Disenchanted

65 Capítulo 65 - Novidade & Brincadeirinhas


Notas iniciais
Bem... Não querem que eu mate ninguém *bubu ... Ah não ser a Ana (A_Revolution) que até sugeriu qe a Layla morresse no parto e eu entrasse na história pra casar com o Gee .. kkkkkkk' ~fiquei tentada a fazer isso kkkk~
x-x-x-x
Boa Leitura.

Eu estava cada vez mais apreensiva, estava de sete meses e meio de gravidez, se eu chegasse aos nove meses – o que nem sempre acontece em uma gravidez de gêmeos – faltavam apenas um mês e meio.

As cólicas também estavam cada vez mais frequentes, os exames eram quase toda semana, cuidados redobrados para que meus bebês ficassem o maior tempo possível dentro de mim.

Gerard andava preocupado comigo, mas ele não podia fazer nada, a My Chemical Romance havia acabado de voltar, não podia parar novamente.

Sempre que eles viajavam, Diana, Leticia e Michele vinham fazer-me companhia, não apenas por que queriam, mas também por que Gerard pedira isso a elas, ele estava com os nervos a flor da pele por ter de me deixar assim.

— Gerard, vai ficar tudo bem! – disse pela milésima vez enquanto Gerard perguntava se eu queria que ele voltasse. – Você só vai ficar mais um dia fora, não vai acontecer nada.

— As coisas acontecem de repente, Layla – ele estava histérico. – Em um segundo você está bem, no outro pode tropeçar, cair e bater a cabeça – ele exemplificou.

— Mas eu não vou tropeçar em nada, então vai ficar tudo bem – dei de ombros. Gerard conseguia ser irritante até por telefone. – Elas vão cuidar bem de mim.

— Mas, Layla! – ele quase gritava.

— Nos vemos amanhã à tarde – encerrei.

— Okay... Boa noite! – ele desistiu.

— Boa noite! – desliguei.

Desliguei rapidamente, bufando.

— Ele é chato – resmunguei.

— Eu queria que Frank me ligasse... – disse Diana. – Ele nunca mais me olhou como... mulher depois que a Alice nasceu.

— Como assim? – perguntamos todas, arregalando os olhos para Diana.

— Exatamente isso que vocês ouviram... – ela disse.

— Vocês nunca mais... – se interrompeu Leticia.

— Sim, nós... “dormimos juntos” algumas vezes, mas são algumas vezes mesmo – ela disse, séria. – Nada frequente como deveria ser.

— Oh Deus! – Michele ficou assustada. – Frank deve estar sofrendo de um problema que eu li uma vez... Não lembro o nome, mas é uma síndrome que o homem sofre depois que a mulher tem um bebê, geralmente o primeiro filho, e o homem não consegue mais olhar para a mulher como... mulher, apenas como “A Mãe do Filho Dele” – explicou Michele.

— Isso é ruim... – falei.

— Tem cura? Por favor, me diga que tem! – Diana perguntou rapidamente.

— Ele pode ir a um psicólogo, investigar isso... – Michele sugeriu.

— Melhor eu desistir e me contentar em ter um pai para minha filha, ele nunca vai ir a um psicólogo – Diana afundou no sofá.

— Eu posso tentar ajudar... – falei.

— Como? – as três perguntaram.

— Ainda não sei, mas vou dar um jeito... – sorri, confiante.

— Okay, jogo minha felicidade em suas mãos – Diana deu de ombros.

***

Layla’s Dream – On

— Cada vez mais perto, não é, Layla? – Brendon perguntou, aproximando-se de mim.

Não respondi.

Ele chegou bem próximo a mim, tocando minha barriga levemente com uma de suas mãos, olhando para cima e respirando fundo como se estivesse sentindo algo.

— Mal posso esperar para esses bebês nascerem – ele disse, sorrindo e olhando novamente para mim.

— Por quê? – tive que perguntar.

— Por que acho que, enfim, poderei tê-la – ele respondeu, tocando meu queixo com o dedo indicador.

Eu nunca conseguia entender o que ele falava, parecia que fazia de propósito para me confundir.

— Você nunca vai me ter... – rosnei.

— Só o tempo vai dizer... – ele disse, desaparecendo em uma névoa logo depois.

Passei a mão sobre minha barriga, não queria pensar em Brendon próximo de meus bebês, muito menos saber o porquê de ele querer tanto que eles nasçam logo.

Layla’s Dream – Off

***

Abri meus olhos em um átimo, estava deitada no sofá, as garotas dormiam tranquilas nos colchões e Alice em seu carrinho. Bem, não havia acordado ninguém desta vez.

***

Desta não fomos ao aeroporto para buscá-los, Gerard e Dr. Thomas proibiram-me de ficar em lugares tumultuados, ou de pé por muito tempo.

Diana, Leticia e Michele foram para suas casas cerca de uma hora antes do horário previsto para que o vôo deles chegasse, pedi para que fosse, não era preciso que ficassem ali até Gerard chegar ao nosso apartamento.

De repente a campainha tocou, fui até a porta e a abri, fiquei surpresa ao ver Madame Shelly fitando-me preocupada.

— Preciso falar com você – ela disse, já entrando no apartamento.

Nos sentamos no sofá e ela começou a falar.

— Brendon... eu descobri, Layla... eu descobri o que ele quer! – ela falava rápido.

— E o que é? – perguntei, assustada.

— Ele quer uma vida!

Pensei sobre isso, mas não consegui entender.

— Como assim?

— Como você deveria estar morta, ele quer se sentir vingado, como se precisasse que alguma alma o fizesse companhia onde quer que ele esteja – ela explicou. – Ele quer que alguém morra para “descansar em paz”.

Fazia sentido.

— E essa alma... é a minha? – perguntei.

— Tanto faz qual alma seja, desde que lhe faça sofrer com essa perda. E lamento informar, Layla, mas ele está atrás de... – ela parou bruscamente.

— Um dos meus bebês... – sussurrei, deduzindo.

Ela concordou com a cabeça.

— Ele... ele... ele não pode! – quase gritei. – São meus filhos! Ele não pode fazer nada! Pode?

— Eu não sei, Layla... queria muito saber, mas isso eu não sei – ela disse, triste.

De repente a porta do apartamento se abriu, mostrando a figura masculina que adentrava no ambiente.

— Cheg... – disse Gerard, parando bruscamente e se interrompendo ao ver Madame Shelly ali.

Lembrei que ele nunca a havia visto, então eu precisaria apresentá-los. Mas, o que eu diria? Gerard, esta aqui é Madame Shelly, a mulher que me ajudou a descobrir que eu devia matar Brendon, ela veio aqui para dizer que Brendon quer um de nossos bebês morto. Ele me internaria e mandaria prender Madame Shelly.

— Gerard, essa aqui é... – parei, gaguejando.

— Prazer, meu nome é Shelly, sou uma amiga de família de Layla – disse Madame Shelly, levantando-se e estendendo a mão para Gerard.

— Ah, prazer, Gerard – ele sorriu gentil, apertando a mão de Shelly.

Eu devia dar graças a Deus por Madame Shelly não ser excêntrica e usar roupas normais durante o dia a dia.

— Layla, seu marido é muito bonito – Shelly sorriu para mim.

— É, eu tive sorte – sorri também.

Gerard sorriu, sem jeito com nossos elogios.

Podíamos ser atrizes.

Gerard e Shelly conversaram por alguns minutos, mas logo ela disse que precisava ir, tinha compras a fazer – mas eu sabia a verdade, seu expediente como vidente tinha de começar.

Levei-a até a porta.

— Obrigada por vir – sussurrei.

— Vou tentar ajudá-la – ela sussurrou como resposta.

— Nos vemos em breve – falei. – Tchau, Shelly – encerrei, agora em um tom de voz normal para que Gerard ouvisse.

— Tchau, Layla – ela respondeu.

Fechei a porta e passei a chave, virando-me para Gerard.

— Muito simpática sua amiga – ele disse.

— É, ela é uma amiga antiga de minha mãe, acho até que me pegou no colo – menti descaradamente. – Como foi a viagem?

— Ótima – ele sorriu. – Mas morri de preocupação com você, pensei quase que vinte e quatro horas por dia em como vocês deviam estar.

— Exagerado... Só por que são gêmeos e eu estou de quase oito meses não quer dizer que vão nascer agora... – ri.

— Só me preocupo... – ele disse, me abraçando.

Abracei Gerard forte, e logo algo me veio à cabeça. Eu não perderia essa chance.

Paralisei meu corpo, ficando imóvel e deixando meus braços caírem, soltando Gerard, que logo percebera algo de errado, olhando fixo e assustado para mim. Fitei-o com os olhos arregalados, paralisada, colocando uma de minhas mãos sob minha barriga, como se uma dor forte me atingisse.

— Layla... – ele ficou assustado, tocando minha barriga também. – Está tudo bem?

Não me conti, fui obrigada a rir. Gerard acreditara em meu falso trabalho de parto. A expressão de Gerard ficou incrédula, mudando para raiva logo depois.

— Desculpa – disse, em meio às gargalhadas.

— Vai ver se eu estou na esquina, Layla – ele disse, indo até a cozinha.

Como já era de se esperar, ele passou o resto do dia brigado comigo, e a manhã seguinte também fora um pouco tensa. Mas havia sido engraçado, ver a carinha de terror de Gerard quando pensou que os bebês estavam nascendo.

Notas finais
REVIEWS?? Enfim, decidi quais serão os nomes dos pequeninos, okay? Mas isso saberão apenas amanhã, nos próximos capítulos de Disenchanted ... kkkkkk'
Bye Killjoys!