Disturbed

1 Capítulo 1 - Perturbado


Notas iniciais
Primeiro capitulo da história aguardem mais. Roteiro é meu u.u

A noite estava fria, o vento batia sobre as copas das árvores de modo calmo e perturbador, as paredes pareciam fazer barulhos, como ratos passando por entre o interior da mesma. Mas Ryan tinha certeza que era algo além disso. Seu corpo tremia de frio, mas era perigoso demais sair dali onde estava para pegar um agasalho. O homem não sabia como e nem por que, apenas sentia que algo de errado estava acontecendo ali em sua casa aquela noite.

Um leve calafrio percorreu seu corpo instantaneamente, Ryan sentia medo, o que não era comum de sua personalidade. Isolado no canto do quarto, com a cabeça entre os joelhos, Ryan nunca havia se sentido tão vulnerável como naquela noite. Ele apenas queria sair correndo dali e ir proteger seus filhos, mas não conseguia, nem ao menos sabia onde eles estavam, o medo de algo desconhecido havia tomado conta de seu corpo. Os ruídos das paredes e o som dos galhos das arvores começavam a aumentar gradativamente, aos poucos, deixando o clima do quarto tenso, o que fazia crescer dentro de Ryan aquela sensação ruim.

Uma canção começou a soar nos corredores da casa, que do segundo andar em seu quarto Ryan conseguia ouvir. Parecia uma canção de ninar, calma e perturbadora, porém estava sendo cantada em uma língua diferente do inglês.

Ryan percebeu que a canção estava em latim. Uma voz áspera e seca entoava a mesma, falando latim de modo perfeito, sem sotaque, o que assustava ainda mais Ryan. Cada palavra pronunciada dava um calafrio perturbador no homem, e parecia se aproximar aos poucos.

Mas, por que ali? E quem estava cantando isso? Ryan não sabia, mas parecia que seus piores pesadelos estavam se tonando realidade naquela noite. Ryan não conseguia sair do canto do quarto, mal conseguia se mover. Então escutou a canção se aproximando ainda mais, junto com passos subindo lentamente as escadas em direção ao quarto onde estava, foi quando ficou literalmente paralisado.

O medo e a angústia naquele momento eram tanta que o homem nem pensava mais em seus dois filhos e em sua mulher, apenas queria sair dali. Enquanto a canção se aproximava vagarosamente de modo torturante, o som do vento cortando as folhas das arvores do lado de fora da casa parecia ficar mais intenso.

Sim, pensou Ryan. Uma presença estranha e maleficamente ruim começava a se aproximar da entrada do quarto. Paralisado, o homem não conseguia desviar nem seus próprios olhos da direção da porta. Ele tinha medo do que veria, tinha medo do que se aproximava, mas ainda tinha um tanto de curiosidade percorrendo a sua mente, o que demonstrava que o medo não havia o manipulado totalmente.

Estranhamente a visão de Ryan começava a ficar turva, sua cabeça começava a doer e seus ouvidos pareciam “entupidos”. A canção estava mais próxima e quanto mais se aproximava, mais medo e angústia Ryan sentia. Até quando ele iria aguentar isso? Ele não fazia ideia, mas aquela sensação era ainda pior da que Ryan sentiu quando viu seus próprios pais morrem na sua frente quando ainda era criança.

Quando a visão de Ryan estava sem por cento embaçada, o ser que cantava e se aproximava cruzou a porta do quarto, a uns quatro metros do homem, que agora estava em pânico.

Ryan nunca havia sentido algo assim, uma angústia tão grande, misturada com um medo estranho, pânico e uma sensação de perda horrível, aquele era o seu limite, não só o seu, mas talvez o limite que um ser humano pode chegar ainda com sua sanidade. De longe ele via o ser que acabara de entrar no quarto, era alto, parecia ter mais de dois metros de altura e tinha forma humana. Em ambas as mãos o misterioso ser levava dois objetos de forma arredondada, que daquela distancia com sua visão embaçada Ryan não conseguia reconhecer o que era.

Mas por que aquilo tudo era tão torturante? Ryan queria acabar logo com tudo, talvez tirar a própria vida para não sentir mais aquela sensação. Algo realmente estava ali a sua frente, uma presença que trazia medo, depressão, uma presença que fazia você se sentir tão sufocado a ponto de esquecer-se da existência daquilo que você mais ama. O que era aquilo afinal? O próprio demônio? Ryan já não pensava mais em nada, agora, o medo e angústia havia dominado sua mente por completo.

Ryan ainda sentia as sensações físicas e emocionais, porém por fora parecia em estado vegetativo, não falava, não se mexia, nem ao mesmo piscava. O misterioso ser dava passos vagarosos em direção a Ryan, entoando a canção dessa vez ainda mais alto que antes. Apenas ao ouvir sua voz áspera Ryan já tinha vontade de tirar a própria vida, se possível, bater sua cabeça na parede centenas de vezes até apagar. Mas ele não podia. Apenas estava ali, paralisado.

Então o ser estava a menos de dois metros de Ryan. Era realmente alto e forte, e aquela distancia Ryan conseguiu ver ao menos a roupa que o ser usava, parecia um macacão preto, e ele usava luvas.

Naquele momento, aquela distância, Ryan tentava decifrar o que o homem carregava nas mãos, de modo inconsciente, afinal ele já não tinha mais controle sobre seus pensamentos. Então a torturante canção em latim parou, dando lugar a um silêncio ainda pior. O ser agora estava a um metro de Ryan. A mente do homem agora tentava fugir de seu corpo, ele estava em pânico, tentava gritar o mais alto que podia, mas nada saia, nem ao menos uma piscada de olhos, e o pior de tudo era que Ryan sentia cada dor física e emocional. Nada tinha explicação, nada tinha resposta, nada tinha ao menos um motivo, e o homem que um dia foi feliz, sorriu e amou agora só conseguia sentir medo e dor, e a vontade de tirar a própria vida era maior que tudo.

O silêncio foi sumindo aos poucos quando o ser a frente de Ryan começava a sorrir, de vagar, tornando-se uma risada psicopata e torturante, enquanto a visão de Ryan ia voltando ao normal aos poucos.

Se Ryan pudesse fazer apenas uma escolha naquele momento, seria que sua visão continuasse embaçada, afinal, qualquer coisa, qualquer coisa mesmo era melhor do que a visão que o homem estava prestes a ter.

Notas finais
Sugestões, elogios, criticas e etc... Podem ficar a vontade ao julgarem a história.
Até o próximo capitulo XD
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.