Do You Hate Me?

1 Do you hate me?


Notas iniciais
Então... Do nada me deu uma vontade de escrever algo entre JapãoxAmérica, e resolvi pegar o ato marcante da Segunda Guerra Mundial que foi os bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki. Não contêm coisas pesadas, apenas uma coisa bem pequena, eu quis escrever mais um drama já que não sou boa em romances '-'Enfim, boa leitura!

– Você me odeia, Nihon? – Perguntou América, com os olhos apreensivos por trás de seus óculos.

A pergunta pegou o japonês de surpresa, mas este permaneceu com sua expressão calma para responder.

– Eu não te odeio, América-san.

~x~

América havia ido ao Japão, havia aprendido sobre essa cultura e se surpreendido com a comida dos japoneses. E, mais importante, tinha se tornado amigo do nipônico que era seu inimigo. Mas ele não sabia por que devia usar aquela arma contra o país.

– Nós vamos acabar de uma vez com isso, Alfred, seremos vitoriosos! – disse seu boss aquela manhã. Mas, pela primeira vez, América não queria ser vitorioso, nem bancar o herói. Não queria ferir Nihon.

Sabia como era difícil para o japonês, sempre sujeito a terremotos e tsunamis e ainda ter o China por perto... Apenas uma nação guerreira como Nihon para suportar tudo, e sofrer em silêncio, nem mesmo alterando as emoções em determinados momentos.

– Senhor, não precisamos utilizar aquilo...

– Por que ainda tentar mudar meu pensamento, Alfred? O que te importa não é a vitória?

– Sim, mas...

– Ótimo! Então vamos fazê-lo amanhã! – e, dizendo isso, o boss se retirou.

“Também me importo com Nihon, senhor, obrigado por me ouvir”.

~

Alfred P.O.V


Vamos matar inocentes, pessoas que nada tem com essa guerra. Ato cruel. Por que mesmo aceitei? Ah, foi por Nihon.

Suas forças não estão fraquejando, ele não é fraco, e essa guerra pode se estender ainda mais. Aqui e agora isso irá acabar.

~

América observou de longe a bomba caindo vagarosamente. Parecia não querer concluir sua missão.

Mas finalmente concluiu. Explodiu segundos antes de atingir o chão.

Mesmo protegido a quilômetros de distância, América não pôde deixar de tremer com o estrondo. Imaginava como Nihon estaria.

Uma nuvem de fumaça subiu aos céus. Então tudo ficou cinza e com uma incomodante sensação de morte. A nuvem de fumaça tomou a forma de uma rosa

Como algo tão devastador e assassino podia formar uma rosa? Talvez seja verdade que por trás de tudo, por mais grosseiro que seja, há sempre uma parte delicada.

A rosa de Hiroshima.

~

Kiku P.O.V


A sensação de uma traição é a pior sensação do mundo. Principalmente a traição de um amigo. Aquele que você acreditava que podia confiar. Eu me sentia assim com a relação à América, mas fui enganado.

E agora me sinto traído; arrasado; machucado. Japoneses morreram sem nada ter com a guerra, pessoas inocentes que ainda teriam muita vida pela frente.

América...

~

Japão se encontrava caído de joelhos; seus olhos estavam baixos e tristes. De vez em quando os levantava e observava o que antes era a cidade de Hiroshima. Mas agora tudo estava vazio. Ainda não se habituara com a cena.

Ouviu passos atrás de si, mas não se moveu. Já sabia quem era.

– Nihon... Quero que saiba que fiz isso para seu próprio bem.

O nipônico se levantou e encarou os olhos do americano. A expressão dos dois estava serena, embora América parecesse mais aflito.

– Meu próprio bem? – perguntou Japão com sua voz calma.

– Entenda, Nihon, essa guerra poderia se estender por anos se nenhum de nós puséssemos um ponto final...

– Preferiu um final trágico a um pacífico?

Pela primeira vez, América pensou nessa hipótese. Abaixou os olhos, constrangido.

– Meu boss sugeriu isso, precisei aceitar.

O japonês nada mais disse. Deu as costas ao americano e começou a andar na direção do horizonte com um único plano em mente: reconstruir as cidades de seu país.

~x~

– Você me odeia, América-san?

– Of course not! Eu gosto muito de você, Nihon! — respondeu América com um grande sorriso no rosto.

Mas Japão percebeu que a resposta de seu amigo poderia não ser definitiva.

~x~

O nipônico voltou-se para trás rapidamente, surpreendendo o ex-amigo.

– Você me odeia, América?

O americano hesitou dois segundos antes de responder.

– Não, não o odeio. Para falar a verdade... I Love you, Nihon.

Japão acenou com a cabeça e tornou a andar. Em seus pensamentos, se perguntava o que América queria dizer com sua última frase.

– Sorry... – murmurou o americano, mesmo sabendo que o japonês não o ouviria.

Notas finais
*As falas em itálico não correspondem acontecimentos atuais, são coisas passadas (Achei que era bom deixar claro)
Então... É isso x-x Finalmente consegui postar minha primeira fic de Hetalia *-* Foi complicado, é, ideia até tenho, problema é coragem de postar x.x
Anyway, quero reviews, valeu? ;-;
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!