupava.

— Hum, d-desculpe. E-eu não lhe vi aí -, Miranda disse ainda trêmula. A ideia de que alguém poderia lhe fazer mal, veio sobre ela como um medo aterrador.

— Você está bem? Está meio pálida -, ele perguntou e se aproximou o suficiente para lhe pegar o cotovelo.

— E-estou bem, não se p-preocupe -, ela disse. Só então Miranda percebeu que estava tremendo. Ela sabia que estava tendo um ataque de pânico, depois de cinco anos sem nenhum.

Ela observou ele travar a mandíbula, e percebeu que seu corpo estava passando por um estado de choque e medo e ela não conseguia se mover. Miranda fechou os olhos fortemente por alguns segundos, tentando se acalmar. Estava certa de que aquilo ia passar, e além do mais, se ficasse muito nervosa poderia ter um ataque de asma e seria muito pior porque não andava com a bombinha de ar.

— Já chega, vem comigo -, sem aviso prévio o menino a pegou no colo como se não pesasse nada e foi andando rapidamente até o final do corredor. Miranda abriu os olhos, confusa com o quão rápido ele a pegara no colo e se perguntou por que os armários passavam tão depressa.

Mas ela não estava pensando direito, estava ainda meio fora do ar. E ela não fazia ideia do que estava acontecendo consigo mesma, estava sentindo seu corpo todo dormente ao mesmo tempo em que não conseguia força suficiente para se mover. E estava tão aconchegante ali, nos braços daquele estranho menino de olhos azuis intensos.

Suas barreiras já estavam caindo no momento, e ela não pôde evitar encostar a cabeça no peito dele. Escutou muito ao longe uma leve risada, como se alguém estivesse satisfeito consigo mesmo, mas ela não deu atenção a isso. A última coisa que cruzou sua mente a fez estremecer: ela viu a pessoa que a estava perseguindo, ele ou ela estava usando um longo sobretudo verde musgo, luvas de lã e um capuz por cima do rosto. A única coisa que ela viu de seu rosto era o sorriso maligno que estava sendo dirigido a ela.

— Por favor, não deixa ele me pegar -, ela disse, agarrando mais a camisa do menino, antes de cair na inconsciência.

***

No instante em que Miranda voltou à consciência, ela estava deitada numa maca, dura e lisa, com lençóis tão brancos que fizeram sua visão doer. Tentou se levantar, mas sua cabeça doía muito. Levou a mão à têmpora e massageou levemente o local.

— Olá bela adormecida, está melhor? -, uma voz conhecida a perguntou.

Miranda virou o rosto na direção da voz e piscou. Ali estava o menino, com um sorriso engraçado no rosto. Ela abriu a boca uma, duas e uma terceira vez, mas nada saía de sua boca. Ele sorriu ainda mais, o que fez com que covinhas aparecessem em seu rosto e estendeu a mão para ela.

— Matthew Smith, a seu dispor.

Miranda se viu pegando a mão dele e apertando, enquanto o sorriso dele se fazia mais fraco. De certa forma ela se sentia em dívida com ele, não pela primeira vez, mas pela segunda. A enfermaria da escola J. Ward era mediana, nem tão grande, nem pequena. As paredes num tom de branco gelo e havia macas ali, três para ser exato, e Miranda estava na do meio.

— Miranda Dietrich. Hum... obrigada.

Ela se sentou e sentiu tudo girar bruscamente. Levou a mão à cabeça novamente e suspirou. Isso tinha que acontecer logo no primeiro dia de aula!

— Então, como estamos? -, disse uma mulher já na idade avançada, entrando na sala. Quando olhou pra ela, Miranda sentiu uma estranha conexão, e estranhamente a mulher a lembrou de Gregório. – Está melhor querida?

— Estou bem, obrigada. Desculpe ...

— Nada de se desculpar, nunca sabemos quando um ataque de pânico pode acontecer. Ainda mais numa escola como essa -, a mulher disse piscando para Matthew, o que o fez fechar a cara e ergueu uma sobrancelha a ela como se dissesse que ela tinha que ficar calada.

Miranda se perguntou como a mulher sabia que ela tinha tido um ataque de pânico e porque ela usou a escola como exemplo; tentou se levantar, mas suas pernas não funcionaram. Antes que ela caísse, Matthew a segurou.

— Calminha aí, você ainda não recebeu alta.

— Hum, não é nada grave, isso sempre aconteceu. Só... só preciso de um tempo.

Ela observou ele franzir o cenho e a ajudou a voltar pra maca. Devidamente sentada, Miranda se virou para a enfermeira.

— Eu.. hum.. posso ir?

— Até poderia, mas pelo episódio de agora, temo que tenha de ficar mais um pouco. Ah, aliás, prazer lhe conhecer Miranda, me chamo Dalila.

Miranda acenou com a cabeça, que ainda latejava, e fechou os olhos. Mas voltou a abri-los quando sentiu algo gelado em seu braço. Dalila estava checando sua pulsação, e cara, ela era muito gelada. Viu a enfermeira acenar com a cabeça tirando rapidamente a mão de seu pulso, como se tivesse ouvido seu pensamento e sair da sala, sem ao menos dizer nada.

Ouviu um pigarro e virou em direção ao barulho. Miranda fechou a cara ao ver Matthew olhando pra ela. Aquele menino era muito esquisito, além de ficar encarando-a o tempo todo, ainda tinha um sorriso no rosto como se ela tivesse dito algo engraçado.

—Temos de parar de nos encontrar assim, não? -, ele disse sorrindo travesso. – Você sempre caindo em meus braços, algo me diz que você pode até ter gostado para ter repetido uma segunda vez -, Matthew terminou de falar soltando uma gargalhada.

Miranda revirou os olhos, Matthew a estava tirando do sério. Ela levantou-se novamente da maca e ficou feliz ao ver que nada mais rodava, e sua cabeça estava melhor. Ela foi caminhando sem dar atenção ao garoto atrás de si e saiu pela porta, dando no corredor. Esse era diferente, devia estar no terceiro andar, e estava cheio de gente. Intervalo. Espera, Miranda tinha desmaiado por três horas?

Com uma careta ela começou a andar entre as pessoas, decidida a voltar a seu armário e pegar suas coisas para aula de álgebra. Um sorriso no rosto, Miranda começou a descer as escadas ao segundo andar, e já estava quase chegando perto de seu armário quando sentiu um braço segurá-la com força. Seu coração deu sinal de vida batendo loucamente e ela se virou para ver quem era. Matthew.

— Ei, calma. Só vim trazer isso que você esqueceu lá na enfermaria. Desculpa se te assustei -, ele disse lhe entregando o sobretudo.

Miranda o olhou por alguns segundos, esperando que seu coração se acalmasse, e pegou a peça. Assentiu com a cabeça e mostrou um fraco sorriso. Ainda estava assustada pelo episódio de horas atrás. E ela franziu o cenho ao lembrar que ficara tanto tempo desacordada.

— Hum, obrigada... de novo. Parece que sempre estou te agradecendo -, Miranda falou fazendo uma careta logo após.

— Claro, podemos dizer que sou seu herói particular. Você é uma ótima mocinha indefesa -, Matthew sorriu.

E por um instante, um milésimo segundo, Miranda se deixou levar por aquele sorriso. Que a dava uma sensação de estranha alegria, como se ele estivesse preocupado em que ela se divertisse. E consequentemente, ela sorriu junto. Não pôde evitar.

— Obrigada pela parte que me toca. Bom, eu tenho que ir. Mas antes me responde uma coisa?

Matthew assentiu com a cabeça, de repente sério. Como se ele soubesse o que ela perguntaria e parecia procurar uma resposta.

— Eu fiquei mesmo apagada por três horas?

— Depende do que você quer dizer com apagada -, ele disse fazendo uma careta.

— Como assim? O que você quer dizer? -, Miranda chegou mais perto de Matthew, intrigada com o que ele tinha falado.

— Bom, você ficou mais ou menos uma hora falando sobre alguém de capuz -, Matthew disse, meio desconfortável, passando a mão pela nuca.

Miranda se afastou dele bruscamente, sentindo suas bochechas corarem violentamente. Seu pai dizia que ela tinha essa mania de falar enquanto dormia. E claro, as coisas que falava sempre eram constrangedoras. Por isso que agora, ela tinha um sentimento ruim, de que não tinha falado somente isso a Matthew.

— E só isso?

— Sim, claro. O que mais você diria? -, Matthew perguntou. Ele estava agindo estranho, Miranda notou. E mais tarde ela se arrependeria por não ter insistido mais no assunto.

Dando de ombros, ela abriu o armário terminando de colocar o sobretudo cuidadosamente dobrado e tirando de lá o livro de álgebra e virou-se para Matthew.

— Tudo bem. Tenho que ir agora, aula de álgebra. Até... Matthew -, Miranda falou se afastando dele, o livro de álgebra sendo usado como escudo enquanto ela passava por todas aquelas pessoas, que continuavam olhando pra ela como se fosse de outro mundo.

A sala era igual à de qualquer escola que Miranda tenha estudado. Sentou-se na terceira fileira de cadeiras do lado direito, ainda não havia ninguém na sala, devido a ser intervalo. Ficou lá, desenhando espirais no seu caderno quando o sinal de início da aula tocou e a sala começou a lotar de pessoas. Todas elas conversando animadamente, as meninas desfilando com as roupas que deveriam ser da moda, e os meninos sempre mexendo com elas.

Era como qualquer escola que se prezava. Tinha bagunça, os nerds, os populares, e os normais. Mas de um jeito estranho, mesmo que não tivesse feito nenhuma amizade, ela sentia como se fizesse parte daquele lugar. Seus pensamentos foram interrompidos quando uma menina de cabelos pretos e gritantes olhos azuis aproximou-se dela. Por um momento ela pensou que a menina era irmã de Matthew. Mas as semelhanças terminavam aí, nos olhos.

— Eu acho que você está sentada no meu lugar -, a menina disse. Ela usava uma grande boina vermelha, que ficava caída pela lateral da sua cabeça, uma saia xadrez preta e vermelha, e uma blusa de lã preta. Miranda invejou a roupa dela, porque também tinha a meia calça preta e um Oxford vermelho nos pés.

— Desculpe, não sabia que tinham lugares marcados – disse Miranda já se levantando da cadeira. A menina colocou a mão no ombro dela e a fez sentar novamente e Miranda olhou confusa para ela.

— Não se preocupa, eu sento do seu lado. É nova aqui não é? Aliás, me chamo Louize Puente. Mas pode chamar de Louize, ou Lou -, a menina falou quase sem respirar.

Miranda gostou dela, parecia espontânea. E foi a primeira pessoa a se apresentar a ela, claro, tirando Matthew. E Louize pareceu ler os pensamentos porque a próxima frase dela a arrepiou totalmente.

— Então... te vi conversando com o Matt, cuidado porque ele já foi preso por perseguição.

***

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.