Disenchanted

88 Capítulo 88 - Acordando


Notas iniciais
Mais um cap. :)
Boa Leitura :)

Gerard’s P.O.V.


Acordei lentamente, minha visão estava embaçada. Pude ver Mikey sentado em uma poltrona, olhando para o teto.

— Oi – murmurei.

— Oi – ele disse, sem olhar para mim.

— O que aconteceu? – eu não me lembrava direito.

— Você passou mal e apagou na sacada de seu apartamento – ele explicou, seco.

— Nossa... – falei. – Que tenso.

Alguns segundos de silêncio se passaram.

— Filho da mãe – ele disse, sem tirar os olhos do teto branco.

— O que foi? – fiquei confuso.

— Eu pensei que você tivesse morrido, seu idiota – ele disse, agora encarando-me sério. – Não ouse fazer isso de novo.

— Ah, meu irmãozinho ficou com medo de me perder... – falei, provocando-o.

— Fica quieto – ele revirou os olhos. – Você é muito menos irritante dormindo.

— Eu sei que você me ama – provoquei mais.

Mikey não respondeu, acabando com a minha diversão. Idiota.

Olhei em volta, era um quarto de hospital grande, eu ouvia o bip no meu ouvido, tinha alguns fios conectados ao meu corpo.

— Agora eu sei como a Lay se sentia – ri.

Mikey revirou os olhos novamente.

Continuei observando as coisas lenta e atenciosamente, era engraçado ser paciente de um hospital, enquanto eu estava acostumado a apenas ser um visitante.

Toda a minha alegria acabou no exato momento em que olhei para minha mão e visualizei aquela agulha grotesca em minha veia.

— Mikey... – chamei. – O que significa isso?

— Significa que você tem uma agulha de soro em sua veia, coisa lerda – ele ironizou.

— Você sabe que eu não gosto de agulhas! – rosnei.

— Não, você tem medo, é diferente – ele riu. – Pensando bem, até que estar aqui está sendo divertido...

— Eu quero que tirem isso de mim agora! – gritei. – Eu tenho direito de escolher se quero ter uma agulha em mim ou não! Eu não quero ser furado! Isso é desumano! Eu não vou melhorar se sair desse hospital completamente furado!

— Deixe de ser dramático – Mikey gargalhava. – É um furinho de nada.

— Não é um furinho de nada – falei cada palavra lentamente. – É algo que eu odeio entrando em meu corpo... Eu tenho direitos, sabia? Sou um ser humano, mereço ser tratado como um!

Nesse momento uma enfermeira entrou no quarto, provavelmente ouvira a gritaria.

— O que está acontecendo? – ela estava espantada.

— Está acontecendo que eu não quero ser furado! – rosnei.

— O que? – ela não entendeu.

— A agulha... – Mikey explicou calmamente. – Ele tem medo de agulhas.

— Não se trata de ter medo ou não – retruquei, quase gritando. – Eu apenas quero ser tratado com o devido respeito que todos nós merecemos, e isso inclui eu poder decidir se vou ser furado ou não!

— Deixe que eu cuido disso – disse Dr. Hill entrando no quarto.

— Okay – a enfermeira saiu, assustada.

— Qual é o problema? – ele perguntou calmamente para mim.

— Tire essa agulha de mim – agora eu implorava.

— Gerard, isso é necessário – ele tentou explicar.

— Se o senhor quiser eu jogo ele pela janela – Mikey ofereceu.

— Idiota! – rosnei para Mikey.

— Procure se acalmar, Gerard, logo vamos fazer mais exames – Dr. Hill disse, ainda sorrindo calmamente.

Ainda. Eu acabaria com aquele sorriso se ele não tirasse aquela agulha de mim.

— Eu quero que tirem essa porcaria de mim! – gritei com a maior força que consegui. – Eu vou processar vocês!

— Gerard... – Dr. Hill tentou falar algo.

— Isso é desumano! – o interrompi. – Eu não mereço isso! Eu tenho meus direitos! Isso é tortura física e psicológica!

— Já chega, Gerard – disse Dr. Hill, perdendo o sorriso.

Ele chamou a enfermeira novamente, ela trouxe seringa com uma agulha ainda maior do que a que havia em minha mão.

— Não ouse colocar isso em mim! – rosnei.

— Não vamos colocar em você, vamos colocar no soro, que irá para sua rede sanguínea, irá acalmá-lo – explicou Dr. Hill.

— Eu não quero me acalmar, eu não preciso me acalmar! – falei, mas já era tarde de mais, Dr. Hill injetara a seringa em meu soro. – Tire isso de mim, por favor! – implorei.

— Descanse – ele sorriu novamente.

Logo me senti mais sonolento, minha cabeça um tanto pesada. Depois disso, não me lembro de mais nada.



***

Mikey’s P.O.V.


Gerard me dera um grande susto, eu queria matá-lo por isso, mas não o fiz. Depois que Gerard acordou, a minha vontade era de morrer de tanta vergonha de ser irmão dele. Ele começou com um escândalo por causa de uma mísera agulha em sua mão, e depois um maior ainda por Dr. Hill querer injetar uma seringa em seu soro para acalmá-lo. Sinceramente, eu queria que aquela seringa fosse injetada em Gerard, como castigo por tudo isso, mas não tive tanta sorte.

Depois que Dr. Hill injetara o tranqüilizante no soro de Gerard, meu irmão ficou grogue. Não fala nada com nada. Era até engraçado.

— Eu odeio você – Gerard disse a Dr. Hill. – Só gosto do Mikey... e do Frank... e o do Ray. Mas de você não! Chato...

Gerard parecia estar bêbado, mas era mais engraçado. Dr. Hill apenas ria.

— E da Layla? Você não gosta dela? – perguntei, tentando me divertir um pouco.

— É diferente – Gerard disse, grogue. – Vocês são meus “irmãos” – ele fez as aspas tortamente no ar – e ela é minha mulher. São jeitos diferentes de gostar...

— E dos seus filhos? – continuei.

— Mas que droga – ele se irritou. – São jeitos diferentes de gostar, você não entende?

— Acalme-se, Gerard – Dr. Hill advertiu, rindo.

— Não se intrometa! – Gerard rosnou para ele. – Isso aqui é uma conversa de fa-mí-li-a – ele disse as sílabas separadamente, para enfatizar a palavra. – Você não é da minha família!

— Okay, desculpe – Dr. Hill riu novamente.

— Não desculpo, não! – Gerard quase gritava. – Quero ficar sozinho com meu irmão.

— Tudo bem, volto depois – disse o médico, saindo.

Não precisa voltar! – Gerard gritou, em vão, já que o médico já não estava mais ali.

Alguns segundos de silêncio.

— Eu te amo, Mikey – Gerard disse, parecia choramingar.

— Legal – falei.

— Mesmo você tendo quebrado o meu carrinho... no natal... quando eu tinha seis anos – ele começou a chorar. – Eu gostava tanto daquele carrinho! Por que você fez aquilo?

— Gerard, eu tinha três anos – falei, pasmo. – Foi sem querer.

— Tudo bem – ele secou as lágrimas. – Eu perdôo você.

— Obrigado – tive que rir.

— Você é meu irmão, eu preciso fazer isso – ele continuou. – Tenho certeza que faria o mesmo por mim.

— Sonha... – debochei.

Vasculhei algumas revistas e peguei uma qualquer, nem vi o que era.

— Olha, moda! – falei, mostrando-lhe a revista. – Vamos ver as tendências do verão?

— Eu estou cansado... – ele bocejou.

— Tudo bem, vou ler sozinho – dei de ombros, abrindo a revista e começando a ler.

De repente a porta se abriu, era Layla.


Notas finais
Viram como foi necessário doparem o Gee?? kkkkkkkkk' ~alokita
Reviews??
-x-x-
Próximo capítulo... MISTÉRIOS E EMOÇÕES! O.o
-x-x-
Beijos'