Notas iniciais
Pessoal a one acontece depois de Reunião Sombria, p qm já leu o livro sabe q o Damon n aceita a mão q Elena&Stefan estendem p ele e vai embora. Bein aki Damon n foi embora e continuou na clareira. Pois na minha opinião n foi só p Bonnie q significou mto aquele momento em q era apenas eles dois na borda do mundo. Explicações dadas!
Divirtam-se

A palavra eternidade passou rápida, e não tão despercebida por sua mente em busca de alguma frase ou sentimento para se fixar. Não havia, porém, como – não naquele momento, pelo menos – unir essa palavra às outras. Havia nela – na palavra – algo que, naquele segundo, não se cruzava, não se fixava; como se não houvesse como fazê-la dar continuidade a uma frase em que estivesse junto, como se ao invés de letras contivesse bolhas. E isso, de certo modo, consegue soar bem mais complicado do que parece quando falamos sobre palavras – sentimentos, esses outros que enlouquecem tanta gente, conseguem ser bem mais complexos.

Mas tudo isso não tem importância.
Não, talvez outrora tenha. Mas não agora, obrigado.
O agora é tarde demais.

-x-

Naquela manhã fria de inverno era tarde demais. Foi a primeira coisa que ela pensou quando acordou. Na realidade foi a primeira coisa concreta que pensou. Enumerou: tarde demais para se livrar; tarde demais para qualquer tipo de arrependimento, para sua vida, seu coração; e repetiu consigo mesma, tarde demais para não sentir medo da eternidade mas ao mesmo tempo querê-la como se sua vida dependesse disso; tentando não quebrar o acordo que a menina que virou mulher impôs a si mesma. Um acordo que consistia em não se arrepiar com toques ousados; mãos em lugares proibidos; palavras bobas, mas que eram sabiamente sussurradas nos momentos certos; e, principal e dolorosamente, não sentir. Mas tudo era muito louco. A eternidade era algo louco – e lindo. E lhe dava medo. Muito medo. A eternidade é algo irreal, é feita para servir de consolo para pessoas tristes que não conhecem outra forma de auxilio e tem um peso enorme. É algo instável, feito para não se ter. Feito apenas para se ouvir (Olha, como é bonito, aquela moça encontrou a eternidade!) e sentir inveja, não saber o que fazer quando se a obtêm.

Dizem que, para cada pessoa, há um tipo de eternidade.

Bonnie tinha sua eternidade nos braços; uma eternidade sacana que lhe sussurrava palavras pervertidas no ouvido.

Bonnie a tinha, e sentia medo.

E era sempre assim.

Ele chegava devagar; pé ante pé, um pouco para não assustá-la, um pouco porque não deixava de ser engraçado estar de volta à vertigem metálica daquele apartamento à qual, há mais de um mês, começara a pertencer. Sentava-se na varanda coberta de begônias empoeiradas, sem uma palavra.

Seu olhar sempre indagava se ela tinha certeza de toda aquela loucura.

Bonnie sempre dizia que não tinha certeza de nada, que podia mesmo ser uma alucinação, um pesadelo, uma projeção subconsciente ou qualquer outra coisa assim, mas sempre abria os braços e o acolhia.

Ele ria.

Ela não devia se importar com isso. Não; devia esquecer e viver. Viver o mais loucamente que conseguisse. A época das criaturas más havia acabado; aquela época onde a única preocupação era seus melhores amigos e não morrer. A luta contra um Antigo havia acabado e ganharam de recompensa a volta de Elena a vida. Agora só restava um futuro com uma carreira brilhante e, principalmente, o mais puro e louco amor.

O medo da eternidade acaba quando se tem chocolate, e talvez amor. Certo?

Claro, com toda certeza, o mais puro e louco amor.

-x-

A palavra eternidade passou rápida e não tão despercebida por sua mente em busca de alguma frase ou sentimento para se fixar.

O verão acabara de chegar e havia tantas promessas de eternidade em seu apartamento em meio às coisas dele que Bonnie ria enquanto abria seu próprio guarda roupa e encontrava camisas dele em meio a suas roupas. O barulho do chuveiro se fazia ouvir e, se você prestasse um pouquinho mais de atenção, ouviria um balbucio frio sussurrando uma canção antiga de origem italiana. E Bonnie ria enquanto abria a janela do pequeno apartamento em Fells Church e deixava aquele sol tão pouco característico daquela cidade inundar seu quarto, pensando consigo mesma o quanto irreal era Damon Salvatore cantando no chuveiro.

"— Posso saber o motivo de tanta alegria essa manhã?", e lá estava ele, a voz fria de sempre, a sobrancelha arqueada e a sempre presente cara de desconfiança.

"— Não.", e ria um pouquinho mais. Nem sempre ela ria.

Havia também olhares tortos de seus amigos para o casal que era Bonnie&Damon; havia um quase namorado chateado; havia amigos rígidos; havia um medo tão antigo que nem guerras, mortes e dores haviam conseguido superar.

Mas, fodam-se, pensava rebelde, a mulher. Foda-se toda aquela ignorância implícita de seus amigos. Foda-se porque era tarde demais, ela não suportava mais todas aquelas coisas por dentro, a confusão e o medo puro da infinidade daquela eternidade que vivia com ele.

Simples assim: fodam-se.

E logo depois pensava: estou feliz.

Era verdade. Pois, em meio tudo aquilo, havia doçuras.

Havia um abraço forte e um desejo de que tudo desse certo de Elena; havia um sorriso de lado de Damon enquanto dizia alguma piadinha sem graça e maldosa, havia manhãs de verão como aquela, quando ela olhava para Damon com o cabelo molhado, o cheiro do perfume dele pelo apartamento e notava que era tarde demais para não amá-lo.

Tarde demais, nunca esquecia.

-x-

A palavra eternidade passou rápida e não tão despercebida por sua mente em busca de alguma frase ou sentimento para se fixar.

"— Não está prestando atenção, Bonnie?!? O que eu estava dizendo era... Ah, palmas para você, eu esqueci."

"— Você é louco. Apenas isso."

As janelas abertas para a brisa de quase fevereiro faziam esvoaçar os cabelos vermelhos de Bonnie e Damon mantinha um olhar de reprovação que Bonnie quase, quase, acreditava. Ele filosofava sobre alguma coisa relacionada à outra coisa, ela tinha certeza. Estavam deitados: ele com um braço em volta dela, ela com a cabeça apoiada em seu peito rindo inconscientemente do bico que o vampiro, mesmo sem ela ver, sabia que ele havia criado.

E agora Bonnie havia encontrado algo para fixar à palavra eternidade. Não eram palavras, muitas palavras não fazem bem. Era apenas um sentimento, e não era medo, era amor. Por mais clichê e irreal que isso possa parecer – coisas como o amor. Elas nunca parecem reais para nós, até vivermos.
Era amor por ele, saudade dele, a respiração dele, o desejo por ele. Era a calma, a chuva, o calor, o sono, o suor, o prazer, o orgasmo, reconhecer a voz um do outro, era ficar deitada com ele ali e não se preocupar com mais nada. O medo, não. Nunca o medo. Mas, sim o querer e ter.

O contato que Bonnie teve com a eternidade era estar com ele.

Dizem que, para cada pessoa, há um tipo de eternidade.
Bonnie tinha sua eternidade na forma do mais puro e louco amor. Sua eternidade era Damon Salvatore.

FIM

Notas finais
Espero q tenham gostado, mandem suas opiniões, elas significam mto p mim.
Bjks *--*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!