Notas iniciais
A sua mente é seu templo.

Capitulo 3 — Paraiso.

Daniel voltou para seus amigos que estavam se recuperando do choque no metro, olhou para todos que estavam sentados, passou a mão pela cabeça, e sinuosamente, ficou amedrontado com tudo que estava acontecendo.

- O Carlos... O Carlos sumiu. – Indagou Daniel aos amigos.

- Como assim o Carlos sumiu? – Disse Lucas saindo de perto dos amigos e levantando-se para dentro do metro que permanecia parado. – Vamos olhar nos outros vagões, pode ser que ele tenha saído e os outros também.

Saiu então Lucas e Daniel correndo por toda a plataforma já que eles estavam no ultimo vagão do trem, entraram em todos os vagões que permaneciam com as porta abertas e vazio, foram até o maquinista e não encontraram ninguém, voltaram então onde estavam todos ainda estavam abismados o rapaz que perdeu sua namorada saiu do vagão mancando pois estava com sua perna machucada, e com garota loira que tirou seus saltos o ajudou a caminhar.

- Não encontramos ninguém está tudo vazio e não existe uma alma viva. — Disse Daniel.

- Sem contar que o relógio da estação está parado e não está passando nenhum um trem, e não tem ninguém na estação a não sermos nós mesmos. – Acrescentou Lucas assustado e olhando a estação vazia. – Nesse horário a estação deveria estar cheia.

- Meu celular está sem sinal. – Disse o rapaz tirando o celular do bolso.

Todos então fizeram o mesmo e realmente a hora do celular de Daniel não mudava e o sinal não era encontrado, mesmo fuçando nada era resolvido, o dos outros aconteciam a mesma coisa. A garota loira então soltou o homem que estava segurando, colocou a mão em seu nariz que começou a sangrar fechou seus olhos e caiu começando espasmos musculares fortes. Todos correram para segura-la, e fazer massagem cardíaca, o sangue não parava de sair de seu nariz, Carol e Julia começaram a chora ao lado de João que as consolava enquanto Daniel e Lucas ajudavam a menininha que pareci estar morrendo, o rapaz segurou a cabeça da garota que levou levantou o peito com três grandes impulsos involuntários e recobrou a sua consciência abrindo os olhos.

- Mas que merda que acabou de acontecer! -Exclamou Lucas sentando com as mãos sujas de sangue.

- Eu sinceramente não sei, não sei mesmo. – Disse Daniel assustado.

- O que aconteceu? -Perguntou a garota sentando-se e ainda fraca e tentando entender o que tinha acabado de acontecer.

- Você desmaiou repentinamente e começou a sangrar pelo nariz e teve alguns hispamos no tórax, foi realmente assustador. Respondeu o rapaz que ela ajudará a carregar.

Todos se entreolharam e aparentavam estar assustados. João continuava com as garotas sentadas, sentia dores na barriga devido ao choque, mas nada tão sério, Carol estava com uma ferida em sua cabeça, mas particularmente todos estavam bem.

-Você já se sente melhor? -Perguntou Lucas a garota que continuava sentada.

- Sim, já estou bem melhor. – Respondeu a garota.

- Prazer meu nome Daniel, esse é Lucas, Carol, João e Julia. — Disse Daniel se apresentando e apresentando os amigos garota e ao rapaz.

- Meu nome é Thamyres, prazer. – Apresentou-se a garota.

- Eu sou Alan. Disse o rapaz que estava sentindo dores ainda na perna.

- Eu vou dar uma olhada na estação e ver se consigo encontrar alguém. -Disse Lucas tentando acalmar todos.

- Eu vou com você. — Disse João, se levando ao lado das meninas e deixando elas juntas, mesmo com sua barriga doendo podia se movimentar e andar.

Os dois saíram e subiram as escadas rolantes, era uma estação com muitos níveis, eles estavam no ultimo nível e havia mais dois acima. Os relógios continuavam parados tudo permanecia funcionando, mas sem pessoas, não havia ninguém, chegaram ao segundo contando de cima para baixo, sem nenhuma pessoa, nenhum trem passava, e subiram novamente para o primeiro nível onde se encontravam a bilheteria e as catracas, sem nenhum vestígio de pessoas. Voltaram então para o grupo onde Daniel arrancava um pedaço da camisa que tinha dentro de sua mochila e fez uma tipoia para Julia e amarrou uma forte na perna do Alan para estancar o sangue.

- Encontrou alguém, algum funcionário? – Perguntou Carol.

- Não encontramos ninguém a estação está vazia. – Respondeu João. – Mas por incrível que possa parecer está tudo ligado e funcionando.

- E outra coisa que reparei também, a estação está aberta e não entra ninguém. – Exclamou Lucas e entreolhando todos.

- Eu nunca vi a estação Paraíso desse jeito. – Disse Carol. – E olha que é uma estação movimentada.

- Vamos sair da estação e vamos para rua, podemos conseguir ajuda. Disse Daniel.

Todos então estavam de acordo com Daniel e se levantaram João ajudou Julia a se levantar enquanto Carol ajudou a garota Thamyres que ainda continuava tonta. Daniel foi carregando Alan pelo braço já que o mesmo não conseguia andar devido a ferida que já estava com um curativo mal feito e com pedaço de camisa. Lucas pegou a mochila de Daniel que estava no chão e todos subiram nível por nível da estação até chegarem às catracas e passarem em frente às bilheterias. Entraram no corredor de acesso às escadas da rua, onde não passava ninguém e só se via grandes propagandas e mapas do metro.

Subiram o ultimo lance de escadas e quando chegaram a rua se depararam com uma cidade irreconhecível, as árvores estavam secas, não tinha carros nas avenidas, o céu e os prédios estavam cinza e não havia exatamente ninguém na cidade, tudo estava irreconhecível. Ao lado da saída tinha um grande totem luminoso com o nome Estação Paraíso e com o símbolo do metro, apenas essa pequena Luz iluminava uma parte da rua que estava cinza como se fosse chover.

- Eu estive aqui hoje tarde e não estava assim. – Disse Alan.

- Que lugar estranho, assustador e frio. — Completou Thamyres.

- Temos de achar o Carlos. –Disse Lucas. –Ele Provavelmente saiu da estação para buscar ajuda e não voltou.

- Mas isso não assusta um pouco? –Perguntou João. Só sobramos nós em um metro que não estava vazio e alguns desaparecem, não vemos ninguém na cidade.

-É como se fosse Lost ou Caverna do dragão a Origem não sei, não me parece algo real. – Exclamou Lucas.

Todos então olharam para Lucas com rostos assustados.

- Lucas menos. –Berrou Carol.

- Ele pode não estar errado. –Concordou Daniel.

-Acho a mesma coisa. –Disse João.

- Alguma coisa aconteceu com a gente, e isso nós não podemos negar. –Falou Lucas.

- Façamos o seguinte, vamos para algum lugar aqui próximo comemos algo e fazemos alguns curativos em vocês e pensamos no que fazer. –Sugeriu Julia.

Foram então todos caminhando em direção a grande avenida já que não tinha nenhum ônibus ou carro, não se sentia um vento bater e nenhum raio de sol. Não se via lixo apenas o que via era uma grande cidade em silêncio, o arranhar dos sapatos e tênis no chão rasgava o pequeno silêncio.

Acharam uma farmácia com portas abertas, entraram e pegaram alguns medicamentos e ataduras e faixas e algumas barrinhas de cereal, Daniel colocou tudo em sua mochila e pegou algumas garrafas d’água e entregou uma para cada, saíram da farmácia e foram mais adiante. Os Prédios espelhados não refletiam nada nem ao menos o céu, encontraram um mini-mercado com bancos na frente, pegaram alguns salgadinho e comida para todos, Lucas aproveitou o momento e colocou mais comida e bebidas dentro da mochila de Daniel quando viu o livro que estava na mochila. Thamyres pegou algumas ataduras e fitas e fez um curativo na perna de Alan que fez o mesmo, limpado o sangue de seu rosto, levantou-se com ele, foram pegar algumas camisas, pois a sua estava suja de sangue. Daniel ajudava a cuidar de Julia e Carol junto com João quando Lucas apareceu com a mochila e com o livro em sua mão e lhe chamou de canto.

- Porque você trouxe esse livro? –Perguntou Lucas mostrando o livro a Daniel

- Não sei, eu simplesmente coloquei na mochila porque estava lendo. –Respondeu Daniel enfiando a mão no bolso e pegando e ascendendo, começou a fumar e pensar no porque trouxe aquele livro.

- Já parou pra pensar que essa merda pode ter nos trazido até aqui?. –Perguntou Lucas esbravejando.

- Lucas, pare com essas neuras, só precisamos voltar para casa e encontrar alguém que nos ajude. –Respondeu Daniel olhando Themyres e Alan voltando para com os outros e entregando camisas novas.

- Espero que isso não tenha nos trazido para esse lugar. –Exclamou Lucas

Os Dois voltaram para junto do grupo e João se juntou a eles quando olhou para fora da loja e viu uma pessoa, uma pessoa estranha parado na frente e olhando para João que o virá.

- Mas que merda é aquilo? – Apontou João, que olhava fixo para a criatura com cabelos longos e vestes pretas com sangue escorrendo como lágrimas de seus olhos.

Todos olharam para criatura e pararam de fazer o que estavam fazendo, quando repentinamente saiu correndo pela avenida. Daniel, Lucas e João saíram correndo atrás da criatura.

- Espere, Espere. -Gritava Lucas.

A criatura corria rápido demais dos garotos e entrou em uma rua de cruzamento, enquanto os garotos os seguiam e pararam no inicio da rua e se depararam com algo assustador e de puro terror.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.