Divergência
1 Diferenças
Notas iniciais
Ele não é Rússia.
Rússia é pura perfeição viva, respirando e muito bem, obrigado. Ele é sempre vestido com os mais finos tecidos russos e importados – privilégios de ser importante –, sempre adornado com impecável delicadeza, dono de eloquência e inteligência que se esperava de um conselheiro militar. Rússia é feito de palavras intraduzíveis, pecados não ditos e emoções desconhecidas e Belarus não se cansa de nada disso.
Rússia é pura magnificência e suavidade, e ela não conhece nada mais poético que isso.
Prússia é diferente. Ela não sabe muito bem como descrever, mas ele é diferente.
Prússia tem os mesmos cabelos esbranquiçados, a mesma eloquência, a mesma inteligência, a mesma importância, e é feito de brincadeiras sem juízo, lágrimas secas e cerveja alemã quente. Ele é inocência e culpa, e ela não consegue entender o quanto ele se difere de Rússia.
Ela também não sabe por que o prefere. Seu irmão representara segurança, proteção e uma vida boa desde que se lembrava de ser quem é, ela o ama. E, então, ela conhece o prussiano de olhos rubros e jeito infantil. Belarus o odiava quando o conheceu.
Então, ele começa a fazê-la se interessar por alemão, bebidas estranhas e azul prussiano, em meio a risadas e abraços calorosos. Com o cabelo branco, olhar carmesim e postura severa, ele parece uma estátua de gelo, mas ela conhece o calor dele e o quão é reconfortante.
Prússia também é magnificência em sua forma pura, sutileza de gestos e sorrisos graciosos, mas eles são diferentes.
Ele é diferente de tudo que ela conhece, e Belarus está apaixonada pelas diferenças.
Ele não é Rússia. Belarus não se importa com isso.
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