Olha só. Pra começo de conversa, eu nem queria um diário. Passei seis meses usando a palavra "iPod" em todas as minhas frases, e para quê? Até que o diário é bonitinho, mas é só um diário, né? Um iPod de 80 gigabytes seria bem mais legal. Mas até que foi bom: este ano definitivamente foi fora do comum...

Tudo começou no Festival de Inverno da minha escola, a Academia Mayflower. Juro que tudo aquilo era para ser piada inocente, mas acabou com uma pancadaria generalizada e com a Academia de Enquencreiros Mayflower nos jornais — de novo.

Aí apareceu uma professora nova. No início, pensei que ela não fosse durar nada, mas parece que a mulher é mais durona do que achei. Agora ela não para de me encher, só porque escrevi uma redação "muito boa e emocionante". E eu nem consegui colocar um apelido engraçado nela.

Aí minha melhor amiga se apaixonou pelo Bezzie. Quer dizer, no início os dois nem se conheciam, mas acabaram namorando. E, de repente, Carrie ficou totalmente chata e só pensa em Bezzie pra cá, Bezzie pra lá... E ainda tive que ficar batendo papo com o amigo dele, Weslwy Barrington Bains II. Ele até que é bonitinho, mas, cara, aquilo foi um saco.

Aí arrumei um emprego na Comidas Tilak, que faz comida árabe congelada, e agora eu fico fedendo a kafta de carneiro o tempo todo. E nem me deixam passar um gloss, porque é contra as normas da empresa.

Aí minha irmã, Cava-Sue, brigou com a minha mãe, dizendo que ela era "machista e uma mulher das cavernas", saiu de casa e não dá notícias há dois dias. Depois que Cava-Sue começou a faculdade de teatro, está muito chata e só escuta bandas esquisitas e "não comerciais". Mas qual a graça de ouvir uma banda que ninguém conhece?

Como eu disse, este ano foi fora do comum mesmo.