Do not be a princess.
23 Behind the attacks a new girl
Notas iniciais

Voltamos para o palácio bem tarde. Falei com todas as famílias e tentei consolar todas. Escondi minha mágoa bem no fundo do meu coração e parei de pensar em mim e sim pensar nos outros. Tomei um banho e pedi meu jantar no meu quarto. Um dos guardas que morreu era muito amigo de Erick. Ele pediu para ficar sozinho um pouco, resleitei isso. Meu jantar era uma sopa de legumes. Estava ótima por conta do frio. Comi e depois deitei para dormir. Não demorou muito para eu me ver sonhando. Sonhei que estava perto de uma cachoeira, Joshua estava lá. Ele disse que estava bem e pediu para que eu fugisse. Não entendi bem seu pedido.
Quando eu ia perguntar o porque, um alarme que quase me deixou surda começou a soar. Acordei e tapei meu ouvidos. Me levantei e peguei meu roupão. Ataque dos rebeldes. Não tinha nenhuma criada ou guarda por perto. Tentei achar o caminho por mim mesma.
Corri pelos corredores sem rumo por minutos. As vezes dava de cara com um rebelde que tentava me prender, mas eu sempre escapava. Achei a sala que dava para o abrigo das criadas. Talvez eu consiga, entrei sem pensar. Assim que entrei ali dei de cara com dois homens e uma mulher que estava com o rosto tapado. Os dois homens eram altos e fortes, também não pude ver seu rosto. A mulher é ruiva. Me virei para tentar sair. Um dos homens empurrou a porta e passou o braço ao redor do meu pescoço.
– Anda ! Apaga ela. — Disse o outro cara.
Consegui acertar a virilha do que estava me segurando. Ele caiu no chão. O outro me deu um soco que me fez cair no chão. A mulher pulou em cima de mim e pôs um pano sobre a minha boca. Minha visão começou a ficar embaçada e meu olho se fechou.
– Boa noite. — Disse ela, sua voz me soou familiar, mas estava abafada por conta do pano.
Acordei em uma sala diferente. Eu estava embaixo de um grande lustre que iluminava tudo, haviam várias estantes de livros ao meu redor. Parecia que estava tudo vazio, olhei para minhas mãos, amarradas. Meu tronco estava amarrado a cadeira que eu estava sentada. Eu também estou amordaçada e meus pés presos aos pés da cadeira. Olhei para todos os cantos procurando alguém. Vi várias manchas no meu corpo e fiquei assutada. Meu corpo também e estava dolorido.
– Ora, ora. — Ouvi uma voz feminina, eu conheço essa voz. — A bela adormecida acordou.
A mesma voz irritantemente fina. Ela apareceu para confirmar ainda mais o que eu estava pensando. Seus cabelos agora ruivos estavam um pouco menores e ao invés de uma franja grande agora possuía franjinha. Estava usando um vestido vermelho que era aberto em uma das laterais mostrando sua perna direita. O novo visual lhe dava um ar audacioso. Trudie.
– Como está princesa ? — Ela perguntou irônica. Me debati, eu estava querendo dar um murro na cara dela. — Calminha, você não sai daqui nem tão cedo. Acho que sua próxima parada é para encontrar Joshua.
Meu sangue ferveu. Como ela se atreve a brincar com algo sério assim ? Vi ela mexer em uma gaveta a procura de algo. De lá ela tirou uma pistola prateada. Meu coração pulou mas não deixei transparecer meu medo. Continuei com uma expressão calma.
– Sabe, quando ele disse que ia se casar eu quase surtei. Então eu busquei algumas fotos da futura noiva dele e uau. — Ela sorriu e logo depois exibiu seu dedo anelar com minha aliança. — Essa aliança deveria ser minha sabia ? Bom, resolvi não me importar. Fiquei triste e quase entrei em depressão porque eu teria que tê-lo ao meio e eu sempre quis Erick completamente para mim. Então ele me ligou e disse que você era fantástica. Como assim ? E no de repente Erick só falava em você... Ele não saía e ficava enfiado naquele maldito quarto.
Trudie pegou um pano e limpou a arma. Depois disso pegou uma nova munição e carregou. Ela fazia isso bem lentamente para que eu assistisse o instrumento que causaria minha morte. Engoli a seco e continuei com o meu olhar fixo para uma das prateleiras. Cheguei minha cadeira para trás com medo do lustre que balançava sem parar. Quando minha cadeira estava em uma distância boa ela se virou para mim e sorriu sarcasticamente de novo.
– O pior de tudo foi saber que você estava grávida. Isso porque não tinha intenções não é ? — Ela me olhou de cima a baixo. — O seu bebê não vai sobreviver meu amorzinho. Bom, continuando. Depois de ser expulsa do castelo eu me juntei aos rebeldes a favor da democracia. Eu virei praticamente chefe deles e fiz a cabeça de todos para saberem que você era uma grande ameaça. E foi assim que aconteceu todos os ataques, ferimos o Erick para te trazer até aqui. E bom, funcionou.
Atrás dela vi alguém vindo em nossa direção silenciosamente. Erick. Meus olhos se encheram de lágrimas Trudie sorriu vitoriosa. Erick fez sinal de silêncio e apontou para Trudie, entendi isso como um sinal de que eu devia olhar para ela. Erick se aproximou mais, o incrível foi que ela não sentiu a aproximação dele.
– Suas últimas palavras por favor ? Ah é, não pode falar. — Ela lançou uma risada histérica e apontou a pistola para mim. — Diga adeus... Em 3... 2... 1 — Disse ela.
Erick em um movimento brusco levantou o braço de Trudie bem na hora que ela apertou gatilho, fazendo com que a arma atirasse no lustre. Ele se jogou para longe dela, que por sua vez olhou para trás. O lustre caiu em cima de Trudie fazendo cacos de vidro voarem por todo lado. Alguns me acertaram mas não me feriram gravemente. Já Trudie.
– Desgraçado. — Ela grunhiu.
Erick correu em minha direção e pego um caco de vidro, cortou as cordas que me amarravam e me deixou livre. Levantei e o abracei. Olhei para Trudie. Seu estado era lamentável, o lustre acertou suas costas estava toda perfurada por vidros e não acertou nenhum lugar letal. A dor deve estar sendo muito forte.
– Olha o que fizeram contigo ! Esses caras me pagam. Vou matar todos com minhas próprias mãos !
– Erick não. — Segurei seu rosto entre minhas mãos para tranquilizá-lo, sua feição relaxou.
– Temos que sair daqui. — Ele segurou minha mão e saiu correndo comigo.
– Vão. — Ela gritou. — Vocês se merecem !
– Você é uma psicopata maluca. — Gritei de volta.
O lugar onde estávamos parecia labirinto. Entramos onde parecia ser um banheiro, ali tinha um vasculhante. Erick me levantou e me fez passar por ali, foi um pouco difícil mas consegui. Do outro lado havia dois garotos que me seguraram. Erick veio em seguida.
– Prazer sou James. — Disse um garoto moreno de olhos claros.
– E eu sou Ivan, você é muito gata. — O outro com um cabelo na altura dos ombros da mesma cor dos meus.
– Ei, pode parar. — Disse Erick dando um tapa na cabeça de Ivan. Eu ri. — Eles são meus amigos.
Me levaram até uma van. Entrei, tinha mais um garoto e outras duas garotas. O outro garoto se chamava Andrew e as meninas se chamavam Catarina e Antonella. Eles me explicavam que eram amigos da Trudie.
– Isso antes de ela despirocar de vez. — Disse Andrew.
– Cara ela é princesa, não entende esses bagulhos. — Disse Antonella, mas não para me provocar.
– Tudo bem, eu entendi. — Sorri.
– Trudie sempre foi meio louca. — Disse Antonella.
– Meio ? Totalmente. — Eu disse de olhos arregalados. — Ela me amarrou em uma cadeira e ficou falando um texto. Me senti em um filme.
Todos riram disso. Eles são bem legais e diferentes de Trudie. Nos chamaram para um luau, mas precisávamos voltar para o palácio. Descobri que estava desaparecida à dois dias e Erick seguiu os rebeldes junto com os amigos. Não sei como agradecer. Eu poderia falar para ele que é meu herói, mas eu fiquei um pouco irritada. Ele podia ter morrido ! Bom, agora é só voltar e consertar tudo. A guerra acabou. Finalmente.
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