Diário de uma Jovem Louca

6 Capítulo cinco- Não sei consolar


Notas iniciais
Espero que gostem desse. E não se preocupem se a fic estiver desanimada, no próximo capítulo, vai melhorar. ~Boa Leitura.~

“Eu não quero saber da lasanha, nem do vinho, ou do que você e ele fazem depois da janta. Eu só quero uma coisa, Eu quero você”. Disse o galã da novela que eu estava assistindo. Que bonitinho. Eu e minha mãe numa normal noite de segunda feira sentadas no sofá, assistindo TV. Eu sempre soube que conseguiríamos ficar mais de uma hora juntas sem brigar. É uma sensação ótima estar aqui com minha mãe. Mas pelo visto o namorado dela vai chegar logo logo, então subo para meu quarto dizendo que estou com sono, antes que ele chegue, mas eu não estou com sono. Hoje não fui para a escola, pois minha mãe pediu para que eu não fosse e ficasse com ela para irmos fazer compras. E é claro que eu aceitei na hora. Afinal não é sempre que sua mãe diz: “Filha não vai hoje, não. Vamos comigo ao shopping, vai ser legal.” Ela não foi trabalhar por que tirou folga. E realmente foi legal, compramos um monte de coisas entre elas um All Satr cano longo azul, para mim. E muito chocolate para nós.

Acordei e hoje fui à escola. E foi um dia até que legal, não fosse por meu amigo me pedir para namorar com ele. Na frente de todo mundo! Eu pela minha felicidade e pela tristeza dele, recusei. É o melhor nessas situações apertadas. Lembro me como se acabara de acontecer:

“Olha, Eu te amo. Não posso mais viver sem você! Quer namorar comigo?”

Eu ri melancolicamente, e respondi

“Me desculpa, Fill, mas eu não vou namorar com você. Pode até ser legal, bonitinho, mas não vai rolar. Me desculpa mesmo.

Ele saiu da sala triste, estávamos na hora do intervalo, mas estavam todos na sala para ver meu mico. Depois que ele saiu todos foram junto, e quando só estavam eu e meus amigos na sala rimos de mais. E por incrível que pareça, não fiquei com peso na consciência pesada por causa de tudo isso.

Agora estou deitada em minha cama, trocando mensagem com Luke e ouvindo Panic! At The Disco. É muito legal. O telefone de casa toca, eu desço correndo mas minha mãe já atendeu.

–Oi?...Como disse?... Eu estou calma!...- Ela desabou no choro- Certeza disso?...Ok, obrigada!... Eu estou bem... Sim, eu estou bem! Certeza!-ela esta começando a se irritar, até com o próprio choro, mas também com a insistência da pessoa.

Ronald chega na mesma hora da cozinha, senta-se do lado dela- Por favor, não fique assim. Me conte o que aconteceu!

Ela desliga o telefone com muita calma, olha para mim e para ele e diz- Seu tio avô, irmão de meu pai... Morreu.- ela desaba no choro de novo.

Eu me sento no braço do sofá, e acaricio seus cabelos tingidos de castanho avermelhado, olho para ela, com sua pele bronzeada mais puxada para o negro, percebo que ela esta um pouco acima do peso ultimamente, mas nem liguem. Pelo namorado dela estar aqui em casa, ela faz janta e tudo mais.

Não dizemos nada, ela se acalma e diz- Vamos ao velório, filha quer ir conosco? Até por que, ele é seu “tio” também.- ela já esta bem.

–Mãe, eu vou depois que todos estiverem na casa da bisa! Sabe que eu odeio velórios.- digo indo para meu quarto.- Me avise quando tudo acabar. E não se esqueça... Eu te amo.

Eu sou realmente não sou boa em consolar ninguém, nem mesmo minha mãe. E esse é um dos motivos de eu não ir à velórios. Me sinto mal, mas não pelo morto, mas sim por quem ainda esta sofrendo na terra. Por quem sentira falta de seu ente querido. Me sinto mal por vê-los chorar.

Vou ao meu quarto e tomo um longo banho, para tirar o peso de minhas costas. Termino e coloco uma roupa básica, uma legging preta, uma camiseta regata bege, uma camisa de seda preta com as mangas dobradas, e um tênis dourado e branco. Saio de casa e espero o momento em que a poeira estará baixa.

Notas finais
Eu sei que está pequeno, mas eu não tive muito tempo de escrever esses dias(dá para se notar pelo meu atraso). ~Beijos Grandões~