Diário De Uma Caçadora - Conhecendo A Verdade
7 Nem sei quanto tempo já passou
Notas iniciais
Talvez a cara de latina ajudaria a passar despercebida, mas em uma terra onde predomina apenas loiras de olhos claros, logicamente isso não será tão facil.
Quem sabe com Ariel em meus braços, um anjinho literalmente poderá facilitar as coisas.
Depois de tantos dias rodando, depois de quase ter perdido meu, roubado, mas meu Mustang, eu estava me sentindo como em um filme dos X-Men. Era tão estranho, eu, uma menina simples, 19 anos, cara de quem não se importa muito com cuidados excessivos com a pele e coisas que meninas da minha idade normalmente fazem, agora mãe.
Eu era uma mãe, mãe de uma menina linda de olhos grandes e azuis e uma boca bem articulada, Deus como aquela menina falava quando estavamos a sós. Princeton, era uma cidadezinha bonita, uma bela Universidade, lindos homens, mas nada referente ao fato de eu conseguir ajuda.
Tinha um anjo no meu colo, outro um tanto raivoso na minha cola, isso não estava correndo bem.
Chego em uma pousada na Rodovia Old Ridley, lindíssima, com uma mata em volta onde provavelmente eu encontraria o Pica-Pau dando risada e correndo do Ted Urso, mas essas memorias de infancia deveriam ficar para traz. -Good Evening sir, I wanna a single room please — Mais uma vez, meu basico em inglês me ajudaria a não passar fome, talvez se eu conseguisse caçar algo.
Pego o molho de chave das mãos de um jovem senhor, alto, cabelos escuros e olhos cor do céu. — Be carefull young mom — Novamente tomar cuidado, mas de que, de quem. Subindo as escadas ouço uma voz sussurrando no meu colo para que o grande senhor não reparasse — Fique tranquila, nada é o que parece ser, mantenha o controle.
Adentro o quarto e me deparo com uma jovem mulher, cabelos loiros, olhos claros, sorriso quase maternal e com um olhar espantado para a menina em meus braços.
-E... Hi, may I help you? — Arrisco novamente mas algo me diz que ela se interessa muito mais do que uma simples ajudinha. — Fique tranquila eu falo a sua lingua, não se preocupe com o idioma.
-Como você se chama e, se me perdoe, você é muito bonita- Digo com um ar de quebrando o gelo. — Obrigada menina, me chamo Mary Winchester, nem me pergunte como eu vim parar aqui, não era para eu estar nesta dimensão mas eu sei que você tem uma ajuda para encontrar meus filhos-
Quase caio na cama com Ariel nos meus braços — Como assim? Eles são apenas atores, você não era para ser real! os Winchesters são apenas personagens- Digo engolindo algumas silabas e tentando por em ordem metade das coisas que ela falou.
Ponho Ariel na cama, ela remexe e se contorce como se quisesse se disvencilhar de algo. — Ahm, um momento sim — Digo para a minha xará. — Ariel, querida, minha lindinha fala para mim o que tá havendo — Pergunto preocupada, talvez o choque, afinal ela poderia até ser um anjo mas era ainda uma criança.
-Não dá para eu ficar assim- Escuto muito baixinho um sussurro dela, ela se remexendo e com os olhos brilhando levemente como se tentasse olhar para o sol.
De repente caio em um sono induzido, a mulher que dizia ser Mary Winchester desaparece das minhas vistas e, desorientada tento abrir os olhos e recuperar o discernimento. -Graças a Deus ela está bem- ouço uma voz mais limpa, abro levemente os olhos e vejo Mary do meu lado e uma menina maior, uns 16 anos, loira com um sorriso animado e os olhos azuis fixos sem piscar.
-Só pode ter sido um sonho, eu com uma bebê, a mãe daqueles que eu pensava que eram apenas personagens, afinal em qual dimensão eu entrei ao aterrizar no Canadá?-
Fiz essa pergunta em tom de sarcasmo, sorri como se tivesse tomado um porre e virei de lado na cama para um sono de verdade, sem sustos, sem anjos ou demônios para me encher os saco.
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