Do You Like Candy?
4 Capítulo 4 - Willy Wonka e a vaquinha prendada.
Notas iniciais
gente, sério, socorro, estourou um esgoto aqui perto de casa e eu estou morrendo aos poucos com o cheiro 3
Esse capitulo demorou pra sair, comecei a escrever ele na segunda-feira ;;
Booooom, vão ler, até as notas finas '3'
Estava parado na frente daqueles grandes e magníficos portões, esperando ansiosamente para que eles se abrissem.
Não demorou tanto até que eu já estivesse dentro da fabrica, admirando tudo, e principalmente os doces.
Ah os doces... Quer coisa melhor?
Lembrei-me de uma coisa importante que ouvi uma vez “tudo aqui é comestível”. Não esperei nada e logo já estava comendo tudo o que vinha pela frente, sem pensar duas vezes, sem pensar se aquilo era saudável ou não.
Primeiro arranquei um pouco de grama que tinha gosto açucarado, depois apanhei uma maçã do amor das árvores, em seguida os pirulitos que posicionavam como flores no gramado. E por último o melhor... A cascata de chocolate.
Aproximei-me lentamente do riacho e quando estava preste a saborear daquele paraíso derretido eu cai.
Desesperei-me, tinha chocolate em todas as partes do meu corpo, engoli litros.
Estava zonzo, enjoado, a ponto de vomitar, quando escuto um barulho de panela caindo no chão.
Espera... O quê?
Abri os olhos lentamente, de novo havia sonhado com a Fantástica Fabrica de Chocolate...
Sentei no sofá espreguiçando e vi a luz da cozinha acessa, provavelmente foi de lá que veio o barulho.
Levantei e ainda me sentia enjoado por causa do sonho.
Cheguei na cozinha e encostei no batente da porta, apenas observando um anfíbio divertindo-se com minhas panelas.
– O que... – bocejei – Está fazendo?
Resolvi coçar os olhos quando ele olhou para mim, bem surpreso até.
– T-te acordei? – claro né, idiota.
– Sim.
– Desculpe.
– O que está fazendo?
– Vá tomar um banho que daqui a pouco você descobre.
Quê? Sério mesmo isso? Ele está mandando em mim? Desde quando permito isso?
Sai de lá e fui ao banheiro, não porque ele mandou, claro, mas sim porque eu estava mesmo com vontade de tomar banho.
Enfim, peguei uma troca de roupas e fui, quando sai, já devidamente vestido com meu pijama calça de moletom cinza e regata branca, fui novamente até a cozinha.
Antes mesmo de entrar no cômodo já senti um cheiro muito agradável, cheiro de fome sabe?
Entrei e sinceramente me surpreendi com o que vi.
Chutem qual é a cena que estou presenciando nesse exato momento.
O sapinho estava cozinhado, da pra acreditar? Pelo menos eu acho que está, por causa de uma panela no forno que ele está mexendo, ainda de costas para mim, e também o forno parece estar ligado... Espera, ele está de avental?
Meu avental?
– Olá? – perguntei me surpreendendo com o susto que ele levou.
– Já está ai?
Ele ainda não olhava para mim, então me aproximei ainda mais perto dele na tentativa que ver o conteúdo da panela.
– O que está fazendo? – já me encontrava na ponta dos pés tentando ver por cima de seus ombros.
– Comida.
Avá? Jura mesmo? Pensei que estava fazendo alguma poção maligna para a bruxa que te transformou.
– O que exatamente?
– Macarronada.
– Como?!
– Por que está tão surpreso? – ele parou de mexer para olhar nos meus olhos. – Nunca comeu?
– Claro que já comi, idiota. – bufei — Só queria saber como e por que você está fazendo comida na minha casa e usando o meu avental de... – cruzei os braços e fiz questão de analisar bem aquela cena, meu vizinho mexendo o que parece ser molho na panela, com um avental de vaquinha... Que moça prendada, até cozinha.
– Lembre-se que o avental é seu antes de tirar com a minha cara. – ele riu, idiota. – E sou proibido de cozinhar na sua cozinha? Mil desculpas. – sínico.
– E se fosse?
– Você passaria fome, pois eu procurei nos armários e na geladeira e não encontrei nada saudável e comestível nessa casa. Por isso eu trouxe o macarrão da minha casa para cozinhar aqui.
Ahhhh... Claro. Um belo tapa na minah cara essa resposta.
– Mas... Por que você estava procurando comida na minha casa?
– Você não consegue agradecer por nada né? Isso é com todo mundo ou só comigo?
Ele desligou o fogo e pegou uma tigela de vidro de dentro do armário – que eu nem sabia que ele sabia que eu tinha uma – e colocou em cima do fogão, jogando o macarrão lá dentro para depois despejar o molho.
Estava com um cheiro ótimo.
– Arruma a mesa pra mim, por favor?
Tentei responder, mas achei melhor ficar em silencio mesmo e fazer o que ele pediu.
Arrumei a mesa bonitinha para duas pessoas e me sentei, era uma mesa de quatro lugares, um em cada lado. Ele chegou e colocou o macarrão no centro desta, e depois de tirar a luva térmica e o avental, sentou-se na minha frente.
Não esperei duas vezes e logo já fui me servindo, estava com uma aparência deliciosa.
Devagar enrolei uma quantia do macarrão espaguete no garfo e assoprei para esfriar um pouco antes de colocar na boca.
Quando achei que já estava em uma temperatura boa eu levei o garfo até a boca e surpresa, estava delicioso. Não acredito que ele mesmo tenha feito.
Não demorei para repetir o ato muitas e muitas vezes até que meu prato já se encontrasse relativamente vazio.
– Gostou?
– Sim, estava realmente bom.
– Ah, que bom que gostou, ficou feliz. – sorriu.
– Mas... Por que você está fazendo tudo isso? Sério, — ri – eu não mereço.
Ele não me respondeu. Estranho, agora estou realmente curioso, qual o motivo disso tudo?
– Sabe, — começou, não olhando para meus olhos. – ontem... Eu, eu vi.
Hã?
– Viu? O que?
Novamente ele não disse nada, mas dessa vez aponta para seu supercílio e lábio, como fizera mais cedo.
– Que?! Do que você está falando?!
– De você, ontem. – finalmente olhou para mim. – Eu estava lá.
– Como assim você estava lá? Eu não estou entendendo...
– Quer que eu te explique desde o início?
Fiz que sim com a cabeça.
– Ok. Então vamos começar. – limpou a garganta e começou a olhar para o seu prato vazio. – Como você já sabe, sou novo na cidade. Meus tios e meu primo moram aqui.
“Ontem eu e meu primo havíamos combinado de sair, ele iria me apresentar os lugares da cidade e combinamos nos encontrarmos naquela boate. Eu juro que não sabia do que se tratava.
“Quando estacionei e desci do carro, vi uma moto muito parecida com a que você estava quando o vi pouco mais cedo, mas como o modelo é comum, eu não imaginava que poderia ser a sua.
“Entrei e meu primo não estava lá ainda, então me aventurei pelo local sozinho. Várias garotas (que trabalham lá, suponho) aproximaram de mim, e foi ai que caiu a ficha do lugar onde o babaca do meu primo escolheu para me levar. Uma boate de stripe tease.
“Sentei em uma mesa e fiquei esperando por alguma mensagem ou ligação dele, até que eu vi uma rodinha se formar e várias pessoas curiosas tentando olhar o que estava acontecendo, e eu fiz o mesmo. Quando vi você ali, caído no chão, não sei o que deu em mim, mas eu me pus na sua frente, você parecia tão indefeso...
Ele parou de falar e olhou para mim, não poderia estar mais surpreso com tudo isso, então... Então ele foi a pessoa que...
– Bom... A noite de ontem também me deixou algumas marcas. – levantou a camisa que vestia e eu pude ver um roxo enorme bem na região da boca de seu estomago, então ele apanhou também. – E no fim, eu ajudei aquela garota a te trazer para a casa... Foi isso.
Suspirei e abaixei a cabeça, não sabia o que falar, mas minhas perguntas sobre ontem acabavam de serem respondidas.
– Quer mudar de assunto? – perguntou.
– Pode ser...
– Certo, espere aqui então.
Não entendi nada quando ele começou a retirar os pratos sujos da mesa levando até a cozinha, e depois fazendo o mesmo com o macarrão, o que ele estava arrumando?
– O que você...
Perdi a fala assim que vi o que ele trazia da cozinha... Chutem, outra vez...
– Espero que goste.
Dizendo isso ele colocou uma forma de bolo sobre a mesa. Não estava acreditando, ele tinha realmente feito um bolo, pra mim? Meus olhos estavam brilhando.
– Não acredito... É sério isso? – ri.
– Por que não seria?
Ele partiu um pedaço do bolo e chocolate e me entregou. Novamente surpresa, estava uma delicia.
– Está ótimo, parabéns. – disse sorrindo enquanto dava mais algumas garfadas no doce.
– Ah, obrigado... – impressão, ou novamente ele me pareceu constrangido?
Acabei de comer e logo já peguei outro pedaço, estava realmente incrível.
– Você vai sair amanhã?
– Hm? – estava distraído comendo, não prestei atenção.
– Você vai fazer alguma coisa amanhã? – já esta planejando ficar na minha cola amanhã também é?
– Na verdade, vou sim. Tenho que ir ao shopping.
Por que ele ficava tão sem jeito assim na hora de arquitetar seu plano de perseguição, querido, eu já saquei que você é stalker há muito tempo...
– S-Sério? Bom, eu também ia lá amanhã – sério? Não consigo acreditar... Mesmo. – Podemos ir juntos?
Fazer o que né... Não quero admitir, mas estou em divida com ele, e esse idiota só faz ela crescer cada vez mais.
– Pode, mas eu vou as 14h00.
– Ah, tudo bem, nós poderíamos almoçar lá, o que acha? – gostei.
– Pode ser.
– Certo, então passa na loja da minha tia para irmos juntos.
Tirou um papel e uma caneta do bolso – quem leva papel e caneta no bolso? E qual o tamanho do bolso dele? – e anotou um endereço, depois me entregou... Estranho, mas ele me era familiar.
Nós terminamos de comer e eu o ajudei com a louça, não eu não o fiz lavar a louça, eu mesmo lavaria... Sério, acreditem, não sou tão cara de pau e preguiçoso assim. Só que ele disse que “já que cozinhei, tenho que lavar.” O interessante é que eu sempre ouvia o contrário como “já que cozinhei, você lava.”.
Assim que acabou ele disse que ia embora, pois iria trabalhar cedo amanhã e não tinha nem tomado banho ainda.
O acompanhei até a porta, a abri e me apoiei com a mão na maçaneta cruzando as pernas depois.
Ele andou para fora do apartamento e depois se virou novamente.
– Bom, é isso, já estou indo e... Desculpa qualquer coisa... Também obrigado.
Ele se virou e eu o chamei novamente.
– MinHo...
– Sim? – já estava virado para mim outra vez.
– O- -pigarreei um pouco antes de continuar. – Obrigado... Por, por isso e... Por ontem.
Não adianta, eu não estou conseguindo o olhar nos olhos, o porquê eu realmente não sei. Isso nunca –nunca- aconteceu antes.
– TaeMin... – ele colocou a mão no meu rosto fazendo com que o olhasse nos olhos. Aqueles olhos negros cativantes. – Eu é que agradeço.
Depois disso ele se aproximou para beijar minha bochecha em despedida, mas por ironia, pura ironia do destino eu consegui fazer a proeza de mexer a porta e me desequilibrar. No ato de procurar apoio com as pernas, até então cruzadas, eu virei minimamente o rosto, mas foi o suficiente para que seus lábios acertassem em cheio os meus.
Meu coração disparou na hora, e eu me afastei rapidamente quase perdendo o equilíbrio outra vez. Meu rosto quente com certeza deveria estar tão vermelho quanto o do sapo igualmente surpreso na minha frente, me olhando com aqueles olhões, agora, ainda mais esbugalhados.
– Até amanhã.
Me despedi fechando a porta na cara dele e depois escorando minhas costas nessa até alcançar o chão.
Apoiei a cabeça nos joelhos e coloquei minhas mãos sobre ela. O que tinha acabado de acontecer comigo?
Notas finais
Bommmm, novamente eu agradeço a vocês seus lindos pelos reviews ;; ♥
O que mais..... Aé, eu bocejei escrevendo que o tae bocejava e minha amiga bocejou lendo, e vocês? -q /tapa.
Por último, mas nem por isso menos importante. Eu não estava pensando em fazer lemon nessa fic, sério meeeeeesmo, então se vocês estiverem esperando, eu não sei, vocês acham que precisa? Provável que o próximo seja o último, por isso preciso saber, já que a fic teve uma aceitação tão boa, eu não sei o que vcs esperam e tal... Ok? *por isso é importante ler até o final das notas finais ;D* -q
Beijos e até a próxima pequenas criaturas '3'
Ps: comprei um esmalte que chama sapo encantado, vou emprestar pro TaeMin e -n
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