Diário De Um Serial Killer
7 A primeira vítima
Notas iniciais
Desculpem-me pela demora... Inúmeros imprevistos ocorreram no final do ano e só consegui ter um pouco de tempo agora, espero que entendam e que tenham uma boa leitura!
Dia 25 de dezembro de 1889,
Sumir com o corpo de Elena fora algo tão absurdamente fácil que ainda não creio que o fiz. Não iria, em nenhuma circunstância tirar toda a terra que já havia uma vez saído lugar e posta novamente para jogar aquela destroçada carcaça em seu túmulo de novo, pensava em algo mais...Emocionante. A sensação de ser detido a qualquer momento é a melhor que já tive (e ainda tenho) o prazer de sentir. Era como um labirinto cercado por inimigos quais poderiam estar atrás de qualquer parede, prestes a atirar e acabar com tudo em uma questão mínima de segundos. Sabia que um dia seria pego, mas não vivo. Ali mesmo, naquela imunda sala onde tripas estavam expostas e até mesmo algumas caídas no chão, utilizei-me da serra elétrica novamente, para esquartejar seu corpo e estendi sobre o chão um fino lençol branco, retirado naturalmente de minha cama segundos antes, juntando os restos mortais em seu centro e enlaçando-o para que permanecesse fechado durante minha longa caminhada. Nesse meio tempo via-me a lembrar dos movimentos que fazia apossando-me de tal instrumento de corte, precisos e doentes. Ao ver a pele se rasgando dando início a camada de carne e então os músculos seguidos dos quase inquebráveis ossos... Aquilo só me fazia querer mais. Cada área pela qual passei as finas, afiadas e giratórias pontas da serra me despertavam alegria interior mesmo sendo ali o corpo de alguém importante. Importante? Não, não era importante e agora posso falar isso pelo simples fato de que ninguém nunca cometeria tal pecado para ser considerado especial por mim. Por isso matei Elena. Tão bondosa alma não merecia ser amada por alguém como eu, nenhum ser por mais imprestável que fosse merecia tal infortúnio. Um copo com suco de caju, aparentemente inofensivo que guardava muito mais do que simples polpa de fruta dentro de sí. Ou talvez fora o coquetel de remédios que havia obrigado a senhora a tomar? Não tive dúvidas naquele momento em que subi em seu quarto, era uma certificação de sua morte, talvez demorasse mais do que o esperado ou quem sabe já não houvesse ocorrido, mas para minha tamanha alegria ocorreu segundos depois de vê-la viva pela ultima vez. Assim pude presenciar até o último instante de meu primeiro trabalho e dizer orgulhoso que depois de tanto esforço, terminei tal. Como as causas de sua morte eram aparentemente naturais e quase que instantaneamente morta já fui em busca de alguém que nunca pensaria em abrí-la para iniciar algum tipo de exame, nada jamais indicou que o pobre e infeliz órfão matou sua idosa mãe de criação. Era óbvio que nada aparentemente normal ou sadio saia de minha mente após tal episódio, vi que já não tinha mais nada a perder e ninguém com quem me preocupar (apenas a polícia era um problema, mas se queria continuar com tais objetivos de vida, seria obrigado a conviver com tiras). Foi necessário esperar certo período para que pudesse dar continuação aos meus insanos projetos... Até a faculdade chegar ao seu final, especificamente. Até que isso acontecesse permaneci morando no orfanato. Me interessava cada vez mais pela anatomia humana, procurava sempre saber quais partes do corpo causam mais dor a uma pessoa viva quando postas em frente a um objeto cortante, quais poderiam prolongar os gritos de dor e desespero por mais alguns míseros segundos. Gritos estes que eram como músicas para meus ouvidos, seguidos de olhares desesperados, tais caracterizados por mim como o melhor filme que alguém pode se dar ao prazer de assistir, e tomados pelo interminável medo que consumia até a menor área do corpo daqueles que eram as vítimas da insanidade. Já é perfeitamente claro que depois do tal ocorrido com a pobre senhora idosa, não parei. A cada dia possuía maiores e melhores planos que obviamente envolviam aqueles que mereciam a morte, acompanhada é claro, de alguns segundos e até minutos (talvez horas) de sofrimento. Não me considero bem sucedido com minha primeira vítima, meu ápice maior foi tê-la mutilado depois de morta, mas não tive tal prazer de tortura-la até que cansada de pedir, logo passasse a implorar pelo fim de sua vida. Depois de desfalecido, cometer algum tipo de tortura em um corpo se torna perfeitamente fácil, afinal, a pessoa qual está sobre a mira de sua armas não se dá ao luxo de gritar ou rebater-se implorando por ajuda. Queria tentar algo novo, algo qual envolvesse os tão incessantes gritos de horror e lágrimas. Mas antes disso precisava dar um fim ao corpo que por sua vez já estava enrolado naquele, agora imundo lençol a cerca de algumas horas. Ficou lá até que pudesse imaginar o um apurado plano, que levaria a seu fim. Por fado lembrei-me de um terreno baldio que existia há alguns quilômetro de Jersey, não tão longe mas não considerado perto suficiente do local qual havia acabado de deixar. Troquei as roupas que pingavam a resíduos humanos e taquei-as na lavadora. Não possuía um carro, era algo de extremo valor que apenas a alta classe possuía, dei-me então ao trabalho de enfiar a trouxa em uma mala que levei nas costas e tomei rumo com o primeiro táxi que vi passando pela rua... O cheiro era considerável, mas nada que não fosse confundido com alguém que passou um certo tempo sem higiene. O motorista, devo admitir que não gostou muito da tal característica fragrância que estava exalando. Para ele, estava necessitando de um banho, já em minha mente era apenas o odor da morte que transcorria o ambiente.
Logo após alguns cansáveis minutos me via na rua qual estava o terreno, mas não podia correr o imenso risco de ser visto ali naquele local sem uma boa explicação, então pedi para que seguisse mais adiante, parando o veículo em frente a única coisa que existia na rua, um bar. Nada muito populoso, a maioria lá frequentadora, já não estava em um estado considerável são. Logo percebi que ninguém em tal local notaria o incomodo aroma, resolvi entrar. Nada que chamasse a atenção era visível em tal recinto...A não ser a quantia exagerada de garrafas com alto teor alcoólico nas prateleiras que rondavam a parede por trás de um balcão velho feito de madeira. Peguei um maço de cigarros quais estavam próximos a tal bancada e procurei alguém que não estivesse tomado pelo álcool, para que pudesse pagar e dirigir-me ao meu verdadeiro objetivo, mas fracassei em minha busca. Resolvi colocar o maço sobre o objeto escuro e maciço e retornar mais tarde. Relembrando tais fatos ocorridos vejo que me faltam cigarros neste momento, a narração não pode ser mais importante do que minha abstinência pela nicotina, não tenho muitos minutos antes que as lojas fechem-se devido a comemoração natalina. J.E.
Notas finais
Agradeço imensamente as reviews do último capítulo. Foi fantástico saber que vocês vêm apreciando a história, mas lembrem-se de que se tiverem alguma sugestão para melhorar, são extremamente bem-vindos XO
Fale com o autor