Dividida

15 Acampamento Pt. 1 - A Viagem


Notas iniciais
Eu disse a vocês que ia tentar deixar alguns capítulos programados, então aqui está um deles, espero que gostem! E espero que gostem também do personagem novo... É só ler pra saber quem é! Dois capítulos em um dia só, pq eu sou boazinha e vou viajar kkkk

P.O.V MÔNICA

“É HOJE” esse foi meu primeiro pensamento, olhei o relógio para ter certeza que não estava atrasada, eram quatro e meia da manhã, ou seja, estava adiantada até demais. Olhei meu quarto e vi minha mala em um canto, dei graças a Deus que eu já vinha arrumando-a a uma semana, fui conferir se tudo que eu precisava estava lá e acrescentei algumas coisinhas. Fui tomar banho, tomei um banho demorado, me olhei no espelho ainda sem roupa e gostei muito do reflexo que ele me dava. Eu via uma garota que perdeu três quilos, com curvas, seios na medida certa e cabelos um pouco mais longos que o de costume, agora meus fios negros batiam em meu ombro... Fazia muito tempo que não gostava tanto de mim mesma. Parei com meu narcisismo e fui olhar as roupas que me restaram, no meio daquela bagunça escolhi uma saia amarela e uma blusa preta. Sim, eu sei que estava indo para um acampamento, mas quando chegássemos lá teríamos que trocar de roupa mesmo. Olhei o relógio novamente e agora já eram cinco e meia, mas mesmo assim ainda era muito cedo para alguém que só teria que estar no colégio as seis e meia e que iria partir as sete horas. Desci, tomei meu café da manhã enquanto escutava as recomendações da minha mãe

– Já sabe né? Nada de falar com estranhos, de se meter no meio da mata sem nenhuma pessoa experiente, mexer em bichos estranhos e nem de ficar aceitando provocação de amigo nenhum

– Eu sei mãe, não tenho mais 8 anos – sorri para ela

– Pra mim você sempre será um bebê – ela me abraçou forte – Não esqueceu o repelente, perfume, absorvente, maquiagem, documentos, protetor solar e nem de ajeitar a bolsa para as trilhas?

– Não mãe, eu só vou passar uma semana lá, não to me mudando não e se eu colocar mais alguma coisa naquela mala ela explode.

– Tá certo filha, não tá mais aqui quem falou! Seu pai vai te levar pro colégio

– Falaram de mim? – meu pai era um senhor de 45 anos, era bonito pra sua idade e o melhor pai do mundo em minha opinião

– Sim, estávamos falando que você ia me levar pro colégio

– Mas é claro, não ia deixar minha princesa ir com esse peso todo até o colégio

– Pai... Você sabe que pra mim aquela mala é uma pena – eu sorri

– Sei, mas eu faço questão e sua mãe também vai para nos despedirmos

– Ok pai

– Por sinal é melhor nós irmos agora, já são seis e dez

Papai fez questão de descer minha mala, o que foi uma cena engraçada, porque ele fez isso quase morrendo. Peguei minha bolsa, a mochila de trilha e entrei no carro. A ida para o colégio foi tranquila e logo que cheguei lá eu encontrei a Magali

– Dormiu aqui foi? – ela usava um rabo de cavalo preso no alto da cabeça, um short jeans e uma camisa azul

– Que nada, eu tinha que resolver aquele negocio do nosso quarto lembra? Não queremos pegar um quarto perto da Carmem, Ramona ou Sheyla – ela fez uma cara de nojo

– Você sabe se os irmãos nada adoráveis vem?

– Vem sim, o DC já chegou, você sabe como ele é com esse negocio de horário

– Sei, mas o que mais me espanta é ele ir

– Parece que o Nimbus fez algum tipo de chantagem com ele

– Você tá falando com o Nimbus?

– EU NÃO! – vi a raiva passar pelos seus olhos – Ele tentou falar comigo um monte de vezes, mas eu já tive experiência com o Cascão e não deixei nem ele abrir a boca

– É assim mesmo amiga!

– E você e o DC?

– Só o básico, me recuso a falar com ele enquanto ele não me contar dessa porcaria de anel!

– HEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEY GIRLS! – era a Denise

– OI DÊ! – falamos em coro

– Vocês não tem noção de como é difícil arrumar roupas fashions para ir a selva

– Denise, a gente não tá indo pra África

– Ai Mônica, não estraga o glamour!

– Oi meninas!

– Marina! Ainda bem que você chegou, temos que resolver os horários do banheiro! Eu vou ali e já já volto

– Ainda to decidindo se dividir o quarto com a Denise foi uma boa, sinceramente, acho que vai ser um exercício para minha paciência – ela sorriu

– Tá melhor Mari?

– Ah tô sim! Quem nunca ficou com um idiota né? – ela olhou para baixo

– Eu tava falando do seu resfriado, mas tudo bem – sorri sem graça

– Aaaah, desculpa – a Marina parecia um tomate

– ALUNOS, SE DESPEÇAM DOS SEUS PAIS! O ÔNIBUS VAI PARTIR EM 10 MINUTOS! – nos separamos e cada uma foi se despedir da sua família

Abracei meus pais apertado e escutei a última centena de recomendações, apesar de reclamar, sentiria saudades deles nessa semana do acampamento. Entrei no ônibus, sentei em um dos últimos assentos, Magali se acomodou ao meu lado, Denise e Marina a nossa frente e para minha surpresa quem sentou nos assentos ao nosso lado foram DC e Xaveco.

– Ei Marina troca de lugar comigo? – o Xaveco falou de maneira manhosa

– Tudo bem Xaveco, mas vem logo

– Momôxinhoooo – todo mundo riu

P.O.V DC

Já fazia uma hora que estávamos na estrada, ou seja, estávamos na metade do caminho já que o tempo estimado era de duas horas. Olhei para o lado só pra me certificar que ela ainda estava lá e para minha grande surpresa ela estava dormindo, parecia tão calma com a cabeça encostada no ombro da Magali, agradeci por aquela visão e pelo fato dela não puder ver que eu estava quase babando ao olhá-la. Virei meu rosto de novo, mas não consegui ficar sem olhá-la por muito tempo, direcionei minha visão para o lugar que ela se encontrava, agora o cabelo não cobria mais seu rosto e eu pude olhar cada traço daquela face que ocupava meus sonhos. O nariz arrebitado, as bochechas rosadas, as sobrancelhas bem desenhadas, tudo nela era tão bonito. Eu queria falar com ela, explicar que eu tinha acabado com a Carmem, que eu gostava dela, mas isso era praticamente impossível, ela não me dava chance de falar mais do que duas palavras. Por que ela tinha que ser assim tão teimosa e irritada? “Porque é isso que você mais ama nela seu idiota” pensei

– Ei, fecha boca se não a baba vai acabar caindo

– O que Marina?

– Eu to vendo você babando pela Mônica...

– Tava mesmo! – qualquer pessoa negaria, mas eu sou o Do Contra

– Direto como sempre – ela sorriu – Tá na cara que você é louco por ela Do Contra, mas você continua com a Carmem

– Quem me dera o problema ser só esse, eu já acabei com a Carmem, mas ela nem me dá chance de dizer isso a ela

– O QUE? VOCÊS ACABARAM

– Sim, depois de muito choro da Carmem eu tive coragem... É errado ficar com ela sem sentimento

– Mas e aquela história do anel?

– Anel?

– Sim, anel de compromisso...

– Isso só pode ser piada... Você acha mesmo que eu daria um anel de compromisso à alguém?

– Eu não sabia que tipo de lavagem cerebral ela fez em você

– Ela podia ter comido meu cérebro, mas eu não faria isso

– Então acho melhor você falar com a Mônica, porque ela tá puta com essa história

Mulheres conseguem ser mais confusas do que eu e o Licurgo juntos! Eu não sabia como essa história de anel de compromisso tinha aparecido e também não fazia a mínima questão de saber, a única coisa que eu queria era conseguir falar com a Mônica.

P.O.V MÔNICA

Acordei quando nós já estávamos chegando aos portões do acampamento. QUE SACO! EU DORMI A VIAGEM TODA!

– Acordou Bela Adormecida

– Cala a boca Magali, você nem me acordou!

– É que eu achei tão lindinho o DC te olhando em quanto você dormia...

– O QUE?

– Isso mesmo! Se ele olhasse mais, acho que a baba caia da boca dele! E ele não parece o único que gosta de te olhar...

– Como assim? – eu já estava vermelha

– Tem um menino parado ali que tá te secando

– Quem?

– Aquele ali – ela apontou

– VOCÊ TÁ DOIDA PORRA? PARA DE APONTAR PRA ELE! QUER ME MATAR DE VERGONHA?

– Foi mal!

Olhei para o menino que estava encostado na árvore, ele estava longe então o máximo que e consegui notar é que ele era loiro, alto e forte. Olhei para ele uma última vez antes de desviar meu olhar e pude jurar que ele me deu um leve sorriso. Eu já estava começando a gostar dessa viagem...

– Gostou do que viu?

– Muito! – eu respondi maliciosa – Mas eu não sou a única que tá fazendo sucesso... O Nimbus tá encostado no ônibus do terceiro ano te olhando

– Imaginação sua

– Imaginação? Tenho certeza que não, acho que ele tá te comendo tanto com os olhos que se ele continuar desse jeito vai tirar sua virgindade se piscar

– IDIOTA! – nós duas caímos na gargalhada

– BOM DIA ALUNOS! FINALMENTE CHEGAMOS AO ACAMPAMENTO! – quem falava era o professor Rubens, responsável pela viagem – VÃO TROCAR DE ROUPA, AS ATIVIDADES ESPORTIVAS COMEÇAM HOJE MESMO E MAIS TARDE TEREMOS UMA PEQUENA FESTA PARA VOCÊS SE ENTURMAREM COM OS ALUNOS DE MINAS E DO RIO GRANDE SO SUL QUE JÁ SE ENCONTRAM AQUI

– UHUUUUUUUUUU – todos gritaram

O dia estava uma correria, eu a Magali demoramos meia hora para achar nosso quarto que ficava na puta que pariu, era o quarto mais longe e escondido, mas pelo menos não ficamos junto de pessoa indesejáveis. Deixamos nossas malas no chão e trocamos de roupa, apesar de termos sido rápidas fomos as últimas a chegar.

– Agora que as alunas que faltavam chegaram, gostaria de informar que o primeiro ano será dividido em 2, um irá para o rappel e o outro ira fazer trilha comigo. Então, para ficar mais simples, os meninos venham comigo fazer trilha e as meninas vão com a instrutora Anita fazer rappel. Amanhã dividiremos melhor

Fomos até o lugar que nos indicaram e chegando lá encontramos uma mulher de cabelos ruivos que já estava com um grupo de meninos

– Olá! Vocês devem ser as meninas do Colégio Limoeiro não é? Esses são os meninos do colégio Polígono, eles são do Rio Grande do Sul – ela apontou para um grande grupo de garotos que conversava – Bom os outros instrutores vão entregar a vocês o equipamento e ajudar vocês a colocarem

Assim que ela disse isso vários homens uniformizados vieram em nossa direção e começaram a nos ajudar com o equipamento, mas como eu sou A AZARADA o meu instrutor tinha sido chamado e me deixou sozinha com aquele monte de tralha que eu não sabia pra onde ia. Me afastei do grupo levando o equipamento pra ver se conseguia fazer alguma coisa longe do barulho

– Tchê! Você tá tento problemas com o equipamento? – era o mesmo menino que estava encostado na árvore mais cedo

– T-t-t-o sim! – isso Mônica gagueja mais – Você é instrutor?

– Não, eu estudo no Polígono, mas já fiz rappel várias vezes com meu pai se você quiser ajuda...

– Eu adoraria!

– Se me dá licença... – ele pegou na minha cintura e começou a amarrar alguma coisa, depois de alguns minutos eu já estava totalmente equipada – Acho que eu fiz tudo certo, mas por via das dúvidas, acho que seria melhor você perguntar a um instrutor

– Obrigada – eu disse já indo embora

– EI! Eu não sei seu nome

– Mônica – sorri para ele

– Eu sou Rafael, espero que a gente se encontre na festa mais tarde. Você vai não é?

– Com toda certeza – eu tentei dar um sorriso malicioso, mas acho que devo ter parecido com uma foca se debatendo, porque ele riu.

O resto do dia foi agitado, fizemos várias atividades, uma mais irada que a outra, mas eu não parava de pensar no Rafael, ele era lindo, loiro, forte e dos olhos azuis! Mal podia esperar para chegar de noite e encontrar com ele na festa

Notas finais
Roupa da Magali: https://fbcdn-photos-e-a.akamaihd.net/hphotos-ak-frc3/1483333_555433804548591_1416239328_s.jpg Roupa da Mônica: https://fbcdn-sphotos-f-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn1/1512445_555435444548427_274023048_n.jpg Gostaram desse climinha entre a Mônica e o Rafael? Pela descrição dela ele é um gato hein... Mas justo agora que o DC acabou com a Carmem, falando nisso... Quando será que ela vai descobrir que eles não estão mais juntos? Só vou dizer que muita coisa ainda vai acontecer nesse acampamento! Comentem, cada vez que eu recebo um comentário eu fico mais entusiasmada para continuar a história!