Diário Zumbi
4 Capítulo 4 "Adeus meu velho Querido"
Notas iniciais
Os dias passam e nossa convivência se torna legal. Ele tem uma cara de mal, mas é um bom homem, ele me lembra o Papai Noel, quando falei isso pra ele, quase levei um soco, porém foi engraçado.
Um novo dia começa, eu anotava cada dia desde o acontecido, inclusive os dias que passei lá na casa do sr Winchester, e já eram meus 3 meses lá. Acordo cedo e minha barriga ronca, estou faminto. Muito faminto, desço as escadas rapidamente, até a cozinha, e dou de cara com o velho Winchester, ele me dá um puta susto.
— Merda!
— Boca suja Pirralho.
Ele se vira, tropeça, e fala:
— Merda!
Ele olha na minha cara, eu olho na dele, e rimos.
— Hahahahahahahahahaha!
O velho até que é engraçado, ele serve o café da manhã, enlatados com ovos mexidos (ele tinha uma pequena granja e rdtocava comida enlatada) estava ótimo.
Dou uma espreguiçada e me sento à vontade na cadeira.
Quando do nado ouvimos um som horrível vindo de um quarto, do qual ele me proibira de entrar sob quaisquer circunstâncias, o velho winchester, olha pra mim se levanta e sai em direção às escadas, com o rosto serio.
—velho, eer, s.r. Winchester?
Ele ignora e sobe as escadas, eu me levanto meio que sem nada para fazer, fico em plena monotonia . Levanto-me e fico em pé por 30 min, fico pensando na minha Família como ela está, se eles morreram, eu não quero pensar nessa possibilidade, mas ela e bem possível, o meu avó é muito velho e ele não conseguiria sobreviver a isso, mas sou interrompido por um grito vindo das escadas...
— MERDAAAAAA!
EU LEVO UM SUSTO, me viro rapidamente e corro em direção as escadas, mas eu paro, e subo lentamente cada degrau... Um por um, o medo me dominava e a cada passo que eu dava mais aflito eu ficava, o meu coração estava na boca, pois estava tudo silencioso, eu falei:
— Senhor Winchester? V-você está ai?
E nada aconteceu, ele não respondeu, eu estava muito aflito, muito mesmo. Ao subir as escadas eu me deparei com um corredor grande que levava a duas portas, talvez fossem quartos? Eu ainda não sabia, eu segui em frente e falei novamente:
— Seu velho, você está ai? ... Aaah merda!
Mas ninguém respondeu, cheguei até a porta, a empurrei delicadamente até ela abrir totalmente, ao entrar no quarto tudo está escuro, um fedor enorme toma o lugar, rapidamente, espanto com as mãos no rosto, varias moscas saem do quarto, junto com o odor, podre.
Eu ligo o abajur, mas ele está quebrado, eu ligo o outro e me deparo com algo perturbador.
— S-Sr. Winchester? O-o que?— Sou interrompido por ele.
— Não, não fale nada, por favor, sai daqui me deixei em paz *snif— ele fala chorando.
A cena que eu vi corrompeu o meu cérebro, o velho, estava deitado no chão com uma criança morta em seus braços, que estava acorrentado junto à cama.
Um garoto, e sua aparência era macabra. O seu corpo estava podre, seus olhos mesmo estando mortos estavam abertos exageradamente, e um sorriso Macabro em seu rosto, aí percebi que ele era uma daquelas coisas, pois ele se mexia bruscamente. O velho tinha uma mordida enorme no braço, uma mordida que tomou um grande pedaço de carne, muito sangue estava ao chão. O velho estava chorando, mas não pela dor no braço, e sim pelo garoto morto.
— M-M-Mas senhor... Quem é esse? O que está acontecendo?
—CALE – SE!
O Silencio toma o lugar...
Eu olho pro lado, volto a olhar para o velho, fecho as minhas mãos dou meia volta e vou emborra daquele lugar...
Desço as escadas de cabeça baixa, andando sem vontade em direção à sala, ao arrumar as minhas coisas para ir embora, ele não sai de lá por três dias, não ouço som nenhum vindo do lugar, a porta está trancada.
No quarto dia após tudo isso, assim que acordo e tomo a decisão de ir lá, tudo aquilo estava me deixando mal, eu arrumo as minhas coisas e antes de ir ao quarto onde ele e a criança “morta” estava, dei uma passada no quarto dele, para ver se entendia algo sobre tudo isso.
Chegando lá, eu vejo um papel velho com o meu nome escrito.
Para: John, o Garotinho chorão
Eu o abro e nele tinha escrito isso:
“Moleque, se você esta lendo isso, eu provavelmente estou morto, ou virei uma daquelas coisas. Não se preocupe foi a minha decisão... por muito tempo eu estava querendo isso, e chegou a minha hora. o Garoto lá em cima, que provavelmente me mordeu, chama-se Edwin Winchester, meu filho mais novo, a pouco tempo atrás ele foi mordido, e eu não tive coragem de mata-lo completamente, ele se tornou uma daquelas coisas, então eu o amarrei ao pé da cama.
Eu Amava muito ele, e não ia aguentar viver mais, me desculpa Garoto, vai ser complicado para você SOBREVIVER NESSE INFERNO, Mas essa foi a minha decisão, eu te salvei naquele dia porquê você se parece muito com o Meu Ed, Então sobreviva, eu quero te pedir um último favor...
...No meu quarto à direita depois do banheiro, há uma espingarda e os cartuchos estão próximos a ela, MATE-ME, e mate o meu filho, eu não tive coragem de fazer isso, mas você terá, eu sei disso, faça como eu lhe ensinei.
Obrigado Garoto.
—Dough Winchester. ”
Após ler a carta, enxuguei as lagrimas, e fui até o quarto dele peguei a espingarda fui até o quarto do garoto, carreguei a arma, abri a porta, e vi algo que me fez chorar.
O Senhor winchester, era um deles, o seu olhar era doloroso ele levantou as suas mãos em minha direção e o garoto também veio em minha direção.
— Rraaaaaaahgr- Rosnou o garoto
—Blaaaaaam!-
Um tiro certeiro no meio da sua cabeça o jogou no chão e deslocou o meu ombro, mas eu ainda aguentava, fui até o velho e mesmo com o braço doendo recarreguei a espingarda apontei na cabeça do velho e antes de atirar, ele fechou os olhos e sorriu... Mesmo morto ele sorriu, uma lagrima caiu dos meus olhos...
— Obrigado por salvar a minha vida, mesmo que tenha sido por pouco tempo, meu velho querido.
—Blaaaaaam!
—Fim do capítulo Quatro.
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