Do We Have A Baby?
39 Festinha de aniversário
Notas iniciais
— Eu não acredito que esse príncipe tá fazendo um aninho! — Thalia exclamou assim que seus olhos bateram no pequeno Thomas, que abriu um sorriso e os braços pedindo o colo de sua amada. — Vem cá, meu amor!
A Grace pegou o bebê, vendo que Nico colocava Dylan no chão e esse ia correndo – ou tentando – até as gêmeas que brincavam no chão. Thalia apertou a criança e começando a dar beijos no garotinho que ficaria marcado de batom depois, mas nada que todos não estivessem acostumados com a atitude da modelo.
A casa de Ethan era pequena, o apartamento ficava perto do trabalho dele, aonde ele era porteiro. A casa tinha apenas um quarto, um banheiro, uma sala com a cozinha integrada e uma área de serviço. Mas era suficiente para os dois.
A decoração colorida dava um ar divertido para o bebê, aonde tinha até uma parede azul cheia de desenhos de mãozinhas pintadas colorida e alguns respingos de tinta se juntavam a festa, principalmente quanto mais perto do chão o que dava para imaginar a bagunça que tinha sido aquilo.
Os sofás estavam encostados no canto para abrir espaço para o centro de brincadeira infantil. Thalia deixou que Tom fosse ao chão e ele caminhou calmo até os outros três bebês para brincar.
A festa não era grande. Algumas mesas dobráveis estavam no canto disposta em frente a porta de vidro que dava para a área de serviço com uma toalha do Homem Aranha, esse era o tema da festa. Tudo que tinha direito e claro, Ethan podia pagar, tinha.
Nico entregou o presente que Ethan agradeceu e indicou que eles entrassem para aproveitar.
Não tinha muita gente na festa, afinal o apartamento não cabia muita gente. Nico sorriu e foi com os meninos para um canto, enquanto Thalia abraçou Annabeth e se juntou a ela em um sofá.
— Eles crescem tão rápido — Anne negou em reprovação suspirando, mesmo que o sorriso estivesse constante em seus lábios.
— Crescem sim, e espero que os quatro continuem amigos — Thalia concluiu, vendo que Elizabeth, a maníaca por limpeza, tentava tirar as marquinhas dos dois bebês do sexo masculino que estavam sujinhos de batom.
— Eu vou acabar com a agonia da minha filha — a Chase suspirou se levantando e pegando um lenço umedecido na bolça para andar até os bebês.
Limpou Dylan primeiro já que ele tinha apenas a marquinha típica no nariz e depois caminhou até Thomas começando a limpar o rostinho que tinha a bochecha avermelhada dos tapinhas de Elizabeth, que com certeza ele estava acostumado, pois nem tinha ameaçado a chorar.
Anne se levantou satisfeita batendo uma mão na outra como quem diz trabalho feito, e viu sua filha imitando o gesto sorridente.
Percy riu e entregou um copo de refrigerante para a esposa, que murmurou um obrigada e o puxou pela gola da camisa o roubando um selinho rápido.
A pequena curiosa tombou a cabeça de lado com a atitude da mãe, e decidiu imitar. Foi nesse momento em que todos os adultos surtaram.
Elizabeth puxou o bebê mais próximo, que no caso foi Dylan, que costumava ser alvo dos experimentos da pequena e colou seus lábios por um tempo, com direito a biquinho e tudo. Se afastou quando a gritaria começou e os olhos verdes-mar da menina arregalaram assustada.
Dylan também parecia confuso, mas ele decidiu não se importar e continuar a brincar com seus dois bonequinhos, apenas mostrando com uma careta que não estava gostando daquela barulhada toda.
— Eu não acredito no que eu vi — Thalia comentou baixo tampando a boca, tendo se levantado e agora estava ao lado do pai de seu filho.
Nico tinha os olhos negros arregalados fixos no filho que levantou as mãozinhas pedindo colo. O italiano piscou desnorteado e pegou o bebê, que de imediato esticou a mão para a chupeta pendurada na roupa do di Angelo, que deixou que o filho pegasse e levasse a boca, começando o movimento frenético de vai e vem com o objeto e ele se encolhendo nos braços do pai.
— Já shippo! — Annabeth levantou a mão dando-se por vencida e recostado o corpo no marido que riu negando em reprovação.
— E eu pensando que não teria que me preocupar com isso tão cedo, fazer o que, né? — Percy brincou agradecendo pela bebê não entender direito o que eles estavam falando.
— Faz parte, uma hora isso aconteceria, não esperava que fosse antes de um ano de idade, mas acontece — Annabeth riu e suspirou pegando a filha que remexeu as perninhas insatisfeita por ser tirada do chão.
— Vamos aproveitar e cantar parabéns? — Ethan deu a deixa, quando viu que todos tinham se acalmado.
Logo eles estavam cantando parabéns e as crianças foram autorizadas a continuar a festa depois de se alimentarem com bolos e docinhos que eles aprovaram sem problema algum e Dianne teve que trocar de roupa, já que a menina não se importava muito com muitas coisas, mas é apenas um bebê, então podemos dar um desconto.
Thalia negou em reprovação com tudo aquilo e viu o bebê voltar a brincar com Elizabeth, já que sempre foi amiguinha que ele conseguia o fazer melhor e Thomas brincava com Dianne, apesar deste preferir fazer as coisas mais afastado, todavia a gêmea de cabelos cacheados era teimosa o suficiente para conseguir brincar com o amiguinho.
— Bianca me ligou e ela pediu que a gente organizasse o chá revelação do sexo do bebê, ela me deu o resultado para a festa, você poderia me ajudar? — Nico perguntou baixo, tentando não chamar muita atenção, nada além de sua namorada que assentiu minimamente.
— Então, menina ou menino? — perguntou com um sorriso travesso surgindo nos lábios e uma curiosidade surgindo de imediato.
— Menina — respondeu rindo, já imaginando a fofura que seria a sobrinha.
— Já quero apertar — concluiu, negando em reprovação e imaginando a loucura que seria ter dois bebês na família.
Não claro que ter um já não fosse loucura suficiente. Os olhos azuis bateram no filho que riu e deixou a chupeta cair dos lábios, mas não se importou muito, tratou de pega-la do tapetinho que ele estava sentado e colocar na boca novamente, fazendo uma careta surgir no rosto da mãe, mas que logo se desfez ao ver o bebê balançar o brinquedo animado.
— Será que eles se entendem? Sabe tipo um idioma só dele, igual dos filmes? — perguntou a Grace curiosa, tombando a cabeça de lado para tentar imaginar os bebês tendo uma conversa civilizada com seus amiguinhos.
— Não sei, seria curioso, confesso — Nico concordou franzindo o cenho e mordendo o lábio inferior.
Os olhos dos dois se estreitaram fixos nos bebês que continuavam a brincar alheios aos olhares e as perguntas mentais que eles faziam.
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