Do You Like Candy?

1 Capítulo 1 - Vizinhos irritantes logo de manhã.


Notas iniciais
HEEEEEY! Gente, era pra ser uma oneshot que eu tava escrevendo pq tava meio tristinha e tal.... Mas eu me empolguei. .-. E tbm eu escrevi ela por 2 motivos.
1º é o couple favorito da minha chibi
2º para me redimir com as 2min shippers que acompanham minha outra fic :D LDKSDFLKSFSOPA

Virei na cama tentando pegar no sono outra vez, pelo menos por mais alguns minutos, qualquer coisa.

E nada. Minha cabeça até pulsava de tanto que doía.

Olhei para o relógio em cima do criado mudo, oito horas da manhã, que ótimo... Por que perdi o sono tão cedo assim?

Suspirei desistindo de tentar dormir de novo.

Levantei da cama e praticamente arrastei meu corpo até o banheiro. Chegando lá tratei de lavar o rosto para ver se aliviava um pouco essa dor de cabeça infernal.

Olhei no espelho e não gostei nenhum pouco do que vi, além de olheiras, estava com um corte no lábio e outro no supercílio.

Suspirei outra vez.

A noite passada havia deixado marcas...

Mas me sentia melhor do que nunca (tirando a dor de cabeça e as horas que eram, o resto estava ótimo.). Eu finalmente pedi demissão daquele emprego que tanto me envergonhava, aquele lugar nojento com pessoas nojentas só pensando em coisas nojentas, me da até um pouco de ânsia só de lembrar do que passei.

Meu ex-emprego era em uma boate noturna, era encarregado de servir as pessoas, divertindo-as e entretendo-as. Era um lugar horrível, não sabia o porquê de não ter tido outra escolha e ter parado lá, só sabia que naquele lugar eu não piso nunca mais.

Bom, essas “lembrancinhas de despedidas” que tenho no rosto agora foram porque uma das pessoas que eu considerava nojenta (mais do que o resto) não gostou nada de saber que eu estava saindo do emprego.

E o que aconteceu depois? Isso, eu apanhei.

Lembro perfeitamente da cena. Eu estava saindo do local mais cedo do que o normal, tinha acabado de falar com o dono. Quando estava para passar pela porta a tal pessoa me parou, vendo que estava sem meu “uniforme” já associou tudo (incrível a capacidade da criatura mesmo bêbada), ele me deu vários socos....

Cheguei a desmaiar... Bom, eu só posso ter desmaiado, pois a única coisa que de que me recordo é de estar caído no chão esperando o próximo ataque do “asqueroso” quando uma pessoa –não sei ao certo se era homem ou mulher- se colocou na minha frente, impedindo que eu sofresse mais.

Depois disso só me lembro de estar entrado em meu apartamento sendo ajudado por uma garota, A.C.. Uma garota qualquer que trabalha lá (a única que falava comigo, na verdade), não sei seu verdadeiro nome, mas lá todos eram chamados por codinomes de duas letras mesmo, o meu era B.D., duas letras que eu prefiro esquecer o quanto de sofrimento me trouxeram juntas.

Continuando, a A.C. trouxe-me até meu apartamento e depois que entrei em casa ela se foi, em seus olhos tinha um misto de tristeza com felicidade, provavelmente ela também não gostava daquele lugar, e provavelmente eu nunca mais irei vê-la. E também não saberei como ela sabia a onde eu morava ou como o porteiro a deixou entrar.

Mas agora eu posso esquecer tudo isso, é um passado que tem de ficar bem enterrado. E a primeira coisa que eu irei fazer para isso é mudar essa aparência. Esses cabelos loiros não são meus, mas sim do outro, do B.D., e este estava morto agora.

Terminei o que tinha a fazer no banheiro e fui até a cozinha procurar algo para comer. Abri a geladeira e nada, abri os armários e nada também.

Ahhh, como se isso não fosse novidade.

Senti uma pontada forte na cabeça, estava quase morrendo e eu também não tinha nenhum remédio em casa... Sou realmente um inútil.

Joguei-me no sofá desistindo de procurar algo para comer.

Estava deitando quando ouvi o interfone tocar, e isso é uma coisa bem anormal já que nunca recebo visitas. Mas pode ser apenas o adorável porteiro que deve estar tão sozinho quanto eu querendo conversar... Sim, é uma possibilidade.

Não importa agora, o que importa é que se eu ficar ouvindo esse barulho irritante por mais alguns segundos minha cabeça explode.

Levantei e atendi.

- Senhor Lee? – quem diria, talvez o porteiro realmente esteja solitário.

- Sim, ele mesmo. – respondi.

- Tem umas correspondências aqui para o Senhor. — é, ele não queria conversar comigo, sou o único sozinho no mundo, só pode. – O Senhor poderia vir buscar?- ele continuou e por pouco eu não respondi um belo “não”, mas apenas disse que já estava descendo.

Vontade para sair de casa igual a 0%.

De qualquer forma eu teria que sair, vesti uma camiseta e sai de casa, aliás, estava apenas de calça de moletom, meu pijama.

Quando encostava a porta de meu apartamento vi que a do apartamento ao lado estava aberta, era um novo morador que morava lá, um homem nem tão velho assim, dou menos de 30 anos para ele, e pelo jeito ele morava sozinho, aliás, nunca vi outra pessoa entrar lá. Bom, nessas quase duas semanas que ele havia se mudado eu o vi apenas 2 ou 3 vezes, não posso falar nada. O interessante é que a primeira vez que o vi foi no dia em que descarregava a mudança, já que estava irritado de mais com o barulho e fui ver o que estava acontecendo. E a última foi ontem à noite. Sabe que nessas duas vezes que fiquei a menos de 100 metros dele eu senti um cheiro tão bom, cheiro de doce... Mas deve ser só impressão mesmo.

Parei de dar importância para o vizinho e fui direto ao elevador.

Aquele era um prédio razoável até para se morar, tinha 10 andares, os apartamentos eram aconchegantes e a vizinhança agradável. Sim, aquele maldito emprego tinha alguns luxos, um dos motivos por eu ter entrado nele.

Entrei no elevador e apertei o térreo.

Quando cheguei fui até a portaria, peguei as correspondências conferindo todas e como nenhuma surpresa eram todas cobranças. Terei que arranjar um emprego novo urgentemente.

Chamei o elevador e logo já estava dentro dele, quando ia apertar o 10º andar alguém gritou para que eu segurasse a porta.

Um grito, que música para a minha cabeça.

Uma caixa de papelão adentrou o local e atrás dela estava o meu novo vizinho, ou melhor, eu acho que era ele.

- Bom dia! – ele disse empolgado de mais para antes do meio-dia.

Nada respondi, parece que falar piora mil vezes as dores na cabeça, ou talvez eu não queira mesmo conversar com ele, é uma questão de ponto de vista.

Apenas fechei os olhos e respirei fundo na tentativa de não explodir, mas foi ai que senti outra vez aquele cheiro tão característico. Pelo menos agora sei que não é coisa da minha cabeça.

Apertei o 10º andar desejando que houvesse silêncio o resto do caminho. Desejo não concedido, pois não deu nem 10 segundos que a porta se fechou e ele já veio com um “É você que mora no apartamento ao lado do meu, não é?”. Fiz que sim com a cabeça só para não deixar o coitado em completo vácuo.

Nós estávamos passando pelo 2º andar quando ele começou “Eu estava entrando em casa e esqueci que estava com essa caixa no carro.” Não me lembro de ter perguntado. “Você deve ter visto que deixei meu apartamento aberto” ele continuou rindo um pouco. Revirei os olhos, que cara chato. Olhei para o painel, estávamos no 4º andar ainda.

- Você viu aquele acidente de carro que teve aqui perto? – hein?! Bom, se ele estava querendo puxar assunto, estava fazendo isso muito mal. – Quando minha mãe ficou sabendo ela já me ligou toda preocupada pra saber se estava tudo bem comigo. – nossa, olha a minha cara de quem se importa. Olhei para ele que estava sorrindo e depois olhei para o painel de novo, 7º andar, falta pouco. É só ele não abrir a boca de novo que esta tudo bem.

- Sabe, eu-

- VOCÊ PODERIA CALAR A BOCA POR MAIS 3 ANDARES PORRA?! — interrompi, o assustando.- Nossa, mas você é muito irritante!! Eu estou com uma puta dor de cabeça e sem nenhum remédio em casa, ficar ouvindo sua voz não ajuda nada sabia? Que saco caramba...

É, acho que fui um pouquinho grosso, pois ele só abaixou a cabeça e ficou sem falar mais nada até chegarmos ao nosso andar.

A porta abriu e sai primeiro, entrando no meu apartamento apressado.

Joguei as cartas em cima da mesinha que tinha no meio da sala e deitei no sofá. Meu estomago estava roncando e minha cabeça latejando, eu com certeza terei que sair de casa para comprar comida e remédio.

Levantei do sofá e fui pentear o cabelo, para ficar apresentável pelo menos.

Peguei as chaves e o dinheiro e quando estava abrindo a porta tive uma decepção enorme. Sabe quem estava lá parado? Sim, meu querido vizinho tagarela. E parecia que ele estava pronto para bater na porta assim que eu a abri.

- Me desculpe, mas eu estou de saída e-

- Não, não, tudo bem. Eu vim mais para me desculpar por mais cedo e também porque você disse que estava com dor de cabeça e... Bom, eu tenho esse remédio aqui. – ele sorria enquanto me oferecia uma cartela com alguns comprimidos.

Não tive escolha e aceitei dizendo um “obrigado” depois. Entrei em casa deixando a porta aberta e fui direto para a cozinha pegar um copo de água para tomar o remédio.

Aproveitei e abri o armário pegando um daqueles pirulitos de coração, incrível como isso nunca falta na minha casa.

Abri o pacotinho, coloquei na boca e voltei para a porta. Meu vizinho ainda estava lá.

- Você disse que estava de saída né. Bom, eu vou até a padaria, posso te acompanhar?

Ah, fala sério, chatice tem limite. Iria até recusar, mas eu também estava indo até a padaria e o remédio dele já estava começando a fazer algum efeito. Rápido de mais até.

- Sim. – respondi saindo de casa indo até o elevador com ele do lado, mas dessa vez ficou em silêncio. E foi assim até chegarmos à padaria que era só um quarteirão de distância de nosso prédio.

Entrei no local já indo direto para o balcão de doces. Tinha cada bolo delicioso lá. Tinha de morango, de banana, de limão, de laranja, de chocolate com chantilly, chocolate com baunilha, chocolate com morango...

Queria todos. Mas não faz bem comer coisas muito doces assim tão cedo.

- Posso ajudar?- uma garota do outro lado do balcão me perguntou.

- Sim. – parei de olhar os doces e olhei para a menina. – Eu quero só uma vitamina de morango, por favor.

- Certo, o senhor pode esperar sentado em alguma mesinha e assim que ficar pronto eu levo até lá.

Agradeci e me sentei a onde ela havia dito.

Estava olhando para a janela vendo o movimento lá fora quando escuto um “posso me sentar?”.

- Sim. – respondi sem olhar para a pessoa que acabava de sentar-se do outro lado da mesa.

- Esse lugar é ótimo não é?

- A padaria? – olhei para ele. – É, até que é boa.

- Não! – ele riu. – Ou melhor, sim. A padaria é boa, mas eu estava falando da cidade.

- Você não é daqui? – olha só, dessa vez eu estava puxando assunto. O que era aquele remédio que ele me deu?

- Não, não. – ele dizia enquanto colocava adoçante em uma xícara de café, logo depois a levando de encontro aos lábios. – Eu sou de Incheon.

- Aqui está senhor.

A garota colocou meu pedido em cima da mesa, agradeci e ela voltou para o lugar onde estava.

Peguei a vitamina e logo já estava bebendo. Ah, estava um delicia.

Meu vizinho me observava de mais e isso estava me incomodando, será que ele quer minha vitamina de morango?

- Quer? – ofereci, ele me olhou surpreso, como se estivesse sendo trazido para a realidade novamente.

- Não, obrigado. – sorriu.

Pelo menos ele estava quieto.

Notas finais
EAÊ? Quem leu até aqui? Hm? Hm? Tenho o esboço dela inteirinho no computador já (como disse, era pra ser oneshot) então se vcs forem legais eu posto tudo rápido /tapa.
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Caso alguém que acompanhe If happy estiver lendo isso e perguntou-se "como assim" sobre as notas iniciais, mwhahahaha -q
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Beijinho e mereço review? *uke face* q