Diário De Uma Paixão
17 Capítulo 17 - Fugimos
Notas iniciais
Espero que gostem, e tera mais um capitulo hot, rsrs
Beijos
Tranquei-me no quarto e desabei em lágrimas no travesseiro. Não sabia o que era pior, deixar Justin e fazer o mesmo que Beck fez comigo? Eu queria ir para a Inglaterra, só que antes das férias. Eu não posso deixar a minha vida aqui em Kentucky, eu não estava pronta para continuar. Eu teria que ficar para ama-lo mais ainda. Justin e eu dividimos nosso amor. Eu senti. O amor realmente existe e tem nome. E se chama Justin!
Decidida em contar para Justin, fui encontrar-me com ele. Meu olhos ainda estavam um pouco inchados por causa do choro, tentei colocar uma maquiagem para melhorar o visual e sair de casa em encontro do garoto.
Toquei a campainha e fitei a vista calma com arvores da casa de Justin. Um Lucas verdejante e realmente inspirador. Justin abriu a porta, me dando um leve susto.
– Oi – Ele sorriu e se aproximou de mim, selando nossos lábios – O que veio fazer aqui? Nós nos encontramos já faz algumas horas amor.
Levantei a sobrancelha e uma cara de desprezada – Você quer que eu vá embora? – Brinquei, mas com uma certa seriedade – Tudo bem, não voltarei Sr. Bieber
Justin riu e me puxou para seus braços, me prendendo e dando beijos em meu pescoço – Eu quero você aqui, desculpa.
Ri de Justin – Bobo – Justin me guiava até o balanço que ficava na entrada, era confortável e quentinho – Eu preciso te contar algo, Justin, eu não queria, mas preciso.
– Pode falar – Justin me cheirava e abraçava um pouco mais forte, nos aquecendo do frio.
– Estou viajando para a Inglaterra entre dois dias – Fui reta, direta e sem ter mistério – Justin parou de me acariciar e me olhou.
– Como? O que? Você não pode estar... – Eu o interrompi
– Eu posso sim, desculpe-me nem mesmo sabia até chegar em casa.
– Não vou deixar você ir, Ronnie, ficará comigo aqui. – Justin me deu um selinho forte, tentando me puxar um beijo, mas eu recuei.
– Justin... Eu não quero ir...
– Vamos fugir! – Justin me fitou
– Fugir? É errado
– Não é. Não para nós. Fugiremos hoje! E não discuta, vá para casa, arrume suas coisas, pegue um bom dinheiro e de madrugada enquanto todos dormem, sai escondida pela janela!
– Nossa, você planeja tudo hein? – Eu dei um sorriso e Justin acariciava meu rosto.
– Só por quem me merece por completo. Até a noite amor – Justin depositou um beijo em meus lábios e voltei para casa, esperando que a noite caísse para que fugíssemos juntos.
***
Eu havia separado algumas roupas, não muitas roupas, apenas algumas peças mais necessárias. Peguei toda a economia que tinha. Junto de três carões de crédito. Eu tomei um banho relaxante e fiquei rodeando meu quarto, como se fosse a ultima vez que o veria. Mas seria a ultima vez. Não pretendia voltar jamais para tal lugar.
Já de madrugada, recebi uma mensagem de Justin, o mesmo estava me esperando atrás de casam eu olhei o meu quarto, deslizei minhas mãos pela cama e soltei uma lágrima. Peguei a minha mochila e o celular. Abri a janela com cuidado e fui descendo o telhado a baixo. Vi Justin dentro do carro, Justin saiu do carro e me ajudou a descer do telhado silenciosamente. Pulei de cima do telhado e Justin me segurou. Entramos no carro rapidamente. Justin me deu um selinho e sorriu.
– Tem certeza do que esta fazendo, Justin? – Encarei o mesmo
– Nunca tive tanta certeza – Justin sorriu e me beijou – Agora vamos
Assenti com um sorriso e Justin deu a partida no carro. A cidade estava calma, os faróis na rua estavam piscando, então não demos chances e só seguíamos reto, para qualquer outro lugar do mundo. Deitei minha cabeça no vidro e senti meu celular vibrando. Olhei a tela e vi uma mensagem de Mike
“Por que você saiu?”
Eu estaria começando a surtar – Justin – Eu mostrei o celular
– Não tem como eles se desesperarem, já estamos longe – Justin sorriu, como se não estivesse dando importância.
“Finja que não sabe de nada, por favor! Estou com Justin e estou bem, eu prometo! Por favor, Mike”
Eu me senti um pouco mais aliviada e logo em seguida o celular vibrou novamente com outra mensagem.
“... Tudo bem, mas mande ele cuidar bem de você. Escreva quando puder”
Eu sorri e respondi a mensagem falando o quanto eu o amava, o que não era tanta verdade assim, mas eu fiquei feliz por ele me ajudar. Eu já nem sabia onde eu e Justin estávamos. Sei que estávamos bem longe, já haviam se passado 5 horas de viajem, e o dia já estava nascendo. Eu dormi durante o caminho todo e ao acordar vi o quanto Justin estava cansado.
– Não acha que deveríamos parar para você dormir? – Eu o encarei e Justin bocejou – Esta cansado.
– É. Vamos parar em um hotel, ou sei lá. Se você quiser dirigir por um tempo até eu descansar – Justin optou
– Pode ser, pare no posto, eu preciso usar o banheiro e quero comer alguma coisa... Sabe você comeu todo o salgado e tomou todo o refrigerante – Eu dei risada e Justin pisco de um jeito sarcástico.
Justin parou numa loja de conveniência, e trocou de lugar comigo no carro. Saí do carro e entrei na loja, segui para a sessão de salgadinhos e refrigerantes. Peguei cinco salgados e duas garrafas de refrigerante. Fui ao caixa e paguei com o cartão de crédito. Peguei umas balas e voltei ao carro onde Justin se cobria com o cobertor. Abri a porta e sorri ao ver Justin fechando seus olhos quase dormindo. Lindo. Pensei. Deixei as sacolas com as compras, no banco de trás e apenas retirei uma garrafa de refrigerante para beber. Liguei o carro e continuamos a nossa “viajem”.
***
Depois de algum tempo, pegamos chuva na estrada, e para nossa sorte, teríamos que ficar durante um tempo no transito. Liguei o som bem baixinho para não acordar Justin que ainda dormia. Fiquei comendo os salgados e algumas balas e tentava dar atenção a estrada. Minha mãe havia ligado algumas centenas de vezes, e todas essas centenas de vezes eu desliguei suas ligações. Apenas eu, Mike e Justin sabíamos da fuga. E sabe que eu acho? Mike não estava ligando por eu ter fugido, porque nunca nos falamos muito, e sabia que eu não me mudaria daqui a pós ter conhecido Justin. Ele sempre soube que eu me apaixonaria, suas bricnadeiras idiotas falando sobre mim e o garoto, eram as piores, porém eu adorava. Talvez eu sinta falta, mas suportarei.
Senti meu celular vibrar com uma ligação de Mike – força do pensamento, que medo.
– Oi Mike – Soei docemente
– NÃO PEGUE A RODOVIA DA VIRGINIA! – Ele gritou
– Por que? – Eu disse confusa
– Você usou o cartão de crédito em algum lugar e a mãe descobriu que você esta por aí, pegue a segunda rodovia e vá o mais longe que puder. Quando for seguro te aviso – Ele parecia ofegar – A mãe esta muito brava e preocupada, Ronnie, só te digo algo...
– O que? – Perguntei
– Pare de usar o cartão de crédito, tire tudo o que puder no banco...
– Só isso?
– Se cuida, mana.
Eu sorri – Obrigada, te amo – Mike desligou e eu ouvi o barulhinho mais irritante que algum ser mutante criou: Pi PI PI...
Corre negada, que hoje a estrada está brava!
Notas finais
Deixem os comentários!
Beeeeeeeeeeeeeeijo!
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