Do You Like Candy?
2 Capítulo 2 - Crianças e um sapo paranormal
Notas iniciais
Sai da padaria primeiro, para que o grude não viesse junto, já que ele havia dito “a onde você vai agora?” quando eu me levantei da mesa. Se ele continuasse tão chiclete assim, e teria que me mudar de prédio... É.
Fui até um pracinha que tinha lá por perto, vendo um carrinho de algodão doce.
Adoro algodão doce.
Adoro qualquer coisa doce
Fui até lá e comprei um, depois sentei em um banco que tinha lá perto.
Fiquei observando algumas crianças que brincavam ali, mas era muito estranho ter tantas crianças no parque em pleno período da manhã em na sexta-feira.
O que me chamou mais atenção foi uma menininha cavando um buraquinho na areia guardando uma florzinha lá dentro e depois tampando o buraco de novo. Ela levantou-se e apanhou outra florzinha de uma moita que tinha bem ali pertinho e fez o mesmo processo, do lado da primeira...
Será que ela não sabe que a coitada da flor vai morrer desse jeito?
Lá longe tinha mais uma cena interessante de se observar, dois garotinhos gêmeos de mãos dadas, quer coisa mais fofa do que isso? Eles estavam sentadinhos na grama no que parecia ser um fila para usa o balanço, mas o fato que eles terem quase uns 6/7 anos e a ainda andarem de mãozinhas dadas é uma coisa realmente interessante...
- Então você gosta de doces.
- Você de novo?
Lá se vai toda a magia que do momento “TaeMin observando criancinhas”. Será que esse cara não larga do meu pé, como assim? Se continuar desse jeito acho até que a ideia de mudar de endereço ficará bem tentadora.
- Sim, eu de novo. – sorriu e sentou-se ao meu lado no banco. – Posso?...- Perguntou apontando para meu algodão doce.
- Sim, pega. – estendi e ele pegou um bom pedaço.
E novamente eu sinto aquele cheiro de doce que só ele tem. Como alguém tão chato pode cheirar tão bem? E por que logo cheiro de doce?
- Que saudade dos tempos de criança... – suspirou nostálgico — Sabe, quando ficava de férias toda manhã eu brincava com meus amigos no parque. Tipo eles agora.
Ah, é isso, as férias de julho, por isso tantas crianças aqui.
- Na minha época eu era... Hmm, aquele ali. – apontou da maneira mais discreta que se deve apontar quando se aponta para uma criança e eu vi um garotinho de cabelos negros como o da mula sentada ao meu lado correndo de um lado para o outro atrás de uma bola, que gracinha, só espero que não cresça e vire um stalker como meu querido vizinho virou.
- Hmmm, então eu seria... – procurei a criança que mais se parecia com o “meu eu” e avistei ao longe o alvo. – Aquela criança ali. – apontei não tão discretamente como ele para uma menininha que corria atrás de dois garotinhos que estavam com um bichinho de pelúcia na mão. Minha cara, temperamental igual também, só pode.
- Aquela garota?! – perguntou, surpreso de mais para o meu gosto.
- Sim, por quê?
- Você era daquele jeito? – riu e eu não entendi o motivo, olhei de novo para a cena e vi que a menina reconquistara seu bichinho e agora o usava como arma contra os antigos raptores.
- Ta, eu nunca cheguei a bater em pessoas, mas eu era tipo aquela garota mesmo, mas no final da história, ao invés de bater eu contava para os pais. Adorava vê-los levando bronca. – sim, eu era um anjinho.
- Mas você era nesse estilo de ficar correndo atrás dos outros?
- Bom... Na verdade eu ficava no meu canto, comendo doces, ai quando alguém pegava de mim, eu fazia isso, mas eu era um garoto gordo, então era complicado...
- Você tem amigos? Percebi que você não gosta muito de sair de casa.
Ahn? O que disse?
-Como assim? Você fica me vigiando? – perguntei olhando para ele desconfiado.
- Não! – riu. – É que algum cômodo do seu apartamento (seu quarto, sua sala, sei lá) é grudado no meu quarto, e você escuta musica bem alto até. – ele riu e olhou para mim.
- Ah, então é por isso. – ri sem graça, eu realmente não tinha uma vida fora aquela boate.
- Mas parece que você andou se divertindo bastante. – olhei para ele confuso. – Aqui, e aqui. – continuou, apontando para sua sobrancelha e depois para os lábios.
Nada respondi, apenas comi mais uma pequena grande parte do meu algodão-doce.
- Você não deveria estar trabalhando? – perguntei tentando mudar de assunto.
- Ah não. Eu tenho um trabalho na loja da minha tia sim, mas eu só começo amanhã e vai ser meio período, ai depois vou sair para procurar emprego melhor, deixei essa semana só para organizar as coisas da mudança mesmo.
- Entendo...
- E você?
- Eu estou à procura de um emprego novo.
- Hm... Você estuda?
- Não.
- Pretende?
- Talvez. – sim, eu estava totalmente sem vontade de respondê-lo, ficar olhando as criancinhas enquanto comia meu algodão-doce parecia bem mais interessante.
- O que, por exemplo? – ele parecia mesmo interessado. Inferno...
- Não sei, sempre que parava para pensar nisso nunca achava a resposta.
- Ah... Bom, eu sempre tive certeza do que queria ser. Desde criancinha me vejo projetando máquinas, equipamentos, veículos, sabe. Aliás, eu estou aqui nessa cidade por causa da faculdade.
Seus olhos brilhavam enquanto fala, que gracinha. Parece um girino... Não.
Ri do meu próprio pensamento.
- Que foi? — ele perguntou, percebendo que eu ria sozinho.
- Nada.
- Oras, fale, agora estou curioso.
- Ok. É que eu achei adorável a maneira como você falava e seus olhos brilhavam. – ri mais um pouco.
- Sério? – ele pareceu ter ficado sem graça, coçando a nuca, nervoso.
- Sim, parecia um mini-sapo. – sorri fofamente enquanto por dentro ria da cara confusa que ele fez.
– Bom... É o que eu sempre quis e... Você nunca teve vontade de nada quando era criança?
- Olha, já que você está tão interessado, o mais perto que eu cheguei de querer seguir carreira foi fotografia.
- Oh! Verdade? Que interessante.
- É... – sorri triste, será que se eu conseguiria isso?
- Bom, nunca é tarde para tentar. – ele pareceu ler meus pensamentos... Socorro, além de perseguidor é paranormal? E talvez, não seja tarde ainda.
Meu algodão-doce havia acabado e eu me levantei para jogar o palito em um cesto de lixo que tinha lá perto e depois voltei para o banco onde estava.
- Acho que já vou indo. – disse.
- Eu te acompanho. – sorriu e se levantou ficando ao meu lado.
Não recusei, pois sabia que de nada iria adiantar quando quem te oferece companhia para voltar pra casa é seu vizinho.
________________________
- Obrigado. – disse destrancando a porta de meu apartamento.
- Que isso. – ele sorriu, era um sorriso tão... Diferente, não sei o porquê, mas eu me perdi nele por alguns instantes. – Até a próxima.
- Anh? Ahhh... Até.
Abri a porta e já estava entrando em casa quando ele me chamou de novo.
- Sim? – perguntei, voltando para fora.
- Você gostaria de almoçar comigo hoje? – o quê? – Sabe... É que... Hmm... É que eu, eu não conheço muito a cidade e queria almoçar em um restaurante, e talvez você conheça algum e... Isso. É isso.
Só eu achei que isso não era verdade até ele dizer?
Claro que não era, estava escrito na cara dele todo o esforço que ele fez para inventar isso, e se eu aceitar e ele me sequestrar para depois me usar de escravo sexual?...
Sorri, isso era tão...
Bom, por que recusar? E eu também não tinha comida em casa, então seria bem que útil sair com meu vizinho irritante. E quais as chances de eu ser escravo sexual de alguém?
- Pode ser.
- Sério?! – ele me pareceu bem feliz até. – Digo, que bom que aceitou...
Estava entrado e novamente ele me chama.
- O que foi? – estava começando a ficar impaciente, desgruda do meu pé seu... Seu... Seu sapo.
É, podre, mas fazer o quê?
- Bom... Eu poderia saber o seu nome? – nossa, verdade, até agora nós não fomos apresentados.
-Lee TaeMin.
- Prazer, pode me chamar de MinHo, Choi MinHo á seu dispor. – ele fez uma reverencia exagerada, como um verdadeiro mordomo, e eu ri.
- Então... Até mais Choi.
- Até, as 11h30 eu te chamo.
- Ok.
Me despedi e entrei em casa indo direto para o sofá, liguei a televisão e fiquei por lá mesmo.
______________________
Notas finais
E olha só, se eu não receber 1/3 de reviews da quantidade de pessoas que acompanharam (que não foram poucas) eu não posto o resto *chantagem*
Ehehe tchau :*
Fale com o autor