Notas iniciais
Vei, metade dessas one-shots devem ser minhas .-. Eu tenho que parar com isso .-.
Bom. Fic dedicada a Gabriela, also known as Plust. Eu devia isso a ela sabe, por ela sempre ler minhas fics e dizer se estão boas, etc -q TE AMO, CRIATURA *-*
Bom, enjoy.

-Mas mãe, eu não quero ir!

-Você tem que ir, Frankie.

-Mas eu não quero!

-É pro seu bem, querido. Não quero saber se você quer ou não. Daqui a duas horas vou passar aí para ver se você foi no dentista ou não.

-Mas mãe...

-Sem mas nem meio mas. Tchau, Frankie.

-Tchau. – murmurei de má vontade. Já falei que detesto ir no dentista?

Tudo bem, sou um homem de vinte e dois anos, já não devia ter medo de dentista. Mas o que eu posso fazer? Aqueles caras vestidos de branco me assustam! Parece que vão me levar pra um hospício ou coisa parecida! Além do mais, aqueles aparelhos pontiagudos podem te matar! E, pra completar, tem aqueles brinquedinhos de criança em consultórios infantis. Como se isso fosse mascarar a aparência sombria dos dentistas! Ah, pelo amor de deus!

O problema é que minha mãe insiste para que eu vá no dentista porque, quando criança, eu tive cárie. Desde então, ela nunca me deixa ficar mais de dois meses sem ir ao dentista. É, é um saco.

Peguei as chaves do carro e desci, me preparando para o meu fim inevitável.

Chegando no consultório, fui até a recepcionista. Ela era uma menina que, provavelmente, estava na faculdade. Tinha a pele morena e cabelos negros. Ela sorriu pra mim, animada.

-Oi! Você é o Frank, né? Frank Iero?

-Da última vez que eu chequei, sim... – respondi, incerto. Ela sorriu novamente, olhou alguns papéis e disse.

-Meu deus do céu, homem! Você chegou uma hora antes! – ela arregalou os olhos.

-Tá de brincadeira... – gemi.

-Quem dera. Bom, pode esperar ali... – ela fez um gesto em direção a um grupo de cadeiras. Sentei-me em uma delas e comecei a esperar.

Sabe quando você vai arrancar um dente mole? Ou tirar um curativo? A maioria das pessoas prefere fazer isso logo, sabe? Arrancar de uma vez. Com o dentista era a mesma coisa: Eu preferia entrar logo na maldita sala ao invés de ficar uma hora esperando. UMA HORA. Por que, meu deus? Por que?

De repente, um homem de cabelos ruivos e olhos verde oliva chegou no consultório e começou a conversar com a recepcionista animada.

-Olá, Gerard! – disse ela, sorrindo.

-Olá, Gabriela... – disse ele, calmamente.

-Ele já vai te atender. Pode esperar um pouquinho?

-Claro! – ele sorriu e se sentou ao meu lado.

Comecei a analisá-lo. Ele era bem bonito.

E sedutor...

Cala a boca, Frank Iero.

Logo em seguida, a recepcionista levantou, bateu levemente na porta que dava para a sala do dentista e falou que estava indo. Pegou sua bolsa, deu tchau para nós dois e saiu da sala.

Então ficamos só nós dois. Eu e o tal de Gerard. De repente, este último virou e disse:

-Oi!

-Oi... – respondi.

-Qual o seu nome?

-Frank Iero.

-Prazer, Gerard Way. – ele franziu a testa – Ei, eu te conheço!

-Conhece? – respondi, não prestando muita atenção na conversa.

-Sim! Você é aquele baixinho que tocou no bar uma vez, não foi?

-Esse sou eu...

-Eu fui falar com você, eu tinha o cabelo preto na época, lembra?

-Não... – levantei-me, peguei um copo d’água e voltei a sentar, bebericando o líquido de vez em quando.

Ele suspirou fundo, como se fosse dizer algo que ele não queria dizer.

-Depois nós fomos pra minha casa e dormimos juntos.

Cuspi a água que estava na minha boca. Ele deu de ombros, como um “Eu avisei”.

-Gerard?!

-É, sou eu. – ele sorriu, sem graça.

-Erm... – Deus, isso é constrangedor – Desculpa, eu não te reconheci!

-Não tem problema, eu mudei um pouquinho de lá pra cá. – ele deu de ombros mais uma vez.

Comecei a lembrar da vez em que fui tocar com a minha banda em um bar. Naturalmente, foi um completo fracasso, por isso, desci e fui tomar alguma coisa para acalmar os nervos. No meio de uma dessas bebidas, Gerard, que na época tinha o cabelo negro, veio até mim, sedutoramente, e começou a conversar. Nossa conversa acabou na cama mesmo e, sinceramente, eu adorei. Conversamos um pouco mais na manhã seguinte. Ele era um cara legal. Porém, tomamos nossos caminhos e nunca mais nos vimos. Porém, por muito tempo, fiquei pensando em como ele era bonito... E sexy... E gentil... E amigável... E fofo...

Você entendeu.

-Então... O que faz por aí? – perguntei, meio encabulado.

Ele deu de ombros.

-Trabalho em uma empresa. E você?

-Continuo tocando.

-Ah... Vão gravar um CD?

Fiz que sim com a cabeça e ele sorriu.

-Pode apostar que vou ouví-lo.

-Obrigado... Vai ser o único. – resmunguei.

-Acho que não. – ele riu. Ficamos em um silêncio constrangedor após isso. De repente, senti o olhar dele sobre mim e comecei a corar – Sabe, você mudou bastante de lá para cá... – comentou ele.

-Para melhor ou para pior? – ri nervosamente.

-Definitivamente para melhor.

-Oh... Obrigado. – corei ainda mais com o sorriso sedutor que ele me mandou. Eu estava me segurando para não levantar da cadeira e ir beijá-lo ali mesmo.

-Sabe... Você ficou bem bonito.

-Você... Você também. – eu estava perdendo meu autocontrole. Segurei as barras da cadeira com a maior força que eu pude. Ele provavelmente notou. Talvez seja por isso que ele tivesse começado a brincar com meu autocontrole.

-Frank, você vai quebrar a cadeira... – disse ele, seu tom mudando de sedutor para preocupado em segundos.

-Ah, que se dane! – gritei, me levantei da cadeira e beijei-o.

-M-mas o que foi isso? – exclamou ele após nos separarmos.

-Isso foi o que eu quis fazer naquela noite. Um beijo não só de luxúria, mas com amor e carinho. Eu amo você, Gerard Way. Pode parecer estranho, e eu confesso que é estranho, mas eu estou perdida e completamente apaixonado por você!

-Eu... Eu... – ele parecia completamente perdido. De repente, senti sua mão em meu rosto e, uma fração de segundo depois, meus lábios estavam colados nos seus.

–Eu também te amo, Frank. – disse ele depois que nos separamos. Continuamos com as nossas testas coladas.

-G-Gee... Eu não quero ficar sem v-você de nov-vo...

-Você não vai ficar, meu amor. Eu prometo. – ele acariciou minha face – Quer saber uma coisinha?

-O-o que é?

-A recepcionista é minha amiga... E ela me disse que você estaria aqui.

-Então... Foi t-tudo planejad-do?! – eu exclamei, sorrindo. Ele sorriu de volta e assentiu, me puxando para mais um beijo.

-É claro que foi. – eu não podia acreditar nisso. Sentei-me novamente na cadeira, aproveitando a presença e as carícias dele.

Alguns minutos depois, o dentista saiu de sua sala e disse:

-Frank, é sua vez. – e fechou a porta novamente.

-Ai meu deus... – gemi. Gerard riu.

-Não precisa ficar com medo, meu amor. – ele sorriu, reconfortante – Eu vou estar bem aqui. – Gerard segurou minha mão.

-V-você não vai embora?

-Não vou a lugar algum sem você.

Sorri e entrei na sala do dentista.

Sabe... Até que consultórios odontológicos não são tão ruins assim.

Desde então, ir ao dentista se tornou uma coisa agradável para mim.

Notas finais
Juro que paro de postar one-shot agora.
MENTIRA, EU JÁ TÔ ESCREVENDO OUTRA! *foge da metralhadora*
Bom, yeah. Beijos *-*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!