Disenchanted

39 Capítulo 39 - Descobrindo a Verdade


Notas iniciais
Capítulo cheio de revelações...
Muahahahaha
UAHSUAHSUHS'
Boa Leitura.

Layla’s Dream – On


Aquela casa novamente. Eu abri meus olhos já deparando-me com aquele sorriso feminino e psicopata.

– O que é isso? Onde nós estamos? – perguntei.

Ela não desfez o sorriso, apenas seus olhos se moveram em uma picada rápida, não aguentava mais aquele sorriso estranho e aquele silêncio mórbido, desisti e decidi ir para outro cômodo, assim que me virei meu coração parou. Ela já estava encarando-me ali, havia se movido sem que eu percebesse.

Corri até a escada e subi ela rapidamente, correndo sem pensar para aquele quarto. Entrei nele e bati a porta, estava vazio desta vez, mas os lençóis estavam manchados de sangue, o que acusava que alguém estivera ali. Sem entender, senti uma súbita vontade de ir até à janela, e foi o que fiz. Assim que cheguei próxima a ela, avistei lá em baixo duas sombras, uma de pé, e outra caída no chão.

Conti o impulso de gritar. Brendon estava cavando um buraco fundo, e o meu corpo estava caído ao seu lado, enrolado em um lençol branco já encharcado de sangue. Ele estava escondendo o corpo, cobrindo vestígios.

– Oh Deus! – sussurrei.

Olhei para o lado por reflexo e me assustei ao ver aquela mulher ao meu lado, estática, mas agora ela não sorria, apenas olhava para Brendon e meu corpo com uma expressão de dor, como se ela estivesse triste ou indignada.

Antes que eu pudesse perguntar-lhe alguma coisa, senti meu corpo cair.


Layla’s Dream – Off

– -


Acordei ofegante, com Gerard encarando-me assustado e com as mãos em meus ombros, como se estivesse me chacoalhando, a luz do quarto estava acesa.

– O que houve Layla? – ele perguntou, atordoado. – Está bem?

– Ah... sim, eu acho... por que? – perguntei confusa.

– Você começou a gritar histericamente e depois pareceu estar sufocando – ele disse, ajudando-me a sentar.

– Desculpe lhe acordar – disse. – Acho que tive um pesadelo.

– Acha? – ele ironizou.

– Já passou – falei, enxugando algumas lágrimas em meu rosto.

– Eu estou aqui – ele disse, abraçando-me.

– Eu sei – sussurrei.

Ele riu disso.

– Era pra ser em tese, do tipo “eu estou do seu lado” ou “pode contar comigo” – ele disse, rindo.

– Eu sei, e eu entendi – ri. – Eu disse “eu sei” do tipo “eu confio em você” ou “eu sei que posso contar com você” – disse.

Ele apenas riu.

Era incrível como Gerard tinha a capacidade de me fazer rir depois do sonho que tive, ele era um fofo e eu o amava por isso.

De repente meu celular tocou.

– Estranho, quem iria ligar esta hora? – disse Gerard, se esticando para pegá-lo.

– Deve ser Diana com insônia de novo – menti, tentando pegar o celular, mas sem sucesso, Gerard já havia o pego, eu sabia muito bem quem era.

– Alô? – ele disse, atendendo.

Silêncio, meu coração acelerou pensando no que Brendon estaria falando para ele.

– Alô? – Gerard repetiu.

Mais silêncio. Será que Brendon não estava falando?

– Quem está falando? Isso é hora para ficar de brincadeirinha? – disse Gerard irritado.

Não, Brendon não estava falando.

De repente a expressão de Gerard mudou, ele encarou-me sem emoção no rosto.

– Espera aí! – ele disse no telefone.

– Quem era? – perguntei, assustada.

– Não sei – ele disse, colocando o celular sobre a mesa de cabeceira novamente.

– O que queria? – pedi.

– Não disse nada no começo, mas depois disse que é para você olhar pela janela, Layla – ele disse, levantando da cama.

– Espera aí, aonde você vai?

Gerard não respondeu, apenas caminhou até a janela, corri atrás dele, ele não poderia ver Brendon lá, mas não consegui o impedir.

Ele parou em frente à janela e não disse nada, aproveitei a chance e olhei também, não havia nada lá fora, a rua estava vazia.

– Devia ser algum louco – disse, puxando-o para longe da janela.

– Mas ele sabia seu nome – ele disse, olhando-me sem expressão.

– Deve ser trote de alguém aqui do prédio, ou até mesmo de algum fã da My Chem – tentei convencê-lo.

– É, talvez tenha razão – ele concordou. – Voltando para a cama.

Eu não podia mais aguentar aquilo, eu precisava resolver isso tudo de uma vez por todas. Agora eu já sabia que Brendon tinha algo a ver com meus pesadelos, mas eu não conseguia saber o que. Foi então que decidi o que eu faria.



Quando amanheceu, deixei Gerard dormindo na cama e liguei para o número que estava no cartão que Madame Shelly me dera.

– Alô? – atendeu uma voz feminina.

– Madame Shelly? – perguntei.

– Sim – ela respondeu.

– Aqui é Layla, a garota da... – disse.

– Da linha da vida curta – ela interrompeu.

– Exatamente – falei. – Pensei em ligar para perguntar se poderíamos conversar hoje.

– Oh, é claro, tem caneta e papel aí? – ela perguntou.

– Sim – disse.

Anotei o endereço rapidamente e corri para trocar de roupa, eu me encontraria com ela em trinta minutos.

Peguei um táxi desta vez, caso Gerard precisasse sair. O lugar era perto, então cheguei em quinze minutos.

– Pontual – ela disse abrindo a porta para mim.

– É que é urgente – eu disse, séria.

– Eu imaginava que você me procuraria – ela respondeu no mesmo tom. – Entre.

Entrei rapidamente, sua casa era bonita e organizada.

– Sente-se – ela disse, indicando o sofá.

Fiz isso, ela se sentou no sofá à frente do meu.

– Diga-me... O que lhe fez me procurar? – ela pediu.

– Tenho tido pesadelos... horríveis pesadelos com um cara, Brendon, que me persegue, mas não são coisas normais. Os pesadelos parecem ser em outros séculos ou décadas, diferentes épocas, e em todas elas ele me mata com uma faca – disse. – Geralmente eu vejo tudo como se fosse um fantasma, mas uma vez eu era a vítima, e foi horrível.

– E o que aconteceu exatamente nesse sonho em que você era a vítima? Me diga palavras que você lembra, que marcaram o sonho – ela pediu.

– Várias coisas... Parecia que eu e ele tínhamos alguma intimidade, ele pediu-me um último beijo e eu não neguei, já que seria o último, foi então que ele me acertou com a faca no meio da barriga, e depois... – tentei lembra.

– E depois...? – ela incitou.

– Eu disse que o mataria, nem que precisasse de vários tempos para isso – disse, quase que em um sussurro.

Ela ficou em silêncio, parecia absorver minhas palavras.

– Você poderia levantar sua blusa um pouco? Apenas para que eu examine uma coisa? – ela pediu.

– Okay – disse, sem entender.

Levantei a blusa até abaixo dos seios, sem entender muito bem aquilo, ela se aproximou de mim, examinando minha barriga.

– Oh Deus – ela arfou.

– O que houve? – perguntei, assustada.

– Essa manchinha clarinha logo abaixo de seu peito, quase imperceptível – ela apontou. – Parece uma cicatriz.

– Ah, isso? – falei, dando de ombros. – Sempre tive isso, é de nascença.

Ela encarou-me assustada.

– O que isso tem a ver? – perguntei, abaixando a blusa.

– Estou quase pensando que esses seus pesadelos, na verdade, possam ser lembranças apagadas de sua memória – ela disse.

– Lembranças?

– De outras vidas, Layla – ela quase sussurrou.

Não soube o que falar.

– Até onde minha experiência permite-me entender – ela começou – parece-me que você vem tentando cumprir a sua promessa ao longo de várias vidas... matar Brendon, até hoje sem sucesso – ela disse. – Em todas as vidas a história está se repetindo, Layla. Ele a mata, do mesmo modo, da mesma maneira.

– Isso quer dizer o que? – estava nervosa.

– Tome cuidado com ele – ela disse. – Não se aproxime e nem deixe ele se aproximar, ele vai tentar de novo, ele não lembra disso tudo, assim como você não lembrava, mas o destino está unindo vocês todas essas vezes, lhe dando uma chance de cumprir sua promessa. Isso quer dizer que a história pode se repetir mais uma vez se você não tomar cuidado.

– Ele me matar novamente... – sussurrei.

– Sim – ela disse. – Mantenha a maior distância possível dele, Layla. Se fosse possível eu sugeriria que você esquecesse essa vingança, mas não posso fazer isso, afinal, a vingança é da Layla que morreu e fez a promessa, você apenas pode seguir o destino agora e lutar para fazer um novo fim.

– Mas o que eu faço se ele tentar de novo?

– Terá de cumprir a promessa feita a ele, não há saída – ela disse, séria.

– Terei de matá-lo?

– Apenas em últimos casos, por favor, a única coisa que peço é que não se aproxime dele – ela pediu. – Afinal, não sabemos se a história pode ser mudada agora, ou se tudo está escrito para se repetir.

Então era isso... Eu e Brendon estávamos destinados a nos encontrar até que eu cumprisse a promessa.


Notas finais
REVIEWS??
O QUE SERÁ QUE VAI ACONTECEEER??
Beijos Killjoys!