Diário de Um Amor
2 Capítulo 2
14 de Maio de 1957
“ Era incrível, que
boba eu sou , ele era simplesmente um sonho, que eu nunca iria ter, ele nem
sabia quem eu era, e foram minhas amigas que descobriram o nome dele, dizem que
ele só passa uma vez por semana, na cidade, ele mora no campo. Giovanni, esse
nome, marcara os meus pensamentos, e parecia não me deixar em paz. E eu tinha
que continuar meu trabalho era para próxima semana e só tinha escrito um
parágrafo, foi quando decidi me inspirar nele.
“ o amor nos deixa
marcas, por mais inocentes e bobas que sejam, o amor nos deixa sem
palavras, diante de tanta formosura, e
sensibilidade, o amor acontece, só isso, o amor ás vezes nos prega peças, nos confundimos
muito, trocamos muita coisa, o amor nos deixa confuso, o amor é como colocar
água numa garrafa, ele ocupa todo o recipiente, e quando não se para, ele transborda, por que ele quer ocupar todo o
espaço possível. “
Horrível, como uma pessoa como eu poderia escrever, sobre o
amor, quando me apaixono, simplesmente por um olhar? o amor que eu saiba, precisa, de mais tempo, é
um sentimento muito forte, pra poder se acomodar só com o olhar.
Na aula, nem me concentrar eu conseguia, me esqueci até de
comer. Fui comer agorinha mesmo, uma
sopa, que Dona Maria, fez pra mim, minha vizinha, que sempre cuidou de mim
desde que cheguei, era como se fosse a mãe que eu nunca tive.
Falar sobre minha mãe, me deixa sem jeito, ela me deixou
quando eu tinha 2 anos, e nem se quer, sabe meu nome, nem a conheço, meu pai
disse que ela não me amava, que me deixou, como se eu fosse um lixo, um nada
pra ela.
Nem consigo falar, que meus olhos se enchem de lágrimas. E melhor
parar de falar sobre isso.
Agora vou tentar dormir, tenho prova de Redação amanhã, e
tenho que tirar uma nota boa. “
(Dayanna)
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