Disenchanted

20 Capítulo 20 - Sleep


Notas iniciais
Bem, escrevi esse capítulo nas duas horas que passei parada no trânsito... ~corta os pulsos~
Boa Leitura, Killjoy! Não esqueça da Review. :)

— Senhor Gerard, precisa se acalmar – disse o médico.

— Bem, eu me acalmarei quando me disserem como a minha namorada está, droga! – gritei.

— Não pode gritar aqui dentro – ele advertiu.

— Dane-se, vou gritar até saber como ela está – respondi.

— Sente-se aqui – disse Dr. Hill, gesticulando para uma cadeira no corredor.

Fiz o que ele mandou, ele se sentou em outra, deixando o espaço de uma cadeira de distância entre nós.

— Vocês namoram há quanto tempo? – ele perguntou.

— Dois meses e meio, ou três, bem, o que isso tem a ver? – eu estava nervoso.

— Nada, apenas estou tentando acalmá-lo, preciso que o senhor esteja bem para me ouvir – ele disse.

Isso não era um bom sinal. Diana e Leticia não paravam de chorar, o médico queria que eu me acalmasse para me dizer o estado de Layla, e algo dentro de mim dizia que ela não estava bem.

— Eu não preciso me acalmar, eu só preciso... só preciso vê-la – disse.

— Está bem, venha comigo – disse o médico, se levantando e caminhando para outro corredor.

Segui-o rapidamente, entramos por uma porta grande que tinha um letreiro em cima onde estava escrito “UTI”. Lá era bem mais frio do que no resto do hospital, tinha grandes vidros nas paredes, eram os quartos dos pacientes. Alguns estavam tampados por cortinas azuis, outros estavam descobertos, mas estavam vazios.

Ele parou bruscamente na frente de uma das janelas cobertas, confirmou em sua prancheta o numero do quarto e depois olhou para mim.

— Fique aqui, eu já voltarei – ele disse, já entrando no quarto a nossa frente.

Fique ali, esperando, até que ouve um movimento na cortina azul que cobria o vidro desse quarto, logo depois ela se abriu um pouco, revelando a figura do médico, aos poucos ele foi abrindo a cortina, revelando um quarto com paredes brancas, cheio de equipamentos, não havia nenhuma janela com visão para o lado de fora. Lá dentro estava escuro.

Rapidamente todo o vidro foi descoberto, eu só via luzes de led ligadas, piscando, lá dentro.

Dr. Hill se encaminhou até a porta novamente.

— Ela está aí dentro? – perguntei, cauteloso.

Ele apenas concordou com a cabeça, entrando novamente no quarto. Não pude vê-lo lá dentro.

Poucos segundos depois a luz se acendeu dentro do quarto, branca, forte, me permitindo ver a imagem de Layla deitada em uma maca, de olhos fechados, coberta com um cobertor branco até a cintura.

Fiquei sem reação, ela parecia tranquila, e continuava linda.

Só depois de poder ver que sua beleza continuava intacta é que me permiti perceber o quanto de equipamentos estavam ligados a ela.

Ela estava com um tubo respiratório, e cheia de fios que a ligavam em um medidor de batimentos cardíacos. O medidor apontava sessenta e nove batimentos por minuto, eu não fazia ideia nenhuma naquele momento se esse nível era bom ou não, e também não estava afim de pensar nisso.

Ela tinha diversos curativos nos braços, um na testa e tinha a cabeça enfaixada. Percebi que em sua mão esquerda havia uma agulha para o soro, aquilo me causou um arrepio na espinha, sempre odiei agulhas.

Ao contrário do que pensei, vê-la não me tranquilizou, pelo contrário. Eu precisava que ela abrisse os olhos, me desse aquele sorriso adorável, ou até mesmo me chamasse de idiota como ela sempre fazia quando discutíamos, era impossível me sentir ofendido quando tal palavra era vinda de uma pessoa tão doce quanto Layla.

Quando dei por mim, estava tocando o vidro, como que para tocá-la. Lágrimas continuavam a cair em meu rosto, eu precisava tocá-la, eu não conseguia ficar ali, apenas olhando-a através de um vidro.

Doutor Hill saiu do quarto, se colocando ao meu lado, também observando-a pelo vidro.

— Eu não posso entrar? – perguntei.

— Infelizmente não, o estado dela inspira cuidados ainda, é muito recente – ele explicou. – Amanhã talvez você poderá entrar, mas hoje ainda precisamos mantê-la assim.

— Eu queria ficar aqui, pelo menos para vê-la acordar – falei.

Ouve um momento de silêncio estranho, tenso, olhei rapidamente para o médico, que estava com uma expressão estranha.

— Gerard... – ele começou.

— Ela vai acordar, não vai? – perguntei, nervoso.

Ele respirou fundo duas vezes, eu não fazia ideia do quão irritante era isso quando eu fazia.

— Não sabemos – ele disse apenas.

— Como assim “não sabemos”? – entrei em pânico. – Vocês são médicos, vocês têm o dever de saber se um paciente vai acordar ou não!

— Entenda, ela já chegou aqui assim, desacordada, fizemos todo o necessário e depois tentamos acordá-la, e ela simplesmente não reage – ele falou.

— O que você quer dizer com isso?

— Ainda não posso afirmar com exatidão, mas... – ele fez uma pausa.

— Mas...? – incitei.

— Tudo indica que ela esteja em estado de coma – ele respondeu.

Senti a notícia ser digerida com meu cérebro aos poucos, ele estava falando sério? Layla, minha Layla estava em coma?

— E ela vai acordar quando? – perguntei, quase num sussurro.

— Não temos como saber – ele disse. – Comas podem durar horas, dias, meses... e anos – ele terminou.

Aquilo só podia ser um sonho, não podia ser real. Nem em meus piores pesadelos eu poderia imaginar que isso pudesse um dia acontecer.

Layla podia dormir por anos e eu não podia fazer nada para impedir, eu não poderia acordá-la, não poderia ver seu sorriso pela manhã...

Lembrei-me da ultima vez que liguei para ela, no domingo à noite para avisá-la que nosso vôo havia sido remarcado por causa da neve. Ela havia ficado chateada, eu sabia, mas tentou não demonstrar. Ela me queria lá, com ela, mas as únicas coisas que disse foram para que eu me cuidasse. Eu. Bem, eu me cuidei, mas no que adiantou? Eu estava quebrado agora, por dentro, preferia mil vezes estar no lugar dela do que sentindo essa dor que me consumia, apenas em saber que eu poderia demorar para ouvir sua voz novamente, ver seus olhos.

De repente ouvi meu cérebro gritar “informações de mais!”. Senti meu corpo ficar leve, como se estivesse levitando inconscientemente. Minha visão foi, aos poucos, ficando turva, até que não enxerguei mais nada.

Desmaiei.

Notas finais
O que acharam? :s
Reviews?
Desculpem se eu demorar pra postar, okay? Já expliquei tudo, entoon...
Beijos Killjoys lindos! Feliz Natal, caso eu não volte até lá. :) sz