Do you remember me?

44 Mais uma declaração


Notas iniciais
A vida já foi mais fácil gente, eu juro. Haja coisa de faculdade pra eu poder resolver. Vixe.

O som do noticiário televisão me fez despertar no dia seguinte. Sonolento, demorei um tempo para abrir os olhos, ficando totalmente envergonhado ao perceber onde estava.

Brincando com a ponta dos meus cabelos, Laxus estava atento a TV e eu estava deitado sobre seu peito. Sua mão direita estava na minha cintura, me mantendo colado ao seu corpo e me fazendo perceber que ele estava sem roupas assim como eu. Acabei por engolir em seco, antes de me mexer e levantar, sentando na cama. Levei comigo um pedaço do cobertor para tapar meu corpo despido e dolorido depois do sexo.

– Bom dia. — Laxus sorriu e sentou ao meu lado. Ao contrário de mim, ele não se importava em ficar pelado. — Dormiu bem?

Assenti, olhando para os lados e não me surpreendendo de ainda estarmos naquela casa estranha. Procurei pelas minhas roupas e percebi que elas estavam jogadas no chão, o que me fez apertar o cobertor contra meu corpo.

– Laxus, você vai.. me deixar ir embora?

– Ei que isso? Você acabou de acordar. Tome um banho e vamos tomar café. Depois iremos conversar sobre isso, pode ser? — Ele riu e engatinhou para perto de mim, me deixando vermelho ao lhe ver despido. Segurou meu queixo e me deu beijo rápido, antes de se levantar. Com as bochechas coradas, abaixei a cabeça até escutar a porta se fechar.

Sozinho, me coloquei de pé, chegando a me sentir zonzo ao ver uma repórter falar tão rápido na TV. Andei até o banheiro e me lavei, saindo para o quarto para me vestir. Calças de moletom e uma blusa fina foi o que decidir usar, soltando um suspiro ao ver as várias marcas de chupões que tinha no pescoço. Timidamente, retirei os lençóis e cobertores sujos, enrolando-os no braço, antes de sair do quarto com ambos nas mãos. Sem conhecer o lugar, andei pelos cômodos até achar um cesto de roupas sujas e colocar as roupas. Voltei para a cozinha e encontrei Laxus fazendo alguns sanduíches. Sem saber o que fazer ou mesmo perguntar, virei o rosto quando ele olhou para mim, abraçando meu próprio corpo.

Sem que eu percebesse, Laxus se aproximou e com o dedo sujo de pasta de amendoim, ele o passou nos meus lábios, antes de puxar meu rosto sem delicadeza nenhuma e me beijar. Levei um susto com aquilo e virei rosto, antes de empurrá-lo. Não podia ficar caindo em seus caprichos e brincadeiras. Isso só faria com que ele me mantivesse mais tempo preso.

– Você vai me deixar ir? — perguntei limpando com as costas da mão o restante da pasta que ficara na minha boca.

– Não se preocupe, você vai voltar para casa assim que eu terminar meu trabalho aqui.

– Por que eu tenho que ficar aqui?

– Por que eu quero que você fique comigo. — Laxus me deu as costas e voltou a passar a pasta no pão, pegando outra faca para passar um creme de frango em outra fatia.

– Isso não é uma resposta. Você não tem o direito de-

– Não importa o que você diga ou pense. Vai ficar comigo e ponto final. — ele sequer olhava para meu rosto enquanto falava, continuando o que estava fazendo.

– Por que Laxus? — questionei aumentando o tom de voz, sentindo lágrimas se formarem em meus olhos. Tudo o que eu queria era saber o motivo de tudo aquilo. — Há pessoas me procurando lá fora. Meu namorado sente minha falta!

– Você não tem namorado. — ele parou o que estava fazendo e apertou o cabo da faca, chegando a cerrar os dentes para falar. Eu deveria ter medo daquilo, mas aquela atitude de criança mimada dele era inaceitável.

– Eu tenho! E ele está lá fora procurando por mim. Tem uma vida para mim lá fora!

Silêncio. Eu já estava exaltado e olhava para Laxus com raiva. Tinha vontade de jogar todos aqueles pães naquela cara que de irritada, passou para deboche quando ele me viu tremer de raiva. Qual era o problema dele??

– Vou terminar o nosso café da manhã, vamos comer e depois vou te levar para cama. Você está nervoso e o pouco que dormiu não foi o suficiente para você descansar.

Aquela voz calma que chegou aos meus ouvidos me fez chorar. Comecei a soluçar e me abracei. Não tinha jeito. Eu não tinha forças para lutar contra ele. Já imaginava passar minha vida trancado naquele lugar, servindo apenas como uma distração para Laxus. Nunca mais veria Dave. Não cumpriria minha promessa à minha falecida mãe adotiva, que seria me tornar um médico e ajudar pessoas que assim como ela, não tinha condições de pagar por um consulta. Lágrimas escorriam por meu rosto, enquanto eu lamentava tudo o que eu perderia.

– Ei, vem cá... — Laxus se aproximou e me puxou, antes de me abraçar. Solucei várias vezes e ele deu um beijo no topo da minha cabeça, antes de me empurrar e secar minhas lágrimas com os dedos. — Você não vai ficar preso para sempre se é o que está pensando. Voltaremos para casa, mas eu não quero que você fique com aquele cara.

– Você não tem o direito de tirar minha liberdade... — disse entre soluços, empurrando suas mãos de perto de mim. Não queria que ele me tocasse.

– Eu sei... mas desde que você aceitou ser meu eu não penso em outra coisa.

Suas mãos seguraram as minhas, enquanto ele repetia que estava tudo bem. Solucei várias vezes e pensando no que aquilo podia terminar eu voltei a chorar. Suas mãos subiram pelos meus braços até meus ombros e Laxus novamente me abraçou. Ficou alguns segundos parado comigo nos braços, antes que, com dificuldade, ele dissesse algo que secou todas as minhas lágrimas.

– Eu me apaixonei por você.

Notas finais
Mais uma vez, NÃO É A DECLARAÇÃO OFICIAL. Vocês tem que entender que Laxus é meio frio, fechadão, então falar "eu te amo" não vai ser tão fácil assim. Vai demorar um pouco galera, mas vou encher os corações quando rolar :3 Mais ibagens por que tem gente me pedindo. Ai como eu amo o tumblr :'D http://38.media.tumblr.com/b2d8e0646120227a7ef83ff641f27b57/tumblr_nrpgmc2AN01unjcv9o1_500.gif