Akashi guardava as bolas que ficaram esquecidas nos cantos da quadra, totalmente distraído. Era muito incomum não prestar atenção ao seu redor, mas naquele dia, sua mente não conseguia parar. Estava tão concentrado em seus pensamentos que não notou um dos jogadores entrando na quadra, o mesmo franziu a testa pelo menor não ter olhado para si quando entrou.

— Akashi... — Chamou, assustando o ruivo, que deixou a bola que tinha em mãos cair no chão. Arqueou uma das sobrancelhas e se aproximou do menor. — Você está bem?

— Ah, Daiki... — O capitão do time pegou a bola que havia deixado cair no chão da quadra e colocou dentro do compartimento. Sorriu torto para Aomine e acenou em confirmação.

— Tem certeza? Você não costuma ficar distraído assim.

— Eu sei, Daiki. — O capitão suspirou e olhou para o lado, não queria que Aomine notasse o que realmente estava acontecendo.

— Se quiser falar, só falar... vou fazer uns arremessos. — O maior passou pelo capitão e pegou uma das bolas no compartimento, mas foi impedido de continuar quando Akashi o abraçou por trás, fazendo-o sorrir fraco.

– O que foi?

— Você sabe muito bem... — Sussurrou e então Aomine riu baixo virando-se para o ruivo, segurou o rosto do mesmo e beijou sua testa, em seguida as bochechas e sorriu de canto.

— Quando quiser que eu faça bolo de café, é só pedir do jeito normal, Akashi.

— Esse é um jeito normal. — Resmungou olhando para o lado e cruzando os braços, Aomine voltou a rir e balançou a cabeça. Aquele cara era realmente estranho.

— Sim, sim... vamos para a minha casa logo.

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