Diário da Malevolência

1 Diário da Malevolência


Notas iniciais
Dedico esta fanfiction à Jay. Por ser uma beta maravilhosa, compreensiva, dedicada e que puxou minha orelha quando o prazo começou a apertar. Obrigada!

Diário da Malevolência, dia 3667.

Meu dia começa. E claro, começa com um humor, literalmente, infernal.

— Senhor? Hora de acordar, senhor!

Quero lembrar que meu humor não melhora ao ser acordado pelo Criado...

— Alô, senhooor? Fiz panquecas!

...A não ser que ele tenha feito panquecas. Porque panquecas... Panquecas só podem significar uma coisa...

— Hoje é o grande dia, mestre!

É isso! O dia que eu estava esperando! O dia em que colocarei em prática meu mais novo e genial plano para derrotar o Metro Man! Mas primeiro, tenho que conseguir o dinheiro! Estou tão entruciasmado!

— Como estão os bancos, Criado?

— Em baixa, senhor. Pouco dinheiro e muita segurança desde seu último assalto na semana passada... Foi um belo golpe, senhor.

— Obrigado, Criado. Quanto dinheiro ainda temos?

— Não muito. Gastamos quase tudo com o último plano. O fiasc...

— Como?

— O que?

— Você ia falar algo do meu último plano genial.

— Não ia não.

— Diga, Criado!

Ele acha que eu não consigo ouvir seus comentários maldoluosos. Que inocente, ele está se escondendo atrás dos jornais... Ah, Criado, já passou o tempo em que jornais me enganavam.

— Criado! Desembuche.

...

— Criado!

— Ah, uh... Olha, senhor, estão oferecendo um milhão de dólares para...

Criado está tentando me distrair! Um ato inútil. Ele sabe que o Mau é indistraível.

Criado, não tente...

— Falo sério, senhor! Um milhão de dólares para aquele que criar o melhor projeto para a nova escola! Financiado pelo próprio Metro Man!

Um anúncio de aparência enojantemente feliz confirmava a notícia do meu escorregadio amigo.

— Argh! Eu não ajudo as escholas.

Mas, senhor, pense bem, você vai tirar dinheiro do Metro Man para derrotar o próprio Metrom...

— Fique quieto, Criado. Estou pensando...

Tem que existir outra opção. Não posso me rebaixar a este ponto.

— Criado?

— Diga, senhor!

— E os nossos parceiros?

— Na prisão, senhor.

Bem, não é fácil conseguir dinheiro hoje em dia. Ninguém mais quer financiar planos do crime. Ah, Estou tão frustraído. Mas o show tem que continuar! Para isso, é necessário medidas drásticas!

— Criado...

Dói no fundo do meu lindo coração de pedra dizer isso, mas...

— Nós vamos projetar uma, argh, eschola.

Diário da Malevolência, dia 3668.

Dia de começar a projetar minha mais nova eschola. Já que vou fazer isso, vou fazer com estilo. Talvez alguma eschola que se destrua no meio da noite, três dias depois de construída ou que jogue água na professora toda vez que ela brigar com um pobre aluno malvado. São muitas oportunidades...

Porém, ela precisa ser toda certinha e bonitinha por fora, provavelmente com um nome igualmente chato, certinho e bonitinho. Só assim o Sr. Perfeitinho vai escolher o meu projeto maligno como vencedor do concurso. Mal sabe ele que fazendo isso estará assinando sua própria destruição! (Risada maligna).

Senhor?

Criado gosta de interromper minhas divagações maléficas.

— O que foi, Criado?!

— Eu estava obtendo mais informações no grande aparelho televisivo e, bem, a votação para o melhor projeto é amanhã.

— Amanhã?!

— Foi isso que eu falei, senhor.

— Não! Eu preciso de mais tempo!

Não era hora de perder a calma. Minha grandiosa genialidade sempre dá um jeito.

— Traga meu material para projetos! Chame os robôs! Congele algum inocente cidadão inscrito no concurso. Eu quero uma nova identidade! Criado, prepare-se, pois nós vamos projetar esta eschola... Hoje!

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Está perfeita! Mais uma obra implacável da minha brilhante mente maligna. Uma eschola moderna, cheia de frufrus e blá-blá-blá. Perfeita para o enganar o ignóbil Metroman.

Além disso, será parte do meu mais novo plano para derrotá-lo. Quando meu projeto ganhar, minha eschola for construída (sem eu gastar um centavo) e todos estiverem na grande inauguração ouvindo meu discurso, minha obra se transformará em um robô gigante (com meu rosto estampado nele e com muitos efeitos especiais, claro.).

Meu robô, o Mega-Eschola 890 ou M-E 890, prenderá alguns “pobres cidadãos”, incluindo a Srta. Rosane, e os levará para o meu... Campo da Vingança! O Sr. Perfeitinho não resistirá e virá salvar seus protegidos de Metro City. Desta forma, caindo na minha armadilha. Onde todas as minhas engenhocas, máquinas, armas e geringonças que já surtiram algum efeito estarão esperando por ele. Todas ao mesmo tempo! Não tem como dar errado.

...

— Não tem como dar errado, não é, Criado?

— Eu preciso responder, senhor?

— Não responda. Não preciso de seus comentários traíras para estragar meu humor. Amanhã... é o grande dia!

Diário da Malevolência, dia 3669.

— Hoje, ninguém poderá parar o trem do mal! Tudo pronto, Criado?

— Sim, senhor. O seu nome será Marc Glehkgninoff, um professor da Universidade de Metro City.

— Marc o quê?!

— Glehkgninoff, senhor.

Minha paciência...

— Não importa. Ninguém liga. Onde está meu manto? Obrigado, Criado.

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Chegou o grande momento. O prefeito anunciou aberto a votação para a melhor eschola.

E como eu já imaginava, a minha resplandeceu nos telões. Com aquela aparência odiável de eschola feliz. Argh. Obviamente, eu ganhei.

Dentro de uma semana meu plano, fruto de minha genialidade de pura vilania, estaria sendo posto em prática. Eu teria todo esse tempo para criar meu discurso, juntar todas as minhas máquinas mortíferas, fazer compras e, talvez, raptar Rosane. As pessoas não podem estranhar a ausência do Megamente.

Primeiro, vou fazer compras. Estou com fome, meu frezeer está vazio e meu cereal super villains acabou.

Diário da Malevolência, dia 3676, uma semana depois.

Hoje, Metro Man vai conhecer seu fim e eu, Megamente, vou ser o rei de Metro City e governar segundo meus desejos vilanescos. (Risada Maligna).

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O prefeito anunciou a inauguração do meu projeto. Várias criancinhas correm por todos os lados. Eu tenho que segurar o impulso de colocar o pé no meio...

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Hora do discurso! Será uma apresentação dramática! Mal posso esperar! Ai, o prefeito está me chamando...

— Com vocês, o nosso gênio...

Isso mesmo. Gênio.

— ... Doutor Marc, ah, Glehkgninoff!

Isso, batam palmas, meus fantoches! Hora de começar meu discurso.

— Obrigado, caros cidadãos de Metro City. É com grande prazer que anuncio para vocês meu grande projeto...

É tão emocionante que eu vou explicar como vai acontecer: a última frase do meu discurso (“Apresento para vocês a M-E 890!”) vai ativar a transformação e todos estarão tão chocados com o nome (que é diferente do nome do projeto que eles conhecem: Recanto do Aprendizado Feliz 340 ou RAF340) que ficarão sem ação no momento que meu plano entrar em ação. Genial, não é? Não responda.

Continuando meu discurso:

— ... que ajudará todas as (argh) criancinhas felizes da cidade. Minha eschola maravilhosa é fruto de muito...

— Alto lá, Espere aí...

Esse Sr. Perfeitinho tem que interromper até os discursos oficiais?

— ... Eu só conheço uma pessoa que fala eschola...

Ah, não.

— ... E essa pessoa é Megamente! Meu arqui-inimigo, gênio do crime!

Não! Não! Não!

— Megamente! Você não me engana! Mostre-se agora e talvez eu tenha misericórdia...

Que maravilha... O jeito é improvisar.

— M-E 980!

Minha afeia eschola se transformou no meu lindo robô cuti-cuti do papai. Mas não adiantou de muita coisa, com Metro Man preparado eu não tive chance. Ele esmagou meu humor com seu martelo de Ética, Bondade e outras Coisas-Que-Me-Fazem-Vomitar. Hora da saída dramática.

— Adeus, babacas.

Eu sumi na minha nuvem negra comprada em promoção. Não é das melhores, mas eu não esperava ter que usá-la hoje.

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A volta para casa foi... Como posso dizer? Frustrante. Não vou mentir... Eu realmente acreditava que desta vez ia realmente dar certo. Não havia erros. A não ser o... É, talvez eu siga os conselhos do Criado e faça algumas aulas de português. Mas nada disso importa agora! Eu sou um fracasso, uma ruína de pedras negras da maldade fadadas ao esquecimento. Agora só me resta passar o resto dos meus dias em uma toca. Não acredito que um dia conseguirei superar esta derrota.

Finalmente cheguei. O Criado vai ficar tão frustraído...

— Criado? Está aí?

O laboratório estava tão silencioso... Eu deveria estar ouvindo o barulho de cem máquinas esperando para atacar Metro Man. Então, criado aparece segurando uma bandeja de biscoitos.

— Criado, Ele estragou meu plano antes mesmo de começar!

— Eu sei, senhor. Mas mantenha calma...

—É impossível, Criado! Eu sempre chego tão perto... Isso tudo para na última hora ele... Espera, Como assim “eu sei”?

— Ah... Todos estão comentando, senhor. Comentando para dizer o mínimo... senhor.

— Como assim? Eles estão caçoando? Estão rindo... de mim?!

— Mais ou menos, senhor. É... Algo assim.

— Sou uma vergonha! Uma vergonha para todos os super vilões que já pisaram neste planeta.

Aqueles cidadãos ignóbeis... Não havia nada que eles pudessem fazer que me atingisse mais do que seus risos. Ah, risos! A arma mais cruel de todas... Definitivamente, eu estou no fundo do poço...

Felizmente, eu sou um poço de ideias. E a luz, ou melhor, as trevas vieram me socorrer. Exatamente quando eu achei que não havia mais esperanças para o mal... Achei uma salvação.

— Criado?

— O que foi, mestre?

— Traga meu manto, meus projetos e meu cereal. Eu tive uma ideia para um plano estrondosamente genial. Sem falhas. Sem erros. Desta vez vai funcionar! Ou eu não me chamo Megamente, o gênio supremo do mal e mestre de toda a vilania!

Notas finais
E assim, voltamos para o começo. Ele ainda vai tentar e falhar muito antes de conseguir o que quer (mais ou menos). ~Espero que tenham gostado. Se sim, por favor, faça algum comentário!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!