Do Singular Ao Plural
4 Pelo retrovisor
Notas iniciais
Não tenho muito o que falar sobre esse capítulo, mas muitas coisas ditas aqui repercutirão em futuros capítulos(dica).
Já vou avisando que no meio da história sempre que der vou inserir referências minhas, tá? Na outra temporada fiz isso mais com as músicas, mas sempre pode surgir referência a um filme ou livro,talvez. Espero que vcs não se importem.
Daí que eu tava escrevendo e saiu a primeira hot scene da histórias. Cês vão me perguntar: Mas já?! Eu responderei: Dsclp =/
Tá vamos ao que interessa.
Os dias seguiram seu curso normal, Pepper ia para a empresa todos os dias, e retomou seu ritmo de trabalho. Aos poucos, Tony se acostumou ao apartamento, às vezes ia até a base pelo simples prazer de dividir com Rhodes suas ideias, mas na maioria dos dias foi à empresa para usufruir das instalações de seu laboratório, lugar onde ficava trancado sem a interferência de terceiros, só Pepper tinha acesso livre.
As obras da mansão estavam em fase de acabamento, o que acontecia antes do previsto, Pepper já havia começado a pensar na nova decoração. No entanto, não tinha tomado nenhuma decisão quanto ao o que fazer com seu apartamento, não queria simplesmente desfazer-se dele.
O dia havia sido exaustivo, ao retornarem para casa, banharam-se, pediram o jantar, e agora estavam no sofá assistindo a um filme. Moulin Rouge foi o que ela escolheu, ele nunca fazia questão de escolher, perder horas diante da tv nunca foi do seu feitio, mas gostava desses momentos com ela. Tony estava sentado, com os pés apoiados à mesa de centro, Pepper deitada em seu colo.
—Eu amo essa parte.
—Você ama todas as partes.— riu, afagando os cabelos dela.
—É porque eu amo esse filme.— respondeu preguiçosamente.
—Confesso que ele me agrada, não é aquela coisa maçante, até Queen e Police eles cantam.— não era a primeira vez que Tony assistia ao filme com Pepper.
—E Nirvana.— observou —Mas eu adoro mesmo o fato de Roxanne ter virado um tango.— era a cena que assistiam naquele momento.
—Assistir esses musicais com você é divertido, porque depois você fica cantarolando pela casa.— ele disse.
—A minha voz é horrível.— fez uma careta.
—Claro que não, é linda.
—Você diz isso por que me ama.— ela sorriu.
—Digo por que é verdade.— afirmou —Nunca entendi essa sua preferência por musicais.
—Influência dos meus pais.— Pepper raramente falava sobre os pais, assim como Tony, mas ele mostrou interesse —Meu pai contava que pediu minha mãe em namoro depois dela fazê-lo assistir O mágico de Oz pela terceira vez no sofá da sala dela, sem nenhuma aproximação maior, se é que você me entende.
—Ela sujeitou o seu pai a um teste de resistência, agora eu sei com quem você aprendeu a fazer jogo duro.— ele brincou.
—Tem que fazer por merecer.— ela riu —E depois, todos os anos no aniversário deles eles assistiam ao filme. Obviamente, o primeiro musical que eu assisti foi esse, na verdade, acho que foi o primeiro filme que vi na vida. A minha mãe adorava, lembro-me que ela me colocava pra dormir cantarolando Somewhere over the rainbow— sorriu com a lembrança —Fui crescendo e descobri outros filmes, sei lá, gosto do gênero.
—Você fala pouco dos seus pais, mas quando fala dá pra ver o quanto eles foram importantes. Você teve o que eu nunca tive. Família.— Tony comentou —Acho que é por isso que você aceita melhor isso de ter filhos, você tem referências positivas.— Pepper sentou para encará-lo.
—Filhos.— suspirou —Tem sido um assunto recorrente, já percebeu? Você deve achar que eu estou desesperada, não é?
—Amor, eu...não é isso.— disse vacilante —É que nós nunca discutimos isso abertamente.
—Tony, nós não vamos dar esse passo enquanto você não aceitar a ideia. Nós dois temos que querer, e você não quer, só aceitou pra me agradar, mas não está pronto.— ela constatou.
—Talvez eu nunca esteja pronto, acho que não nasci pra isso.
Ambos mantinham o tom de voz suave, o tema surgiu de maneira espontânea, tratava-se de um assunto importante, e sabiam que não deveria ser adiado, por mais que um filho não estivesse nos planos de Pepper naquele momento também.
—Você nasceu pra ser um super-herói? Quando aconteceu você estava pronto?— indagou firme e doce ao mesmo tempo, com os olhos fixos aos dele.
—Não,...mas...
—Acho que você entende o que eu quero dizer com essa pergunta.— o interrompeu —No entanto, não vou pressionar aparecendo grávida de uma hora pra outra, eu me previno e você sabe.— ela afirmou —Não te forçarei a assumir esse papel.— levou uma mão ao rosto dele —Até porque, você pode abrir mão de ser um herói, mas, ser pai é uma responsabilidade pra vida toda.
Tony levou sua mão sobre a mão de Pepper que acariciava o seu rosto. Ficaram em silêncio por muito tempo, só se ouvia o som da tv, que naquela altura já exibia os créditos do filme que assistiam.
—E se eu nunca estiver pronto?
—Então seremos só nós.— ela respondeu.
—Mas e o que você quer? E o que você sonhou? Tenho certeza que em algum momento da sua vida esse foi o seu sonho, ter uma família.
—Quem foi que disse que por sermos eu e você, não somos uma família?— ela questionou e ele sorriu. —Mas sabe, nós somos os últimos descendentes dos Potts e dos Stark, seria desperdício privar o mundo de uma linhagem tão boa.— descontraiu.
—Acho que os seus pais me odiariam, com certeza não sou o genro dos sonhos.— ele comentou.
—Mas é o marido dos meus.
—Eles gostavam do seu antigo noivo?
—O Matthew?
—Teve outro noivo?!
—Não, seu bobo, só estou estranhando você perguntar. Meus pais não conheceram o Matthew como meu noivo.— respondeu —Na época do acidente ele era só um amigo.
—E como foi que a sua relação com ele evoluiu?
—Tony...?
—Pode contar, não tenho mais ciúme.
—Capaz, você morre de ciúme.
—Mas eu quero saber mesmo assim.— ele insistiu.
Pepper hesitou, mas começou a contar —Era meu primeiro ano em Columbia, contrariando a vontade do meu pai, eu cursava Relações Públicas e não administração, morava com as meninas e numa dessas festas universitárias conheci o Matthew, tivemos um lance, mas a minha vida estava só começando e eu não queria me prender a ninguém.
—Típico de quem entra na universidade, pegação e festas de fraternidade, não quero imaginar o que você fazia naquela época.
—Você pediu que eu contasse, posso continuar ou não?
—Continue.
—Nos tornamos amigos, era legal, estabelecemos uma boa relação, e depois disso ele foi comigo a Denver visitar meus pais, mas eles não expressaram uma opinião específica, pois nós não tínhamos nada definido.— Pepper fez uma pausa e Tony a incentivou a prosseguir —No meu segundo ano na universidade, meus pais faleceram, e eu fiquei sem chão. Quando recebi a indenização da empresa de aviação responsável pelo acidente, a minha intenção era abandonar tudo, já que eu não tinha nada que me prendesse, meu pai havia acabado de vender a empresa de contabilidade que ele tinha. Vendi a nossa casa em Denver e decidi morar de vez em NY, desisti de fugir, não era a solução, o que eu sentia não me deixaria tão cedo. Eu estava sensibilizada, Matthew me fez uma porção de promessas, disse que me amava, que nunca me deixaria sozinha, começamos a namorar, eu me apaixonei, meses depois estávamos noivos. Foi tudo muito rápido, acho que eu estava afoita pra ter novamente uma referencia familiar, decidi começar a minha. Eu tinha 19 anos, minha visão do mundo era outra, e embora me achasse muito esperta, eu era uma iludida.
—E ele foi um oportunista.— disse num tom áspero.
—Com o tempo, Matthew ficou distante, e acabou fazendo tudo o que eu já te contei antes. Então, me dei conta de que ficar sozinha era melhor do que viver uma mentira por conveniência, me acostumei a ser só. Terminei a faculdade, acabei indo trabalhar para o Killian, mas ele queria algo que eu não podia dar, e não era pela aparência dele, mas eu estava quebrada, e me envolver com alguém do trabalho não era prudente, em seis meses saí da IMA.
Ao ouvi-la, Tony finalmente percebeu porque Pepper sempre fugiu dele. Se o cara certinho com quem ela havia se relacionado a magoou daquela forma, o que esperar do canalha alcoólatra que ele era quando se conheceram. Por isso o medo de se expor, por isso o receio de acreditar em tudo o que ele disse a ela no início de seu relacionamento. Ele apenas a olhava, sem esboçar opinião.
—Não me pergunte como eu vim parar em Malibu.— passou as mãos pelo rosto —Los Angeles talvez fosse uma opção mais interessante pra alguém que desejava mudar de vida.
—Deve ter sido o tal do destino.— a trouxe sentada ao seu colo —Desculpa por fazer você lembrar essas coisas.
—Nunca fiz questão de esquecer, tudo isso me moldou.— ela lacrimejava —Às vezes é bom olhar pelo retrovisor.
—Sabe...?
—O que?
—Acho que seus pais odiariam o Matthew também, cretino oportunista. Eu pelo menos era um cafajeste que jogava limpo. Mas agradeço pelo Morrison ter sido um babaca, me deu a oportunidade de te conhecer. Você cresceu, mudou sua vida e se transformou numa mulher incrivelmente forte.— acariciava o rosto dela —Mudou a minha vida.
—Meus pais amariam você.— ela afirmou.
—Como você pode ter tanta certeza?
—Por que eles sempre quiseram a minha felicidade.— Pepper encostou a sua testa a dele —E eu nunca fui tão feliz quanto nos últimos tempos.— selaram a conversa com um beijo longo e afetuoso.
(...)
Outros dias passaram, e Tony precisava ir a Washington para apresentar seu projeto, mas ainda não tinha pensado em um nome condizente com tudo o que aquilo representava. Fazer com que soldados desacreditados recuperassem a sua autoestima, sua força, e quem sabe depois de curados desejassem voltar a lutar pelo país.
Pepper adentrou o laboratório de Tony na Stark, ele parecia concentrado, adorava vê-lo trabalhar, tinha um ar sério e comprometido, mas era o mesmo de sempre, trajava um jeans escuro, camiseta preta e seus tênis casuais. Andava em meio às projeções, havia umas plantas sobre uma bancada, o local parecia uma réplica da sua oficina, com a ausência dos carros. Tony fazia uma porção de associações de possíveis nomes para o novo soro e o que significaria, dava para perceber que ele não queria usar o nome Extremis, até porque, o governo nunca veria como algo positivo.
—Durante o tratamento com o soro, o soldado precisa querer voltar à ativa, contudo, isso não significa voltar aos campos de batalha. O tratamento só será eficaz no corpo de quem não se deixar abater pela adversidade, quem mostrar bravura.— ele divagava, talvez ensaiando a sua apresentação.
—Seu soro é um placebo, Sr Stark?— perguntou despertando a atenção dele.
—Me espionando?
—Admirando.— ela disse —Mas então?
—Não.— foi enfático —No entanto, serão doses reduzidas do extremis, você sabe do que ele é capaz, mesmo estável.
—Entendo.— ela disse ao se aproximar da mesa de trabalho.
—Tratar pessoas é algo complexo, Pep, nunca há garantia de cura, mesmo em tratamentos convencionais. Talvez por isso laboratórios façam testes com placebo, para deixar claro que o progresso na recuperação também é mérito do paciente. Não oferecerei cura instantânea, e nem iludirei ninguém, mudar a sua condição depende de quem for submetido ao soro.
—E o soro ainda não tem um nome?
—Não consigo pensar em nada significativo.— ele respondeu.
—A superação está em enfrentar os seus traumas, não é? Por mais que a pessoa queira levantar para recomeçar, às vezes do zero, é preciso ousadia e...?— ela parou apoiando o quadril na mesa ficando ao lado dele.
—Prossiga.
—Você disse há alguns minutos.— ela observou.
—Não me lembro, uma certa ruiva me distraiu.
—Coragem. E uma dose de esperança, é disso que os soldados precisam, eles devem ser destemidos, denominaria o soro como...’Brave’...
—É genial!— ele exclamou.
—Como o meu marido.— ela sorriu —Que horas você viaja amanhã?
—Combinei com o Rhodey às 7h.
—Posso deixar você no aeroporto?
—Podia repensar sobre ir comigo a Washington amanhã.— encurralando-a contra o móvel beijou os lábios dela.
—Amanhã é sexta, trabalho as sextas.— segurou os ombros dele.
—Por falar em trabalho, o que a Sra faz aqui?
—Acabo de sair de uma reunião, mereço um recreio.
—Sempre gostei da hora do recreio.— a segurou pela cintura e a sentou sobre a mesa —Era ótimo pra dar uns amassos, posso te mostrar como eu fazia no colégio.— disse deslizando as mãos pelas pernas dela, levantando a saia, expondo as coxas.
—Não vai rolar, meu amor.— afastou as mãos dele, sabendo o que ele pretendia com aquilo, e colocou a saia numa altura adequada.
—Sei como essas reuniões podem ser tensas, deixe-me te ajudar a relaxar?— beijava o pescoço dela enquanto abria os primeiros botões da camisa branca que ela usava.
—Em casa.— respondeu, embora não rejeitasse os carinhos.
—Por que não agora?— não escondeu a sua frustração. —A nossa primeira vez na empresa depois de casados.
—Não curto essas escapadas durante o expediente, fica estampado na minha cara, eu ando pelos corredores e tenho a impressão de que todos percebem que...
—Que deu uma rapidinha?— deu um sorriso sacana —Que coisa feia, fazer sexo com o seu marido, não é mesmo?
—Na empresa é errado.
—Às vezes você é tão careta, Pep.— sussurrou ao ouvido dela, sabendo que ela encararia aquilo como uma provocação, ela detestava ser desafiada por ele.
Ela afastou as pernas para que ele encaixasse entre elas, e tirou a camiseta de Tony. —Detesto quando você me chama de careta.
—Adoro quando você prova que não é.— mordiscou o lábio inferior dela, depois a tomou num beijo devorador, percebendo que ela já se encarregava de abrir o seu jeans. —Sabia que você reagiria.— arfou ao sentir que seu corpo já respondia ao toque dela.
—Me manipulando?— semicerrou os olhos —Eu devia deixar você frustrado.
—Você seria capaz?— ele tinha um olhar guloso.
—Talvez eu feche as pernas agora e as mantenha assim pelas próximas duas semanas.— fingia irritação embora não tirasse as mãos dele.
—Isso seria maldade.— tentou beijá-la, mas Pepper afastou o rosto.
—Eu posso ser muito má, mas sabe, me prometeram uns amassos. E eu quero ver se é tudo isso mesmo ou só balela.— provocou.
Pepper deu a deixa e então Tony voltou a correr as mãos pelas pernas dela, levantando a sua saia. Ela apoiou as mãos sobre a mesa e afastou o quadril do móvel, sua saia agora estava embolada na altura da cintura, ao fazer o caminho de volta com as mãos, Tony livrou-a da lingerie, deslizando a peça lentamente pelas pernas dela. Ele baixou a calça junto com sua peça íntima, puxou Pepper mais para a borda da mesa e a penetrou, ela mordeu o lábio inferior reprimindo um gemido. Afundou o rosto na curva do pescoço dele, beijava a região com urgência, enquanto suas unhas arranhavam as costas másculas. Tony movia-se devagar, no início, seus dedos estavam entre os cabelos dela.
Pepper envolveu as pernas ao redor dele e precisou apoiar as mãos sobre a mesa, arqueando o corpo para receber as investidas dele que, começava a aumentar o ritmo, não fazia mais questão de ser delicado, levou as mãos aos quadris dela, segurava firme, investia duramente. Ele arfava, seu olhar estava preso ao dela, seus olhos castanhos estavam intensamente vivos.
Pepper gemia, ofegava, sentia prazer em ser tomada daquela maneira, um sentimento primitivo, inexplicável. Não corriam o risco de serem flagrados, só eles tinham acesso ao laboratório, mas sabia que agir daquela maneira nas instalações da empresa era contra todos os princípios. Como algo parecia ser tão errado e ao mesmo tempo tão bom? Com essa sensação chegou ao clímax, Tony encontrou sua libertação logo depois e desabou sobre ela, beijando-lhe o topo dos seios.
—Você com certeza não era bom assim no colégio.— sorriu o acolhendo.
—Naquela época eu não passava da mão boba.— respondeu liberando-a do seu peso, deu-lhe um beijo intenso.
—Imaginei.— disse ofegante, prendendo os cabelos num coque frouxo —Preciso me recompor e voltar pra minha sala, ainda tenho uma porção de coisas pra fazer.
—Nem recuperou o fôlego e já está pensando em negócios.— Tony ajeitava o seu jeans.
—Você sabia que eu era multitarefas quando casou comigo.— ajeitou-se, desceu da mesa, pegou o que precisava e foi até o banheiro. Pepper ficou cerca de 10min no toalete, ao aparecer novamente diante de Tony, tinha os cabelos arrumados, apresentava a mesma postura impecável de minutos atrás quando adentrou o laboratório.
—Parabéns, eu não desconfiaria de nada se não tivesse participado ativamente.— provocou.
—Eu possuo muitos talentos.— respondeu alisando a saia.
—Estou achando que eu fui manipulado com aquele papinho, sua intenção era essa quando chegou aqui.
—Culpada.— levantou as mãos em rendição —Mas foi muito melhor assim fazendo charme, não foi?— deu um sorriso travesso.
—Foi ótimo.— a puxou contra seu corpo —Agora volte pra sua sala porque eu tenho trabalho a fazer, Sra Stark.— deu-lhe um beijo na testa. Pepper deixou o laboratório e Tony voltou a dar atenção ao seu projeto.
Na manhã seguinte, Pepper deixou Tony no aeroporto, ao chegarem lá Rhodes já o aguardava impaciente.
—Bom dia, Tony, parece que a minha sina é esperar você chegar no horário.— ralhou ao vê-lo descer do carro.
—A culpa foi minha Rhodey, desculpa.— Pepper disse ao descer do lado do passageiro, Tony sorriu vitorioso —Fiz questão de trazê-lo, acabei me atrasando.— sorriu sem graça.
—Ouvi dizer que com o tempo o casal fica com a personalidade meio parecida, por favor, Pepper, não vire um Tony Stark de saias.— disse fazendo-os rir. —Eu vou esperar você no avião, Tony. Até mais, Pepper.— Pepper assentiu.
—Bom dia, Rhodey, fica de olho nele pra mim, tá?— Rhodes aquiesceu e deixou os dois.
—Não preciso de babá, volto ao anoitecer.— envolveu os braços na cintura dela —Não precisa ficar com saudade.
—Estou precisando de uma folga sua.— ela brincou —Agora vá— deu-lhe um beijo rápido —Ah,...nada de comissárias de bordo usando top e fazendo pole dance.— disse séria.
—Quem contou sobre as comissárias?
—Tenho as minhas fontes.
— Há anos não faço isso, minha tripulação é bastante séria agora.
—Isso significa que agora elas usam top, mas não fazem mais exibição no pole dance?— arqueou uma sobrancelha.
—Significa que eu tenho quem dance pra mim.— disse fazendo-a corar como há tempos não acontecia —Saudade, Srta Potts.— ele gracejou.
—Estou longe de me tornar um Tony Stark de saias.
—O Rhodey tem cada uma.— ele riu —Não quer vir mesmo? Podemos passar o final de semana em Washington.
—Esse final de semana nos instalaremos na mansão novamente, esqueceu?
—É verdade...
—Casal, vamos logo com essa despedida.— ouviram a voz de Rhodes ao longe, sorriram.
—Precisamos arrumar uma namorada pro meu amigo ali.— observou.
—Volte inteiro, tá?— pediu arrumando a gravata dele.
—Me fez lembrar de quando eu saía para as missões.— comentou.
—Não deixa de ser uma missão.— ela disse. Tony colocou seus óculos escuros e embarcou na aeronave, ela seguiu o seu caminho para a empresa.
Washington, D.C. – Departamento de Segurança Nacional.
Fazia horas da chegada de Tony a Washington, o clima durante a apresentação de seu projeto foi tenso. Senadores, representantes do ministério da saúde e do congresso ficaram bastante entusiasmados com os benefícios do ‘Brave’, mas, assim como a armadura do Homem de Ferro, acreditavam que não devia ser algo monopolizado por Tony. Claro que ele defendeu a propriedade intelectual de seu projeto, mas não se opôs quando o secretário de defesa sugeriu que um agente do governo acompanhasse a produção das doses do soro e o avanço no tratamento dos primeiros voluntários, com isso recebeu o aval para dar continuidade ao projeto.
Depois da reunião com os representantes das forças armadas e do governo, Tony e Rhodes foram convidados para um almoço em companhia do secretário de defesa dos EUA. Rhodes o conhecia bem, era um major do exército.
—James era o melhor aluno da academia de cadetes.— disse o major Carter.
—Rhodey sempre se dedicou ao país, diferente de mim. Entrei no exercito por obrigação, e saí na primeira oportunidade.— disse Tony.
—Mas você fez muito pelo país, é um herói americano, salvou a vida do presidente em sua última missão.— disse o major.
—Com a ajuda do meu amigo aqui.— Tony deu um soquinho no ombro de Rhodes.
—Quando você pretende voltar à ativa?— perguntou o major —Nós nos sentimos seguros sob a proteção do nosso amigo aqui, mas sabemos que ele não existiria sem você.— Rhodes e Tony deram sorrisos amarelos.
—Estou afastado por tempo indeterminado, secretário. Acabei de me casar e sabe como é. Não posso deixar a minha mulher aflita pelo menos uma vez por semana com a ideia de ficar viúva.— deu um meio sorriso.
—Ao que me parece a sua esposa sabia dos riscos da sua ‘profissão’ quando disse sim.
—Ela sabe, eu sei, e é por isso que prefiro me manter afastado, pelo menos por enquanto.— contrapôs impaciente.
—E quanto àquele grupo de esquisitões que lutou ao seu lado em Nova York, como entramos em contato com eles caso algo daquela proporção aconteça?— perguntou o secretário.
—Não precisa entrar em contato com os esquisitões, major, aparecemos pra salvar o mundo da última vez, não aparecemos?
O que era pra ser um almoço cordial se tornava algo desagradável. O Major Nathan Carter parecia querer algo de Tony além do que ele estava disposto a oferecer, mas fazia rodeios para chegar ao assunto, isso o deixava impaciente e Rhodes desconfortável.
—Sr Stark tenho certeza que o ‘Brave’ será de grande valia, principalmente porque temos perdido muitos combatentes por invalidez. Difundiremos os benefícios do soro em todos os setores das forças armadas, não faltará voluntários, o que estes soldados mais querem é recuperar o vigor e a autoestima.— retomou o assunto primordial —No entanto, como já dissemos o senhor será supervisionado por alguém de nossa inteira confiança, essa pessoa nos enviará relatórios periódicos.— Tony aquiesceu. O chefe de gabinete interrompeu o assunto e cochichou algo no ouvido do secretário de defesa. —Peça para ela entrar.— disse o major. Tony e Rhodes se entreolharam, com certeza questionando-se do que se tratava —Sr Stark, a oficial que designamos para supervisionar o seu projeto acaba de chegar.— informou.
—Eu achei que o Rhodes seria o representante de vocês que me supervisionaria.— Tony mostrou surpresa.
—O Tenente-coronel James Rhodes era uma opção, mas ele não poderia se ausentar com frequência da base aérea, por isso designamos uma nova agente.— informou o secretário.
A porta do gabinete se abriu, os três homens levantaram de suas cadeiras. Uma bela mulher adentrou o recinto, as atenções agora estavam voltadas para a ruiva de estatura mediana e corpo curvilíneo, que vestia uma saia azul-marinho e uma camisa branca que moldavam perfeitamente as suas curvas, os fios de cabelo alguns centímetros abaixo dos ombros tinham um corte repicado, a franja ajeitada lateralmente deixava visíveis os seus olhos verdes. Tony permanecia impassível diante da agente, Rhodes o olhava com uma expressão apreensiva.
—Sr Stark, essa é a agente de nossa confiança que o supervisionará, seu nome é...
—Bethany Cabe.— Tony disse antes do major.
Notas finais
That's all folks ;)
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